Rio salva Menezes

A repetição da votação no círculo da Europa gerou uma surpresa: o PSD perdeu a deputada que a 30 de Janeiro estava com lugar garantido no Parlamento, indo essa vaga para o PS que soma mais um lugar à sua maioria absoluta. Lembrar que foi o PSD quem resolveu levantar um banzé disparatado (face ao contexto político, embora legítimo no plano legal como se viu) que acabou por provocar a repetição das eleições. E concluir que este desfecho é o final simbolicamente perfeito da passagem de Rui Rio pelo trono do PSD. Entrada de contabilista alemão que vinha pôr ordem na barraca, o tal banho de ética publicitado e a propalada têmpera do Deutsche Schule zu Porto, e saída pela esquerda alta, disparado por um canhão de circo, com o admirável feito de ter contribuído para a maioria absoluta de Costa ao se revelar uma asneira ambulante, e ainda com o especial favor de abdicar de uma cadeira parlamentar laranja para oferecer ao nosso primeiro mais um deputado para lhe bater palmas.

O espantoso – aliás, o trágico – é que havia boas razões para considerar Rio do melhorzinho que existia no laranjal. Chegou a prometer, na primeira campanha interna, o que teria sido um muito importante regresso do partido à decência. Afinal, quatro anos de macacadas depois, serviu apenas para reinventar o passado de Luís Filipe Menezes – alguém que passa agora a poder reclamar não ter sido o pior líder na história do PSD.

9 thoughts on “Rio salva Menezes”

  1. quando eu estive desempregada e sem ganhar um tostão do estado, durante quatro anos, no rescaldo do assassinato do carácter de Sócrates e no pináculo da governação psicopata de Passos Coelho, houve um dia em que eu estava na baixa com o meu pai, a tratar de um assunto da sua saúde, e o Menezes aproximou-se de nós, como certamente de outros, apresentou-se e perguntou especificamente ao meu pai do que precisava. o meu pai respondeu-lhe esta minha filha, tenho mais duas filhas e um filho, a minha herança é a educação que lhes dei sempre sozinho, esta minha filha tem um Cv de dezasseis páginas e não consegue arranjar um emprego nem sequer um trabalho decente, se a puder ajudar fico-lhe grato para sempre. então senhor Menezes, prontidão em bicos de bolso, sacou de um cartão e escreveu um nome e uma morada e entregou-o ao meu pai. nunca a mim se dirigiu. depois saudou-nos e foi à vida dele. nesse dia o coração do meu pai deve ter ganhado mais uns anos de vida e no dia seguinte fomos ao tal sítio para falarmos com a tal pessoa: já não trabalhava lá há anos. nesse dia, aquilo que eu pensava – porque relativizei tudo perante a decepção do meu pai – das pessoas que embarcam pelo caminho dos ventos atómicos, a mentira é também uma forma de violência circulante, consolidou-se ainda mais. hoje já consigo agradecer ter ficado ainda mais fina perante a indecência de tamanho agressor. agradecer para cuspir e calcar com o tacão das minhas texanas tão meigas com as calças de ganga.

  2. É bom não esquecer também que o Menezes andou “fugido” pela Europa, alegando a necessidade de tratamento a doença, para evitar de ser acusado no famoso escândalo das falsas viagens da AR.

    Só regressou à pátria, quando soube que não seria acusado.

    E quem sai aos seus não degenera. Ver o caso do pai e do filho na conta off-shore. Tutti bonna gente…

  3. “… quando eu estive desempregada e sem ganhar um tostão do estado, durante quatro anos, no rescaldo do assassinato do carácter de Sócrates…”

    lembro-me disso, vinhas aqui todos os dias dizer mal do sócrates, pior que o iô-iô que te substituiu.
    para ter subsídio de desemprego é preciso ter trabalhado antes e fazer descontos.

    “… então senhor Menezes, prontidão em bicos de bolso, sacou de um cartão e escreveu um nome e uma morada e entregou-o ao meu pai.”

    apresenta o cartão ao paulo morais ou àquele sacaninha das transparências que os gajos tratam do assumpto, arranjam-te uns tachos e dão-te palha d’aço para a esfrega.

    “… no dia seguinte fomos ao tal sítio para falarmos com a tal pessoa: já não trabalhava lá há anos.”

    tiveste sorte, o sítio ainda lá estava e só faltava a pessoa. poderia ter sido pior se estivesse lá a pessoa e o sítio tivesse desaparecido. assim foi só 1/2 barrete.

  4. cunha menezes, falsificador original, nunca ninguém me estraga com mimos – fará com aleivosias. vá cagar ao monte e limpe-se na terra para as cuecas não ficarem com tanto nojo de si. !ai! que riso

  5. “Olinda
    esta minha filha tem um Cv de dezasseis páginas e não consegue arranjar um emprego nem sequer um trabalho decente”

    Deves ter usado um tipo de letra muuuuiiiittttooooo grandeeeeee e com espaçamento de “3”…

  6. jp, por favor, corte o s da língua porque coloquialismo só uso com quem não me inveja. trago-lhe um suminho de limão para beber depois do corte. !ai! que riso

  7. “O espantoso – aliás, o trágico – é que havia boas razões para considerar Rio do melhorzinho que existia no laranjal.”
    Só se fosse na tua cabeça, toda a gente sabia que o Rio era um básico e votaram todos no Costa por ser um bocadinho menos básico só isso.

  8. Eu mesmo, vá chamar lindinha à sua peúga. eu sou Olinda Rosa e sou do rancho à portuguesa com muito grão e carninha. !ai! que riso

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