15 thoughts on “Revolução”

  1. Em princípio, muito bem, mas há sempre um “hic” qualquer. Não entendendo bem como funciona esse sistema na América, nem o eventual controlo das inscrições, a pergunta que coloco é a seguinte: o que impede os simpatizantes do PSD, por exemplo, de se registarem em bloco para a eleição do secretário-geral do PS, votando no que mais lhes interessa, ou seja, no mais “derrotável” em eleições legislativas?

  2. «Acentuou ainda que não quer “ganhar as eleições no PS a qualquer preço”, porque diz querer “uma mudança real”.»

    Hmmm… Onde é que ouvi isto nos últimos tempos? :D

    @Penélope: é assim que funciona nos EUA. Não há controlo sobre as inscrições. Simplesmente, para evitar que os opositores políticos balanceiem injustamente as eleições, é preciso que os simpatizantes acorram em número igual ou superior. Mas não me parece que as pessoas acorram em massa às directas de um partido com que não simpatizem – nem às eleições “normais” vão, quanto mais…

  3. Que é uma boa maneira de acabar com os interesses instalados, é um facto, mas… e há sempre um mas nestas coisas da política, existe o perigo de o PS se ver controlado por um outro partido numa lógica que o acabaria por transformar numa correia de transmissão de quem tivesse mais capacidade mobilizadora.
    Se a lógica vier a ser assumida por todos os partidos, para mim está correta, mas colocar a cabeça no cepo à disponibilidade de quem nunca votará em mim é um risco que não gostaria de correr.
    Se quiser combater o aparelho o melhor que tem a fazer é implodi-lo.
    Não permitir que as distritais e concelhias sejam menorizadas, limitar os mandatos, acabar com as quotas de eleitos por via sa secretaria-geral, não permitir a inclusão nas listas locais de caciques nacionais, etc.
    Há muita pedra a partir antes de chegarmos a uma primárias à moda dos “states”.

  4. La vamos ter o Seguro que se lavantou para bater palmas do Cavaco. E que nas televisoes n saia em defesa do Secretario geral do partido e PM, quando este area atacado e vilipendiado nas suas barbas. Barbas? Não é um imberbe!

  5. Bravo, há muito potencial político e sobretudo cívico neste embrião de ideia. Parabéns, Francisco Assis. Para começo da corrida, nada mau!

    A questão crucial é, para mim, como muito bem apontou logo a Penélope, como se adquire a condição de “simpatizante”. Haverá algum registo oficial? Terá de se contribuir ou pagar alguma quota, mesmo que simbólica? Eu estou interessado em ser simpatizante do PS. E até admito pessoas que queiram ser simpatizantes do PS e do BE, do PS e do PSD, do PSD e do CDS, só para falar dos Partidos em que, eventualmente, esta medida tem viabilidade teórica.

    Se me permitirem escolher qual o candidato que eu prefiro que concorra, pelo Partido em quem eu penso à partida votar, para a minha Junta de Freguesia, para a minha Câmara, para o Parlamento Europeu e para o meu País, penso que ficarei mais entusiasmado e responsabilizado com essa candidatura.

    No reverso da medalha, haverá sempre o risco de ficarmos menos entusiasmados, se não for escolhido o nosso candidato preferido…

  6. Senhor Assis, digno representante do que nos pretendemos livrar, ou seja a sombra de Sócrates. O senhor já perdeu, tal como seu antigo patrão. Mas, esta sua jogada é deveras inteligente, tenho de reconhecer, o senhor pretende aglutinar os bem pagos por Sócrates para votarem a seu favor e assim manterem os privilégios, agora perdidos. Espero que os verdadeiros Socialistas tenham a clarividência suficiente para não se deixarem enredar nesta manobra que o senhor pretende levar a cabo. Mas, francamente parece que ainda não entendeu que ao servir o senhor Sócrates enleou-se no pântano em que ele governava ou se governava, veremos se os documentos do tal dirigente Nacionalista, são ou não verdadeiros. Uma palavra à Sª Ministra da Justiça: Força!

  7. Confesso que enquanto simpatizante do PS adoraria poder votar e desde há algum tempo que temos comentado entre amigos se era possível usar esse sistema americano por aqui. Acho que seria uma forma de envolver mais as pessoas nos interesses politicos e abrir mais a discussão.

  8. Grande, grande Assis. É exactamente este o caminho para aproximar a politica dos cidadãos. Responsabilizar os candidatos junto dos seus eleitores, mas também o oposto.
    Quanto às primárias abertas aos cidadãos: nos EUA há 3 sistemas principais, as primárias fechadas, em que votam os democratas ou republicanos registados, as abertas, em que todos podem votar, e o sistema de caucus (apenas nas presidenciais), que parece bastante anti-democrático e arcaico mas tem razão de existir, porque testa a capacidade de organização e mobilização do candidato (não é por acaso que numa corrida presidencial, estas são as primeiras). Todos os sistemas têm as suas vantagens, e pode haver mais que um tipo dependendo do que se escolhe. Para o secretário-geral, prefiro as fechadas, é uma decisão interna dos militantes. Para candidato a presidente e se calhar deputados, creio que as abertas seriam preferíveis, já que aí estamos a falar de quem se vai sujeitar à votação de todos, e para outro tipo de cargos internos pode ser de tipo caucus, no fundo o que existe agora.
    É uma proposta muito interessante, e só revela que mais uma vez, quando falamos de avançar a democracia, são os xuxas que vão à frente.

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