República deste juiz

O Conselho Superior da Magistratura decidiu nesta terça-feira arquivar um inquérito que tinha sido aberto na sequência de declarações proferidas pelo juiz Carlos Alexandre numa entrevista à estação televisiva SIC.

A deliberação dividiu, porém, os membros do conselho, que não são todos juízes: foram sete os membros que se manifestaram contra o arquivamento, tendo apenas oito votado a favor. “Pese embora sendo pouco felizes algumas dessas declarações, não se revestem de relevância disciplinar”, refere uma nota informativa deste órgão que tutela os magistrados judiciais.


Juiz Carlos Alexandre ilibado no caso da entrevista à SIC

16 thoughts on “República deste juiz”

  1. o alex deu a entrevista para ser corrido do processo e livrar-se da merda em que se meteu ou levar voto de confiança para continuar a merda que anda a fazer. a primeira hipótese era o fim do estado de direito e a segunda, está à vista, prender tudo o que cheire a sócras e prolongar a investigação aré que o gajo morra.

  2. “E não tenho forma de o alcançar que não seja através do trabalho honrado e sério.”

    O trabalho honrado e sério.
    “Honrado” para o Snr, Dr. é fazê-lo através de horas extras que o juiz Carlos Alexandre encomenda ao Dr. juiz Carlos Alexandre.
    “Sério” é dar entrevistas referindo-se aos processos que tem a seu cargo para estudar, deduzir acusação e promover um julgamento e em vez disso plantar nessas entrevistas declarações dando como culpados condenando na praça pública os arguidos sem os submeter a julgamento.
    O verdadeiro artista honrado e sério!

  3. Foi ilibado, mas parece-me que internamente, com esta votação, levou um aviso muito sério.
    O CSM não deve estar a gostar nada desta tentação de tornar a Justiça num espetáculo de variedades.

  4. Caraças, o José Sócrates morreu para a vida mas a “nós” (nós quem, Valupi?) já não nos tiram esta grande «vitória moral» (que é a enésima derrota, de facto). E quanto a ti, querido leitor, foge daqui se não queres ficar ensopado com as lágrimas de crocodilo da troupe do Aspirina B.

  5. “Como diria o Baptista Bastos, onde é que a troupe estava no 25 de Abril?”

    Na fila, para enrabar o “aeiou”.

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