Refoder

O filme de Jorge Pelicano, Pare, Escute e Olhe, engana o bom povo do cinema. Alegando estar preocupado com o Tua, o que serve é uma espetada mista de tempo de antena dos escarlates Verdes com um promissor começo de documentário acerca de Abílio Ovilheiro.

Tudo perdoado, não obstante, por causa de uma cena, captada em cima da condenada linha de comboio, onde uma senhora utiliza o verbo refoder com admirável convicção. Ora, este vocábulo mirandês precisa de ser recuperado para o linguajar nacional, deixando de ser apenas um regionalismo.

Creio que expresso um sentimento colectivo indubitável ao afirmar que estamos a precisar de refoder uma série de gente, alguma até por excelentes e óbvias razões.

15 thoughts on “Refoder”

  1. Quem sabe alguma coisa daquela história do jogador do Benfica mal inscrito? A ser verdade já estou a imaginar seis milhões de portugueses refodidos. E já se compreende, deste modo, a «taça na hora». Aliás, «antes-da-hora», porque já estava tudo montado. Nem que fosse necessário mandar dois para rua em vez de um ou inventar três GP. E na nossa justiça à portuguesa fica tudo por isto mesmo.
    O pior é se o Braga e o FCP levam a coisa para a UEFA. Acontece como no Freeport: lá, há muito tempo que puseram tudo em pratos limpos, aqui, a justiça de Lisboa ainda tem uma centena de papelinhos e cartas anónimas para investigar, além de que vai ser chamado a depor o pai do avô do bisavô da avó de Sócrates. Consta que recebeu um saco de moedas de ouro dos sarracenos e preparava-se para trair D.Afonso Henriques.

  2. Os verde-rubros que se refodam todos… já viram o cartaz contra o plano nacional de barragens? Com uma linha de caminho de ferro ferrugenta? Afinal era publicidade viral para este filmezinho, que não vi nem vou ver; não gosto de saudosismos salazaristas e ainda menos das “virtudes” da vida pacata, rural e o caraças que estes tipos verde-rubros tanto apregoam. Gostava de os ver fazer uma campanha de vindimas no Douro, do mod tão tradicionalista que apregoam… e a trabalhar os campos, regá-los pela fresca das 5 da matina no verão e depois ao fim do dia, cavar as batatas (dá um pu7@ de dor de costas que não é brincadeira)…
    Este imbecis fazem pior pela causa ambiental do que um derrame de crude e estrume no Tua.

  3. Cá em casa se usarmos mais esse verbo, corro o risco da Segurança Social me vir buscar a criancinha.
    Há lá coisa mais catártica (penso que é isto, se não for, tu percebes a ideia, Val) do que o poder do palavrão?
    Refoder, na minha humilde opinião, é a cereja no topo do bolo do vernáculo!

  4. És um espectador – e crítico – cheio de boa vontade, Val. Dás estrelinhas a todos, nem que seja pelo local ou pelo palavrão ;)

    Parece que é próprio da língua provocar sorrisos:
    “…queda bien claro para todos que l mirandés ye ua lhéngua cun ua capacidade de rir i de fazer rir mui, mui grande, l que nun ye ua de las sues mais pequeinhas culidades”

    aqui, por causa do Asterix
    http://group.xiconhoca.com/2009/10/01/portugal-asterix-an-mirandes-–-l-galaton/

  5. Conheço o termo e lembro-me de, na tropa, praguejar: ” cem caralhos te refodam” que era quase o mesmo que chamar ao camarada e amigo “filho de um combóio de putas”,
    um combóio do Tua que os Transmontanos d’Alem Doiro deixaram morrer por falta de uso.
    Jnascimento

  6. O vocábulo creio não ser um exclusivo mirandês antes transmontano. Na minha terra era frequentemente usado para reforçar o ‘cozam-se’.Mas a um Administrador de uma enorme empresa, por sinal bem lisboeta, ouvi dizer para um seu Director sobre uma questão de reivindicação sindical: os sindicatos que se fodam, que se refodam e que se contra-refodam. Desculpem a crueza vicentina da linguagem, mas é tal como testemunho.

  7. Pelo título e vernáculo poderia bem ser um filme do grande e incompreensivelmente esquecido Sá Leão.Um realizador do caralho.

  8. lamento informar-te mas o termo refoder nada tem de Mirandês.

    Mais, lamento informar-te mas o Tua passa longe, muito longe de terras do Mirandês (foste ludibriado pelo teu suposto eruditismo)

    Que tenhamos de refoder e contra refoder, outro termo também muito usado e deriva do primeiro, é bem verdade a começar pelos gajos do bloco central.

    Oh como eu compreendo que tenhas que denegrir o Filme. Infelizmente fazes isso pelas piores razões, gente torpe como tu estamos nós por cá já fartos. Ah não venhas por cá, se vieres não te identifiques porque podes ser contra “refudido”. Olha sempre para trás ;-)

  9. Eu refodo
    Tu refodes (você refode)
    Ele refode
    Nós refodemos
    Vós refodeis (vocês refodem)
    Eles refodem

  10. Nesse caso o mirandês já chegou á Europa,
    quando o socras, foi para lá dizer que éramos o país europeu que mais crescia, entre gargalhadas, quedas da cadeira e um ou outro traque fortuito, mandaram-no refoder.
    E o gajo, que quando distribuiram a inteligencia tinha ido cagar, não percebeu népia e pensou que era para foder os portugueses outra vez.

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