Realidade da ficção

A nossa amiga Ana Paula Fitas, com quem muito irei discordar aquando das Presidenciais, incluiu o Aspirina B numa das suas Leituras Cruzadas…, um magazine de boas leituras que recomendo. Ora, a honra é a dobrar, porque na mesma resenha a Ana inclui esta sempre actual, e preciosa, memória de Osvaldo Castro, protagonista do que relata e celebra.

Aproveito para perguntar: é ou não é encaralhante, para todas as gerações, o deserto ficcional – seja na literatura, cinema ou televisão – acerca deste período? Não se consegue contar uma história que nos leve para esses sonhos e essa coragem, tão apaixonados e tão apaixonante? Portugal, dito país de poetas e escritores, não é seguramente país de argumentistas. E não havendo ficção, perde-se a realidade; como avisa Homero já há uns aninhos.

12 thoughts on “Realidade da ficção”

  1. Eh pá. Já há muito tempo que não ouvia nem lia a palavra “encaralhante”.
    Nos tempos em que a frase “manso é a tua tia, pá” fere os tímpanos das virgens ofendidas, “encaralhante” é (mais uma) lufada de ar fresco na blogoesfera e não só.

  2. Inauguração de um novo blogue com o intuito de resgate de memórias adormecidas. Espero que todos venham contribuir com o seu quinhão de memória.

    Clau

  3. Olá Val :)
    Eu fico sem palavras perante um post desta estirpe… e, às voltas com a inspiração, aguardo que a arte fermente para responder condignamente em post a criar para o efeito!
    Para já, deixo o meu agradecimento feliz e um grande abraço :)

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.