Raposinhos

Portugal não tem apenas uma, tem duas Fox News: a TVI e a SIC. Mas pode vir a ter mais. Passos Coelho pretende vender a RTP a um outro capitalista qualquer. Creio que esta intenção configura a existência de um plano para dominar a comunicação social. Todinha.

7 thoughts on “Raposinhos”

  1. O Passos Coelho é uma espécie de loura política: não tem uma única idéia de jeito para o país. Isto de propor a privatização da RTP e da CGD é um sinal inequívoco da indigência política deste figurão, que mais valia dedicar-se às telenovelas da TVI.

  2. O despacho integral do PGR (Fundamentos jurídicos), a propósito do arquivamento deste caso contra o estado direito, está publicado na integra no correio da manha.

    O mais estranho é que o correiodamanha tenta esconder o despacho num link e numa noticia que parece não ter nada a ver… Aliás, na capa de hoje o assunto chamado é o Figo e o despacho nem aparece…

    Assim se vê a gentinha que anda pelos jornais… andaram semanas a exigir esclarecimentos do PGR sobre este caso das escutas e agora que se conhece o despacho integral de que tanto falavam, nem um comentário sobre o dito…

    Será por não ser favorável aos seus desejos?!

    O despacho do PGR, de arquivamento deste caso, foi publicado no site do correiodamanha.

    http://www.cmjornal.xl.pt/Noticia.aspx?channelid=00000090-0000-0000-0000-000000000090&contentid=3DEF5E3D-CECB-4402-A907-245B13BC4B99&h=2

    MAT

  3. É essa a chave Val. Transferem para os outros as suas próprias intenções. Isso mesmo foi ontem dito pelo Pacheco, a novilingua orwelliana ajuda a perceber a estratégia de campanha.Onde está a politica de verdade leia-se mentira, onde estariam as escutas a Cavaco estão as escutas a Sócrates, etc…a leitura faz-se pelo inverso.

  4. Essa da loura é demais, coitado do homem.

    Mas, para quê privatizar a RTP? Ela encontra-se já desenfreada e pasto de qualquer apetite, desde que nada tenha que ver com o interesse público, a imparcialidade, o sentido de equidade, de justiça, o dever de informar. Um só exemplo: hoje, apanhado pelo Jornal da Uma, pasmo (será que ainda vale a pena o cidadão pasmar-se?) com uma senhora jornalista que decreta (com que direito?) ao referir-se à declaração do Procurador Geral da República na quinta-feira, em que dizia nada ter encontrado que incrimine Sócrates: Contra tudo e contra todos, o Senhor Procurador Geral da República…
    Não sei se leram (ou ouviram)bem. A Senhora proclama (porque lhe segredaram? Porque tomou conhecimento de um estudo credível feito à opinião pública? Porque teve uma revelação? Porque sabe mais do que todos nós? Porque a Estupidez foi coroada Raínha do Carnaval lá para o lado da Televisão do Estado? Porque lhe convém ou porque sim?) que o despacho do PGR nada vale contra a opinião constantemente buzinada dos amigalhaços do insulto e da calúnia. Porque, Senhora Jornalista, o País não está a saque e um primeiro sinal foi dado com Crespo na figura ridícula, face aos deputados atónitos ou envergonhados, desempenhando o maior papel da sua vida num espectáculo triste e ridículo a que se poderia chamar L’Arroseur Arrosé se Louis Lumière autorizasse de além-túmulo.

    Agora chegou também a vez a Luís Figo, a quem é sonegado o direito a estabelecer contratos de imagem com a PT e, paralelamente, exercer o seu direito cívico de apoiar quem muito bem quizer em período eleitoral Não, oscilará o dedinho o mais rasteiro clone do rasteiro JPP. Porquê? Porque ele, Figo, desde já denunciado como homem de mau carácter [pelos novos aferidores de maus carácteres como Lobo Xavier, que se tem mantido calado sobre a identidade do aferidor do seu próprio] só exerceria a sua liberdade cívica… contra o recebimento do vil metal. Ilra que é demais, gemeu o Avô Galeão (de Jacinto) esparramado no lagedo e bondosamente auxiliado pelo senhor Dom Miguel, na Cidade e as Serras. Basta de tanta imbecilidade.

  5. Fartei-me de rir ontem com o “às curvas”

    A certa altura o António Costa sugeriu as pressões dos grupos económicos sobre os jornalistas. Lembrou-me uma deixa famosa “Ó Evaristo, tens cá disto?”
    Os outros paineleiros reagiram facialmente de imediato e um deles larga uma bufa: Ó António não vá por aí.

    Como as associações são fodidas, lembrou-me logo o José Maria dos Reis Pereira:
    “Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
    Ninguém me peça definições!
    Ninguém me diga: “vem por aqui”!
    A minha vida é um vendaval que se soltou,
    É uma onda que se alevantou,
    É um átomo a mais que se animou…
    Não sei por onde vou,
    Não sei para onde vou
    Sei que não vou por aí!”

    (Desculpas, José Régio.
    São esses cabrões dos pseudónimos, anónimos e outros vigaristas)

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