Rádio Televisão do Pulha

«Dispara o pivô: “Temos informações de familiares que nos dizem que foram informados por médicos do Santa Maria de que o seu familiar, que está doente, por ter 70 anos, se houvesse algum problema não iria para os cuidados intensivos” (sic).

Responde o diretor clínico do Centro Hospitalar Lisboa Norte: “Isso é totalmente falso. Não há nenhum critério etário para admissão em cuidados intensivos ou em qualquer outra unidade de internamento.” Enfatizou o “totalmente” e o “nenhum”.

Como reage o pivô? Insiste? Aprofunda? Diz quando e com quem? Nada disso: muda de assunto. Nem tenta contrapor. Na mesma entrevista, momentos antes, tinha atacado: “Como se explica tanta desorganização no Santa Maria?”. Responde o médico que a desorganização não fora no hospital, mas a montante. Uma vez mais, o jornalista não tem como justificar a acusação ao Santa Maria. Aliás, também o confronta com o facto de doentes e bombeiros, retidos nas ambulâncias em fila de espera, estarem “horas sem comer nem beber”, como se a distribuição de alimentos fosse tarefa do diretor clínico.

Aconteceu na passada sexta-feira, no Telejornal, na RTP1, no serviço público de televisão e com José Rodrigues dos Santos, principal rosto da informação da estação. No canal onde mais se espera e exige sobriedade e rigor, dão-se como certas informações e juízos que, afinal, não resistem ao menor contraditório.

Numa emissão em direto, usar informações não confirmadas sobre um iminente abandono à sua sorte dos maiores de 70 não é aceitável, nem sob a forma de pergunta. A gravidade é tal que o jornalista, se acreditava no valor da sua informação, não poderia ter pura e simplesmente desistido do confronto. Deveria, aliás, ter providenciado para que a redação investigasse – a fundo – a veracidade de tão relevante dica.

Mesmo num serviço noticioso em que já abunda a adjetivação e é cada vez mais editorializado (por alguns dos apresentadores), deixar no ar a suspeita de estarmos a caminho de deixar morrer doentes, é passar para lá do expectável. O confronto, o “espremer” dos convidados, não é o fim último das entrevistas.

Mandam as regras do jornalismo que se façam todas as perguntas, cómodas ou incómodas, para se obter informação. Para obter informação. Não para ganhar ao entrevistado. Não para ser sensacionalista.»


[…]

Um vírus na Informação

53 thoughts on “Rádio Televisão do Pulha”

  1. Há coisas que sei, de certezinha absoluta, que nunca farei na vida. Uma delas é que nunca viajarei até Marte, outra é que nunca lerei um livro de José Rodrigues dos Santos. A probabilidade de ir a Marte é, aliás, consideravelmente maior.

  2. A informação que via pela necessidade que temos de a ter era a da RTP . No momento actual, tenho 70 anos, percebi que para o meu equilíbrio mental não devia continuar a ver. JRS e JAG, em especial o primeiro, estão a ultrapassar os limites do que se espera que pode haver de especulação pois tudo está muito volátil. A informação da RTP , ontem vi na 3 por alto a informação entre as 6/7 horas. Notícias repetidas informação maciça com um único tema Covid e números que muitas vezes o jornalista não soube trabalhar. Tristeza! Pergunto de quem e aquela direcção de informação? O Covid não serve para tudo.

  3. A liberdade de informar não pode servir de capote para tudo. Com tantos atropelos diários que a informação verdadeira sofre, pergunto para que serve o Diretor de Informação? Será que não tem responsabilidade na má informação? Pobre RTP que tantos atropelos tem sofrido.
    Está na hora de dizer BASTA!

  4. Que o Orelhas é um idiota faccioso creio que já se sabia. Agora, gostava de chamar a atenção para um pequeno detalhe:
    Este e outros personagens merdiáticos estão a receber dos nossos impostos, como funcionários públicos, para atacar, constantemente, o estado e as instituições públicas, enaltecendo as virtudes dos privados.
    Basta ver o nojo de entrevista da Fátima -irmã do Campos Ferreira do PSD – à Ministra da Saúde.
    Baidauei, a ministra não disse que era criminoso pensar, mas sim acusar e criticar nestas circunstâncias, dado o esforço que está a ser feito pelos visados. Foi assim que li a sua reação.
    Percebe-se o ataque ao SNS pela parte dos mérdia privados, mas a televisão e rádio públicas, wtf?
    Só se for porque a RTP está pejada de jornaleiros saídos do privado.
    E a quantidade de comentadeiras das publicações privadas como Público, Diário de Notícias, Económico, etc, etc… Também recebem uma fatia da taxa Sarmento?
    Imaginem se tivesse sido o PS a implementar a taxa da Contribuição Audiovisual na fatura da EDP?

    Já agora, alguém me explica qual o interesse destas notícias acerca de estatísticas de mortes e infectados, casos e casinhos de transportes de doentes e filas de ambulâncias com bombeiros esfomeados, etc?
    Em que é que este tipo de “informação” contribui para combater os malefícios da pandemia, elevar os ânimos e evitar o caos ou a depressão?
    …ou será que a intenção é, exactamente, o contrário?

  5. parece que o orelhas tem o apoio da comissão de trabalhadores, uma estirpe da ordem da seringa. todos os administradores que tentaram resolver resolver o assumpto foram corridos e o gajo aumentou a autonomia de fazer merda, baldar-se ao serviço para escrever listas telefónicas e mordomias inerentes ao piscar de olho. mais fácil correr com o trump da casa branca que correr este filho da puta da televisão do estado. já me esquecia, só progride na carreira quem imitar o estilo do gajo.

    * diz na wiki

  6. Um pulha é um pulha, mas ele não está sozinho na RTP. Aliás tem séquito enorme… E isto tem vindo a agravar-se ao longo dos anos.

  7. A RTP só entrevista TROLLS.
    Hoje na Praça da Alegria entrevistaram (em direto da entrada de um hospital) um VIP, de nome Raminhos, a dizer que os Hospitais só têm equipamentos do tempo da guerra.
    É mais uma “estrela” mal intencionada ou distraída (que não vê reportagens), a fazer coro com os inimigos do SNS.

  8. Estando à vista (espero eu e muitos) o patamar da curva dos contági, a direita, desesperada, já recorre aos kamykase, que os tem e temíveis.
    A oposição toda, refiro-me a todas as televisões ,jornais e redes sociais,que perfazem um monólito direitista, já vai em vôo picado,tendo por alvo o barco do Governo e da grande maioria dos portugueses! Na proa do execrando projéctil vão os tenores da TV ,desde o Rodrigues dos Santos Orelhas até â sempre alegre Tânia Laranjo, o unicelular Marques Mendes, o às da vodka José Milhazes,o sinuoso Nuno Rogeiro e o resto da manada conhecida e reconhecida e testada ao longo de anos.
    Vão, miseravelmente, falhar a missão. Não têm olhos,orientação,estaleca,coragem,faro para um intento desta envergadura! Vão acabar num charco,cobertos de lama e de fezes do chiqueiro dos porcos que aos seus olhos pareciam irmãos da sua (deles) crença!
    Atrás desse projéctil outros virão,cada vez mais desesperados, cada vez mais risíiveis.. o kamykase palhaço também actuará
    Segurem-se bem,companheiros! A maré que os vai arrastar já aí vem !!!

  9. os deuses deram-nos presentes para fazer esta caminha da mais suportável , deram-nos pessoas com um talento impressionante , como cervantes ou saramago , ospois vieram o demónios e massificaram a Arte com os seus filhos de escrita a metro sendo que este é um deles -:) e a joana vasconcelos , com a s esculturas a kg , é outra.

  10. É incrível que, fazendo zapping pelos jornais televisivos das 13 e 20 horas, verificamos muitas vezes que os dos dois canais privados até têm mais um alinhamento e conteúdo de serviço público ao contrário da estação pública.
    No que respeita a JRS e aos seus livros, aconteceu repetidamente ter sido beneficiado com a propaganda aos seus escritos em pleno noticiário, ou seja em pleno prime time, em que um minuto é pago a peso de ouro. Não numa rubrica dedicada aos livros, o que seria natural, mas com honra de notícia importante. Acham que seria possível em qualquer outra estação pública europeia?!
    Ao contrário, tiveram vida difícil bons jornalistas como Maria Flor Pedroso, incrivelmente afastada por uma produtora de um tempo de antena disfarçado de “grande reportagem”, apresentado em estilo de feira; como a excelente Cândida Pinto, quase desaparecida; e, mais recentemente, o escandaloso chumbo de José Alberto Lemos para Provedor do Espectador. Dois dos óbices: morar no Porto e ma sua carrreira de 40 anos “só” 9 tinham serviço na estação. A opinião foi emitida numa reunião do dito Conselho de Opinião com muitos faltosos.
    De resto, se há alguns bons entrevistadores, que nos deixam ouvir o que tem a dizer o entrevistado, também é frequente jornalistas considerarem-se vedetas, interromperem a cada passo, atirarem perguntas sem darem oportunidade a respostas completas, imporem um frenesi rematado com o tempo esgotado, exigência de resposta rápida. Para que servem direções de informação?

  11. Já repararam que JRS, o “histérico-mor” da RTP, esta semana parece mais calmo? Fez tantas cretinices que o devem ter obrigado a tomar comprimidos…

  12. A parte do texto referida no post é tão perniciosa e condenavel quanto esta:
    “Neste combate começa a haver um único inocente. A Informação. Do lado do poder, multiplicam-se os tiques de intransigência. Francisco Ramos, coordenador das ações de vacinação, comparou, na SIC Notícias, em total despropósito, a pergunta de um jornalista às ideias do Chega!; na RTP, quando confrontada por uma jornalista, Marta Temido considerou “criminoso” pensar-se que há falta de planeamento no combate à doença. Como bem salientou Henrique Monteiro na última edição impressa do Expresso, “pensar nunca é criminoso” e muitos estamos ainda sem perceber como o “milagre” português foi parar ao inferno. A menos que o primeiro-ministro tenha razão quando diz suspeitar que, desta vez, o mal vem de Oeste.”

    Mecanismos de censura e manipulação estão a tornar-se cada vez mais frequentes e são todos condenáveis.

  13. Joe Strummer, em boa hora trazes essa sumidade no domínio do pensamento e da deontologia chamada Henrique Monteiro. Explica então aqui à malta como é que a ministra Temido (pessoa que, às tantas, está sob pressão de guerra há quase um ano) conseguiu censurar e manipular alguém ou alguma coisa ao ter respondido emotivamente a uma provocação caluniosa.

  14. Não fui eu que trouxe, foi o João Garcia através do texto que tu “linkaste” Valupi. E que também acho pertinente, nenhum governante deve criticar muito menos criminalizar alguém por pensar diferente. Má escolha de palavras, stress? não sei..mas é um “tique” que se tem vindo a disseminar a par de outros comportamentos menos recomendáveis, como o do responsável pelas vacinas. Agora, se quiseres censurar o Henrique Monteiro não links textos em que o citem.

  15. “pensar nunca é criminoso”

    se estiver a pensar em voz alta com um microfone e uma câmara à frente pode configurar crime de difamação ou incitamento à violência.

    quando calha às manas mortalha… ai que nos querem eliminar, onde é que está o ministério público coise & tal. se for à marta temido… já não há liberdade de expressão, não se pode responsabilizar a ministra pelas mortes covides ou acusá-la de incompetência.

    o henrique monteiro é aquele que foi vítima de um telefonema do sócras que durou mais duma hora e ele não lhe desligou o telefone por educação. ficou com a cara queimada, deixou crescer a barba para disfarçar e até hoje nem julgamento nem indemnização.

  16. esqueci-me do mais adequado à situação: incitamento à desobediência, que em estado de emergência deve ser considerado crime grave.

  17. “Não fui eu que trouxe, foi o João Garcia através do texto que tu “linkaste” Valupi.”

    lá começam as confusões de quem não tem nada para dizer mas não quer ficar calado para usufruir do legítimo direito de expressão.

  18. Joe Strummer, tive o cuidado de excluir essa excrescência corporativa do texto do João Garcia aqui replicado, pois tal não passa do preço que ele achou que tinha de pagar após ter ousado largar umas evidências acerca de um colega que avilta a carteira de jornalista. Denúncia feita no meio de um antro que vive de fazer o mesmo. Já tu não me parece que tenhas a mesma desculpa para trazeres o patético e insalubre Henrique Monteiro.

    Ainda não me explicaste como é que a Marta Temido criminalizou “alguém por pensar diferente”, estando a víbora sentada no meio de um estúdio de televisão a responder a uma jornalista interessada em tudo menos em fazer jornalismo. Mas acho que vais conseguir, terás é de tentar com um bocadinho mais de substância.

  19. Não tenho a mesma desculpa, porquê, é preciso haver alguma desculpa?

    Não tenho que te explicar nada Valupi, está tudo no texto que linkaste e na resposta acima.

  20. O pior de tudo é que se calhar era mesmo verdade aquela coisa dos maiores de 70 anos, pelo menos nos hospitais da região de Lisboa e Vale do Tejo …
    Vocês não se convencem mesmo que a manta não estica indefinidamente ? acham que só acontece no país dos outros ?

  21. https://scheerpost.com/2021/02/01/hedges-papering-over-the-rot/

    Chris Hedges, jornalista. Um americano decente, informado e inteligente. Um grande americano, da esquerda que ainda resta na América. Poucachinha, infelizmente. Esquerda que pensa, analisa, argumenta, como aqui se prova. E onde também vemos comentadores que concordam ou discordam, argumentando uns, por vezes apenas como que twittando outros, mas civilizadamente. Quão longe da feira de insultos em que se está a transformar o “debate” neste pardieiro, empestado por yesmen, yeswomen e yescoisos com a nevróglia gripada, ceguinhos para a realidade, batendo no peito de uma falsa alma de esquerda que tresanda a pseudoesquerdice de aviário, atroando os ares e espalhando coronavírus, conadovírus e caralhodovírus em nuvens de perdigotos de vacuidade argumentativa, esperneando, aparvalhados, cagados e mijados, a sua perplexidade e desorientação. Chatice do caralho, assim não vão, não vamos, a lado nenhum.

  22. Caro Strummer;
    Então o bandido atreve-se a igualar as razões de um jornalista às “boas” teorias do Chega? Comissão de Inquérito para cima dele,! Um jornalista tem carta branca, pode dizer o que quiser, é inimputável !
    A ministra Temido, após anos de assédio, expendeu a hipótese de ser criminoso negar o planeamento da vacinação em curso : que monstruosidade, que atentado às liberdades e garantias da dona jornalista !
    As montanhas de mentiras,distorções , insinuações, inverdades que a alcatéia de jornalistas por todo o lado propala, devem ser recebidas com um Cândido sorriso e um gesto amigável do alvo da insidia ?
    O que vós pretendeis é o que as sondagens vos negam : não tendes outra solução, ide roer o freio !!?

  23. 4ª linha – “… argumentando uns, por vezes apenas como que twittando outros, mas civilizadamente.”

    6ª > 9ª linhas – “… com a nevróglia gripada, ceguinhos para a realidade, batendo no peito de uma falsa alma de esquerda que tresanda a pseudoesquerdice de aviário, atroando os ares e espalhando coronavírus, conadovírus e caralhodovírus em nuvens de perdigotos de vacuidade argumentativa, esperneando, aparvalhados, cagados e mijados, a sua perplexidade e desorientação.”

  24. Um pouco de ar fresco, até porque hoje o sol voltou a iluminarmos.
    Querem frequentar bom jornalismo? Leia-se as crónicas de Bárbara Reis, no “Público” (entre uma série longa de muitos outros, felizmente).
    Bárbara argumenta depois de pesquisar, sustenta a opinião em factos e estudos. E até consegue desfazer ideias feitas, tidas como verdades eternas.
    Quanto a Marta Temido. Não se importam de, por um momento, sopesar o que tem sido governar durante um pesadíssimo ano de pandemia, a que se junta à emergência de socorro a gestão de uma imensa máquina de profissionais e meios. E tudo sob um vendaval de críticas, ora certas ora venenosas, de “sábios” de bancada, de farejadores de casos e casinhos para alimento dos pacóvios que engolem facilmente fake news , de tristes bastonários do ramo e do sempiterno dirigente sindical do sul. Juntam-se ainda as pancadas de gente séria que deveria aconselhar sem se misturar com os outros na algazarra. Se Marta Temido, que acompanha o esforço enorme levado a cabo em hospitais e centros de saúde, desabafou por uma vez contra a desinformação, só há que saudar que o tenha feito.

  25. Thapsia garganica L. – asa dulce, gomo-resina laser, laser, silfio cirenaico

    a ciência do XXI descobriu que a erva usada pelos ignorantes romanos no tempo de zeus , mata vírus como tudo. a má noticia é que não é cultivável , é uma erva livre , nasce só onde lhe dá na gana.

  26. “Vieira
    2 DE FEVEREIRO DE 2021 ÀS 13:00
    Imaginem se tivesse sido o PS a implementar a taxa da Contribuição Audiovisual na fatura da EDP?”

    Manda a verdade que se diga, que o PS teve intervenção e muita na triste cena .
    Desde logo, Soares, que acabou com a taxa da Rádio, ou de Rádio e Tv já não me recordo bem como se chamava exactamente, e de seguida a reintroduziu, incluindo-a na factura da electricidade, embora o cú não tivesse nada a ver com as calças .
    Antes disso era cobrada autonomamente e dependia da iniciativa do detentor de rádio ( e era uma licença por cada rádio ) . A esmagadora maioria não declarava que tinha rádio e não pagava . Depois de ser incluída na factura da electricidade, o pagode passou a pagar sem hipótese de fuga – mesmo que não tivesse rádio nem televisão, bastava ter electricidade em casa e não ter depender do pitrol .

    Depois, foi rebaptizada e passou a chamar-se CAV. A criação da Contribuição Audiovisual, foi obra de Durão Barroso, mas era presidente Jorge Sampaio . Podia ter vetado a lei, mas assinou .

    Já no tempo de Sócrates, foi mudada a lei do Barroso, essencialmente no sentido de a Edp ficar com um montante a fixar, por cada factura, pelos custos de cobrar a contribuição em nome do Estado . Este método de cobrança de taxas e impostos, que se chama de “substituição tributária”, – situação em que uma entidade ou uma pessoa se substitui ao Estado para cobrar taxas e impostos em nome dele, que eu saiba, não dá direito a mais ninguém em Portugal, para ficar com uma percentagem do produto cobrado .

    Por último, Costa, que tinha intenção de retirar a cobrança da CAV da alçada da EDP .
    A empresa unsurgiu-se veementemente e eu pensei cá para os meus botões, só pode ser porque fica com uma piquena ( ou grande ) parte da cobrança para ela . Batota, portanto .
    Afinal, tem mesmo direito, por força de lei, a uma percentagem sobre o total da cobrança . Foi Sócrates que deu . E não decidiu bem .

    Fontes :
    Criação da CAV
    PM Durão Barroso, PR Jorge Sampaio
    Lei 30/2003 de 22 de Agosto
    https://dre.pt/pesquisa/-/search/656106/details/maximized

    Alteração à Lei
    Decreto-Lei 230/2007, de 14 de Junho
    PM José Sócrates, PR Cavaco Silva
    https://dre.pt/application/dir/pdf1sdip/2007/06/11300/38143815.PDF
    ou este
    https://dre.tretas.org/dre/213736/decreto-lei-230-2007-de-14-de-junho

    Quanto ao orelhas propriamente dito, não aprecio nem entendo porque chegou onde chegou na TV ( meritocracia aparte, é encostado ao PPD, assim como Judite e a Maria Elisa, just to name a few ) e subscrevo o que escreveu o Camacho, também eu não tenha intenção de ler nenhum livro dele, nem que tivesse sido oferecido de borla .

  27. “… subscrevo o que escreveu o Camacho, também eu não tenha intenção de ler nenhum livro dele, nem que tivesse sido oferecido de borla .”

    farinha do mesmo saco, diria o líder da cdu.

  28. Ó Tinto:
    Desculpa, não vi no teu comentário.
    Obrigado pelas referências.
    Apenas ficou a faltar aquela que fala da introdução da taxa por parte do Soares. Se não te importares…

    Não estou a perceber como é que bastou mudar a designação para passar a financiar a RTP no tempo do Sarmento, tendo em conta que, para beneficiar as privadas, a televisão pública teve que prescindir de parte da publicidade.
    Se já a estávamos a pagar, como dizes, não percebo, sinceramente.
    E já que falo nele, acho que foi da sua autoria o grande saneamento político que deu origem a esta merda de jornalismo que andamos a falar.

    Que o Sócrates a tinha mantido, também já sabia. Como é que ele conseguia financiar uma empresa que perdeu parte importante das receitas? Só invertendo tudo outra vez.
    ‘Tás a ver a guerra, não?

    Pela mesma ordem de ideias, porque é Cavacoiso não vetou?

  29. Vieira,
    De momento não estou com paciência para pesquisar a fundo e por outro lado nem todos as leis estão nos diários da república electrónicos, isto é matéria muito antiga, ocorreu no 1° governo do Soares, lembro-me perfeitamente, e olhe que tenho boa memória .
    Se pesquisar por exemplo, por palavras chave taxa de radiodifusão em Portugal encontrará seguramente resultados ( aliás no link que fornecí, dizia CAV, antiga taxa de radiodifusão ).

    Achei este texto interessante e forneço o link ( veja-se o absurdo de um gajo pagar taxa de radiodifusão mesmo que não tenha rádio nem TV, apenas por ter electricidade para uso doméstico ) .
    Só se compreende à luz de uma outra excentricidade da safra de Soares, a dispensa concedida a Agostinho da Silva, da obtenção de bilhete de identidade . Ou da atribuição a Amalia Rodrigues de uma “reforma” de 400 contos, que era à época muito dinheiro, não obstante ela nunca ter descontado um tusto para a reforma ( e vivia muito bem, gastando tudo em uísque, roupa jóias e por aí adiante ) . Reforma ou pensão de “antifascista” não terá sido, haja em vista um obscuro discos que ela gravou e que Pacheco Pereira descobriu e difundiu no programa da SIC “Ponto, Contraponto” que soava mais ou assim “Viva o CDS olaré meu bem, Viva o CDS olaré meu bem; Adeus, senhores de Moscovo, etc. “

    Essa cena do Morais Sarmento e da criação da TV privada em Portugal, obra de Cavaco como bem refere, mas com a anuência ou convivência do PS de Soares ( cenas do bloco central de negócios ) envolve o enfraquecimento deliberado da TV pública e estatal, em nome da sobrevivência das TV privadas, e é um óptimo exemplo da criação artificial de um mercado . No caso, o mercado das tv’s privadas .
    Aliás, se bem analisar, ainda hoje em dia, quando a nível governamental se fala da introdução de mais um canal na TDT grátis, surge logo o Balsemão a mandar bitaites sobre o que pode e não pode ser feito, porque ele é que parece que manda na matéria .
    Mas a principal razão do descalabro foi a criação e a sobrevivência da televisão católica, projecto da própria igreja . A TVI .
    Na altura, a esquerda mais lúcida acusou a igreja de querer ter um mealheiro electrónico.
    A proprietária do projecto e dona da TVI, não teria dinheiro ( mais tarde viria a vender o canal ) ou então estava mal habituada aos tradicionais subsídios do Estado e à isenção de impostos .
    Como não tinha meios próprios recebeu grátis os emissores da RTP 2 ( rede do 2° canal ou rede de VHF, que era do melhor e mais caro que tinhamos ). Depois o Estado gastou massa e teve que fazer nova rede própria de emissores novos .
    Ora a coisa, mesmo assim e com as escandalosas facilidades acima descritas, não estava a correr bem, ou a ganância era grande, e chegou-se à conclusão, de que a RTP cobrava preços de publicidade ( de mercado livre veja bem, não eram preços baixos regulados e artificiais! ) mais baixos que as privadas, e portanto, para que a TV privada, mais exactamete, a TVI, pudesse sobreviver, impunha-se, ou aumentar os preços da tv pública, ou desviar a clientela para as privadas, com uma desculpa qualquer . A solução encontrada e a coisa inventada, foi o “serviço público” e a “limitação à publicidade” .
    Quem esteve à frente do projecto da TVI da igreja, foi o Proença de Carvalho .
    Aliás, esteve à frente de dois projectos, um ganhador e outro perdedor – ou um verdadeiro e outro de faz de conta .
    E mesmo assim, não sei se ganhou nas duas frentes, porque foi logo anunciado que com relação ao projeto perdedor iria ser interposto recurso para os tribunais, por causa de alegadas irregularidades na atribuição dos canais .
    Esta coisa das irregularidades nos concursos é táctica antiga e bem testada, some-lhe o que se sabe agora sobre corrupção na magistratura, e compreende como esses gajos ganham sempre, basta apresentar projectos, ou ganha na secretaria ou ganha indemnização no tribunal .

    Link sobre a TAXA DE RADIODIFUSÃO
    http://ouvidor.blogspot.com/2005/05/taxa-de-radiodifuso.html

  30. Ó Vieia, em resposta à sua pergunata, só para acrescentar isto :

    O cavacoiso, então PM, não podia ter vetado uma criação dele ( a tv privada ) quem podia ter vetado ( politicamente ) era o então PR, o Soares .

    Quanto ao veto do cavacoiso, já na qualidade de PR, em relação à alteração legislativa de Sócrates, podia ter vetado, mas ou era a favor, ou dava trabalho .

  31. “ camachos a ler camachu’s
    3 DE FEVEREIRO DE 2021 ÀS 14:58
    “… subscrevo o que escreveu o Camacho, também eu não tenha intenção de ler nenhum livro dele, nem que tivesse sido oferecido de borla .”

    farinha do mesmo saco, diria o líder da cdu.”

    Prontes, se lhe dá satisfação, acrescento, também nunca lí nem nunca lerei um livro do Miguel Sousa Tavares .

  32. ” …também nunca lí nem nunca lerei um livro do Miguel Sousa Tavares .”

    diria mesmo nem da mãe

  33. Nado e criado na ETAR de Alcântara, para o criptonazi parvalhatz, aka porcalhatz, tudo o que bóia é sustento. Boiando ele também incansavelmente, de boca aberta, não distingue um cagalhão vagabundo em crawl de costas de um resto de mousse de chocolate da tasca do Avilez e ambos engole com a mesma rapidez.

  34. Ó Tinto:
    Eu não exporia melhor a maior parte do está debitado acima.
    Apenas continuo a discordar de que tenha sido o Soares a impôr uma taxa que já existia antes do 25 de Abril.
    Que a tenha mantido? Parece que sim. Mas não estou a ver o executivo a modificar a forma de financiamento da RTP numa altura em que não havia dinheiro nem para mandar cantar um cego.
    Não me esqueço, também, que o país estava depauperado pela fuga de capitais operada pelos Espírito Santo e quejandos. Os tais a quem o Cavacoiso devolveu o que roubaram durante o estado novo e com juros.
    Acho o encaixe do Soares( que também acho que não era anjinho) nesta história um bocado forçado.Algo como “wishfull thinking” de retornado (sem crítica, apenas constatação).
    É sabido que, para estes e para os reaccionários, o Soares era o Sócrates dessa época. O bode “respiratório” de toda a merda que aconteceu no País (e no, chamado, ultramar).

  35. o tintol parece a rtp memória com falta dela numa espécie de nostalgia selectiva de ódios de estimação.
    poligrafando: as imagens são verdadeiras, mas as legendas foram traduzidas para direitolês.

  36. Também concordo com o troll:
    Alterar o sentido da história, introduzindo “subtilmente” aqui e ali um elemento Xuxa (nem tanto, no caso do Proença) parece um pouco rebuscado. Assim ao estilo: A direita já se sabe como é, mas olha que o PS…
    Pois. E o resultado é cócó com o mesmo cheiro. Acabamos a beneficiar a direita, à la Bloco de Esquerda.
    Ná, não pega.
    Cá por mim, embora tenha muitas críticas a fazer e à falta de alternativa viável, vou votando PS . No caso das presidenciais até votei Johnny Ferreira, por acaso.
    Até estou convencido, ao contrário do que se diz, que se a Gomes não tivesse aparecido para baralhar (como é costume), os dois candidatos de esquerda tinham mobilizado mais malta, que acabou por votar Celinho, e superado o Ventas.
    Mas isto é a gente aqui a falar.

  37. Vieira –

    Permita-me que transcreva o seu texto :

    “ Apenas continuo a discordar de que tenha sido o Soares a impôr uma taxa que já existia antes do 25 de Abril. “

    Repito : a taxa existia antes do 25/4 e foi extinta por um dos primeiros governos provisórios.
    Soares ganhou as eleições e formou o 1° governo constitucional .
    Ressuscitou a taxa e inclui-a na factura da electricidade.
    Sem possibilidade de fuga .
    Antes disso, a fuga era possível, bastava não solicitar licença .
    Qualquer pessoa aqui presente e adulta à época se lembra disso .

    “Que a tenha mantido? Parece que sim. Mas não estou a ver o executivo a modificar a forma de financiamento da RTP numa altura em que não havia dinheiro nem para mandar cantar um cego.”

    A falta de dinheiro resultou do esbanjamento do mesmo .
    Estavam lá todos, nos governos provisórios, incluindo Soares .
    No caso concreto, entrou muita gente e de todos os quadrantes, a título de emprego .
    Solnado, Fialho Gouveia e Carlos Cruz, por exemplo, meteram lá muita gente . Mais tarde, Nicolau, meteu lá meio-mundo dos actores de teatro, que perderam os empregos pura e simplesmente porque o povo deixou de se interessar pelo teatro . Começou a fazer novelas e a vender ( primeiro à RTP, depois a todas ) transformando a RTP numa espécie de central de ajuda a uma actividade quase extinta . Uma espécie de fundo de desemprego de luxo para desempregados do teatro formal e tradicional .

    “Não me esqueço, também, que o país estava depauperado pela fuga de capitais operada pelos Espírito Santo e quejandos. Os tais a quem o Cavacoiso devolveu o que roubaram durante o estado novo e com juros.”

    Vou-me repetir:
    E não só !
    O esbanjamento inclui retroactivos para aqui e para alí, talvez quem tenha mamado mais tivessem sido os professores .
    Não foi só o Cavaco a ajudar os espíritos santos .
    Por cada governo, os mesmos eram indemnizados . Soares também terá indemnizado. E para além disso, conversou com Ricardo, disse-lhe que voltasse para Portugal porque era essencial para o resurgimento do País, e para o ajudar, até meteu uma cunha ao Miterrand para lhe arranjar um sócio, O Crédit Agricole .
    São verdades históricas. Informe-se bem, antes de teclar .

    “Acho o encaixe do Soares( que também acho que não era anjinho) nesta história um bocado
    forçado.Algo como “wishfull thinking” de retornado (sem crítica, apenas constatação).”

    Mas não é ! São factos históricos .
    Não sou retornado, e não gosto de retornados .
    Aliás, nem lhes chamo retornados . São, isso sim, foragidos .
    Cobardes que se puseram ao fresco e não defenderam o local onde viviam e tinham os seus bens .

    “É sabido que, para estes e para os reaccionários, o Soares era o Sócrates dessa época. O bode “respiratório” de toda a merda que aconteceu no País (e no, chamado, ultramar).”

    Curiosa constatação .
    Em primeiro lugar, porque o bode expiatório, era o PC .
    Em segundo lugar, porque não encontro motivo de comparação entre Soares e Sócrates.
    A não ser, na maneira leviana como tratavam o dinheiro e gastavam o erário público.
    Soares, confundia frequentemente milhares com milhões ( segundo Mateus, o autor do livro Memórias de um PS desconhecido ) e não sabia nada de finanças públicas. Até ao fim da vida, entendia que a matéria se limitava a dar ordem à Casa da Moeda e a mandar imprimir mais notas .
    Sócrates, tinha projectos megalómanos e e uma noção de que podia gastar bem mais do que podia, que a divida era para ir sendo paga, que os credores estavam garantidos, como pessoas de bem, prontas a ajudar e com benevolência, uma fonte garantida de financiamento.
    Fez projectos e contratos leoninos em que o Estado perdia dinheiro e alguns privados ganhavam em qualquer circunstância .

  38. Meu comentário em resposta a Vieira e ao troll :

    Revelativa disposição mental : ambos não discordam da veracidade dos factos descritos .
    Porém,
    Num caso, o do troll, chama-lhe “imagens” e afirma que estão descritas numa determinada perspectiva partidária.
    No outro, o seu caso, ora concorda ora discorda, e pelo meio diz que são factos selectivos ( diga outos que queira discutir e vamos a isso ), e, essencialmente, remata concluindo que entre merda de direita e merda de esquerda, opta por merda de esquerda .
    Está no seu direito. Não contesto .
    Factos históricos são factos : não há como relatá-los numa perspectiva partidária .

  39. Ó Tinto:
    Até o vou tratar por “você” -embora ache ridículo num blogue- por uma questão de delicadeza.

    “Não sou retornado, e não gosto de retornados .
    Aliás, nem lhes chamo retornados . São, isso sim, foragidos .
    Cobardes que se puseram ao fresco e não defenderam o local onde viviam e tinham os seus bens ”

    Além do mais, isto parece conversa de velho salazarento e eu até nem costumo faltar ao respeito aos idosos
    Repito: não costumo. Até ver.

    Embora tenha recorridoa uma por comodidade, n ão acho muita piada a esta moda das transcrições, sendo que alguns dos seus comentários começam a divagar sem sentido, num esforço para tentar levar água ao seu velho e bafiento moinho.
    Sei que esta tática dá um ar de rebate sério, mas as suas respostas são, maioritariamente, opiniões pessoais com rótulo de “facto histórico”. Isso não me diz nada, assim como a sobranceria e pesporrência também não.
    Mesmo que não fossem apenas os seus “factos históricos”, sabe perfeitamente que, quando se afirma que algo é um “facto histórico”, tem que se apresentar o dito sem margem para dúvidas.
    Eu sei que não é fácil mas, c’est la vie.

    Eu já concedi que o homem (Soares) não era anjinho, mas a questão é que nos desviámos do assunto (RTP/Morais Sarmento/controle político actual) para discutir se a pila do meu anjo é maior do que a pachacha do seu.
    Dá para perceber que não se vai a lado nenhum quando,ao tentar contrariar- me, relata o exemplo de outro oportunista do PSD- Nicolau Breyner – e de como a NBP vivia à pála da RTP, para depois concluir que os Xuxas roubaram.

    Já agora, gostava de dizer que essa narrativa do Sócras é tão pífia e pouco fundamentada que não me parece fazer parte de um debate sério.
    Sabemos tanto um como outro acerca dos “casos de justiça”. Ou seja, nada.
    Não me peça para dar referências bibliográficas mas, se quiser averiguar, até vai descobrir quem foi o 1º ministro que tentou credibilizar a política e as instituições, acabando com os mandatos ad eternum, subvenções e acumulações dos políticos, férias e ajudas de custo dos juizes (fudeu), renegociou contratos para favorecer o estado, obrigou o próprio governo a comparecer a sessões quinzenais na assembleia…., etc.
    Enfim, balelas, não é?

    Está a ver? Também tenho a minha religião.
    Ou, por outras palavras: todos somos políticos, tudo é política (até a economia) e os “factos” também.

    Por isso, não vale a pena.
    Leve lá a bicicleta ( já não sobram muitas) que eu vou pregar para outra freguesia.

    Inté

  40. Só numa televisão pública como a nossa, que há muito deixou de ser comandada pelo partido do poder para passar a sê-lo sempre pela direita (não é centro direita, é direita mesmo), é que um incompetente como o orelhas poderia aguentar-se tanto tempo nos principais noticiários. Eu, se trabalhasse na RTP, teria vergonha em ter como colega um gajo como estes, que chegou ao desplante de, num directo da Grécia, chamar preguiçosos e caloteiros aos gregos. Um chulo destes, que ganha balúrdios à custa dos nossos impostos e ainda tem tempo para escrevinhar literatura de cordel a dar com uma pá velha. O que só é possível porque ninguém o obriga a trabalhar na RTP. Criei um asco tão grande a este “jornalista” que, mal vejo as orelhas dele a abanar no canal público, mudo imediatamente. Mesmo que – sacrilégio! – só tenha como alternativa a CMTV.

  41. Vieira,

    Desculpa voltar à vaca-fria .
    Conversa de velho Salazarento ?
    Olha, salazarentos foram os que se plantaram à porta do aeroporto em Lisboa, para “acolher” os retornados com uma “palavrinha de conforto” e quiçá um pacote de bolachas.
    Sabes quem foram ?
    Os gajos do CDS, acompanhados de umas senhoras, remanescentes do movimento nacional feminino .
    Ora foda-se, vieram com uma mão atrás e outra à frente – segundo diziam – e passado pouco tempo estavam a abrir estabelecimentos comerciais . Ficaram alojados em hotéis de 4 e 5 estrelas, em Lisboa e no Algarve, receberam dinheiro do IARN, compraram casas, carros, toda a furniture e eletrodomésticos e quem pagou foi o zé nabo continental .
    Tens nos retornados, uma das causas do resurgimento da direita, e, da 1.ª bancarrota .

    Quanto ao segundo parágrafo, desculpa mas pensei – erradamente, constato – que tinhas mais inteligência.
    Então, factos históricos, que eu mencionei, são opiniões ???
    E é preciso apresentar prova, sem imagem para dúvidas, de um facto histórico ?
    Então, por exemplo, digamos, para provar a morte do seu ídolo, Soares, um facto histórico, tenho que apresentar o cadáver ???
    E quanto à zurdidela em pessoas de direita, caso do Nicolau, eu mencionei uma pessoa de direita, para atingir a esquerda, e em particular o teu PS ???
    Desculpa, mas não carburas bem !

    Quanto ao Sócrates: dizes bem, como dizia o outro .
    Tentou, tentou, mas não conseguiu .
    A única coisa que consuguiu, foi o facto, “político”, que consiste precisamente na declaração de intenções, quanto a fazer algo, o anúncio, mesmo que se saiba de antemão, que se não vai conseguir alcançar o objectivo . Ou, mesmo que nem sequer se queira . É assim que funciona a política, faz-se declarações de intenções, e criam-se factos políticos, porque assim se classificam tais intenções. Promessas, promessas .
    A única coisa que fez nesse domínio, foi decretar o fim da subvenção vitalícia, para os deputados .
    Mas, ironicamente, em face da situação financeira, nas própria palavras dele, viu-se obrigado a recorrer à mesma . Olha, é um facto histórico.
    Como quer que eu lhe prove ?
    Quer que lhe mostre o requerimento e o recibo ?
    Quanto aos contratos, foda-se …
    Contratos secretos, cláusulas a remeter para anexos, que não existem, e litígios a derimir em tribunais arbitrais estrangeiros .
    Ó pá, chegado aqui, já tenho motivo para dizer, não só não carburas bem, como és pouco inteligente . É que, há mais pessoas a ler, e os que são correctos e politicamente honestos, sabem .

    LINK
    https://observador.pt/2016/07/29/jose-socrates-pediu-subvencao-vitalicia/

  42. Ó Tinto:
    Agora já te deixaste de merdas e tratas por tu. Assim é que é, caralho.
    Eu já tinha desistido, levaste a bicicleta mas queres mais.

    Vens cheio de pica, mas não debitas nada de concreto. Espreme lá o que bolsaste acima a ver se sai algum sumo dessa conversa de merda. São os saundebáites do costume e rematas com factos históricos do Pasquim do Zé Manel. Parece que não é contigo que vou aprender alguma coisa.

    Também constato que não és uma pessoa suficientemente interessante para debater seja o que for.
    E já que falas tão à vontade acerca da inteligencia dos outros sem te aperceberes da pobreza da tua argumentação, fica patente, na tua arrogância, a pequenez e estreiteza do teu túnel de realidade.

    Picardias e tal, ainda vá. Alguma parvoíce pelo meio, também faz parte.
    Agora, bolsar anormalidades com essa pesporrência é o Downning-Kruger a bombar à força toda. Nem vale a pena perder mais tempo contigo.
    Esquece, meu.

  43. “… os que são correctos e politicamente honestos, sabem .”

    que o sócras pediu subvenção vitalícia porque quiz acabar com as mordomias dos magistrados. se não tivesse posto em causa a produtividade, a competência, os subsídios e as benesses fiscais desta maltósia, não teria sido perseguido* pelo ministério público mais de 10 anos e ficado sem meios de subsistência. vê lá se encontras no observador alguma coisa sobre férias judiciais, isenções de irs, subsídios de alojamento, transportes grátis, entradas livres do casino ao futebol, acumulação de tachos e inimputabilidade da magistralhada. disso nem é bom falar, porque põe em causa a independência da pouca vergonha que a justiça nos habituou. o artigo da marlene explica bem os motivos, o enquadramento e a legalidade do pedido, pelo que não vejo qualquer relevância “no facto histórico” que apresentas e só se entende como insinuação “polígrafo”, tipo vamos lá denúnciar uma mentira a despropósito para que se fale no assumpto.

    *não foi só isso, mas foi a motivação principal dos vingadores oficiais ao serviço do estado da direita.

  44. Snr./Snr.ª fardo de palha m

    Não vejo nenhum nexo entre uma coisa e outra .
    Façamos de conta que tinha conseguido acabar com as mordomias da magistratura .
    Isso não impedia que tivesse decretado o fim da subvenção viatalícia atribuida a ex-deputados ( presumo que não acabou com a reforma atribuída a ex-primeiros ministros, que concede aos mesmos um montante igual ao auferido pelo primeiro ministro actual, em funções, regime idêntico aos dos magistrados jubilados, e que não sabemos se ele aufere ou não).
    Não faça confusão entre subvenção vitalícia ( ex-deputados ) e reforma de cargo ( ex-PM ) .

  45. Vieira,
    Com criancinhas e pessoas de má fé não discuto .
    Se há alguém que seja detentor de pobreza de argumentação, és tu, portanto, fica lá tu com a bicicleta, digo, o triciclo .

  46. “Não vejo nenhum nexo entre uma coisa e outra .”

    eu tamém não. se não vês porque é que falas nisso? és uma espécie de polígrafo que se lembra dumas coisas que dá jeito divulgar para insinuar umas cenas a despropósito e julgar se são verdadeiras. uma espécie de calúniador nonsense, tázaver?

    mete o triciclo no cu, mas tira-lhe o guiador para não estragares a emburroildal.

  47. De quando em vez sai um calhau debaixo de uma pedra .
    Abre a Lei que cria a Contribuição Audiovisual.
    A lei que criou a contribuição audiovisual revogou o Decreto-Lei n.º 389/76, de 24 de Maio.
    Pegas no triciclo, fazes o pino e pedala com a cabeça, vai por ali abaixo e quando chegares ao fundo abre a pestana e lê o artigo . Se te perderes na rotunda não faz mal, estás habituado a fazer piruetas, se te estatelares pior para ti – e melhor para todos nós.
    A lei que cria a Contribuição Audiovisual revogou o Decreto-Lei n.º 389/76, de 24 de Maio.
    Tal DL 389 extingue o licenciamento e as taxas de radiodifusão sonora de aparelhos radiorreceptores e institui uma sobretaxa nacional de radiodifusão .
    Promogada por Costa Gomes, e ministros Salgado Zenha, Walter Ruivo, Almeida Santos .
    Esses três cavalheiros são ou eram de que partido ?

    A legislação abolida pelo DL 389 de 1976, foi, do tempo do Salazar, os dois o DL’s de 1957, e o DL de 75, de Vasco Gonçalves.

    DL 389/76
    “ Artigo 1.º – 1. São abolidos o licenciamento e as taxas de radiodifusão sonora de aparelhos radiorreceptores, a que se referem o artigo 32.º do Decreto-Lei n.º 41484 e o Decreto-Lei n.º 41486, ambos de 30 de Dezembro de 1957, com a alteração constante do Decreto n.º 87/75, de 27 de Fevereiro.

    Soares formou o 1° governo constitucional em 1976 e a sobretaxa nacional de radiodifusão deixou de ser – informalmente – cobrada, e depois, foi retomada nas facturas da electricidade .
    Todos os DL estão na internet, é só questão de os digitar no motor de busca e ler .

  48. Só me esqueci desta, como disse anteriormente, Costa, queria retirar a CAV da factura de electricidade e para não existir perda de receita pretendia que fossem as várias operadoras de telecomunicações a fazer essa cobrança aos respectivos clientes . Não foi avante porque a EDP se opôs veementemente . Pudera, por cada factura, arrecada um montante a fixar . Escândalo decretado por quem ? O Zézito !
    É público tal montante ? Não é !
    Então eu estava a ser correcto quando falei de contaratos ( ou acordos ) secretos e falta de transparência – mesmo na legislação .
    Boa noite que o sol, etc.

    https://www.publico.pt/2015/11/11/economia/noticia/contribuicao-audiovisual-sai-da-factura-da-luz-para-a-da-televisao-paga-1714089

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