Quem tramou Armando Vara? Nós todos (Ep4)

Apesar de Rui Rio – alguém que já tinha começado a revelar a natureza do bluff de que é feito aquando da pulhémica à volta do fim do mandato de Joana Marques Vidal, mas que então ainda prometia bater-se por um oásis de decência e responsabilidade na direita partidária (algo de que parece ter desistido, como a vocalização para a demissão de Centeno consagra) – o contexto que dá origem à criação da II comissão de inquérito parlamentar à recapitalização CGD envolve a Cofina, uma ex-vedeta do BE que se transformou numa caluniadora profissional, a direita decadente em ano eleitoral e um ecossistema mediático onde medra uma legião de “jornalistas de referência” cuja missão diária é a de arrotarem postas de pescada ao serviço da agenda político-financeira de quem lhes paga (pista: ninguém do PS ou simpatizante dos socialistas lhes paga). A desculpa para este circo foi encontrada numa duvidosa auditoria da Ernst & Young aos “Actos de Gestão praticados entre 2000 e 2015”, tendo dela sido retiradas passagens que serviram para voltar a incendiar o espaço público com o auto-de-fé contra Armando Vara.

A existência de “campanhas negras” para derrubar políticos com difamações e calúnias não é um exclusivo português nem sequer começou na política americana no século XX, antes pode remontar ao que gerou o julgamento de Péricles, senão antes. Provavelmente, o modelo democrático jamais deixará de ter caluniadores no activo por pulsões antropológicas e limitações cognitivas inerentes a escolhas que se fazem colectivamente a partir de percepções individuais desvairadamente aleatórias. Dados os mecanismos evolutivos de protecção contra estranhos e doenças, conseguir associar a um adversário a imagem de não ser um dos “nossos” e a de ser “perigoso” traz vantagens altamente eficazes para as disputas eleitorais onde as emoções tóxicas superam as razões analíticas na enorme maioria dos votantes. É o caso, paradigmático, com a pessoa pública e civil de Vara, transformado pela elite política e mediática num símbolo da corrupção após ter entrado no BCP e dada a sua proximidade relacional privada com Sócrates. O poder da aldrabice posta a circular é avassalador, até conseguindo recrutar para a sua propagação a esquerda; incluindo figuras gradas no PS e comentadores que se julgam muito espertos e outros que o são realmente. Porém, contudo, no entanto, a patranha do “assalto ao BCP” e do “regabofe na CGD”, tudo isto orquestrado e dirigido por um primeiro-ministro em funções, exige que se suspenda a actividade neuronal para ser aceite.

Mariana Mortágua chegou a esta farsa com o perfume da fama obtido na comissão parlamentar de inquérito ao caso Espírito Santo. Infelizmente, logo na segunda pergunta da sua primeira inquirição (Ep3) podemos inferir que a deputada é profundamente ignorante do que importa discernir em nome da República acerca da CGD. Ou melhor, a sua preparação para a comissão em causa consistiu tão-somente na leitura e visionamento de peças “jornalísticas” que já estavam na posse do nome dos culpados e da tipologia dos seus crimes. Daí o enviesamento e a irrelevância das suas perguntas, e daí a sua incapacidade para se relacionar dialogicamente com as extensas, detalhadas e curiais respostas que ia obtendo.

Vara deixa testemunhos memoráveis, tal a transparência profissional com que se expõe e o sentimento de orgulho com que defende a instituição Caixa Geral de Depósitos e o bom nome de todos com quem lá trabalhou. Pensar que o Ministério Público usou o empréstimo a Vale do Lobo para conseguir enfiar na “Operação Marquês” mais um popularíssimo alvo do ódio político e da indústria da calúnia revela, de facto, um polvo – um polvo à moda de Aveiro.

19 thoughts on “Quem tramou Armando Vara? Nós todos (Ep4)”

  1. O que ressalta de imediato no visionamento destes inquéritos é o idêntico mesmismo, o mesmo mimetismo, os iguais tiques inquisitoriais dos ignorantes por falta de vida prática abusando com irritante soberba de seu poder de julgar sob impunidade pessoas já destruídas na praça pública pelos mesmos métodos da insinuação e da calúnia sem nunca serem obrigados a provar suas insinuações e óbvias acusações indirectas.
    A pobreza argumentativa é de uma fragilidade evidente por falta de um único elemento objectivo de prova. Tudo são notas retiradas de papeis de reuniões da Administração da Caixa ou retirados da opinião de cariz partidário-justiceiro de jornais-esgoto.
    Nenhum trabalho sério é feito a partir das actas ou papéis da Administração da Caixa onde poderiam obter algum rastilho de um mínimo de prova, nada. Todos, desde a tontinha do PS linchada no fogos de Pedrogão passando pela empertigada espertinha bloquista e por esta tontona do CDS nada de nada investigaram além de se repetirem uns aos outros quer nesta quer nas anteriores inquirições o que ressalta do facto de Vara passar o tempo a dizer que já respondeu ao mesmo anteriormente e nada mais tem a acrescentar.
    Contudo a ideia das inquiridoras é mesmo essa, a de inquisitoras a tentar colocar e apanhar Vara em contradições. Mas como encontrar contradições objectivas sobre factos tomados sob dados subjectivos e circunstâncias que se alteraram do avesso posteriormente?
    As senhoras inquiridoras revelam uma absoluta falta de noção prática do que é tomar decisões numa empresa seja ela de que grandeza e actividade for. Elas pensam que tomar decisões empresariais é algo de matemático como f(x)= 2x+x ou 4=2+2 que tem sempre um sentido e resultado único e que sendo positivo o sentido dos argumentos o resultado também é, necessariamente, sempre positivo. Isto é, uma total inexperiência de vida activa prática para além da retórica e manha política.
    É evidente que nenhum gestor quer ser um coleccionador de insucessos até porque tal levará a curto prazo à falência da empresa ou à demissão do gestor sem recurso. Contudo o gestor tem que gerir os negócios que lhe surgem estudando-os e analisando-os para os aceitar ou não segundo os dados e lógica desse tempo e sobretudo pressionado pelo motivo próprio inerente à actividade e manutenção do próprio negócio; sem negócios não há actividade nem empresa qualquer que seja, nem mesmo que seja um Banco.
    Saídas dos estudos escolares ou continuando os estudos nas academias ou indo directamente para a AdR estas típicas inquiridoras ficam limitadas a um falso saber rectórico do qual usam e abusam sobre os indefesos que tomaram decisões sob dados e circunstâncias de há dez anos as quais se inverteram totalmente depois e subverteram as pressupostos lógicos dos resultados previstos.
    Mas para tal tipo de gente burocrática tipo “despachante oficial” não conta o tempo, o percurso, as contingências nem mesmo que o mundo rebente mas tão só e apenas o resultado final.
    Este tipo de gente dá pouco à sociedade ou o pouco que dá não presta.

  2. José Neves (às 2:47);

    Um grande, mas mesmo muito grande, aplauso para si.
    Retrata a realidade (a das empresas e a dos deputados que nada fizeram na vida) com o saber de experiência feito. Vulgarmente diz-se que devem ter sido já muitos anos a virar frangos para “pitufos” aprenderem.

  3. Valupi, não me custa admitir que a disponibilização que aqui fazes das intervenções da Cecília Maisreles, da Mariana Borda d’Água e de mais alguma fauna que pasta habitualmente na mesma pradaria seja um serviço público. Mas estás também a pôr em causa a saúde pública, dado o sério risco de desidratação para quem consegue o feito heróico de as ver e ouvir por mais de cinco minutos, ao não conseguir conter o vómito torrencial que a coisa provoca. É absolutamente confrangedor e deprimente.

    E junto ao do Corvo Negro o meu aplauso ao José Neves.

  4. Lembro aqui o Arnaldo Matos,que,de longe em longe, produzia pérolas, notadamente:
    -Isto é tudo um putedo !!!

  5. Com a Maisreles gastei até menos, confesso, desliguei talvez ao fim de 30 ou 40 segundos. Aquilo não passa de teatralidade reles, canastrona até ao enjoo, e a mais não aspira. Não há ali a sombra de um argumento, a mínima tentativa de investigar, averiguar seja o que for, todo o tempo que gasta é pura encenação, a pensar na mensagem que quer transmitir nos minutos ou segundos que a televisão aproveitará da bosta completa, a saber: “Eis aqui um corrupto nojento, amigo e cúmplice do pai de todos os corruptos nojentos, odiado pelo povo, de sua graça José Sócrates, a ser ‘desmascarado’ pela insigne ‘cavaleira andanta’ Cecília Maisreles, da Santa Ordem dos Justiceiros de Nosso Senhor, terror dos infiéis.” Tenho o direito de recusar tal agressão e isso não me limita nesse outro direito que é o de classificar a natureza da bosta, já que, insisto, não preciso de a engolir toda para saber que apenas bosta é, basta-me o cheiro.

    Quanto à Borda d’Água, admito que ouvi um pouco mais. A vaidade que a promoção pelos merdia a grande ‘revelação’ parlamentar nela incutiu leva-a a tentar injectar um pouco mais de conteúdo na encenação, não quer perder a aura de inteligente. Até porque não é estúpida, é apenas imatura, infantil, vaidosa, tudo nela transpira a necessidade de transmitir a mensagem de que ali não está apenas uma ‘carinha laroca’. Irrita-me especialmente o modo como começa as intervenções, com os cornos no chão, sem fitar o supliciado, como quem está prestes a lançar a ‘mãe de todas perguntas’, o Santo Graal das Questões, o golpe final que desnudará o infiel para todo o sempre e o fulminará de vez, sem apelo nem agravo. Ouvi uns dois ou três minutos, pensei retomar mais tarde, paa ver até onde chegava a coisa, mas confesso que ainda não ganhei coragem suficiente para tão inglório sacrifício, que na ocupação do meu mais ou menos precioso tempo não passará de desperdício.

    Num caso como no outro, porém, trata-se apenas de encenação, teatro, mau teatro, e não me levarás a mal que prefira um bom filme ou uma boa série, um óptimo documentário ou debate na RT ou mesmo umas belíssimas paisagens, povoadas por bichos interessantíssimos, com pêlos uns, penas ou escamas outros, que me atraem muitas vezes ao NatGeo Wild ou ao Odisseia, actores a sério do teatro da vida e da morte e não os canastrões e canastronas que nos trouxeram a esta conversa. E é bom não esquecer aqueles estranhos objectos rectangulares a que os antigos chamavam livros, 500 vidas não me chegariam para saborear todos os que gostaria de mastigar, Maisreles, Borda d’Água, Bardamerda ou Bardachiça não estou para aturar.

  6. Não sei o que é mais admiravel, se o facto do camachão ter uma opinião definitiva e pormenorizada sobre uma intervenção de que confessa não ter visto mais de 30 ou 40 segundos, se o facto de escrever um comentario de perto de 30 linhas para se vangloriar da estupida façanha…

    Enfim, o mês de maria no aspirina b…

    Boas

  7. «Com centenas de milhares de crianças em casa, é impossível não recordar o projeto e-escolinha e o Magalhães. Os arquivos desse tempo são um retrato do nosso debate político. Casos, casos, casos. Fora isso, a reação geral da nossa elite foi a de ridicularizar.»

    DO in Expresso Diário de 18.05.2020

    Sobre o computador “Magalhães” este ‘tudo-em-um’ foi vasculhar o que se disse nesse tampo da ”e-escolinha” , contudo, ele que é homem que fala sobre tudo com opiniões fortes, não nos presenteou uma única opinião sua desse tempo sobre tal assunto.
    Esconde-se atrás de palavras sem sujeito para esconder os autores da ideia e não cita uma única “autoridade” intelectual que fez tudo para destruir o facto para desse modo desconstruir e ridicularizar a ideia e maldizer dos seus autores.
    E tinha à mão de imediato duas grandes figuras da altura feitas figurões especialistas em “autoridade” intelectual; Os cientistas de lab’oratório infalíveis Pacheco Pereira e o elogiado e propagandeado grande sociólogo Barreto. Um, o PP grande técnico informático ridicularizou o animal dizendo que afinal tal bicho não era português porque lá dentro a maior parte do material era de fabrico Intel (será que tal sábio de computadores depois disso alguma vez abriu o seu próprio computador?) e o grande sociólogo-psicólogo informou o povo de pais e mães em título monumental (no “público” do outro sábio JMF) que o computador estragava a cabeça das criancinhas e por outras coisas como a proibição de fumar em recintos fechados (na altura este sábio tal como Miguel Tavares fidalgote ainda fumavam gostosamente) nesse mesmo artigo, antológico da parvoíce, apelidou Sócrates de fascista.
    Ainda a memória desses tempos vai na praça e já se ouvem os rumores da falta do “megalómano” novo aeroporto, do faraónico TGV (sobre este o DO um dia destes, devido à crise do transporte aéreo, virá falar também em abstracto na ideia para encobrir a visão política do autor), do Simplex que Costa retomou e da Mobilidade Eléctrica (Aerogeradores, Alqueva, Centrais Hídricas, fábrica de baterias, carros eléctricos e carregadores) coisas que os parvinhos sábios apelidaram de “ventoinhas”, “carregadores de telemóveis ou isqueiros” e outros epítetos de verdadeiros reles sábios de sargeta.
    Também o DO se refere à existência de uma tal ideia feita facto, a ‘e-escolinha’, uma Fundação criada para apoiar o dito programa do ‘Magalhães’ a qual também foi o meio pelo qual o governo foi sacar a massa, milhões, devidos ao Estado pelo Belmiro e outros a quem tinha sido concedida o direito de exploração das redes telemóveis; tinham a massa há anos em dívida sob a vista grossa do PSD que Sócrates não perdoou; o mau olhado e olhados de esguelha contra o PM aumentaram de grau e intensidade logo aí.
    Deixo aqui este comentário porque como devem estar lembrados o Vara era, precisamente, o Secretário de Estado que superentendia tal Fundação e também para ele desde aí começou a perder o seu direito a ser sério e honesto a lidar com os dinheiros do Estado.
    Já nesse tempo o Vara tal como todos que trabalhavam no governo arduamente na construção de um Portugal diferente e ambicioso foram paulatinamente destruídos pela ridicularição e prostituição do carácter desses homens trabalhadores por parte de opinadores pagos à palavra e jornalistas pagos à linha pelos donos.
    Fizeram o que fizeram, DO incluído, e agora uns tantos como os canastrões e canastronas inquiridores citados neste post querem manter a narrativa para ocultar os seus erros crassos assim também como outros subreptícios estilo DO querem aliviar a consciência que já lhes arde os miolos.
    Foi apenas há dez anos e agora temos o vírus que veio destapar muita pirataria política. Provavelmente, mais dez anos e outro qualquer acidente neste percurso de enviesadas narrativas políticas desse tempo serão finalmente desmascaradas para que a História retome o seu caminho de verdade histórica.
    Cavaco, o cavaquismo e muitos cavaquistas já estão no hall de entrada do inferno e os restantes também não vão safar-se de ser depenados e chamuscados no mesmo caminho de fogos e labaredas.

  8. Vara é produto do infeliz critério “regionalista” ou, para os mais radicais, “tribalista” adoptado por Guterres, para formar governo .
    Do Porto, seguiram Gomes ( com a afirmação solene de que acabaria com os touros de morte em Barrancos, ou então, se demitiria, não tendo cumprido nem uma coisa nem outra ), e Narciso, que deixou Seabra a substitui-lo na autarquia, com o arranjo de cavalheiros, de que quando voltasse, o lugar seria de novo para ele . Seabra não cedeu o lugar, e envolveram-se ambos em rixa partidária, tendo arrastado Sousa Franco para a campanha eleitoral autarquica pós aventura governativa, de que resultou a peixeirada que causou a morte deste, por ataque cardíaco.
    De Trás-os-Montes seguiram Sócrates, e Vara .
    Dois desastres .
    Vara foi demitido por Guterres, por imposição do então PR, Dr. Jorge Sampaio, um homem decente, e um socialista respeitado .
    Do Alentejo, seguiu Capoulas .
    Mantém-se no activo .
    Das Beiras, Jorge Coelho, um figurão.
    Quem não se lembra da triste figura, que fez, ao cantar, “strangeres in th naite” no programa do Bobo do Regime ?
    O outro anfitrião, Dias Loureiro, cantou o “pomba branca pomba branca” .
    São bons amigos, e ambos partilham, no presente, a actividade de queijeiros .
    O vídeo deve andar pelo You Tube .
    Jorge Coelho também é conhecido por, na Quadratura, repetir a cartilha empresarial do “porque meujs amigosj, primeiro é preciso criar riqueza, para depois a distribuir” .
    Aos anos que se houve esta cantiga !!!
    Como diria Sousa Tavares, é uma das fatalidades do PS ( algum PS, digo eu ), “o fascínio” pelos “empresários”.
    Existem socialistas de direita, de esquerda, Costa é um deles, e, “centrados”, que são todos aqueles que estão mas é focados no seu próprio interesse, enfim, na sua vidinha .

    Alguém imagina a galinha-mãe ( Soares ) a cantar
    “ai que saudades que eu tenho do Montijo,
    e daquele cuzinho, tão rijo,
    ai que saudades que eu tenho da Gandarinha,
    e daquela coninh… tão tenrinha,
    ai que saudades que eu tenho da Sorbonne,
    e daquela empregada, la bonne “

    ou então, o galo-capado ( Salazar ), a entoar

    “(Botas) lá vamos,
    (Coro) cantando e rindo,
    (Botas) lavados, lavados sim,
    (Coro) lá vamos, cantando e rindo,
    (Botas) lavados com sabão Clarim”.

  9. Caro Florênco Cassete nunca reparei nesse aspecto político do regionalismo por quotas ou por região mas pergunto é algum crime ou alguma actitude perversa adoptar um regime de escolha por regionalismo, por parlamentarismo, por amiguismo, por confiancialismo ou por partidarismo tal como são todas as escolhas dentro dos partidos se se fizer preceder a experiência e ou competência adequada ao método de escolha?
    Já reparou que apenas se limita a botar uma falácia sem qualquer argumentação e mesmo assim, sem nada de nada argumentar, além de que ” De Trás-os-Montes seguiram Sócrates, e Vara .” como se vir de Trás-Os-Montes, do Alentejo ou do Algarve fosse, de per si, um anátema ou sinal de incapacidade.
    E de seguida, sem mais, ou porque realmente está a repetir a cassete que diz ser sua identidade e é essa que fala e logo sentencia categoricamente que Vara e Sócrates são “dois desastres”.
    Depois quer ser engraçado sem graça com umas charadas em versalhada pimba tão rasca que deixa mal vistos os próprios pimbas.
    Caro, mais vale deitar a cassete fora e falar por si próprio.

  10. Joaquim Camacho, a conclusão a que chego é a de não teres interesse nenhum no caso, no que disse Vara e no que tudo isso que se passou representa para a República. O que não tem mal, volto a repetir.

  11. Ho-ho !
    O abominável homem das neves ficou enxofrado .
    Ignora tanta coisa, que até desconhece que existe uma tecla no computador que diz “ignore”.
    E também ignora, por exemplo, que não é inquisitora que se diz e escreve, mas sim, inquisidora .
    Então v. queria que eu viesse para aqui argumentar consigo, sendo a net um espaço de selvajaria e v. de uma pobreza confrangedora naquilo que escreve, – e que no essencial, se limita a amplificar, sempre para exagerar, de forma a acrescentar algo mais ou menos bombástico, a qualquer texto colocado no topo ?
    Pá, v. não vale mais que um amplificador de 5 watts, e avariado .
    Tomou-se especialmente de dores, por eu ter escrito, entre outros, “de Trás-os-Montes”.
    Fique sabendo que, de Trás-os-Montes, desde sempre, sairam estradistas ( meteram-se à estrada e foram desaguar a Lisboa ) eminentes, desde logo, Gonçalves Rapazote, Durão Burroso, Duarte Lima, Armando Vara, e José Sócrates .
    Fique a conversar com os seus botões .
    Procure bem que há um no teclado que diz , “ignore”.

  12. tens a wikipédia avariada, o barroso nasceu em lisboa. o resto é palha do manhólas mal ruminada para dares um look cultural à fancaria que bolsas.

  13. «Então v. queria que eu viesse para aqui argumentar consigo, sendo a net um espaço de selvajaria…»

    Acerca de computadores ignoro tudo além de o utilizar para escrever.
    E ignorava também que alguém que considera a net uma selvajaria venha participar nela.
    Aliás a prosa e poesia do caro Florêncio Cassete é o contributo exemplar do que afirma.

  14. Eu não sou caro, sou barato .
    Cara, deve ficar a assessoria do Valupi/Ignatz .
    É fruto da proliferação dos cofres.

  15. A conclusão a que poderias chegar, Valupi, é que não preciso de ler o ‘Mein Kampf’ na íntegra para saber o que Hitler pensava sobre os judeus ou o destino da Alemanha no (des)concerto das nações. E que me bastaram dois excertos em opúsculos de publicidade oferecidos com o ‘Expresso’ para saber que nunca iria perder tempo com a vacuidade pretensiosa e incompetente das punhetas quilométricas a que José Rodrigues dos Santos chama romances.

    Quanto ao Vara, de quem sabia pouco, ouvi dele o suficiente, nomeadamente em respostas à ‘jovem revelação’ do Bloco, para perceber da sua parte um esforço de esclarecimento bem sistematizado, pedagógico e honesto que, realista que sou, lamento ter de reconhecer que não lhe serviu nem alguma vez lhe servirá para nada.

    Podes crer, porém, que não só tenho interesse no caso como, na medida das minhas possibilidades, o desmonto à minha maneira sempre que posso, apesar de, havendo cães (e cadelas) em excesso na República, eles terem grande dificuldade, como cães que são, em fugir ao condicionamento pavloviano a que são sujeitos há anos, rosnando descontroladamente aos estímulos simples que os nomes ‘Sócrates’ ou ‘Vara’ representam.

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