Que se passa com os gajos do Arrastão?

O Daniel Oliveira passou por cá para deixar uma enigmática pergunta:

Valupi, você nunca passa disto?

Pedi explicações, debalde. De que estará a falar? Mas, mesmo não fazendo ideia, será que ele tem razão, e não passarei nunca disso? E, nesse caso, deverei ficar preocupado ou aliviado? Afinal, será assim tão mau haver alguma contenção, ou pudor, quanto a isso que nisso o disto fala disso?

O Pedro Sales passou por cá para deixar este monumento à sua mundovisão:

Não peço desculpas a ninguém, só faltava. Era puramente retórico, como facilmente se percebe. Quem pediu desculpa, e bem, foi o PS que já retirou a lista encabeçada por esse senhor e assim se arrisca a perder a câmara de Mondim de Basto para o PP.

Sales gozou com um episódio de homicídio e transformou-o num caso político ainda a votação decorria. Nesta declaração, manifesta o seu regozijo por o PS poder vir a ser penalizado com prejuízos eleitorais à pala de uma tragédia pessoal que acabou em morte e desgraça. Eis um cinismo letal e granítico, imune a qualquer forma de empatia por alucinação ideológica. Este é o mesmo Sales que falou em escravatura para atacar a Patrocínio, naquele que fica como um dos mais ridículos momentos na vida de um adulto a ter chegado ao meu conhecimento.

Desconfio que estes gajos estejam afectados do Bloco.

17 thoughts on “Que se passa com os gajos do Arrastão?”

  1. Valupi,

    Como bem sabes, eu não aprecio nada essas guerrinhas mesquinhas e, como também sabes muito bem, eu tenho razão nesse ponto (um dos raros em que tenho razão alias).

    O BE perdeu as ultimas eleições. Esta a começar a realizar isso mesmo e, dentro do BE, começam aparentemente a levantar-se vozes para dizer : se calhar temos que pensar onde é que erramos.

    Isso é bom.

    O PS (ja sei que me vais dizer que não votas nele, que so estas aqui para dar show e mais umas quantas afirmações que so tu entendes “you said that the other day and I did not understand what the hell you meant either”) ganhou à tangente, ganhou mal e, sobretudo, alcançou uma vitoria precaria. Ganhou a batalha, mas não a guerra. Esta na altura de o PS perceber que ele tem de ajudar a contruir o que foi destruido por causa de uma campanha e de uma postura imbecis do BE (e também do PC), que é a propria esquerda. Eu diria que é uma questão de sobrevivência…

    O PS não pode permitir-se ficar ao centro, porque o centro é, em Portugal como noutros paises, mais do mesmo e que, em Portugal, mais do mesmo significa mais ineficacia, mais injustiça, mais endividamento sem contrapartidas, etc.

    O PS precisa de por o aparelho de Estado a funcionar.

    Quem pode acreditar que o vai conseguir apoindo-se na sua direita ?

  2. Desculpas de mau perdedor

    Val: o palhaço do Daniel de Oliveira, ao perguntar-te se tu não passas disto, está a afirmar-te que tu não passas disto, ou seja, que não estás na SIC nem no Expresso a ganhar o dinheiro do Balsemão, como ele. «Isto» é o Aspirina B, que não dá dinheiro nem notoriedade.

  3. Acho que estiveram ambos muito bem. Os comentários que deixaram reforçaram a pertinência do que escreveste anteriormente.
    Força Val

  4. Na altura entendi exactamente da mesma forma que o Nik expressa anteriormente: precisavas de ser fino como o Daniel de Oliveira, Val.

    Mas descansa que do resto tens para dúzia e meia :)

  5. Tens razão. Muito mal, o Pedro Sales. Curioso que ainda há pouco tempo foi lá dar-me um puxão de orelhas por causa de uma ironia infintamente mais inócua.

  6. É por estas e por outras que nunca consigo arrepender-me de entender o Daniel Oliveira como um embuste enfunado pela força das circunstâncias e sem mérito que justifique tanta projecção.
    Mas é bom saber que tu, Grande Valupi, os incomodas.

  7. Caros amigos, tomem nota do que vos diz este idoso, o Califa Daniel de Oliveira está a ensaiar a reciclagem. Este filme já passou em cinemas da minha zona. O homem está a fazer-se à vida.

  8. para mim é útil que o bloco exista porque na sua posição de oposição vai dizendo coisas e apresentando propostas que outros não fazem porque têm responsabilidades que o desaconselham – coisas do sistema. Mas foi brilhante que os portugueses, contra o que eu imaginava e até desejava tivessem colocado a fasquia no 16, ficando de fora logo o homem de mão do loução,

    quanto ao resto são iguais aos outrios ou piores: moralejos de primeira e vai-se a ver nepotismo a dar com um pau. A Marisa não sei quantas é a namorada do Portas e já foi por essa via que a Dias entrou. Quando eu nadava por lá manos louçãos eram três na Mesa Nacional e a mãe anda por lá a fazer não sei quê.

    quanto ao Daniel pelos vistos é o irmão,

    quanto aos cabeças de lista que foram destacados para os distritos, por imposição, é ver fidelidades caninas e antigas…

    não tenham ilusões, eles se não são iguais aos outros na lógica dos tachos é apenas porque são piores.

  9. z, o teu comentário não me surpreende porque o que mencionas é o “perfume” que imana da actuação do bloco. Mas não há nada como saber por quem esteve por dentro. É muito mais esclarecedor.

  10. sim z, os partidos são assim mesmo. claro! só que, como o bloco está sempre a reclamar para si os méritos de uma nova forma de fazer política, de ser detentor de uma pureza de objectivos quase virginal e a desfraldar a bandeira da luta contra os compadrios e afins, convenhamos que a hipocrisia ainda é maior.

  11. pois, Traquinas, é isso, e é isso que torna a coisa chocante a roçar o repugnante. Mas enfim mantenhamo-nos por cima e façamo-los dançar. Querem aguentar-se? Dancem bem então.

  12. já agora: o Pureza é bom tipo, creio, conheço mal, mas tenho boa impressão. Só pode ter acontecido assim para branquear o desaire das autárquicas, esperemos que não desiluda.

  13. z, a minha experiência elucidativa foi com os verdes: reuniões preparatórias e 1º congresso (na altura o Soromeho quase andava de babete, como a maioria). a experiência foi uma tristeza e serviu-me de vacina para a política partidária. a manela cunha (hoje devia tratá-la por doutora?) ainda me veio a casa por duas ou três vezes aliciar para as listas. mas é preciso ter fígados para isso.

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