Que andaram a fazer?

Portugal está cheio de economistas que têm as soluções todas para acabar com o desemprego, reduzir o défice, criar riqueza, transformar o País numa potência económica capaz de ultrapassar a China. E dá-se este característico fenómeno: quão mais velhos, mais radicais e furibundos aparecem a proclamar o seu saber. Da SEDES ao Medina Carreira, passando pelo João Salgueiro e Ferreira Leite, não falta gente capaz de saltar para dentro dos Ministérios e resolver o assunto. São de uma autoconfiança admirável. Mas só até àquele instante em que nos lembramos que estes cérebros andam nos círculos do poder político, empresarial e financeiro há 30, 40 e 50 anos. Ou seja, que têm sido eles os gestores do tal Portugal adiado e pobre que dizem agora conseguir salvar em 4 anos ou menos.

A irresponsabilidade é descarada. Por onde andaram, em que parte do caminho se perderam, que já nos podiam ter libertado do atraso económico há tanto tempo?

20 thoughts on “Que andaram a fazer?”

  1. O problema não está nos economistas, o problema está no meio.O meio é a mensagem.
    Pega-se num idiota falhado, primeiro convem desmemoriar convenientemente, de seguida apronta-se 1) Entrevista com o Mario Crespo 2)Coluna de opinião no Expresso 3) Passagem pelo talk show da Fatima campos Ferreira e Expresso da 1/2 noite, passada a primeira de criação de notoriedade junto dos quadros medios superiores e patos bravos passar ao target mais alargado o people,a) Opinião Pública e talk shows avulsos em que todos fingem que percebem de alguma coisa, se mesmo assim não houver retorno passa a comentador de programas de futebol, frisando sempre que está de passagem. Quando a maior parte (incluindo o próprio) já estiver habituada à sua face e discurso oco e erróneo, notabiliza-se o idiota sendo abundantemente citado como “falhador” de opiniões e prognosticos, o que não é mal nenhum pois como abundantemente se diz “a economia é como a meteorologia” e debaixo deste grande chapéu de chuva abrigam-se todos aconchegadinhos e contentinhos.

  2. por falar nisso oh tricheur, eu quero o BCE a comprar fatias de dívida pública dos Estados-membro sufocados anulando-as, compris?

    K, hoje vou bazar de manhã, daqui a pouco, a ver se vem um solzinho,

  3. o caso do joão salgueiro é de uma vergonha repugnante. após ele ter passado pelas finanças tiveram que chamar o fmi.

  4. Valui, muito bem, e porquê nem uma palavra dos que foram ministros do Guterres e do próprio José Sócrates? Também aí encontras atrasados mentais que de economia nada sabem? Já é muita gente a estar errada, não seria melhor encerrar as faculdades?
    Estás a ficar um bom pinóia. Claro que não sei o que isso significa, mas parece-me adequado.

  5. Estes economistas da treta já chateiam. Não fizeram nada por nós quando podiam, quando tinham meios para isso(protegeram-se a eles) e a gente que se lixásse, e agora veem “cagar” sentenças(perdão pelo francês), com ares doutorais e superiores ?Podem ir à la “merde”, que não fazem falta por cá.

  6. Mas não é só na economia. Olhem para o caso das ajudas ao Haiti, durante tres longos dias que levaram para reunir as ajudas, “esqueceram” a manutenção do avião. Agora quase uma semana depois do sismo as ajudas estão na base do Montijo. A cagar postas de pescada somos os maiores.

  7. Sobre o Haiti é isto, que os defensores do sistema civilizacional actual fazem por esquecer: http://www.internationalnews.fr/article-the-truth-about-haiti-s-suffering-43021031.html
    Sobre esses “banhas-da-cobra” a aparecer na TV e nos jornais, é de facto só uma questão de vaidade paranóica, porque, ou não fizeram nada quando tiveram oportunidade, ou jogam agora noutro “clube”, estando sempre, pensam eles, assim, na fala das gentes – O poeta Aleixo e outros como ele, é que têm uns versos apropriados para esta gentalha. Por isso, pela minha parte, já me esqueci de quando lhes pus a vista em cima. Cagões de merda…

  8. E lembrar-me eu que lá pelos idos de 1970 havia economistas que diziam «eu trabalho para o Estado, não para os capitalistas». Queriam esses tipos dizer que não iam servir as empresas esquecendo-se que o próprio EStado era tão capitalista quanto as empresas. Conversa ouvida no café Imperial junto ao elevador de Santa Justa em Lisboa…

  9. Por mim corria à paulada estes vendilhões do templo – Medina Carreira, Mário Crespo, António Barreto, César das Neves e um sem número deles. Deviam de ser punidos por saberem como se resolve a crise e não darem a solução. Depois são condecorados pelos maus serviços prestados ao País. Se alguém prestar um bom serviço ao País é caluniado e processado. Venha outra vez quem correu com os vendilhões do templo mas, agora com uma barra de aço, para dar e não partir e que nenhuma “barrada” caia no chão porque todas são precisas.

  10. Eles falam, falam…e não fazem perguntas aos ao presidente, que é a única entidade com o direito a perguntar o que quiser a quem quiser para que responda a quem queira saber com igual abrangência e pertinência, nomeadamente sobre a má governação, as injustiças de todo o tipo, mas também sobre as confusões que o sr faz entre o conteúdo do assunto que aborda e o local em que o está abordar, eu explico; o senhor presidente em Vila de Rei, diz; os portugueses vivem acima das possibilidades! Ora isto só pode ser dito numa reunião de banqueiros, na Assiação de Bancos do seu amigo JSalgueiro, na AIP, no BP, numa certa VILLA no Algarve à beira-mar plantada,etc., depois que os portugueses desertificam as suas aldeias, e o sr cava de Boliqueime, porra que já não há paciência.
    Mas sr presidente, eu também tenho perguntas a fazer e vou já direto ao assunto, daqui a poucas semanas vou saber qual vai ser a minha reforma; que terá o valor de, X.
    se a sua for de 20X, vai haver merda, se for de 30X irá haver 10 vezes mais, eu depois explico porquê.

  11. Val,

    Andaram a tratar de si próprios e dos seus familiares, quer eles fossem próximos ou não.

    Nenhum deles teve dimensão pessoal para entender o social, e provincianamente, decidiram dar seguimento a um pais sustentado na malha da pobreza. O resultado é o que temos.

  12. Valupi,
    O problema chama-se medo. Medo do grande, dos cagados. Tal como os medrosos cagados dos Bush, Pacheco, JMfernandes, Barrosos e outros, quando rebenta um conflito lá longe começam logo a pedir que forças militares(os outros) vão dar o corpo ao manifesto ou morrer numa guerra para matar o conflito, protegendo-os a eles, também face à possibilidade de um eventual conflito social interno, exigem medidas duras, de guerra, para acabar com os males que eles já vêem a caminho montados de lança na mão para destruir o País.
    Mas isso são os seus fantasmas que usam como pretexto dos seus medos de perder. Perder o quê? Pois precisamente o medo de perder o belo status de vida que angariaram enquanto ou após as suas passagens pelos diversos poderes no aparelho do Estado ou nas grandes empresas públicas ou privadas que serviram. A velhice é propícia a tal sentimento de pavor, pois já não se sentem em condições de força física nem mental de voltar a lutar de novo por um médio-alto-farto aprovisionamento de riqueza própria, nem os tempos hoje são tão fáceis para tais emprendimentos subreptícios. Nesta altura da vida perder tal status apavora-os. Daí, o que parece rabujice de velhos não é mais que uma reacção de medos.

  13. Andaram, e andam a servir outros interesses que não os nossos.
    Mainly, os deles! E outros senhores…
    Claro que tudo piora caso se conjuguem duas condições:
    – Estarem a sentir que têm cada vez menos importância e que são cada vez mais dispensáveis.
    – Estarem de momento afastados do centro do poder que sempre utilizaram para se servir e servir a sua clientela.
    Junte-se a isto a suspeita que manifestam d que o PS tem d efactop um plano, uma ideia para Portugal e então é visão do inferno, o horror, o desespero, o aqui del-rei, o oh-da-guarda!

  14. Caro Valupi a sua pergunta é muito pertinaz e deve ser adequada a toda a gentalha que passou pelos diversos governos desde o 25 de Abril de 1974.
    Passaram quase quatro décadas dessa funesta data, e diga-nos lá quantos desses anos tiveram gente de pensamento socialista a digerir os nossos magros recursos…
    Obviamente que feitas as contas; foi mais de metade do tempo ocupado por essas raridades socialistas.
    Com isto não estou a dizer que os outros que por lá passaram, tinham mais capacidade, mas tiveram isso sim mais recursos funcionais e mentais para aproveitar as condições existentes, e por isso Portugal ainda chegou a andar algum tempo na equipa da frente da Europa. Isto tudo nuns quantos anos da década de noventa do século passado.
    Verdade se diga que o apanhador profissional de alfarrobas soube aproveitar e aplicar os recursos, deixando a casa mais ou menos arrumada, para logo em seguida ter chegado a época do pântano, com as oferendas dos subsídios a tudo quanto nada queria fazer, e o desbundar de recursos para os primos e afilhados.
    Mais recentemente; temos (uma dúzia, entre 14) de anos de ministros oriundos da área do Partido Socialista, e não podemos esquecer que temos eternizado no tempo, no Banco de Portugal, uma autentica sumidade do disparate econômico, que agora quer saltar para o BCE, e só por mero acaso é mais uma figura oriunda do Partido Socialista.
    O problema econômico de Portugal esta precisamente na falta de sentido de estado dos dementes que imaginaram Portugal como uma potencia econômica, e se esqueceram que Portugal não passa de uma mera prostituta, utilizada pela restante Europa para aviar todo o gênero de clientela…
    Agora que a prostituta esta a ficar velha, sem préstimo de sector produtivo e sem clientela; vão fechar as portas do bordel dos fundos comunitários, e colocar a ‘quenga’ na rua…
    Em bom português; será bom tomar boa nota de que dentro de muito poucos anos, vão os portugueses passar a ser os parias da sociedade européia, e que vem por ai muito trabalhinho nas calçadas da vida…
    Já me esquecia de responder a sua pergunta, tal a facilidade da resposta:
    O que andaram a fazer… ora; andaram a mamar, e a F.O.D.E.R o pouco que ainda existia dos despojos do PREC e das reservas que o Botas deixou…
    Pergunte o Banco de Portugal quantas toneladas de ouro já saíram de Portugal, e quem as vendeu, e que vai obter a resposta a sua pergunta na totalidade. Espero que não fique assustado, ou envergonhado, por saber que foram os xuxas os campões de vendas…

  15. Será alguma destas cabeças supra-iluminadas o nosso D. Sebastião…

    É bonito falar quando se está por fora… mas quando lá estiveram dentro (a sra. Leite, Medina Carreira, Campos e Cunha, João Salgueiro, & friends) o que fizeram eles senão contribuir para o fosso em que nos encontramos? (alguns até ao luxo se deram de sair antes de fazer o que quer que fosse… mas cá fora é vê-los estrebuchar que nem cão açaimado!)

    Estes senhores querem ajudar? Muitas vezes o silêncio vale ouro…

    Já agora, será que o sr. presidente desta república também me receberia com a mesma pompa e circunstancia como recebeu o “cidadão” João Salgueiro?… hesito!

    keep up!

  16. A raiz do problema de Portugal é precisamente essa: pessoas que circulam nos corredores do poder há 40 anos que se recusam a abandonar os lugares em detrimento desta nova geração adiada, com muito mais informação e formação do que qualquer outra, mas a quem lhe é vetado o acesso aos centros de decisão sistematicamente…
    No fundo continuamos um País de “velhos (do Restelo)” no poder…

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