Quando é que a Humanidade reconhecerá o génio de Armando Vara?

É do foro do maravilhoso listar o número de gestores, administradores e responsáveis institucionais variados, directa e indirectamente – do PS, do PSD, do CDS e independentes – ligados à Caixa Geral de Depósitos ao longo do período 2005-2010 (o alvo político em causa), juntamente com os procedimentos formais e oficiais seguidos nesse banco, e também no BCP, e no Banco de Portugal, a que acresce ainda o trabalho das várias comissões de inquérito parlamentar que receberam dados oriundos da Justiça, documentação bancária e depoimentos sob juramento de dezenas de indivíduos, e depois ouvir os megafones mediáticos dos decadentes a fazer de Armando Vara uma entidade sobrenatural que dominaria centenas de cabeças à sua volta num esquema de roubalheira à vista de tudo e de todos montado por Sócrates a partir do seu telefone – sem que disso tenha ficado uma singular prova ou sombra dela.

O ódio político tem causas e dinâmicas que a literatura filosófica e científica há séculos e séculos anda a expor para educação dos interessados. É inevitável, especialmente por parte de quem está afastado do poder, quem é de direita e quem quer ganhar dinheiro com o populismo do tempo. Três factores que se reforçam uns aos outros, levando ao triunfo da indústria e da cultura da calúnia.

Em 2008, consta que aconteceu um problemazeco ali para os lados do Lehman Brothers que terá causado aquilo que Ferreira Leite, com supina e ofuscante honestidade intelectual, carimbou como “abalozinho” na economia mundial (e que espíritos ignaros e socráticos fixaram na História como a Grande Recessão, algo só comparável à Grande Depressão ocorrida 80 anos antes). Em 2019, esses acontecimentos globais (e/ou a inerente aleatoriedade de qualquer investimento, seja quando e onde for feito) não chegam para justificar os resultados negativos dos investimentos ocorridos nesse período em Portugal que receberam empréstimos da CGD, berram conselheiros de Estado favoritos do Presidente da República e a fina-flor do entulho na nossa imprensa. Isso seria até um disparate a pedir porrada quando se sabe que Vara andava por lá, e depois pelo BCP. Como é que o afundanço das maiores economias mundiais, e seus efeitos sistémicos, poderia alguma vez competir com o génio de Vara quando se trata de explicar aos borregos o que aconteceu durante uma época que continua, e continuará, a servir como arma de arremesso político contra o PS?

A fazer fé no que os pulhas garantem ter acontecido, Vara precisa de ser investigado pelas maiores inteligências internacionais nos campos da neurologia, psicologia, ciências forenses, antropologia e astrologia. Que não se deixe uma única pista por explorar, talvez tenhamos entre mãos o Einstein das operações de crédito.

9 thoughts on “Quando é que a Humanidade reconhecerá o génio de Armando Vara?”

  1. A Caixa Geral de Depósitos perdeu mais dinheiro com a entrega da Fidelidade ao preço da uva mijona do que com o crédito mal parado que a maior crise financeira dos últimos 80 anos provocou. Consultem as palavras de euforia do comprador após o negócio. Estranhamente, ninguém fala disso.

  2. É um verdadeiro nojo ver os vídeos e ouvir os comentários nas televisões acerca do “regabofe” da CGD como se nada tivesse acontecido na banca mundial naquele preciso momento que levou à falência grandes bancos em toda a Europa que só subsistiram com injecção de capital dos respectivos governos. É um vómito que arrasta as próprias tripas ter de ouvir os comentários dos “pensionistas” amesentados à mesa dos empresários dos media acerca deste “regabofe” quando ao golpe perpetrado desde a fundação pela maltosa psd/ppd cavaquista no BPN, do qual administradores, após o este sim verdadeiro regabofe, mal dado o golpe se apresentaram na vida privada como novos-ricos e banqueiros.
    E, manipulação desenvergonhada destes vómitos jornalísticos é o facto de que na CGD todos querem saber os devedores de financiamentos mal-parados mas no caso BPN nunca se pediu a divulgação dos devedores e muito menos dos depositantes de elevados montantes os quais se suspeitam eram gente grande do PSD que andavam na ganância de juros elevados dados admistrativamente. Falou-se na altura de 300 milhões do Ti Balsemão e, certamente, outros barões enriquecidos andavam por lá ao mesmo o que levou o Cavaco a concordar de imediato com a nacionalização para garantir o pagamento do Estado ao grosso do grupo da maltosa cavaquista no “regabofe” do assalto ao pote.
    Não só omitem escandalosamente a cise global, precisamente iniciada devido à falência de grandes bancos por créditos dados a lixo tóxico como é ascorosa a tentativa de associar, mais uma vez, a Vara e Sócrates a autoria de todos os créditos mal parados quando a presidência da CGD era de psdês e outros administradores eram da direita como a Cardona.
    É uma permanente chinfrineira de acusações a estas duas pessoas que só tendo os atributos pessoais de um deus poderiam ter efectuado tudo isso sem rasto e não terem sido contestados e acusados, na altura própria, pelos seus colegas de administração do PSD e CDS e respectivos partidos. Na altura própria não deram nem viram nem acusaram ninguém mas retrospectivamente não se inibem de acusar os outros, especialmente, os inimigos de estimação.
    A “cmtv” trabalha diariamente ao minuto para que o povo grite nos cafés; “o que falta é um Salazar”.
    As outras TVs fazem um trabalho igualzinho na criação de um ambiente geral que leve à eleição de um “bolsonaro” bronco qualquer vindo do oportunismo populista fomentado no ataque sistemático à democracia feito, precisamente, pelas TVs em nome da falsa defesa da dita pois entretanto vão lançando diária e unidimensionalmente às pessoas a mensagem de que a mesma dita não é capaz de impor a ordem e o que falta é uma “autoridade” com tais valores fortes.
    Os tempos estão favoráveis e o caminho está sendo construído pelos plutocratas e o povão esta engrossando os caminhantes desse caminho. Ainda poderemos inverter tal caminhada contra-natura social?

  3. O que os pulhas queriam verdadeiramente era vender a Caixa. Como venderam tudo o que puderam, a começar no sector primário, desde que o Unable Silva chegou ao poder. Nem se percebe como ainda tiveram tempo para criar monstros como o BPN. Mas como o Unable sempre garantiu: só se apercebeu do BPN quando precisou de vender umas acções… A “reforma” não dava para tudo. Nem a reforma, nem a memória. Sobretudo para cartórios. O político mais sério da democracia portuguesa. Que nunca foi político e muito menos sério.

  4. Ja está tudo dito.
    Tudo visto.
    Tudo encaminhado.
    Só se pode ler e ver :
    Aspirina B para saber.
    Estátua de Sal seleccionada.
    TV 2 com notícias curtas e sem grande alarde tendencioso, programação de séries, filmes e reportagens com qualidade.
    O resto me too me too me too para o povaço ignaro.
    Cada vez me sinto mais elite caramba!!!
    Não há pachorra.
    Este país já exclui alguns milhões desencantados e cada vez mais lúcidos.

  5. Mas temos sempre alternativa, podemos por exemplo discutir as grandes ideias para o país que estão em debate, por exemplo;

    Estão a ver, há sempre alternativa. Basta um pouco de boa vontade.

  6. E ver os direitolas a defender o SNS no Parlamento – agora que o Woody não pode filmar – não deixa de ser uma boa alternativa.

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