5 thoughts on “PSD num raro momento de autocrítica”

  1. O PSD confunde a falta de chuva com a falta de gente. Não é único, mas estes querem governar um país “deserto”.

  2. A desertificação do interior não é só humana; é tb cultural. Digo cultural no sentido de saber habitar no território, de o usar como suporte de vida, coisa distinta de morar nele, que é quase só o que ainda sobra. Esse património de conhecimento da especificidade dos sítios não se encontra no google nem há algoritmos conhecidos que o substituam . E nesse sentido, o que se passa com a desertificação do interior, passa-se tb com a desertificação do mar . Em causa está a autonomia de um povo. Mas dessa componente de desertificação pouco se fala.

  3. o teu título combina mesmo bem com um artigo de 2014 em que se dava conta do abandono – a palavra eleita pelos portugueses segundo um estudo da universidade de aveiro. e o abandono não foi só do povo que deixou a vida dura e pobrinha à moda do aquilino ribeiro: o abandono também começou a ocorrer em massa pelos serviços públicos – um abandono, muito mais do que pobre, miserável, acariciado pelo governo da época.
    :-(

  4. Deve ser interessante por os velhotes e velhotas do interior despovoado a consumir vigara para ver se procriam….
    Mudem mas é a capital do país para a Melriça para garantir a deslocação dos lobies e da gentalha que esvoaça à roda dos governos e ministérios , para ver se aumenta ou não a natalidade no interior….. Mas o que o PSD quer é contestar o que foi aprovado pela Associação Nacional de Municípios para garantir acesso a fundos comunitários… mesmo para municípios que não estão classificados de baixa densidade. Pura e simplesmente !
    Atenção que um dos parâmetros que definem a baixa densidade é o uso do solo…. e isso não parece preocupar o PSD, nem um bocadinho.
    Já agora, sejamos sérios e deixemos de chamar “desertificação” ao que de fato é DESPOVOAMENTO!

  5. discordo, FSoares, nisso do despovoar quando o que se quer dizer mesmo é – muito mais do que ausência de gente – abandono da terra, deserto de alma colectiva.

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