Primeiras impressões

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As quais levei comigo, por troca com outras impressões:

Homo Ludens, Johan Huizinga, Edições 70

Às Avessas, Vasco Pulido Valente, Assírio & Alvim

Elogio da Cidade de Lisboa, Damião de Góis, Guimarães

Conto lá voltar, para colher mais impressões. E com Vossas Senhorias, que vos tem impressionado na Feira do Livro?

14 thoughts on “Primeiras impressões”

  1. «Às Avessas», grande livro do VPV. Chamem-lhe pulha ou crápula. Mas aprendam a escrever assim. Um décimo disso já chegará.

  2. Calma Fernando,

    Escrever é importante, mas tem-se que começar por ler.
    Depois, há pessoas que têm dificuldades ou não sabem escrever mas podem saber fazer outras coisas que o VPV ou outros não sabem, sei lá, pintar, cantar, dançar, e, há também aqueles que andaram a vida toda a correr, 3 horas de transportes, mais 8 horas de trabalho inglório, mais 3 a 4 horas de ocupações familiares embaladas ao som da TV. A blogosfera não é o mundo… e escrever bem não resolve todos os problemas da humanidade. Só ajuda.

    Valupi,
    Feiras de stands de editores de livros, não muito obrigado. Entro só, em pequenas ou médias livrarias, para comprar livros de pequenos editores e levo a minha pequena lista na cabeça.
    Quando houver salões, em Portugal, como os de Paris ou Frankfurt, passo a ir lá com prazer. A feira aqui não tem nada que se veja, só montes de monos, lixo lith, e à torreira do sol, ainda por cima… Se querem saber, estou a ler a “Villa Amália” do Pasqual Quignard, mas na versão original, um encantamento (nrf gallimard), e, a seguir, sinceramente, não sei.

  3. “The Fall of Roman Empire” do Edward Gibbon
    mas,,,creio que não está traduzido

    tambem era melhor (!) que estivesse,,, prá malta começar a congeminar analogias

  4. Eu estou a ler “The Wizzard of Ass”, um estudo sobre os efeitos benéficos do clister cafeínico em escritores portugueses que ainda não se sairam com um “bestseller”. A minha namorada, a Estrudes, chama-me “ordinário”, mas eu não me importo porque sou de Lisboa.

  5. Fernando Venâncio,

    O meu sonho , e de há muitos anos,não julgues, é o de escrever 7 ou oito vezes menos bem que o Pulido Valente. Agora dizes-me que um décimo já chega. Obrigas-me a pensar que, possivelmente, já realizei esse sonho e que portanto não preciso de tomar o resto dos comprimidos.

    TT

  6. O que me impressiona mesmo na Feira deste ano é a falta quase total de promoção. Depois, queixem-se de que o público não aparece e os editores desistem…

  7. Tiozinho,

    Pensar que a tua arte – que me conquistou à primeira – era, é, afinal produto de ácidos e bicarbonatos. Ah, mundo cruel!

  8. LR,

    Quem é que deveria ter feito a promoção da feira ? Se não me engano é a APEL e a UEditores, talvez com a cidade de Lisboa (câmara) se não me engano. Para que servem essas associações ? nem para os editores são boas. Estas feiras têm que ser organizadas doutra forma e com outros programas. Insisto. Não tenho nostalgia nenhuma das primeiras feiras ainda na avenida da liberdade e as de agora só são maiores, não são melhores.

  9. A mim surpreendeu-me o facto de as pessoas comprarem livros só porque o autor, de quem nunca ouviram falar na vida (o grego Panos Karnezis, por exemplo), está a dar autógrafos.

  10. CURIOSO, VALUPI. OFERECI O HOMO LUDENS ESTE DOMINGO NA FEIRA A UMA PESSOA MUUUUUUUUUIIIIIIIIIIIIIIIIIIITOOOOOOOOOOO ESPECIAL PARA MIM. E TAMBÉM A VI COMPRAR O ÚLTIMO EXEMPLAR DO ÀS AVESSAS, POR APENAS 5 EUROS. E IA JURAR QUE TAMBÉM LEVOU O LIVRO DO DAMIÃO DE GÓIS SOBRE LISBOA…
    QUANTAS COINCIDÊNCIAS PODEM ACONTECER NUM ANOITECER NA FEIRA?
    QUANTOS LIVROS MAIS SÃO PRECISOS PARA SE IMAGINAR QUE ESTIVE COM O TEU DOPPELGANGER
    (FALTA NO “A” O TREMA, UMLAUT EM ALEMÃO, QUE O TECLADO TEIMA EM ESCONDER DE MIM)?
    E TU, GOSTARIAS DE O CONHECER, A ELE, AO TEU DUPLO?

  11. E cá temos, mais uma vez, o – “a” é outra hipótese, embora fraquita – enorme CAIXA ALTA, a lembrar-nos que o aspecto das IDENTIDADES misteriosas é assunto ainda mais entusiasmante e intriguista que o de sabermos quais são, por exemplo, as quantidades exactas de glicose urinadas pelo Luis Rainha em manhãs subsequentes a noites abafadas que parecem anunciar fins de mundo.

    Na verdade, ainda mais interessante que sabermos quem, por coincidência, poderá ter as mesmas preferências literárias e o mesmo espírito poupador do Valupi, sempre com a pechincha (bargain) a encantar-lhe olho, seria determinar o feitio da vera cara e tamanho de nariz do próprio CAIXA ALTA, o tal. Este pássaro (esta cu-to-via-se-me-deixasses) deveria vir cá mais vezes para nos distrair e revelar certos outros segredos. Mas isso implicaria um esforço sobrehumano para disfarçar estilos inconfundíveis.

    Quanto ao resto, este blogue continua bem. Esta semana, já pachecámos, com as vivacidades e rações generosas do costume, sobre literaturas de desengano e denúncia, já fomos a Auxuite-se ouvir papas maçónicos dispararem missas solenes à volta de malvadezes divinas, salvámos criancinhas no Paquistão das garras dum maradona idiota, lemos, mas não comentámos porque somos ignorantes e inocentes, imposturices sobre o Priorado do Sião, ouvimos muito do Debussy mas nada do Mendhelsson que ainda era pior e mais secreto, e carradas doutras coisas que nem interessa mencionar não vá alguem dizer que estou a fazer publicidade de borla para o blogue.

    No entretanto, continuamos (a maior parte, seguramente) sem saber que os problemas intestinais, mesmo os pequeninos marcados por ausências de ventos de liberação aliviantes, causam insuficiências de nutrição muito importantes, independemente das vitaminas suplementares que metamos pelas goelas abaixo. Que os meninos e meninas não se esqueçam disto. Mucho, mucho importantíssimo.

    E eu nem sequer sou o TT.

  12. Fernando

    Será que, numa altura qualquer, poderias apresentar, em três ou quatro pinceladas, as tuas razões para tanto se dever apreciar a escrita do VPV? Eu também gosto, mas aprenderia a gostar ainda mais e melhor com a tua reflexão estética, por mais breve que fosse.

    E-konoklasta

    Entendo-te. A Feira do Livro de Lisboa é uma exposição pífia por comparação com esses magnos exemplos. A sua graça, para mim, está nisso mesmo, a sua dimensão e perfil provincianos. É do nosso tamanho, estamos em harmonia.

    LR

    Talvez a típica promoção seja inútil. O livro mudou de estatuto, já não sendo visto como o veículo do saber, e ainda não se sabe lidar com isso.

    CAIXA ALTA

    Gostaria de conhecer o meu duplo, pois claro. Tenho umas coisas para dizer a esse mariola, em voz baixa.

    Nem sequer o TT

    Ora aí está um atento e simpático resumo das actividades aspirínicas. Tens de o transformar num boletim regular.

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