Precisamos de uma estratégia de tolerância zero para esta epidemia

Jovem agride ex-namorada até à morte

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Precisamos de perfis, padrões e profilaxias. Precisamos de conhecer o fenómeno por incidência geográfica, etária, escolaridade e história clínica. Precisamos de nos lembrar que para cada morte registada há centenas e milhares de episódios violentos escondidos. Precisamos de acudir a uma população onde a doença mental é um flagelo calado, onde a crise económica vem agudizar e multiplicar o que já era calamitoso.

8 thoughts on “Precisamos de uma estratégia de tolerância zero para esta epidemia”

  1. Tolerância zero ? Tolerância zero ja ha, meu caro, e pelos vistos não chega.

    Do que precisamos (para além disso) é de uma politica de prevenção e de educação com meios importantes, que ataque o flagelo pela raiz, inculcando a todos o respeito da igualdade, da dignidade e dos principios basicos da civilização.

    Ou seja, precisamos talvez de elevar o nosso povo até um patamar que o capacite para compreender o que significa a tolerância zero…

    Mas enfim, a gente compreende o que queres dizer.

    Boas

  2. “… e dos principios basicos da civilização.”

    qual civilização? nórdica, americana, russa, chinesa ou do olho da baleia e já agora é só massacres individuais ou colectivos praticados por breiviks ou pela 7ª cavalaria. ganha juízo pá, fala da vida se é que existes e dá cumprimentos ao lençol da malcata.

  3. é isso mesmo. a sociedade é permissiva ao abuso. um espancamento nem sequer é motivo válido para divórcio e perante uma morte alega-se que o criminoso não estava perante as suas faculdades no acto. e agora a crise é motivo para justificação de desatinos. selvagens, as tribos? selvagem é a cidade que criou monstros. filhos de uma grande puta d’alma.

  4. Sim, de facto, se o imbecil moralismo escandinavo não tem impedido o breivick, nos seus anos de juventude, de dar um ou dois saudaveis bofetões na namorada, como Deus manda, ter-se-ia provavelmente evitado uma chacina…

    “Civilização”, incluindo os avatares que citas, é o que faz com que uma pessoa não vacile nos pontos essenciais.

    Não admira que ignores o que seja.

    Como disse, este é que é o problema n° 1 no nosso pais. A “tolerância zero” so passara a surtir efeito no dia em que o resolvermos.

    Boas

  5. a verdade é que o tempo da humanidade tem mostrado que quanto mais polido – mais bandido. mais bandido em violência física/sexual, psicológica e também ética e moral. é como se a esperança média de vida aumentasse proporcionalmente à desesperança que é, o mal, a morte: a existência serve, não não consumar, consumir o melhor que a vida tem. e esse é um caminho que tem se ser barrado individualmente para se propagar ao grupo; é a tal epidemia invertida. é preciso fazer parar o tempo por dentro do tempo que não pode parar no tempo.

    (olá João Viegas) :-)

  6. a morte só existe enquanto houver vivos.*
    quem falou em civilização foste tu e em vez de responderes às quais te referias, falas em vacilações essenciais fora do alcance dos mortais. se quizeres posso fornecer link para as maiores chacinas da humanidade em nome da civilização.

    * não era bem assim, mas não devo ser processado

  7. “Como disse, este é que é o problema n° 1 no nosso pais. A “tolerância zero” so passara a surtir efeito no dia em que o resolvermos.”

    olha o la palisse a roer-se de inveja no caixão e os herdeiros a dizerem que quando estiver resolvido não é preciso tolerância zero para nada.

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