Portugueses não seremos

A violação do segredo de justiça constitui crime. Há uma percepção generalizada, fácil e imediatamente demonstrável com recurso a abundantes factos, de que algumas violações do segredo de justiça são cometidas por magistrados e/ou agentes da Justiça. Ninguém conhece qualquer resultado de qualquer investigação aberta pelo Ministério Público a respeito do assunto ao longo dos anos e anos em que a matéria é causa de alarme público. Donde, conclui-se que o poder político, a sociedade, a comunidade e o regime têm aceitado que magistrados e/ou agentes da Justiça cometam crimes e que se furtem ao apuramento de responsabilidades e respectiva punição.

Sendo a violação do segredo de justiça um crime tão espectacular, o qual é explorado mediaticamente gerando lucro e vantagens diversas para certos interessados, e o qual depende do silêncio dos cúmplices que recepcionam os documentos desviados para a continuação da actividade criminosa, é de elementar bom senso admitir que os responsáveis por estes crimes ainda mais frequentemente cometerão outros crimes menos ou nada públicos. Como estamos confrontados com magistrados e/ou agentes de Justiça, o leque de crimes possíveis ultrapassa a comum imaginação. Basta pensar que a decisão de investigar, ou não investigar, um dado cidadão pode ela própria ser criminosa. Se a Justiça prende alguém sem fundamento suficiente e usa a prisão para investigar esse arguido, estamos perante um crime. Se a Justiça espalhar como boato que fulano está a ser investigado sem ter de o admitir oficialmente, tal pode ter um propósito criminoso agravado se a intenção for a de atingir terceiros, pessoas e/ou instituições. Se a Justiça decide ter um certo procedimento público numa data e não noutra, tal pode igualmente configurar um crime caso a lógica desse calendário extravase as necessidades da investigação e estiver ao serviço de outros efeitos extrajudiciais. Se a Justiça for alterando o foco da sua investigação de forma a manter um arguido preso preventivamente sem que saiba do que é acusado e vendo a sua prisão sucessivamente prolongada a cada alteração da suspeita da acusação, isso poderá ser visto como criminoso por estar a violar os direitos básicos de um cidadão inocente até prova em contrário. Se a Justiça considera que um dado arguido preso preventivamente pode fugir caso seja posto em prisão domiciliária, apesar desse arguido ter regressado do estrangeiro para se entregar às autoridades e de ser tão notável publicamente que não se dá como provável que conseguisse fugir mesmo que agora o desejasse, poderemos estar perante uma concepção criminosa da figura do “risco de fuga”. E por aí fora, basta tomar consciência da dimensão dos poderes na posse de magistrados e agentes de Justiça para ir acrescentando cenários verosímeis.

Os criminosos que trabalham na Justiça, pagos com o dinheiro do Estado, poderão estar perfeitamente convencidos de que são intocáveis, posto que são os únicos com autoridade para se investigarem a si próprios – com os magníficos resultados que se conhecem. Creio que, nesse estado de embriaguez plenária, alguns deles até poderão começar a pensar que é possível espiar conversas particulares de um primeiro-ministro em funções e depois fazer uso da rica e pícara semântica dessas captações para tentar levar esse primeiro-ministro a Tribunal alegando ter o tipo sido apanhado a planear um atentado contra o Estado de direito. Não sei se isto, ou parecido, alguma vez aconteceu, mas lá que seria de uma ironia deliciosa, seria. É sabido que um dos mais extasiantes prazeres dos pulhas é fazerem o mal e a caramunha.

Que nome devemos dar aos que aceitam, felizes da vida ou apáticos, ter uma Justiça cujos principais responsáveis são criminosos por actos e/ou omissões? “Portugueses” não será um termo adequado, por razões consultáveis em básicos manuais de História. Precisamos de encontrar outro nome, mais rigorosamente descritivo da decadência que nos é servida diariamente por certos órgãos de imprensa, certos partidos e certas personalidades influentes. Qual será? Que merda de país somos?

59 thoughts on “Portugueses não seremos”

  1. Que merda de país somos em que os actos de fuga do segredo de justiça são colocados no mesmo patamar ou num grau superior ao de corrupção, na preocupação dos nossos intelectuais?

  2. antonio cristovao, não, meu animal. Não são colocados ao mesmo nível, são colocados acima. Porque não há maior corrupção do que ter magistrados criminosos, meu animal.

    Aliás, “meu” não, “seu”. Seu animal.

  3. Valupi,

    Discordo que equipare a “animais” as criaturas que tão bem descreve. Os animais não merecem e não iam gostar. Recomendo ainda que se evite a tentação de os aparentar com as putas. Tenho duas vizinhas que exercem esse nobre mister que se iriam sentir justificadamente ofendidas por quem sugerisse que poderiam ser mães de tais abortos.
    Resta-me sugeir que lhes chame apenas “coitados”. Não passam disso. Temos de nos habituar a viver com eles. E sobretudo resistir à tentação de lhes fazer o mesmo que eles não hesitam em fazer cobardemente aos outros.

  4. O DG, tanto dá para director-geral como para Disco Góquei, dá o exemplo, o mote, e o sinal de partida, para a ordinarice.

    2.° parágrafo, pró topo do texto ( 3.° andar) ,

    ” é de elementar bom senso admitir que os responsáveis por estes crimes ainda mais frequentemente cometerão outros crimes menos ou nada públicos “.
    Non sequitur .

    Resto do têsto,
    Não há pachorra .

  5. António Cristóvão cometeu a imprudência de questionar o pensamento único, e a ingenuidade de considerar este sítio, como local idóneo para o debate bem-intencionado e sem subterfúgios.
    Para além disso, ofendeu gravemente, o direito de Valupi, à legítima indignação.
    Vem acusado dos crimes acima descritos, e, desta vez, escapa.
    Sai absolvido.
    Arquive-se.

  6. É um clássico. Sempre que tem início um processo crime em que os suspeitos são pessoas de notoriedade e os jornais começam a falar (há correios da manhã em todo o lado, não?), e dar notícias, sabe-se lá se verdadeiras se pura especulação, acontecem duas coisas: o visados insurgem-se contra a violação do segredo de justiça e os seus advogados, sempre os mesmos, vêm gritar contra a judicialização da política, que os magistrados têm sede de protagonismo, etc, etc.
    Tudo isto já foi denunciado por ilustres como Humberto Eco, Baltazar Garzon, por exemplo, e não vale a pena perder tempo com isso.
    Quando um leitor deste blog, como António Cristóvão, diz isto mesmo por outras palavras, sem ofender ninguém, é tratado da forma que o foi pelo chamado Valupi, que assim revela ter uma estranha concepção do debate num espaço que abriu ao comentário público.
    Uma pergunta apenas: tem a certeza que são os magistrados que violam o segredo de justiça? e sabe o que é segredo de justiça e o que se pretende com ele?

  7. “Que merda de país somos em que os actos de fuga do segredo de justiça são colocados no mesmo patamar ou num grau superior ao de corrupção, na preocupação dos nossos intelectuais? ”

    O que antónio cristovão parece não entender é que o crime de fuga ao segredo de justiça pode igualmente perfilar um crime de corrupção : o acto de receber dinheiro de um jornalista para discretamente e sob anonimato lhe fornecer informação escolhida sobre processo em segredo de justiça , configura crime de corrupção igualmente hediondo.
    Aahhhh, mas como não é Socrates a comete-lo, já não tem importancia na escala de preocupação dos antónios cristovãos…
    Debate bem intencionado e sem subterfugios? Como, se o “bem intencionado” antónio cristovão não percebe sequer como funciona um estado de direito?

  8. Para algumas arrastadeiras que por aqui aparecem a lançar
    a confusão recomendo o blog “Estátua de Sal” onde estão
    uns “posts” que muito bem caracterizam as nossas magistra-
    turas, colocados por um Jurista!
    Quanto ao caso em apreço, o “prato do dia” virou-se para
    umas obras de arte mandadas esconder por Sócrates que,
    se pensa terem sido compradas pelo amigo !?! Estão quase
    a chegar à Torre do Tombo para saberem como foram con-
    cedidos os alvarás para a venda das especiarias vindas da
    Índia!!!

  9. “Uma pergunta apenas: tem a certeza que são os magistrados que violam o segredo de justiça? ”

    ninguém tem dúvida disso, se perguntares ao correio da manhã, sol e pasquinada em geral, nenhum deles confirma que tenha sido o advogado do sócras e todos temos a certeza de que o faria se fosse verdade.

    ” e sabe o que é segredo de justiça e o que se pretende com ele?”

    o processo não pode ser divulgado nem o público pode assistir aos actos processuais, a violação do segredo de justiça é crime. o segredo de justiça deveria servir para proteger os suspeitos e a investigação. neste caso concreto serve para a investigação disfarçar a incompetência, atropelos legais e preparar a opinião pública para uma condenação sem provas.

  10. de seguida o ministério público vai investigar a prebuilt e o jerónimo martins na colômbia com umas negociatas que devem ter rendido umas comissões ao sócras.

  11. A rebaldaria só será seriamente controlada quando for criminalizada a posse de informações em segredo de justiça (e por consequência a sua transmissão onerosa ou não). Em cada processo em segredo de justiça ficaria então bem definido o conjunto de pessoas que estavam autorizados a conhecer o conteúdo do processo. Outras pessoas que estivessem na posse dessas informações, ou que divulgassem conteúdos, sobre esse assunto, ainda que falsos, eram processadas criminalmente. Moldura penal semelhante à do tráfico de droga.

    Suponho que um senhor engravatado levando na pasta um quilo de marijuana está a cometer um crime não menos grave do que se se tratasse de umas cassetes com escutas ou gravações de interrogatórios de um processo em segredo de justiça.

    O que transporta erva é preso, o outro não. Este é que é o verdadeiro escândalo!

  12. Eu acho que seria melhor não termos leis. Não teríamos que nos preocupar com a perfeição da regra.

    E claro,
    Assim não se cairia no (im)possível de os criminosos que trabalham na Justiça, não se investigarem a si próprios.

    ( Na verdade, no estado actual das coisas – também não se investigam a si próprios. Suspeições? Então?)

  13. Eu não disse que o IGNARALHO era pimp? Ele até vive ao pé de quem comercia as partes privadas.

    Ó António Cristóvão, percebo a relatividade que pretende transmitir. Ora, desenvolva lá mais um pouco, se faz favor…

  14. Deste texto do Valupi resta-me dizer: exactissimamente. A corrupção dos magistrados é a pior de todas, e quando ela acontece com o descaramento a que estamos a assistir, só podemos esperar o fim do Estado de Direito. Para as vítimas dos magistrados carrascos esse Estado de Direito já, efectivamente, não existe. E os portugueses vão-se calando e contemporizando…até chegar a vez de cada um. Até do António Cristóvão.

  15. LOL, mais um pouco da asnoprudência do IGNATZASNO. Fogo, o gajo tem cá umas tiradas. Ó pá, tens a certeza que passaste o 1º ano do elementar, nota..
    cada exercício de escatologia, que faz dó.

  16. Jose Lopes, meu animal, não há fugas ao segredo de justiça quando as vítimas não têm notoriedade. Fazem-se esses crimes quando compensa fazê-los. E compensa tanto mais quanto mais estiver em jogo. No caso de Sócrates, não está em jogo apenas o seu destino como cidadão, está também em jogo o desfecho de eleições. Por isso tu vês uma permanente campanha de assassinato de carácter em órgãos de comunicação social posicionados como apoiantes desta direita que actualmente ocupa o poder.

    Mas tu, meu animal, dizes que me vais fazer uma pergunta apenas e largas duas ou três. Quanto à primeira, não tenho a certeza de que sejam os magistrados a cometerem crimes, mas tenho a certeza de que há indícios suficientes para eles serem investigados como primeiros suspeitos desse tipo crime. Quanto à segunda, não entendo a interrogação. Talvez consigas explicá-la melhor.

    Em relação ao antonio cristovao, não me lembro de lhe ter pedido para vir aqui comentar. Se veio, veio em liberdade. Se quis mostrar que não se importa com a existência de magistrados criminosos, fez ele muito bem. Então, não achará estranho que eu, em igual liberdade, ache que só um animal é que não considera como a corrupção mais grave aquela que aconteça por meio daqueles a quem confiamos a própria Justiça.

    Percebeste, seu animal?

  17. José Lopes,

    É que às vezes, os ditos causídicos que clamam conferências de imprensa, etc e tal, até deixam os envelopezinhos à porta de alguém. Dá-lhes jeito. Ou mandam as mulheres aldigar bacoradas no facebook, onde a Fava lava a língua com total desconhecimento da sua imagem no espelho.

  18. E a propósito da natureza de crimes, pois que os há públicos e não públicos, alguns até são particulares…aqui é que o Ministério Público descansa ( ou não).

  19. uns, fundamentam com pastorícia (cabras e cabritos), outros, com hidráulica (rio e riachos), muito variada, a imaginação dos esse lentíssimos juízes, qual fundamentação prefereis, a primeira, ou a segunda, ambas são fraquitas, uma é desfavorável, a outra não, o que interessa, a substância, ou o resultado ?

  20. querolasaber,

    O que interessa é que começarm a abrir brechas no edificio corporativo. Afinal parece que também por lá existe quem, tendo acesso ap processo, não lhe reconheça a “solidez” que nos tem sido vendida como inquestionável .

  21. insegurança e tristeza. :-( mas entendo bem os apáticos, aqueles que desde que acordam até que se deitam só pensam em arranjar trabalho e encher as barrigas porque tudo o resto passou a ser secundário – até a guarda da justiça.

    então e a justiça do divino universo que não falha, só não fala, não conta? chama-se verdade e vem a caminhar. esta é a boa notícia.:-)

  22. O que se está a passar é de facto inaudito, até na forma como os desenvolvimentos do caso são noticiados.

    Até o Observador, que está bastante longe do estilo descarado de viciação/fabricação noticiosa do Correio da Manha ou do Sol, colocou as duas notícias Sócrates: Juiz da Relação contra prisão preventiva e Os quadros de Sócrates em casa da empregada da mãe no seu dosssier Tudo Sobre: Caso Sócrates, mas apenas a segunda passou pela página de capa ou qualquer outra com algum destaque.

    Tenho estado atento e até agora ainda não vi qualquer destaque dado à primeira notícia, obviamente muito mais importante do que os fait-divers secundários, praticamente indicativos de coisa nenhuma, utilizados para fazer cabeçalhos. Note-se que a importante notícia de que um juiz se pronuciou pela inexistência de indícios, coisa de que até agora toda a gente suspeitava, mas não podia ser garantida, não só não fez a primeira página, como só apareceu sepultada na secção País.

    O mesmo se pode dizer desta outra: Os argumentos do juiz que quer ver Sócrates em liberdade, que até agora também só apareceu na secção País, saltando para lá directamente, sem passar ou deixar vestígios na primeira página. Vejam aqui os destaques da primeira: OBSERVADOR

    Impressionante. Em minha opinião, este caso vai ficar na história, não só pelas suas repercussões políticas, que estão longe de esgotadas, mas pelo que representa em termos de conúbio vicioso da justiça e dos meios de informação. E a intensidade irracional do ódio a um homem, ainda que ele fosse o maior criminoso de sempre, não consegue explicar tudo.

    Alguém, talvez num futuro não muito longínquo, há-de dedicar algum estudo detalhado, alguma tese universitária a este estado de coisas, que talvez possa explicar o que não está ainda à vista.

    Se não estamos ainda em pleno 1984, não andamos muito longe dos Marching Morons do saudoso Cyril Kornbluth, autor de FC.

  23. ANTÓNIO CRISTÓVÃO, concordo plenamente consigo. Fala-se dos “criminosos” responsáveis pelas fugas de informação, e nada falam do verdadeiro criminoso, esse sim o verdadeiro prevaricador.
    Sabe os valores estão todos ao contrario.

  24. Correcção: a notícia «Os argumentos do juiz que quer ver Sócrates em liberdade» apareceu agora (há menos de dez minutos) na primeira página, mas a outra «Juiz da Relação contra prisão preventiva», já arquivada, não passou por lá.

  25. ó verdadeira? anonima, falar-se-à quando os “criminosos” forem julgados, e com as provas obtidas serem considerados culpados. Que eu saiba só depois disso é que são considerados “criminosos”.

  26. Verdadeira anónima (esperançosamente para a ajudar a perceber melhor): as suas aspas quando escreve “criminosos” responsáveis pelas fugas de informação são descabidas, porque o crime ocorreu a alguém o praticou. Já os “crimes” do “criminoso” Sócrates, até agora, se reduzem a gostar de viver bem e por isso as abundantes aspas são inteiramente justificadas.

  27. querolásaber,

    Ora aí está ! O mundo dividido em “puros” e “contaminados”! Basta ser-se vizinho de um xuxa para que, em vez dos argumentos, se discuta a vizinhança. Esses sim, têm motivações politico-ideológicas! Os outros não, são virgens vestais ! Eis um exemplo perfeito da pequenez a que o post se refere. Coitado!Vc faz dó !

  28. então ignatz, ignaralho ou ignorante do caralho …

    O querolasaber fodeu-te bem não foi ?

    Emudeces-te ?

    Enrabou-te com tanta souplesse que nem deste por ela .

    Hehehe …

    Grande idiota, ASSECLA de merda !

    Porco !

  29. J Rodrigues & Companhia limitada …

    Outro destacado assecla, o que acredita que formar um grupo de pressão neste blog, contribui para pressionar os orgãos de soberania …

    Ah, digno representante do Grande Oriente do Teclado sem Fios … !

    Aprende, lorpa, o que muda tudo, é a quem se entrega o processo!

  30. Numbejonada/querolasaber/akistamos/agoratouaki, o teu senso de humor é infelizmente tão raquítico, o teu recurso à imprecação tão baixinho e revelador de frustração, os teus afrontamentos de imbecilidade galopante tão histéricos, que não te possibilitam sequer que te apercebas da triste figura que fazes. Dada a relutância dos donos deste blogue em te porem a milhas, como seria seu inalienável direito, porque é que não fazes esse favor a ti próprio?

  31. Bejoquasetudo, Maria Abril , Meirelles e muitos outros,

    Não se iludam da ingenuidade de pensar que os comentadadores do calibre do numbejonada não se apercebem do ridiculo a que se expôem. Para eles isso é irrelevante. Ao contrário de muitos coitados de vistas curtas, eles têm agenda e não se importam com os meios que usam para atingir os seus fins. E quem a isso assiste e nada diz, acaba por lhes estender uma passadeira vermelha.

  32. Vermelha o tanas !
    Que o homem não é comunista !
    Favor arranjar outra côr, e não incomodar, está bem, ainda deve estar a dormir .

  33. O Gungunhana já explicou. Este processo criou materiais riquíssimos para a investigação e estudo da utilização de meios de comunicação social em manipulação descarada da opinião pública. Veja-se, por exemplo, o alinhamento da manchete do Sol, seguido também pelo Observador. A noticia da decisão pública de um juiz de considerar inexistentes a descrição de crimes nos autos é acompanhada, com maior destaque, da divulgação de fragmentos do processo, em segredo de justiça?, sem qualquer contraditório. Parece a história da carochinha contada às criancinhas.

  34. alguem disse que hoje não há almoços gratis.se é assim alguem anda a receber dinheiro pela as informaçoes que transmite.não sei se são juizes que o fazem,o que sabemos é que sobre esta materia no reino da justiça o silencio é ensurdecedor.já levantaram a hipótese de ser o paquete ao tirar fotocópias…

  35. “e para manter a imparcialidade, também conviria começar a ligar os motores de busca com a palavra chave EURICO JOSÉ MARQUES DOS REIS, se fôr esse o nome completo do desembargador José Reis, por exemplo,”

    o nível de argumento destes trolhas, além de falso é absurdo, o josé alberto martins dos reis passa a chamar-se eurico josé marques dos reis e justifica-se com um linque marado do correio manhólas sobre uma treta de gravadores. até se compreende que o vacão tenha ficado quilhado por lhe pisarem o rabo e tenha começado a queimar cartuxos com a primeira estupidez que lhe passou pela ervilha pensante, mas já custa a entender como é que existem asseclas que se babam com qualquer merda que lhes ponham na travessa anti-sócras. ceguetas de merda pagos pelo erário público destacados para armar confusão na bloga em defesa da tenebrosa corporação que é o sistema judicial.

  36. Ignatz: «o nível de argumento destes trolhas, além de falso é absurdo, o josé alberto martins dos reis passa a chamar-se eurico josé marques dos reis e justifica-se com um linque marado do correio manhólas sobre uma treta de gravadores.

    Vale tudo, minha gente. Tudo menos investigar, que dá um trabalhão…

  37. o gajo está farto de saber quem é zé reis, tanto que lhe fugiu a boca para a verdade ” se fôr esse o nome completo do desembargador”, mas como ninguém mordeu o isco da “imparcialidade” mudou de nick e atacou de novo com os impropérios habituais dos falhados que nem com batota lá vão.

  38. e ainda há mais, caso fosse o eurico reis qual era o problema? será que o sócras só pode ser julgado por malta do blogue vip e quem discordar da merda que a dupla calex & rotex encenou tem avaliação de carreira sofrível. julga-se por convicção, prende-se porque sim e não damos satisfações a ninguém porque somos nós que mandamos nisto.

  39. E a velocidade está a aumentar, parece que para tapar rapidamente a ausência de indícios confirmada pelo juiz Reis. Agora até já estão a querer chegar — provavelmente antes da data prevista e para tentar abafar um pouco os estragos provocados pelo voto derrotado no acordão — aos alvos periféricos, neste caso Pedro Silva Pereira (meu itálico):

    De acordo com o acórdão, a que o jornal Sol teve acesso, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) suspeita que as contas bancárias de Santos Silva na Suíça ajudaram a pagar uma casa para o filho de Sócrates em Paris. As mesmas contas terão também financiado um apartamento para o filho de Pedro Silva Pereira, antigo Ministro da Presidência, prendas de natal e tratamentos dentários a familiares do antigo primeiro-ministro.

    Cuidado, membros do PS com compras feitas em Paris, que parece que vão descobrir tudo, como já antes tinham descoberto que, antes dos milhões dos amigos, os milhões dos tios, dos primos, tudo aquilo era do Sócrates, que a seu favor só tem a atenuante da generosidade, dado que tudo distribuía, não só a montante pela família, como a jusante pela malta do partido à excepção do Neto e do Seguro…

    Vai uma apostinha em como também «se desconfia» que António Costa andou a tratar dos dentes à custa do dinheiro do Sócrates que o tio do Sócrates passou ao amigo do Sócrates para o amigo do Sócrates passar aos outros amigos do Sócrates, com os cumprimentos do Sócrates?

    E ainda dizem que este processo não é complexo!

  40. Oops, as minhas desculpas não só por me ter esquecido de mudar de roupa na cabine telefónica mais próxima, mas por ter indicado um link errado. A citação que fiz foi directamente do Sol e não do Observador onde tinha visto a notícia. O texto transcrito está aqui.

    Outra actualidades da euro-justiça, para os franco-falantes:

    https://www.agenceinfolibre.fr/revisionnisme-10-h-daudience-pour-robert-faurisson-paul-eric-blanrue-et-marc-george/

    http://quenelplus.com/videos/reecriture-de-lhistoire-dix-heures-daudience-pour-robert-faurisson-paul-eric-blanrue-et-marc-george.html

    http://france3-regions.francetvinfo.fr/basse-normandie/2015/06/17/caen-vincent-reynouard-condamne-en-appel-un-de-prison-pour-negationnisme-749969.html

  41. E eu a dar-lhe…

    Primeira forma! A fonte citada estava certa à primeira: citei correctamente o Observador a citar o Sol. Fui depois apanhar um pouco de Sol, com muita precaução poe causa dos escaldões, e daí a confusão por excesso de cuidado.

  42. A declaração do juiz José Reis é clara e inequívoca. Precisávamos agora escrutinar o contraditório elaborado pelas juízas Laura Maurício e Teresa Féria para entender melhor o que se está a passar.

  43. OLÁ A TODOS! JÁ ME VIRAM? HUM? TOU AQUI. oqueie.

    IGNARALHOS, ASNEIRALHOS, mandai a vossa asnoprudência à RL. Entregai via protocolo.

    É berdade! Agora aprendestes uma noba expressãoe: julga-se por convição que opera em vós como o supositório no traseiro do IGNARALHO mor – tolhe-vos a pensadura, por isso, dessa cabaça só sai serradura.

    1º ENSINO – julga-se por convição em PROVAS. Depois faz-se uma sentença e FUNDAMENTA-se a convição.

    Então, se daqui para diante, continuardes a lavrar em asneira nesta concreta matéria, ter-vos-ei ao nível do ARREbujo – um bobo e burro encartado.

    ENTÃO também há contraditório entre os juízes? Quereis dizer JULGA-se o recurso e, depois, quem quiser manifestar o voto de vencido, fá-lo – ao fim do acórdão. Como o documento é público, não há que INVESTIGAR NADA. É só ler…mas com olhos de «VER» numa cabeça preferencialmente NORMAL, ainda que leiga, portanto, «sem o ar e o vento» dos IGNARALHOS daqui.

    Se quiserem publicar a coisa aqui, mas transcrevam. Pas de links, ó IGNATRASH.

    Passadeira vermelha: sim, naturalmente. É o meu palco. Já agora, não recorro a enchimentos plásticos, é tudo natural. Até a inteligência.

    Ó bejoquasetudo! LOL. Obrigadas pelo cumprimento e pelo destaque, hum, tudo feito autour de moi. Feel blessed. Tks. Mas óbe, tu num bês é nada, ó CALHAU SEM OLHOS, hum.

    Atenta a minha infinita tolerância, PEÇO-vos: dizei-me, que está mal com os últimos indeferimentos judiciais? E o que aachais do tratamento privilegiado do 44 face aos outros que por lá abancam? Parece que o primeiro só faz cócó de pé. E ali só entra quem o 44 quiser…mas não é a Câncio – essa seria o que em português fino e iluminado com estrangeirismos se diz: uma beard.

    COMPRIMENTOS E LARGURAS aos IGNARALHOS.

  44. Nos tempos da guerra colonial, conheci no quartel general de Bissau um jovem tenente da policia militar, advogado de formação e oriundo de familias de renome , que era um dos mais aguerridos defensores da normalidade da ocupação colonial e de tudo o que fosse preciso fazer para a manter. Em coerência, sempre que era chamado a instruir processos por deserção ou equivalente, o gajo era de uma intransigência biblica, atirando-se sem piedade ao que designava por “cobardia dessa soldadesca reles”. Um dia calhou-me ter de o transportar numa diligência a Canjadude, um aquatelamento na fronteira com o Senegal onde os festivais pirotécnicos eram tão frequentes que a soldadesca praticamente tinha de viver debaixo de terra como as toupeiras. Deu-se o caso que na aproximação ao heliporto encalhei num passarão que danificou de tal maneira o rotor da cauda que deixou o heli inop . Fez-se um radio para Bissau e a reparação ficou agendada para o dia seguinte. Nessa noite, ainda o jantar decorria na messe improvisada, quando o foguetório recomeçou. O primeiro rocket foi direitinho ao gerador e deixou tudo às escuras. Já batidos naquilo os do costume foram para os ninhos das Bredas ripostar com tudo o que tinham. No abrigo da messe instalou-se um fedor insuportável. Foi a lanterna do capelão que localizou a origem do fenómeno: livido como a cal, o nosso aguerrido tenente tinha acabado de se cagar pelas calças abaixo !

  45. Numbejonada, nada seria mais esclarecedor do que a eventualidade de, perante a declaração do juiz vencido, terem sido feitos votos desta gravidade sem qualquer justificação escrita.

  46. Galucho, mai frénde, pá. Estás-me adizer que foi feito um voto de vencido e que este não tem justificação escrita? ! Fogo, fogo, a sério? Ó pá, então, o gajo também não sabe bem o que estava a fazer, tás a bere?
    Mas…olha que os votos de vencido, regra geral, são escritinhos….ora bolta lá à tua fonte fidedigna…

  47. Ai, ai Mrocha e tu, habituado, ao licor de marca «M» logo reconheceste o cheiro, evidentemente porque sempre te borras por tudo e por nada. Oube, sabes, eu também conheci um tenente mas era do senegal, e parti-lhe o canastro, tás abere. O gajo descuidou-se, andava onde não devia…

  48. Tenho que chamar a razão que ofender o escriba(eu) não acrescenta argumentos ou razão; contestar com factos sim. Mas reconheço que com mais palavrão menos palavrao não apagam os comentarios o que merece ser destacado; crentes fieis mas não inquisitores o que saúdo.

  49. antonio cristovao, só se ofende quem quer. Quanto à matéria de facto, vieste comentar um texto que tem uma única ideia: a corrupção que exista na administração da Justiça passa impune como se fosse algo normal e legítimo. O teu comentário indica que pertences ao grupo dos que não estão preocupados com tal. É essa a factualidade da minha resposta às tuas palavras.

  50. hein, hein, ó gajo do conúbio vicioso, mas então diz lá, como é que se resolve o problema? Pesquisas tanto, pá, escreves tanto, pá, claro só lês media, mas quanto a soluções rien de rien…manda logo um requerimento, pá, e põe o homem cá fora a fazer jogging, vá….

  51. Valupi afirma o direito a tratar António Cristóvão como um animal.
    António Cristóvão aceita o direito a ser tratado como um animal.
    Também enaltece o não apagamentos dos comentários.
    Em face do exposto, e não me restando outra alternativa, – não há desculpas do género, in dubio pro reo, nem ad arbitrium, a prova documental está à vista de todos, escarrapachada no ecran – cumpre decidir :
    Arquive-se por inutilidade superveniente da lide.
    O litígio acabou por conciliação amigável !
    Aleluia, deitar os foguetes do estilo, salaam aleikum para todos .

  52. Frango Sinatra, em apenas linha e meia de texto, tece um elogio, utiliza dois impropérios, e dirige uma insinuação a pessoa não identificada.
    Suponho, – por utilização do Princípio do Supositório – que a bojarda, é dirigida ao ilustre colaborador deste Blog, Prof. Dr. Numbejonada.
    Presumindo que o mesmo se encontra ausente, em Vale de Lençóis,
    Fica pendente.

  53. Nos saudosos idos da coisa da pia (também há quem lhe chame “Caso Casa Pia”), essa infame mãe de todas as filhas-de-putice judiciais que há anos nos assombram e ofendem, assisti, com os olhos e ouvidos que a terra há-de comer, à discussão entre alguns jornalistas de uma redacção (incluindo a editora da secção) sobre uma notícia que o jornal pretendia publicar do dia seguinte.

    O assunto era mais uma treta, uma pseudo-informação, soprada pela “investigação” da coisa da pia, como sempre altamente lesiva dos acusados, e a obscena discussão visava descobrir a melhor redacção a dar à coisa de modo a, não o afirmando abertamente, dar a entender que a fonte era alguém da defesa.

    Não podendo garantir literalidade na reprodução da discussão, lembro-me de frases mais ou menos assim:

    “Eh pá, a informação foi-nos dada pela investigação, mas não podemos dizê-lo.”
    “Mas temos de referir que houve uma fonte, ainda que não a identificando completamente.”
    “Como nesta fase as defesas já tiveram acesso ao processo, podemos dizer que foi alguém das defesas.”
    “Acho que não devemos dizer isso, porque aí estaríamos a mentir.”
    “Está bem, não podemos afirmá-lo textualmente, mas podemos dá-lo a entender de forma ambígua. Como têm advogados diferentes, cada um deles poderá ficar a pensar que foi um dos outros e ficará sempre a dúvida.”
    “O que acham de uma fórmula no género ‘de acordo com fontes ligadas ao processo’, ou ‘de acordo com fontes com acesso ao processo’, ou ‘de acordo com fontes próximas do processo’? Não diz que foi a acusação ou a defesa, mas parece-me que aponta mais na direcção da defesa.”

    E por aí fora. Não me lembro da fórmula escolhida nem da notícia em si, mas sei que verbalizei alto e bom som a minha indignação e o meu protesto, o que me valeu imediatamente a acusação de defensor dos pedófilos, amigo dos pedófilos ou coisa que o valha, não conhecendo eu os desgraçados, obviamente, de lado nenhum.

    Insisto que os jornalistas em causa assumiam, na “discussão editorial” a que assisti, que a treta lhes tinha sido soprada pela dita investigação/acusação e considero completamente legítimo, aliás obrigatório, o desejo de protecção das fontes. O que é obsceno e doentio, porém, é o objectivo abertamente assumido de veicular subliminarmente a aldrabice de que a fonte estava no lado prejudicado pela notícia, sendo que ainda por cima, tanto quanto me lembro de ter pensado na altura, a dita notícia tinha todo o ar de ser outra refinada aldrabice, da família das que temos visto no caso Sócrates.

    A coisa da pia, não me canso de o repetir, foi o cadinho onde foram estabelecidos, ensaiados e aperfeiçoados métodos, canais de comunicação, conúbios, panelinhas e traficâncias entre agentes de uma justiça mafiosa e jornalistas sem dignidade nem vergonha na cara. A coisa da pia é a mãe de todas as cabras, cabritos e cabrões enquistados numa entidade que, em vez de nos garantir segurança, como devia, tenta incutir em nós medo e insegurança que lhe permitam levar adiante objectivos inconfessados e inconfessáveis.

    Deixa-os poisar.

  54. numbejo,

    Partiste o canastro a um tenente do Senegal ?! Porreiro pá ! Assim aumentam as minhas expectativas de que consigas fazer-me o mesmo ! Sabes, tenho uma confissão a fazer-te: sou masoquista! Adoro levar enxertos. Portanto, faz-me lá o especialissimo favor de te deixares de retóricas de merda e tretas de IP’s , pede ao administradores disto o meu contacto, cuja cedência formalmente autorizo, e convoca-me para um sitio qq da tua conveniência. Garanto-te que, seja na Versalhes ou no Senegal, por nada deste mundo faltarei à chamada.

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