6 thoughts on “Português de lei”

  1. Maldito cancro. Hoje em Portugal os advogados de defesa fazem mais pela defesa do Estado de Direito que a própria Justiça. Um órgão de soberania.

    Só um exemplo do mesmo MO do Face Oculta. A forma como a opinião pública foi manipulada para percepcionar que Sócrates foi viver para Paris para um apartamento de luxo do amigo que afinal era do Sócrates. Quando Sócrates até viveu mais tempo noutro apartamento – onde pagava renda – durante a estadia em Paris. Apartamento alugado que foi completamente apagado da história.

    Expresso: “O apartamento onde José Sócrates viveu durante dois anos em Paris está situado no quarteirão de Passy, no coração do bairro número 16…”

    E quando a Justiça tem este comportamento parcial e manipulador não vale a pena preocuparmo-nos com o acusado. Como no Face Oculta. Ontem não disse mas já tinha acontecido o mesmo no fiasco do Apito Dourado. Fiasco só assente em escutas de que se queixa o Teófilo e a Morgado. Quando as escutas até foram parar ao you tube. É preciso denunciar que as escutas ainda há pouco tempo nem chegavam a Tribunal. E a verdade é que hoje toda a investigação criminal passa pelas escutas e pouco mais. Que depois os Srs. investigadores e o MP interpretam como querem. Quando as escutas nunca deviam ser encaradas como mais que um auxílio à investigação. À verdadeira colecta de provas. Daí a luta pela prova indirecta e pela delação premiada à Moro que abrem caminho a todo o género de arbitrariedades.

    Sinceros pêsames à família. RIP.

  2. Um dos mais corajosos do Portugal actual. Vai fazer falta para escorar os portões da liberdade .

  3. É de Mestre a argumentação de saber feita com que Araújo desmonta e desfaz as “verdades” que “toda a gente sabe” pelos jornais e das quais, os patéticos jornalistas integralmente persuadidos e baseados acéfalamente nessas “verdades” retiradas de ilegalidades cometidas contra o arguido por lei do segredo de justiça.
    E é uma miséria horrorosa ver a estupidez e a presumida e assumida estultícia auto-satisfeita de palavroso e pífio conhecimento acerca de leis e justiça mas, fanfarrões, querendo fazer um inquérito ao jeito como fazem a qualquer opinador tudo em um que despeja banalidades ao momento.
    Os jornalistas craques das estações querendo atrapalhar Araújo apenas conseguem mostrar a sua boçalidade sobre o assunto e revelar à posteridade a sua incapacidade total de assumir-se pessoas sérias e competentes para analisar despreconceituosamente qualquer assunto mais complexo.
    Como se verão, a si próprios, estes jornalistas hoje quando revêem estes vídeos à luz da montanha de dados escritos sem um único papelinho incrimimatório para julgamento? Toneladas de papel carregadas de insinuações e ligações sem sentido e apenas remetidos ao significado preconcebido.
    Depois destas lições de Mestre Araújo será que ainda não se deitaram a ler algo mais substancial do que a papa merdosa que brota a céu aberto do caneiro mediático?

  4. “Como se verão, a si próprios, estes jornalistas hoje quando revêem estes vídeos.”

    Não sei como se vêem a si próprios, mas sei como eu os (re)vejo: com um nojo infinito e uma revolta que quase me fez atirar o tablet à parede ao rever esta “oferta” do Valupi. A estupidez bacoca da Judite de Sousa e a sofreguidão arrogante e persecutória do criadito empertigado da SIC (quase apostava que tinha um pau enfiado no cu), cuspindo perguntas manhosas de resposta implícita e interrompendo imediatamente quando a resposta do entrevistado, honesta e inteligente, lhe baralhava sistematicamente a táctica velhaca, são uma vergonha para o jornalismo. Sipaios de merda! Porra, vou ali à casa de banho vomitar e em seguida gargarejar dois copos de água, para limpar! Depois… bueno, talvez foder.

  5. Completando o que Camacho disse e bem acima, de referir que tudo terá começado quando Maria Elisa viu o filme Network e mandou às malvas o esquerdismo anterior que não a levava a lado nenhum, estavamos em pleno cavaquismo e com Proença de Carvalho e Adriano Cerqueira a controlar a TV . Durão Barroso terá tido uma epifania semelhante, quando interrogado sobre o motivo pelo qual abandonou o MRPP e ingresou no PPD . Respondeu “fiquei muito impressionado quando soube da morte de Sá Carneiro, tinha acabado de casar “.
    Em ambos os casos, tretas para pôr a nú a falta de escrúpulos, a ambição, o desejo de construir uma carreira, o total despudor, o repúdio de valores e de principios anteriormente assumidos, perante uma carreira e o poder e o dinheiro que vêm com ela .
    Judite de Sousa veio de gente muito humilde terá entrado para a TV pela mão do PC, foi para Macau aproveitando uma oportunidade que outros rejeitaram, ganhou muito dinheiro e gastou tudo, segundo as próprias palavras dela, ganhou o gosto pelo metal, regressou e também apostou no cavalo certo e ganhador, mudou para o PPD.
    Pelo caminho ficaram vítimas “corpos” recordo apenas um, Isabel Bahia, a mais brilhante locutora da sua geração, brilhante no domínio de várias línguas, primeira classificada no concurso em que entrou também Margarida Marante, que apenas com vinte e tal aninhos era a vedeta e a escolhida pelo poder vigente, para fazer o papel “de prestígio” de entevistar políticos .
    Depois veio Rangel, primeiro na TSF, depois na SIC .
    A luta pelo poder, que na altura se chamava “share” chegou ao máximo, a certa altura alguém até escreveu um artigo sobre os quatro pivots que pontificavam nos quatro canais, sem olhar a meios, apodando-os de “os quatro canalhas”.
    A situação degenerou e chegou ao presente, muitos deles, ou quase todos, na maioria dos casos “jornalistas sem grandes ou nenhumas qualidades”, até dão aulas de comunicação em universidades, e têm um pequeno exército de licenciados em comunicação social ao dispor, como escravos a recibos verdes, para lhes fazerem o trabalho .
    Mas tudo começou com Maria Elisa, que teve um “vislumbre” dos média, como o “quarto poder”.

    Fonte : cena final do filme Network com Faye Dunaway como Diana Chistensen a poderosa, calculista e carreirista executiva da cadeia televisiva

    https://www.anothermag.com/fashion-beauty/11099/the-film-in-which-faye-dunaway-invented-reality-television

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