Populismo, o ópio dos impotentes

A tragédia social, económica e financeira a que vários governos conduziram Portugal interpela a consciência dos portugueses no sentido de porem em causa os partidos políticos que, nos últimos vinte anos, criaram uma classe que governa o País sem grandeza, sem ética e sem sentido de Estado, dificultando a participação democrática dos cidadãos e impedindo que o sistema político permita o aparecimento de verdadeiras alternativas.

Neste quadro, a rotação no poder não tem servido os interesses do Povo. Ela serve sobretudo para esconder a realidade, desperdiçando a força anímica e a capacidade de trabalho dos portugueses, bem como as diversas oportunidades de desenvolvimento que o País tem tido, como aconteceu com muitos dos apoios recebidos da União Europeia.

A Assembleia da República, sede da democracia, desacreditou-se, com os deputados a serem escolhidos, não pelos eleitores, mas pelas direcções partidárias, que colocam muitas vezes os seus próprios interesses acima dos interesses da Nação. A Assembleia da República representa hoje sobretudo – com honrosas excepções – um emprego garantido, conseguido por anos de subserviência às direcções partidárias e de onde desapareceu a vontade de ajuizar e de controlar os actos dos governos.

Manifesto pela Democratização do Regime

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A seguir ao discurso da tomada de posse de Cavaco, este documento é o sintoma mais grave da deriva populista da sociedade portuguesa em contexto de crise económica. A gravidade não resulta dos conteúdos apresentados, pois todo o argumentário populista é por regra inane e alucinado, mas dos signatários. Ver Vasco Lourenço, Manuel Maria Carrilho, Eurico de Figueiredo, José Adelino Maltez, Henrique Neto, João Gil, Rui Tavares, Ventura Leite, Elísio Estanque e Veiga Simão juntos a maldizerem os partidos é espectáculo que pode chocar o melhor cristão.

Atente-se ao modo cobarde como o texto abre as hostilidades: lança-se alcatrão e penas para cima dos Governos por grosso, nada explicando e por isso a todos equivalendo em responsabilidades, depois ataca-se os partidos pelo que fizerem nos últimos 20 anos (??) e por terem criado uma classe sem grandeza e sem ética (???), a qual andará por aí a impedir o aparecimento das “verdadeiras alternativas” (????).

Este manifesto tresanda a ressabiamento e almoços bem regados de uma ranchada de tiranetes caducos. Como já não têm forças para criarem um projecto político original, entretêm-se tentando demolir a cidade.

37 thoughts on “Populismo, o ópio dos impotentes”

  1. Val

    O teu comentário a este manifesto só mostra que andas cego. A Google lançou uns óculos novos. Talvez não fosse má ideia experimentá-los.

  2. acabei de chegar à conclusão de que serão os papos vazios a fazerem a manutenção da sanidade mental colectiva, já que com os cheios não se pode mesmo contar.

  3. § 1º – a tragédia social, económica e financeira

    aterraram agora vindos de marte, onde se refugiaram desde abril74

    § 2º – a rotação no poder não tem servido os interesses do povo

    foram postos na prateleira e querem regressar

    § 3º – a assembleia da república representa hoje sobretudo – com honrosas excepções – um emprego garantido

    tamém queremos mamar

  4. Concordo com a análise do Val, como também concordo com a maioria das considerações do documento. Todavia o aproveitamento populista que é feito das questões, mormente quando junta personagens como o Carrilho , o Neto, ou o Tavares deixa muitas dúvidas. Serão os partidos e os políticos os culpados da situação que se vive? Os movimentos de cidadãos vão resolver este problema? Parece-me, sinceramente, que não! Lembro-me por exemplo dos movimentos populares que elegeram Fátima, Felgueiras, Valentim Loureiro e Isaltino Morais contra os partidos que os expulsaram! Os tais movimentos de eleitores voltaram a elege-los! Parece-me, que o problema não está pois e só nos partidos! Está na sociedade, na sua má formações ética, ou com sugere Hessel, na manipulação da opinião pública que é feita diariamente pela comunicação social que através de estratégias de markting político ao serviço dos grupos económicos que os controlam, manipula a opinião pública. O caso mais evidente da politica Portuguesa foi a diabolização do Sócrates pela seita de ladrões do BPN e quejandos que elegeu este governo de lacaios dos grandes interesses. Pensem nisso e deixem-se de populismos. Pois, eu sei os riscos de acusar a comunicação social daquilo a que todas assistimos diariamente!!! é tornar-se alvo dessa mesma comunicação social e suceder-lhes o mesmo que ao Sócrates que tinha tomates!!! Bem hajam os blogues que nos deixam exprimir estas opiniões que não passam na opinião publicada. Que o o diga o Hessel!

  5. @ Sousa Mendes: “Parece-me, que o problema não está pois e só nos partidos!”

    Absolutamente de acordo, aliás, é muito corrente esta mania muito portuguesa, muito católica, de separar o corpo da alma! Como se os membros dos partidos não fossem um retrato preciso do povo que os elegeu.

    Agora, dizer que “o Sócrates tinha tomates” é que não estou lá muito de acordo! O que sempre admirei no ‘Berlusconi’ português, era a lata, nunca os tomates…

  6. Pois, carmo da rosa, já vi que também não foi indiferente à campanha montada pela comunicação social controlada por esta cáfila que nos (des)governa.

  7. Estou “confuso”. Ouvi as declarações de Miguel Beleza, esta manhã, no Forum TSF e mem queria acreditar. Terá problemas de sáude ou estava a tentar ser ironico ( inicialmente parecia isso mas depois percebi que falava a sério).
    Onde isto já vai…. A TSF terá que cuidar dos comentadores que convida,penso eu de que…

  8. Sousa Mendes, as campanhas de comunicação social controladas pela cáfila que nos governa não chegam onde eu vivo, lá longe longe (como nos poemas do Manuel Alegre), nem sequer conheço a maioria dos nomes aqui nomeados!

    Mas mesmo vendo as coisas de longe (ou talvez mesmo por isso!), não tenho a impressão que haja campanhas montadas pela comunicação social no nosso país!

    Montar campanhas de comunicação exige trabalho e eficiência. Vejo sim, todo o tipo de opiniões anarquicamente expostas: para uns, a cálifa são os que actualmente nos governam, para outros os anteriores, e ainda temos os que consideram todos os que governam por princípio uma cáfila…

    O problema não é a comunicação social, o problema é a comunicação ’tout court’, é não existir tradução em português para a palavra “nuance”…

  9. Ola,

    Concordo com a carmo da rosa.

    A fulanização e o messianismo pateta dão-se mal com a democracia, porque não acreditam nela, ou porque deixaram de acreditar nela, o que vai dar no mesmo.

    Esta tudo bem com a partidocracia ? Provavelmente não. Mas não encontraremos com certeza como melhora-la na direcção apontada (alias, qual é ela, ao certo ?). E, por falar em fulanização, julgo que, uma vez mais, poderiamos começar por apontar, neste mesmo blogue, inumeros deslizes do tipo justamente criticado no post, que são feitos da mesmissima massa do que as famigeradas “campanhas da comunicação social”.

    Eu sou a favor da abolição definitva do conceito de “culpa”.

    A raiz dos males não esta em Sicrano, em Beltrano, na Crise Internacional, na Europa, no “Sistema” nem tão pouco nos “Partidos”, nem no Diabo a Sete. Esta muito mais proxima, juntinho ao sitio onde esta, também, a chave para encontrar soluções : em nos mesmos.

    Na mesmissima lingua onde fomos buscar a palavra “nuance” existe uma expressão ainda mais dificil de traduzir para Português : “balayer devant sa porte”…

    Boas

  10. crmo da rosa,como foste ordinario e desonesto ao comparar socrates a berlusconi ,só me resta mandar-te para real puta que te pariu.

  11. Carmo da Rosa

    Bem-vindo ao blog dos socráticos! Estava a ver que ninguém dava pela “nuance” “Berlusconi português”. O Nunocm teve o cuidado de te dar as boas vindas!
    Acho que aqui, os tansos de serviço, não estavam a compreender a tua mensagem.

    abraço,

  12. Caro carmo da rosa,
    Só mesmo estando muito longe é que não se percebe a manipulação das consciências e da opinião politica que é diariamente feita na nossa comunicação social. Acredito que estando longe não se aperceba disso no entanto, sempre lhe digo que, não se aperceber disso, por muito atento que esteja ás questões, é capaz de distorcer a apreciação que faz da acção política. Citei o Stephane Hessel precisamente para referir isso mesmo. O “Indignai-vos” deste autor reflecte o que escrevi. Mas para melhor desmontar a manipulação que é feita diariamente pela nossa comunicação social, aconselho-o a ler alguns textos do “A passo de caranguejo” do Umberto Eco, onde se desmontam algumas das técnicas utilizadas abundantemente na nossa comunicação social.
    E, não! Para mim os políticos não são todos iguais. Considero essa apreciação de populista, pois só beneficia gente da laia do Relvas. Para o comum das portuguesas, mormente os que elegem Isaltinos e Valentins, se são todos maus, estes pelo menos são os espertos!
    É essa a ética politica e social que falta em Portugal, saber distinguir o trigo do joio.

  13. os movimentos de cidadãos,são constituidos pelos os frustados que nunca tiveram capacidade para entrar na politica,e agora aproveitam as dificuldades, do regime para reivindicar um estatuto que em condiçoes normais nunca o teriam por incapazes.andar calado 40 anos e aparecer agora na politica dá que pensar. gosto de votar nos partidos por varias razoes,uma delas é eu poder pedir contas.se for um carmo rosa que vá como independente a uma autarquia se meter a mão na massa como outros,e for à vidinha com os bolsos cheios ,pergunto a quem posso pedir contas nas eleiçoes seguintes? candidaturas independentes dos partidos sou contra.

  14. discordo com o teor das propostas contidas no manifesto. estas ilustres personalidades que vão a votos debaixo de um simbolo partidario, para isso basta 7500 assinaturas.a democracia politica não é feita por personalidades em nome indivudual,mas por um conjunto de ideias expressas por pessoas que defendem o mesmo ideal.

  15. Ao nunocm,
    Eu, por princípio, não sou contra quaisquer formas de participação na vida politica ou social. Penso que aumentar as formas de participação pode ser benéfico à regeneração da politica mas tais movimentos não substituem os partidos. Até, porque, como sabemos, estes movimentos quando assumem alguma dimensão tendem a organizar-se como partidos, vide o PRD e o Bloco. Podem, de facto, trazer problemas acrescidos de governabilidade, designadamente à esquerda, como fez o Bloco. Agora não vou tão longe nem generalizo que todos os que subscrevem o dito manifesto são uns frustrados e oportunistas. Uns serão outros são pessoas bem intencionadas mas, a meu ver, com opções politica erradas. Não acredito em fazer politica através de rótulos e muito menos com insultos.

  16. @ joão viegas: “A raiz dos males (…) está muito mais próxima, juntinho ao sítio onde está, também, a chave para encontrar soluções : em nós mesmos.”

    Precisamente, mas isto é mesmo muito difícil de fazer passar como mensagem – a malta, ofuscada pela catequese ou pelo marxismo, manda-se logo ao ar convencidos que estão da sua santidade!!! Os maus são sempre os outros, não há nada a fazer. Mas não desesperemos, porque existe já muito boa gente, apesar do enorme fumo de teorias da conspiração, que começa a topar que a política funciona de forma bem mais banal…

  17. @ nunocm e francisco rodrigues,

    Comparação Sócrates – Berlusconi.

    Realmente, poderia ter arranjado uma comparação mais adequada, não me lembrei, de qualquer forma também não creio que esta vá acalmar o hooliganismo infantil dos socráticos…

    Comparação José Sócrates – Bettino Craxi.

    Ambos trafulhas, ambos socialistas, ambos se piraram quando as coisas começaram a aquecer. Craxi para a Tunísia (onde faleceu) e Sócrates para França.

    Durante a governação de Craxi dizia-se que a receita mais famosa na Itália era Galinha Socialista, e a receita começava assim: “rouba-se uma galinha……..”

    Note-se que Beppe Grillo foi expulso da tv-italiana em 1986 precisamente por causa de uma piada sobre Bettino Craxi (na altura primeiro-ministro).

    Grillo finge no palco uma conversa telefónica entre Craxi e Martelli (um dos seus ministros):

    Martelli encontrava-se em Pequim e, admiradíssimo, informa o seu primeiro-ministro que “na China são todos socialistas!” e Craxi responde: “e depois?”

    “Mas Bettino, se são todos socialistas, quem é que eles vão roubar?”

  18. Sousa Mendes,

    Não é preciso estar muito perto nem ler gajos chatos como o Umberto Eco para perceber que não há UMA campanha de comunicação social, mas VÁRIAS, que se contradizem e anulam.

    Nos anos 70 havia uma excelente série inglesa que explicava em forma de comédia como funciona na realidade a política: Yes, Minister.

    Actualmente há algo ainda melhor, a série dinamarquesa Borgen…
    Só não aprende quem não quer….

  19. carmo da rosa:

    deves viver muito longe, tão longe, que à lonjura, nunca viste o jornal da TVI às sextas, com a MMG, nem o SOL com traineiras a abarrotar de robalos, discursos do PR sobre o “limite dos sacrifícios”, as inventonas sobre escutas….

    moras mesmo onde?

  20. Bloggers engajados, a viver num mundo de faz-de-conta de debates em circuito fechado, dá nisto.
    Oh, o ultraje! Oh, a falta de respeito! Oh, por fim, como sempre, o populismo!
    Basicamente é isto: “Os populistas são os outros”, “Os culpados da crise são os outros”, “Os bafientos e salazarentos são os outros” e, por fim, “Os reacionários são os outros”.
    Eu percebo que para o autor do post talvez seja tudo um jogo, o bichinho da politica que faz querer discutir, o escolher um lado para se ter algo para dizer ou de amigos que precisam ser defendidos urgentemente. Tudo bem. É só ridículo, nada mais. Ainda por cima com nick…

  21. não liguem ao emigra da rosa, o gajo tá deslumbrado com o que ganha na holanda e reage à parolo. quando for vítima de xenofobia o gajo muda de opinião, até lá vai cantando canções à merckla e dizendo mal dos portugueses.

  22. Este é um manifesto pela destruição do regime democrático . É um manifesto dos caudilhos que quais seres superiores e sempre a pensar no povo querem governar como seres iluminados mas sem assumirem responsabilidades.

  23. tive a pachorra de ler a lista dos proponentes e verifiquei que os menos conhecidos que lá aparecem são os apoiantes incondicionais e tradicionais dos mais mediáticos, com relacionamento tipo patrão, mulher, amante, secretária, advogado, médico e visita lá de casa, não necessáriamente por ordem alfabética. portanto estamos conversados sobre transparências, influências e empregos garantidos.

  24. Parece que os comentadores do “post” não têem dúvidas sobre a maturidade e
    sabedoria do bom Povo português, já Mário Soares o tinha dito quando o PS em
    1976 ganhou as primeiras eleições!
    Na prática, o comum cidadão é assediado pelos diferentes agrupamentos (partidos)
    para votar nas suas siglas, com promessas e programas que, no dia seguinte ao
    acto eleitoral vão parar ao caixote do lixo!
    Já a velha tanga das derrapagens nas obras públicas que, muito sobrecarregam os
    contribuintes e nos conduziram à presente situação … é voz corrente que todos os
    partidos do arco do poder e, mesmo fora, beneficiaram dos envelopes e malas com
    dinheiro que circulavam, perguntem ao Gen. Garcia dos Santos porque se demitiu
    da extinta JAE!?!
    Dizem que o marketing faz milagres, até vende políticos como se vende sabonetes,
    há cabeças de cartaz nas tais listas feitas pelas direções partidárias que dão a cara
    para de forma quase dolosa sacar o voto ao incauto eleitor … no dia da tomada de
    posse passam o lugar ao último da lista … o que é democrático!
    Que democracia é esta em que na A.R. se vota a favor de um O.E. fazendo de se-
    guida uma declaração de voto colectiva afirmando não concordar com o mesmo por-
    que é contra o programa do partido ?
    Para finalizar, confirma-se que estão a funcionar em pleno as arrastadeiras contra-
    tadas pelo facilitador Relvas, que penetram nos blogs disfarçadas, até dizem estar
    longe, contudo, limitam-se às velhas narrativas de haver um único culpado pelo bu-
    raco em que estamos metidos!!!

  25. “É um manifesto dos caudilhos que quais seres superiores e sempre a pensar no povo querem governar como seres iluminados mas sem assumirem responsabilidades.”

    até parece que o comité central da tua confissão religiosa é eleito directamente por voto secreto dos militantes comunas e que escolhem os candidatos às listas em amplas reuniões gerais de camaradas. se depende-se da vontade comunista o regime democrático já tinha ido pelo esgoto e nem eleições havia.

  26. “Parece que os comentadores do “post” não têem dúvidas sobre a maturidade e
    sabedoria do bom Povo português”.

    Bom comentario.

    De facto eu não as tenho. Devia tê-las ? Não seria preocupante que as tivesse ? Não devia mesmo proibir-me de as ter ? E sera que não tenho mesmo ? Ou que as tenho, mas que as resolvo pela negativa, não querendo tê-las ?

    E se tivesse duvidas fundadas sobre a maturidade do povo português, o manifesto do post resolvia alguma coisa ? Não era melhor irmos directamente procurar um salvador qualquer sebastiano-salazarento ? E, por acaso, não é isso mesmo que fazem, ou pelo menos que preparam, os proponentes, uns de forma assumida, outros nem tanto…

    Boas

  27. Val,
    deveras interessante ver alguns nomes que foram indicados pelas cúpulas partidárias a arengar que “A Assembleia da República, sede da democracia, desacreditou-se, com os
    deputados a serem escolhidos, não pelos eleitores, mas pelas direcções
    partidárias, que colocam muitas vezes os seus próprios interesses acima dos
    interesses da Nação.”!

    Também digno de interesse e sintomática as referências aos “últimos vinte anos” – até parece que antes estava tudo bem – e à “rotação de poder”, Há aí um cheirinho que não me é estranho.

    Finalmente, propõem-se os ilustres signatários a constituir um movimento (!) “que terá como objectivo fazer aprovar no Parlamento novas leis eleitorais e do financiamento das campanhas partidárias”! Só isso? Mas afinal quem é que os irá escolher? E como serão escolhidos? Porque não fundam um partido? Qual será o seu programas, ou apenas querem ser eleitos e depois vê-se?!

    Não há dúvida que, no meio da tempestade há sempre quem queira aproveitar o enjoo de uns tantos para lhes vender uns comprimidos milagrosos para combater a indisposição.

  28. joã viegas,

    deixei lá atrás ou à frente um comentário sobre esse tipo de paternalismo que questionas…

    Questões de fundo: O povo é quem mais ordena? Mas o povo inculto, desinformado, manipulado, também ordena? Pois ordena!! Ou devia, em democracia…Mas não agrada. POis, às vezes, também não me agradam as escolhas do povo. Por exemplo, este governo. As pessoas que questionam devem tentar dar respostas – no seu quotidiano – e se não gostam, fazer, no seu círculo de acção, a mudança. Desse ponto de vista, as “elites” (entre aspas, porque não temos, quase), têm uma responsabilidade e essa não é ser favoravel ou desfavoravelmente quanto ao povo. Ou quanto às “pessoas”, para não soar esquerdalho antiquado.

  29. Carmo Rosa

    Comparares o Sócrates ao Craxi é mais adequado sem dúvida alguma. Acho que o socráticos irão achar o mesmo e ficar felizes por tão eloquente comparação. Vai ficando por cá.

    Abraço,

  30. já tinha reparado que tinhas um problema de alimentação e que te estavas a pendurar na teta do aspirina. se calhar tamém foste à boleia prá holanda.

  31. João Viegas, o problemazinho nunca esteve no bom Povo, pode mudar-se o regime
    mas, não se pode mudar o Povo! Nestes quase 40 anos desde o derrube da ditadura,
    a partidocracia instituída conduziu-nos à presente e “risonha” situação que, não é só
    culpa da críse internacional ou do euro, algum do progresso que o bom Povo obteve
    foi pago, na maior parte das vezes, ao dobro do custo real … onde estão os respon-
    sáveis? Quem me representa na A.R. ? Porque não funciona a Justiça ? Para quê um
    presidente corta-fitas e um p. ministro executivo ? Basta dizer que são sancionados
    de 4 em 4 anos pelo voto ? Creio que o bom Povo já não acredita no papão dos sala-
    zarentos ou ditaduras, cada vez mais, pretende é que exista responsabilidade por par-
    te dos políticos e, das bem pensantes “élites” que se amamentam nas secas tetas do
    Estado! Tambem, não colhe, a treta da representatividade que os deputados invocam
    para justificar tão elevado número na A.R. !!!

  32. Caro J.Madeira,

    Não me lembro de ter dito que o problema estava no bom povo e julgava mesmo ter escrito exactamente o contrario. Mas às vezes não consigo ser claro…

    Quanto ao resto, que me lembre, foi o bom povo que decidiu, ha uns anos atras, que os seus representantes seriam eleitos entre candidatos apresentados por partidos politicos. Esta regra pode alias ser modificada se o bom povo assim o entender.

    O que não parece razoavel é decidir você (ou decidir eu), em nome do bom povo, qual ha de ser a melhor forma de o bom povo se governar, ainda que você ou eu começassemos por prender os gatunos que andam por ai a enganar o bom povo, e que os forçassemos a prestar contas perante os tribunais da justiça verdadeiramente verdadeira… A politica de opereta esta bem no Maria Matos. Quando se mistura com a realidade, normalmente descamba e quem acaba por pagar, no duro, é mesmo o bom povo, que se vê então obrigado a lutar de novo para assegurar que ele, e apenas ele, tenha o poder de decidir (democraticamente) sobre quem pode decidir em nome dele…

    Mas é claro que o bom povo português, quando decidiu legalizar os partidos, aceitou ao mesmo tempo as consequências possiveis do sistema, entre as quais as crises internacionais, as falsas licenciaturas e as demais chagas da nossa democracia purulenta. Se o bom povo português quisesse ter garantias solidas contra tais flagelos, com certeza que teria ido viver para a Coreia do Norte ou para a Birmânia, onde é seguro não existirem gatunos…

    Boas

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