Poias do Maduro

«Vivia em Itália quando teve lugar a Operação Mãos Limpas, nos anos 90. Começou num político menor, mas estendeu-se rapidamente a toda a elite política e económica italiana, revelando um regime estruturalmente corrupto. [...]

Também entre nós se sucedem os processos envolvendo a nossa elite económica e política. Como escreveu João Miguel Tavares, é o regime que está sob processo quando parte importante da elite está sob processo. A lição a retirar do caso italiano não é, no entanto (como alguns gostariam), que mais vale a justiça estar quieta e não fazer nada. A lição principal passa antes por perceber por que razão a justiça é conduzida a desempenhar este papel de julgar todo um regime. Num texto sobre a crescente criminalização da atividade política, Olivier Beaud * identifica essa circunstância, em grande parte, com a inexistência de formas de responsabilização eficaz dentro do sistema político. Isto conduz, inevitavelmente, a uma pressão sobre o sistema judicial para assumir o papel que a política se demonstra incapaz de exercer.

A eliminação da responsabilidade política e a sua redução à responsabilidade criminal é aquilo a que temos assistido entre nós. Desde Sócrates (que continua a ser tratado pela classe política apenas e só como um caso de justiça) aos sucessivos casos que envolvem o Governo. Os apelos à responsabilidade política ou são ignorados ou são tratados como uma questão de direito cuja avaliação pertence à justiça.

[...] A exposição na justiça dos políticos, sem que esta os consiga responsabilizar, vai reforçar perante os cidadãos a ideia de que é todo o regime que está viciado e deve ser substituído.»

Poiares Maduro

Poiares Maduro a citar João Miguel Tavares? Sim, não só é possível como é padrão. O caluniador profissional (há duas semanas) despachou o enésimo panfleto contra o “regime”, onde a tese é a de que os corruptos fazem leis na Assembleia da República para que os corruptos que estão nos Governos (socialistas) se safem, e o ex-ministro de Passos junta-se à festa lembrando à assistência que no capitulo do emporcalhamento do espaço público é menino para obrar com abundância e pestilência idênticas à dos crápulas graúdos.

Atente-se no argumento que assina por baixo, sumariamente exposto nos excertos citados. A questão da “responsabilidade política” é uma realidade que começa com “Sócrates” e termina com “os sucessivos casos que envolvem o Governo” actual, estabelece como calendário. Donde, começando por colocar solitariamente o PS no cadafalso, o resto é simples e fatal: o PS não se quer responsabilizar politicamente por “Sócrates” nem pelos “sucessivos casos”, o que leva os dedicados e coitados dos magistrados a terem de arregaçar as mangas e começarem a distribuir tau-tau pelos tais políticos a precisarem de uma boa responsabilização bem assente no lombo e pelas trombas abaixo. Porém, há aqui uma chatice, explica. É que vamos ter “frequentes fracassos“; isto é, será frequente os tais magistrados estarem tão entusiasmados com os linchamentos dos políticos que se vão esquecer de arranjar provas judiciais contra eles, o que causa muita frustração na indústria da calúnia e nas claques dos assassinatos de carácter, e depois elas vingam-se colocando o Chega à frente do PSD nas intenções de voto. Solução? Não a assume mas fica implícita: o PS terá de começar a substituir os procuradores do Ministério Público e o juiz Carlos Alexandre, preferencialmente mandando construir uns calabouços no Rato para tratar dos seus bandidos com celeridade e sem custos para o Estado.

Registe-se como este brilhante académico especialista em Direito Constitucional, para além de comendador e prémio Gulbenkian, nada tem a dizer sobre as peripécias judiciais da Operação Marquês e as revelações que sobre essa cagada monstruosa vieram à luz graças a Ivo Rosa. Isso é tudo completamente apagado, e o seu exclusivo interesse público é aproveitar um processo judicial que ainda decorre para pedir um castigo político para o cidadão em causa. Castigo esse que acabará sempre por ser para o PS, o alvo principal da sua arenga. Tal como tem dito e repetido João Miguel Tavares, também neste Maduro palpita tacitamente a solidariedade com os magistrados que cometem crimes para se vingarem dessa malandragem da política que se protege com leis feitas à medida para nunca serem apanhados em tribunal. Great minds stink alike. Trata-se, portanto, de uma vocação para o Direito veramente florentina.

Poiares Maduro passa por ser do melhorzinho que o PSD tem na barraca. A sua escolha para ingressar no Governo de Passos, após a saída de Relvas, causou surpresa. Sem qualquer experiência política, foi promovido como craque internacional no campo do Direito, supostamente trazendo uma sofisticação intelectual a anos-luz das competências do passismo. A experiência, contudo, deu-nos a conhecer um estrangeirado sem calo nem garra para captar a atenção de quem passa. Mesmo assim, dada a miséria circundante, consta agora das listas de potenciais sucessores de Rio. Seria curioso, então, vermos algum jornalista perguntar-lhe se no campo dessa famigerada “responsabilidade política” faria sentido esperar de Cavaco uma palavrita sobre o BPN, e de Passos uma palavrita sobre o PEC IV e a campanha absolutamente mentirosa que protagonizou de seguida, e mesmo a respeito de Miguel Macedo pois enquanto não foi absolvido o Ministério Público afiançava que era um retinto malandro, o que já chega, calhando acontecer no PS, para encher a pança com a “responsabilidade política”.

Vai acontecer? Não, jamais. Por um lado, porque não existe imprensa em Portugal. Por outro, porque perguntas desagradáveis como essas só devem ser feitas a quem chafurda e engorda no “regime”, não a quem repete, normaliza e amplifica a cassete do presidente da comissão das comemorações do 10 de Junho de 2019.

29 thoughts on “Poias do Maduro”

  1. Este Maduro nem para atacadores !
    Alguém estaria disposto a trocar cromos da Bola com ele, sem receio de ser enganado ?

  2. Bolas Valupi,

    Se não estivesses em serviço encomendado, eu falaria em patologia grave.

    No texto que citas, o Poiares Maduro limita-se a papaguear um texto (fraco, por sinal) do constitucionalista francês O. Beaud, publicado no Monde ha uns dias (https://www.lemonde.fr/idees/article/2021/07/20/affaire-dupond-moretti-non-seulement-les-syndicats-de-magistrats-font-de-la-surenchere-mais-ils-se-discreditent_6088835_3232.html), onde o académico protesta contra o processo de instrução (“mise en examen”) movido contra o actual ministro da justiça francês, alegadamente, segundo ele, por causa duma tramoia dos sindicatos de magistrados.

    As semelhanças entre o que Beaud pretende denunciar e o que escreves aqui no blogue dia sim, dia sim, são mais que muitas. Ele, e Maduro com ele, estão a criticar a judicialização da vida politica e a instrumentalização da justiça com fins politicos, com o perigo de deriva justicialista potencialmente letal para a democracia. No proprio texto que citas, retenho uma frase com a qual julgo que so podes concordar : “A eliminação da responsabilidade política e a sua redução à responsabilidade criminal é aquilo a que temos assistido entre nós. Desde Sócrates (que continua a ser tratado pela classe política apenas e só como um caso de justiça) aos sucessivos casos que envolvem o Governo. Os apelos à responsabilidade política ou são ignorados ou são tratados como uma questão de direito cuja avaliação pertence à justiça.”

    Infelizmente, o homem teve o azar de citar na primeira linha do seu artigo o jornalista José Miguel Tavares, e de escrever a palavra Socrates umas linhas a seguir. E’ quanto basta para te enraivecer ao ponto de te tornares incapaz de ler o que ele escreve.

    Resumindo : se és pago para estas acrobacias retoricas, o meu aplauso. Senão, julgo que é urgente consultares.

    Boas

  3. ò viegas! e se lesses a transcrição daquilo que o cagares maduro escreveu! era bem mais útil do que vires para aqui com interpretações adaptadas ao brochismo que fazes nas tuas aparições da defesa do corporativismo justiceiro.
    os julgamentos políticos são feitos em última instância por votação universal em eleições, a pretensão dos tribunais judiciais julgarem políticos por actos durante o exercício de mandato legitimado por eleições é uma traição e atentado à democracia. se não conseguem ganhar eleições problema vosso, reactivem o elp e contratem um ramiro moreira para chefiar um golpe de estado, mas assumam-se fachos, que é aquilo que vocês são.

  4. Viegas amigo:
    Quem não te conhecer que te compre ! Mas os teus dentes mostram a idade, e as manias, que tens….

  5. Addenda,

    Poiares Maduro refere-se também a outro texto, anterior, do mesmo O. Beaud (https://www.lemonde.fr/idees/article/2020/04/20/olivier-beaud-si-les-gouvernants-ont-failli-face-a-la-crise-sanitaire-la-solution-de-la-plainte-penale-n-est-pas-la-bonne_6037132_3232.html), que vai no mesmo sentido mas que é um pouco mais coerente. O que diz Beaud é que é necessario prever mecanismos de responsabilidade politica intermédios, (do tipo inquéritos parlamentares por ex.), e não deixar todos os problemas para as eleições. Isto é ajuizado e vai claramente no sentido de não judicializar questões politicas, sob pena de se correr o risco de instrumentalização do aparelho judiciario, e nomeadamente da justiça penal, que não é feita para isso. Onde esta o problema, ao certo ? Ainda que ele tenha em vista por em causa decisões ou politicas do PS – como é previsivel e normal por quem esta na oposição – onde é que isto é chocante ? O que é que v. não percebem nas palavras “responsabilidade politica” ?

    Boas

  6. “O que é que v. não percebem nas palavras “responsabilidade politica” ”

    Tradução para o inacio, porque sabemos que ele tem problemas de compreensão : onde é que o que diz o Poiares Maduro poder ser lido como “corporativista” (em alusão à corporação judiciaria) ?

    Boas

  7. vá lá , já começam a perceber que o “castigo nas urnas” é nada , niente , neron. demorou tempo , mas prontes , já é alguma coisa.
    boa poia , esta do maduro , ainda que não cheire só a rosas , como diz o Valupi ( que deve achar que todos os ataques a políticos são aos do ps . complexo de perseguição?) , também cheira a laranjas e outros frutos.

  8. 1) O palavreado em excesso bruto do costume; quando não “todos” são “parte importante”.
    Quantos são a a elite em Portugal? Entre políticos, professores, doutores, académicos, escritores, científicos, militares, empresários, gestores, desportistas e artistas e incluindo a gente séria que sempre há alguns como o avô, os pais, a mulher, os sogros e amigos de João Miguel Tavares e, certamente, também todos os familiares e amigos de Poiares Maduro, serão pelo menos 1% da população, não?
    Ora, 1% são cerca de 100.000 portugueses e “os processos envolvendo a nossa elite económica e política”, contam-se pelos dedos das mãos e, talvez, por excesso.
    E entre políticos julgados e condenados e julgados e absolvidos haverá até, vantagem destes.
    2) Tenho lido alguns pensadores franceses mas não conheço Olivier Beaut e, francamente, não sei para que raio este senhor (mais um) quer, ou parece concordar, com a limitação de acção política aos políticos eleitos para governar segundo um programa político. Pois, nas palavras de Maduro, o fundamento de Beaut é que a actual tendência de judicialização da política deve-se “em grande parte, com a inexistência de formas de responsabilização eficaz dentro do sistema político”.
    Não conheço Beaut mas conheço de ginjeira o nosso Pacheco (PP) que é, ultimamente, o paladino (antes de Maduro) da responsabilidade (culpa política) dos partidos porque não vigiam desde a filiação o carácter desonesto (diabólico, pois refere-se sempre a Sócrates tal como este Maduro) dos seus militantes afim de impedir que atinjam cargos de elevada responsabilidade; isto é, os partidos são responsáveis por não criarem na sua estrutura interna uma polícia política; isto é, criar aquilo que as democracias evitam criar a todo o custo para que, precisamente, possam ser consideradas uma democracia.
    Os Maduros, Tavares, Pachecos & amigos continuam a empurrar a democracia para a decadência e disrupção.

  9. “se és pago para estas acrobacias retoricas, o meu aplauso. Senão, julgo que …”

    Olha a insolência deste pobre diabo.
    A perversidade da insinuação injuriosa travestida de aplauso.
    E a iliteracia. Não aprendeu ainda a diferença entre senão e se não.

  10. “O que é que v. não percebem nas palavras “responsabilidade politica” ”

    confessas e demites-te ou fazemos-te a vida negra. exemplo de responsabilidade política assistida pela corporação justiceira:

    oposição ao governo cria caso político com governante e pede a sua demissão. governante não se demite e oposição recorre a inquérito parlamentar, aprova relatório manhoso que o ministério público investiga até o governante se fartar de notícias falsas e sair, caso não se demita guarda na gaveta para a próxima vez que se candidate a qualquer coisa.

  11. Inacio,

    Insolência e ignorância é o que caracteriza os zelotas como tu, que não têm espinha dorsal outra do que a socratolatria acritica, sectaria e pavloviana. Não sei se são pagos, mas espero que sim. Se não o forem, são apenas tristes idiotas. Queres mais baile, é ?

    https://dicionario.priberam.org/sen%C3%A3o

    Quanto à responsabilidade politica, é a unica resposta séria às potenciais derivas do justicialismo e da judiciarização da politica, que este blogue passa os dias a lamentar. Portanto, por mais volta que queiras dar, se v. tivéssem um minimo de coerência e de honestidade intelectual, concordariam com o que diz o Poiares Maduro neste caso. Mas quem é que quer coerênca e honestidade intelectual por aqui ?

    Beijinhos e vê se te tratas

  12. o que o cagares maduro pretende é uma lei para dar cobertura explicita à merda que os justiceiros andam a fazer à sucapa recorrendo a esquemas, interpretações manhosas e atropelos das leis existentes, que servem para gastar tempo e encher chouriços em processos que se tornam mega e quando chegam à fase de julgamento não têm ponta por onde se pegue. entretanto fizeram prisões preventivas e julgamentos na praças pública por conta daquilo que raramente conseguem provar, mas sentem-se vingados. vê lá se o gajo pede responsabilização judicial dos magistrôncios pela merda que fazem. é ò pedes, são alérgicos à responsabilização, dizem que lhes condiciona a independência e pressiona as decisões.

  13. Pois, isso é a merda que tens na cabeça. Nada a ver com o que diz o texto. Respira fundo, lê o artigo do Poiares Maduro, descansa mais um bocado, faz uns exercicios de matematica, volta a ler, tenta genuinamente perceber o que la esta escrito e depois, se quiseres, volta ca para a gente conversar. Que se concorde ou não com o que ele diz, uma coisa é certa : criar espaços para voltar a colocar no campo da politica o que o cidadão, cedendo à demagogia populista, tem tendência a querer apreender, mal, atravês duma parodia judiciaria, é tudo menos uma proposta corporativista.

    bjs

  14. “[…] A exposição na justiça dos políticos, sem que esta os consiga responsabilizar, vai reforçar perante os cidadãos a ideia de que é todo o regime que está viciado e deve ser substituído.»”

    isto é essencialmente o que ele quer, leis para os justiceiros prenderem políticos por actos políticos. foi o eu afirmei acima. se é merda na cabeça, é certamente na tua e na do maduro, a minha não enfia barretes desses.

  15. Aprende a ler, oh caramelo !

    A frase que citas diz apenas que o poder judicial (e muito menos ainda o juiz penal) NAO esta vocacionado para aferir responsabilidades politicas ou administrativas, pois ele apenas tem por competência aplicar as sanções previstas na lei para quem a viola. Logo, e partindo do principio que, bem ou mal, existe uma vontade disseminada de um maior controlo do que os titulares de cargos politicos fazem na gestão da coisa publica, vontade que alguns juizes (o segundo artigo que cito de O. Beaud é claramente uma acusação dos dois sindicatos de magistrados judiciais franceses) podem aproveitar para perverter o sistema, numa deriva que se arrisca a por em causa os fundamentos do regime, cabe inventar outras formas, complementares do voto, de responsabilidade politica, que permitam que os cidadãos sejam mais informados, e que possam quando necessario acionar mecanismos de responsabilidade politica, isto nomeadamente atravês da AR.

    Portanto, em traços largos : deixar de pedir aos juizes para sancionar os politicos como se a questão fosse saber se eles são ladrões ou se não são, e pedir a quem de direito, ou seja a orgãos politicos, eles proprios com responsabilidade politica, para exercer controlo e para exigir informações, assim como, se caso for, para lhes dar publicidade, e também para tomar medidas. Medidas politicas, tomadas por politicos, que respondem politicamente, em ultima instância, perante o povo.

    Desculpa a minha insistência, mas sempre chegaste a comprar o tal livro de iniciação à leitura, ou não ?

    Beijoca

  16. o teu problema é saberes ler, não perceberes o que lês e muito menos o que escreves.

    “à política o que é da política e à justiça o que é da justiça” é mais mais velho que o poiar e o maduro quer é mais justiça na política enquanto a justiça for de direita. quando a justiça for de direito quer o contrário.

    “Medidas politicas, tomadas por politicos, que respondem politicamente, em ultima instância, perante o povo.”

    para mim significa que o julgamento político em democracia é feito em eleições com votos e para direitolos como tu a interpretação poderá ser justiça popular com editais do manhólas ou mesmo fuzilamento com balas na opinião do ventrulhas. portanto voltaste à casa de partida, apesar de não ser essa a intenção da cagada do maduro.

  17. Tem juizo pa.

    Ninguém disse, nunca, que deviamos deixar de ter eleições. Apenas que os politicos devem poder prestar contas de forma transparente, atravês mecanimsos de controlo politico (que vão dos inquéritos parlamentares, às declarações de patrimonio, às declarações de interesse, etc.) e que isso so permite que o voto popular seja mais esclarecido e responsavel. Ja te pedi uma vez para trazeres aqui um unico comentario meu, neste blogue ou onde quiseres, que defenda posições de direita. Não foste capaz de encontrar um unico…

    O que acontece é que, contrariamente a ti, eu não me posiciono exclusivamente em função dos achaques de um politico, nem considero dever servir um lider sejam quais forem as circunstâncias. Uma diferença fundamental em relação a bajuladores como tu, que pelos vistos, a acreditar no que dizes (e muito francamente, não estou convencido disso), nem sequer têm a desculpa de serem pagos para fazer as figuras tristes a que assistimos aqui diariamente.

    Trata-te.

    bjs

  18. “Ninguém disse, nunca, que deviamos deixar de ter eleições.”

    nem eu, o que eu disse foi que o julgamento político em democracia se faz com eleições, coisa que avaliando pela tua reacção pareceu não te agradar e propuseste mais umas cenas vagas.

    “Apenas que os politicos devem poder prestar contas de forma transparente, atravês mecanimsos de controlo politico (que vão dos inquéritos parlamentares, às declarações de patrimonio, às declarações de interesse, etc.) e que isso so permite que o voto popular seja mais esclarecido e responsavel.”

    quando concretizas o abstracto ficamos a saber que as modificações que pretendes são o que existe há bués e que afinal está tudo bem desde que o manhólas funcione, a justiça governe, o ministério público dê uma mãozinha à direita no gamanço e persiga os xuxas que faliram toda a banca da nação. se isto é a estratégia eleitoral da direita nos últimos 20 anos, conseguida com através da judicialização da política, coisa que tu e o maduro querem mas têm vergonha de defender publicamente, se calhar por embaraço profissional, e depois propõe umas cenas vagas para reforçar a dose, atribuem-lhe paternidade e afinidades com a esquerda, e como não cola deixam cair para voltarem ao conforto da casa inicial, que daqui ninguém nos despeja. e ainda pedes melhor exemplo das tuas direitoladas.

  19. Não sou eu que preconizo estas medidas, oh palhaço, é o Poiares Maduro e o académico que ele cita. Mais concretamente, eles defendem que é necessario reforçar as medidas que existem, e provavelmente acrescentar outras do mesmo tipo, por forma a devolver ao politico o que é do politico. Podes não concordar, ou achar que é idealista, tudo o que quiseres. O que não podes, em contrapartida, é defender que são medidas corporativistas com visa a reforçar os pretensos abusos do poder judicial, quando é precisamente o contrario…

    So isto.

    Mais uma vez, aprende a ler.

    Beijoca, e agora esgotou-se me a paciência para te aturar.

  20. “Não sou eu que preconizo estas medidas,”

    claro que não, tu só apareceste aqui a concordar com o maduro e a dizer que até era uma ideia dum tal beaud para defesa dos políticos de esquerda em frança.

    “Mais concretamente, eles defendem que é necessario reforçar as medidas que existem, e provavelmente acrescentar outras do mesmo tipo, por forma a devolver ao politico o que é do politico.”

    foi o que eu critiquei várias vezes nos comentários acima por causa do reforço visar a judicialização da política e a politização da justiça, esta última é nova. como resposta disseste aí acima que não é nada disso e que eu devia aprender a ler. agora já não é nada contigo, são opiniões de outros, copiadas de ideias doutros com interpretações tuas, coincidentes com as aspirações dos justiceiros nacionais que tu não perfilhas, cujos abusos judiciais aqui defendes cada vez que põe em causa o tribunal do santo ofício.

  21. Ou seja , o maduro quer uma reforma por dentro do sistema , criando a politica os seus próprios mecanismos de controlo e responsabilização dos seus assalariados ( por exemplo a perda de pensão relativa a trabalho politico) para que não seja necessário andar a meter a justiça no assunto. será assim tão difícil de perceber?

  22. “… para que não seja necessário andar a meter a justiça no assunto…”

    nã…nã… para não parecer que a justiça esteja metida no assumpto. o que o gajo vagamente preconiza é o reforço dos mecanismos existentes e consequente actuação acção do ministério público, resumindo: “ò te demites ò vais preso”

  23. O esforço que os direitolas fazem para usarem a justiça, que é sua, contra os adversários políticos, é uma coisa, que até o cidadão mais burrinho, fica indignado e com vontade de os atacar sem dó nem piedade.

  24. Ó viegas você vem para aqui perder o seu tempo a discutir com um psicopata e assalariado do eng.° da mula ruça e do associado eng° ferreiro ?
    Em desespero de causa o gajo tem lata suficiente para lhe espetar na cara “um político não pode ser um criminosos ? É crime ?”.
    O gajo não hesita em defender patifes e escroques de todos os quadrantes, desde salgados a mexia passando por berardos, desde que os mesmos tenham passado a meio-metro de Sócrates, ou a sua sombra tenha sequer tocado ao de leve o angélico menininho.

    Claro que a política carece de algum tipo de controle interno, que emane da própria condição do exercício da actividade política.
    E não é preciso criar nenhuma polícia política nem legislação especial .
    As instituições são “feitas” por quem na circunstância, as ocupa.
    Basta bom senso e sentido de decência.
    O dr. Sampaio, por exemplo, que tinha ambas essas qualidades, forçou o eng° Guterres a demitir o então ministro da juventude, Vara.
    O bolônio não tinha o mínimo de qualidade nem qualificação para o exercício de estadista, nem estava na actividade “para servir”. Depois enfiaram-no ( Sócrates) em dois bancos … foi o que se viu .
    Era talhado mas era para vender peúgas de algodão do Egipto mercerizado, ao balcão de uma qualquer loja .

  25. “Ó viegas você vem para aqui perder o seu tempo a discutir com um psicopata e assalariado do eng.° da mula ruça e do associado eng° ferreiro ?”

    perdas de tempo e mulas russas, já li isso recentemente em qualquer lado. podias ser mais original.

    “Em desespero de causa o gajo tem lata suficiente para lhe espetar na cara “um político não pode ser um criminosos ? É crime ?”.

    claro que pode, mas não é por tu quereres. tem de haver provas e ser julgado de acordo com a lei, não é com supositórios ró-ró teixeira e sentenças alex aviadas no manhólas.

    “O gajo não hesita em defender patifes e escroques de todos os quadrantes, desde salgados a mexia passando por berardos, desde que os mesmos tenham passado a meio-metro de Sócrates, ou a sua sombra tenha sequer tocado ao de leve o angélico menininho.”

    eu e todos os advogados enquanto os acusados tiverem direito à defesa. patifes e escroques só o serão depois da sentença transitada em julgado, até lá são inocentes por muita comichão que te faça, mas não desesperes porque a magistralhada luta pela supressão dos direitos e garantias dos arguidos para ter mais tempo para refeiçoar.

    “Claro que a política carece de algum tipo de controle interno, que emane da própria condição do exercício da actividade política.”

    é evidente que não pode continuar a ser a justiça por questões de imagem e sobrecarga de funções, é ridículo lançar investigações ao uso dos cartões de crédito dos ministros de um governo cessante e sobrecarrega a agenda justiceira que fica sem tempo para organizar congressos no algarve e angariar patrocínios do salgado e do paulo fernandes.

    “E não é preciso criar nenhuma polícia política nem legislação especial .
    As instituições são “feitas” por quem na circunstância, as ocupa.
    Basta bom senso e sentido de decência.”

    sim, basta a direita ocupar as instituições e fazer inquéritos sumários a despedir pessoal de esquerda, uma espécie de cresap ao contrário, que só valida cargos públicos à direita. os cheganos e o ilusionismo liberal fornecem bom incenso e o sentido da decadência.

    “O dr. Sampaio, por exemplo, que tinha ambas essas qualidades, forçou o eng° Guterres a demitir o então ministro da juventude, Vara.”

    tamém demitiu um primeiro-ministro especialista em falir câmaras municipais e não vejo grande alarido com a recandidatura.

    “O bolônio não tinha o mínimo de qualidade nem qualificação para o exercício de estadista, nem estava na actividade “para servir”. Depois enfiaram-no ( Sócrates) em dois bancos … foi o que se viu .
    Era talhado mas era para vender peúgas de algodão do Egipto mercerizado, ao balcão de uma qualquer loja .”
    voltamos à casa de partida, a ocupação de instituições que controlam a formação, acesso e comportamentos desviantes da função política ou seja uma cambada escolhida a dedo, com formação corporativa, respeitadora dos costumes conservadores e moral reaccionária que irão escolher os seus pares para correr com os ímpares. o laborinho lúcio inventou isso com o cej e deu bons resultados à direita, não há nada a inventar. tomarias tu chegar aos calcanhares do vara em experiência profissional, foste ungido pelo cej e nunca passaste da porta da loja, nem é caso de seres facho, é pela burrice e pedantismo que tens nos cornos.

  26. quais é que são os resultados da experiência profissional do vara ? bancos falidos , campanhas rodoviárias acidentadas , fuga ao fisco , processos em tribunal e cenas assim , não é? mais valia ter experiência em coisa nenhuma.
    e sim , aqui , qualquer um que tenha sorrido para o beato zézito é logo ungido com a água da inocência , mesmo o escroque senil salgado.

  27. 1 – o vara não faliu nenhum banco, angariava negócios e não conheço nenhum negócio que na altura da crise tivesse dado lucro, com excepção para os compradores das vendas a desbarato feitas pelo antónio borges a mando da dupla passos/portas
    2 – o vara não foi presidente do bcp nem da caixa, peçam responsabilidades ao jardim gonçalves e ao faria de oliveira que presidiram os dois bancos
    3 – o bcp não chegou a falir apesar da gestão danosa do jardim gonçalves e da crise do subprime
    4 – a cgd não faliu apesar da crise do subprime
    5 – nunca acontecerá nada de grave ao salgado, metade do psd era preso e o cds só não deixava de existir porque entretanto o chegunças fica com aquilo a troco de empregos para os primeiros a rescindir contrato.

    * é o que dá fazer broches à direita num país onde se conduz à esquerda.

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