Pneumáticos

The biggest paradox about the Church is that she is at the same time essentially traditional and essentially revolutionary. But that is not as much of a paradox as it seems, because Christian tradition, unlike all others, is a living and perpetual revolution.

Thomas Merton, New Seeds of Contemplation

A tradição mística do cristianismo é desconhecida de quase todos, crentes e descrentes. Os crentes passam bem sem ela, por ser trilho demasiado exigente e até perigoso. Os descrentes ficam sem compreender o espírito do Espírito, apenas julgando as aparências. Para complicar, o entendimento mediático da mística está contaminado pelo mercado da “espiritualidade”, onde entra qualquer trafulha ou manipulador de vigésima categoria. Para complicar? Para simplificar, que a mística sempre pediu silêncio e segredo. Para melhor se descobrir.

Uma das notas imprescindíveis no acesso à mística cristã diz respeito à sua importância política. Começa nas raízes judaicas, como tudo o que é cristão, onde o papel do profeta interfere directamente no rumo político da nação. E ainda antes, na primeva busca de um território para morrer. Mais tarde, já em regime católico, os místicos são vistos como ameaças à ortodoxia da doutrina (e por muitas, e excelentes, razões). Dar a César o que é de César não significa que César esgote a dimensão política, pode até ser precisamente ao contrário. Hoje, num Ocidente que se vai despedindo dos crucifixos, a experiência mística cristã continua igual a si mesma (ou seja, genesíaca) e cria bolsas onde se pode respirar a Tradição.

Qual tradição? A da liberdade. Qual liberdade? A da disciplina. Qual disciplina? A da obediência. Qual obediência? A da vocação. Qual vocação? A da virtude. Qual virtude?… Alto! Ou melhor, sursum corda.

Não precisamos de ser cristãos para sermos cristãos. Basta sermos rebeldes.

27 thoughts on “Pneumáticos”

  1. Essa linguagem, Valupi, sempre foi a mais suspeita. A Igreja entende, e cataloga, o anticlericalismo, por mais primério. Mas o resvaladiço a que me meteste (neste texto, claro, eu sei que isto te é um desporto caro – e terei de dizer radical?), a esse, a Igreja nunca o pôde recuperar. A fogueira é a única resposta. Faz um esforço por compreendê-la, à pobre.

  2. Parace-me que a frase de Merton é demasiado optimista: onde parará hoje a costela revolucionária da Igreja, já para nem perguntar pela da sua doutrina?
    E no que toca à sua relevância política, não creio ser demonstrável que tal tenha começado no Judaísmo; sem ir mais longe, basta atentar no poder dos gestores de antigos oráculos. Os sacerdotes sempre tiveram um pé firmemente assente nos negócios deste mundo…

  3. Valupi,

    À primeira vista, parece-me isto repetição do tema que sempre andou enroscado à tua pena de educador e, se estiver certo, permite-me que te avise como amigo de fresca data, não vejo nisto a mais airosa ou inteligente das saidas para a encrenca aparente em que te meteste quando aceitaste botarem-te o nome ai em cima. A tua especialidade é, foi sempre, o ataque a propostas de posteadores precipitados e de caixeiro viajante não tens absolutamente nada. Alem disso, sabes tão bem como eu que a Convenção de Genebra não é respeitada pelos frequentadores deste novo blogue, tal como acontecia no BdE. They take no prisoners, the bastards. Aqui já não se aviam azeitonas em cartuchos de papel pardo. Me Tarzan, you Jane – is out forever.
    Mas é sempre com prazer que te leio, porque me ofereces mais uma excelente oportunidade para me vingar do desgraçado tempo que perdi em Coimbra (numa excursão dum dia com almoço incluido em que os meus pais me levaram há tantos anos).

    Queres falar dos místicos e do papel revolucionário da Igreja, tudo numa linguagem que não sei lá muito bem que forças serve? Não vou perder tempo com isso porque todos os meus argumentos seriam baseados na crença, praticamente virgem entre as ermelindas de esquerda e direita, de que Cristo foi provavelmente contemporâneo do pai do aio mais velho de D. Afonso Henriques. Onde é que isto deixa Viriato e Sertório não estou bem certo. Mas cansa-me assistir às sessões continuas de olimpias organizadas por aqueles que andam a levar tanto tempo para compreender que temos andado aos tombos politicos nos últimos duzentos anos, perdidos no mar da intriga entre o Judaismo e o Cristianismo. De facto, nem me admirará se um dia viermos a saber dum pacto secreto entre os dois, pelo menos em certos escalões da hierarquia, apesar das inimizades histórico-folclóricas com que nos têm embebedado.
    Go ahead with your Giordano Bruno and Loyola. Promise I ll read everything.

    Fernando,
    Vai batendo essas claras em castelo. Única forma do bolo crescer e torná-lo foufinho. Mas não abuses das fogueiras. Já nos basta o Luis.

  4. Valupi,

    não condordo que a mística cristã seja uma via exigente – é uma via perigosa (sem qualquer sentido pejorativo) exactamente porque não é exigente – qualquer pessoa poderá ser surpreendida por ela, analfabeto, louco ou teólogo erudito, umas vezes será logro, outras genuína.

    Para além disso, é uma via incerta e aleatória: não tem regras. Cada experiência individual é uma experiência singular e inexplicável, em que o místico não passa de um elemento passivo e receptor da “obra”.

    No seu oposto, a via gnóstica é ela sim exigente e não aleatória, e nela o individuo é elemento activo.

    Também não concordo que a Igreja tenha sido assim tão intolerante com os místicos: foi-o bem mais com as heterodoxias gnósticas (ao contrário das igrejas bizantinas).

  5. Também não considero que a Igreja actual tenha bolsas onde possa respirar a tradição: acho que a Igreja as adormeceu a todas, para ser simpático e não dizer que as afastou ou matou.

    “a experiência mística cristã continua igual a si mesma (ou seja, genesíaca)”

    Também estou em desacordo: uma experiência mística, justamente dada a condição passiva do místico, não re-cria a criação.

  6. Antes de mais, caríssimos, apresento-vos o meu B.I. religioso: agnóstico sem convicção. Não sou católico, nem sequer cristão (no sentido do credo). Mas sou simpatizante do cristianismo (e do judaísmo, obviamente) como experiência ética, filosófica e espiritual.

    E antes do resto, mui caríssmos, (aviso: segue-se graxa) não concebo melhor ambiente do que este num blogue de esquerda (sim, que o é) para ensaiar a discussão destas temáticas. Pura e simplesmente, nenhum de vocês (demais enfermeiros e ilustres comentadores) será complacente com eventuais patranhas, treinados como estão em as denunciar e punir. Conto com a vossa ferocidade crítica, garantia de profundidade, largueza e elevação na discussão (se discussão houver, o que não é certo…). Bute lá.

    É terreno minado e bombardeado pelo ressentimento, a religião católica e as restantes variantes que clamam representar o pedreiro da Galileia. Ao ponto de ser dolorosa a mera nomeação das questões; fundantes e perenes questões. Muitos fogem ao confronto com a interrogação, misturando na mesma recusa duas das mais historicamente decisivas dimensões do humano: religião e política. “São coisas que não se discutem”, lançam com desdém acabrunhado. Mas o que esses estão a transmitir é tão-somente a própria incapacidade de se compreenderem como seres humanos. Pois não há humano sem condição política e sem vertigem metafísica.

    Também seria estulto ofender a vossa inteligência, e a minha, apresentando uma versão do catolicismo (que foi o que nos tocou como matriz cultural) que ignorasse as evidências malignas. A Igreja como instituto sociológico foi conivente com poderes corruptos, atrasou o advento do positivismo científico, perverteu a sexualidade. O resultado está à vista, assistindo-se ao esboroamento dos seus alicerces: crise de vocações, notícias das suas doenças, falência da sua moral, ausência de leitura espiritual do tempo. The End? Sim, mil vezes sim. O fim já tinha começado com Giordano Bruno e Galileu, Vasco da Gama e Gutenberg, Platão e Aristóteles em renovada reedição renascentista. A boa nova do poder racional sem caução divina remeteu a religião para a cesta das superstições. Não vos maço com mais, tudo isto é lana caprina.

    O que resta, para lá das inúmeras boas vontades e almas entregues ao sacrifício que habitam na Igreja? A mística. E nela vejo o reduto de uma herança que antecipa e alimenta os discursos científicos e artísticos. Nela vejo uma experiência poética (de cariz antropológico) que é um património cultural . Por isso ela me interessa, por isso vos provoquei, por isso estou neste momento a fazer figura de parvo aos olhos dos cínicos. Nada que uma Aspirina B não resolva, porém.

    Fernando, tenho a arrogância de a pretender compreender, a Igreja pobre e dos pobres. Só porque a Igreja não se esgota no Vaticano e os textos e testemunhos são incontornáveis. Resvaladiço? Espero que sim…

    Luís, na doutrina não está, com certeza, se a avaliares como programa ideológico sem remissão para a transcendência. Para o crente, a proposta salvífica (nessa loucura inevitável do acto de fé) é revolução permanente por ser permanente conversão. As costelas revolucionárias estão no corpo dos que se entregam à missão. Não é o teu caso, não é o meu, e na sua enorme maioria até serão costelas periclitantemente flutuantes. Mas comungam de uma característica que talvez faça jus ao sentido das palavras de Merton: são a manifestação de uma autonomia, uma vontade, ao arrepio dos poderes dos tiranos ou da multidão.

    Sim, a relação entre o sobrenatural e o político não é exclusivo do judaísmo. Muito antes dos oráculos (se te referes à história da Grécia clássica) já os egípcios tinham levado ao extremo essa fusão, e muito antes dos egípcios os xamãs de tudo o que foi agrupamento humano pré-histórico organizaram as suas comunidades com essas faíscas de uma racionalidade infante. A minha referência à dimensão política da mística cristã, no entanto, é de outra ordem. É um aceno à sua natureza teândrica, separação de supostos angelismos.

    JPC, burrice tua? Ó homem, não blasfemes! O texto é críptico por manifesta falta de talento do seu autor. ;) Quanto às bolsas, elas são constituídas por anónimos reunidos espontaneamente, uns; por anónimos preparados monasticamente, outros; por uns e por outros reunidos graciosamente, alguns. Fora dos constrangimentos litúrgicos, a salvo dos preconceitos e voragem públicos, dispõem das condições para fazer experiências. Experiências que recapitulam as matrizes originais. São grupos onde está em vigor uma amoralidade sapiencial, por isso são ecléticos nas suas fontes de reflexão, meditação e oração. Enfim, respiram a Tradição; isto é, estão abertos ao Mistério.

    Bomba, estás sempre em forma. És uma delícia.

    Gibel, muito interessante o que escreves. E interessante precisamente na medida em que estranho a tua mensagem. Donde te vem essa noção que a experiência mística cristã é aleatória, incerta e passiva? Gostava que desenvolvesses, se tiveres tempo e pachorra. Pela minha parte, não posso discordar mais. Talvez esteja aqui em causa uma primeira definição do que estamos a nomear com o termo. Quanto à Gnose, é terreno movediço, até por haver uma Gnose cristã que nunca desapareceu…

    A “passividade do místico” não passa de uma ilusão psicológica. Na verdade, a essência de um contemplativo manifesta-se na acção.

    Rogério, bem-vindo ao cantinho das questões fracturantes. ;)

  7. Caro Valupi,

    posso desenvolver essa noção melhor, mas precisarei de concretizar alguns conceitos, porque às tantas poderá acontecer – e não é raro – que estejamos a discordar aparentemente, apenas porque damos diferentes nomes às coisas. Mas agora não tenho tempo. Quando tiver, respondo-te apropriadamente.

    No entanto, não vais só com isto.

    A gnose é, de facto, terreno movediço, mas quando a ela me refiro não estou a convocar a heresia gnóstica dos tempos primevos – e que agora está tanto na moda, mas sucede que eu não leio livros comprados em bombas de gasolina, nem sobre os anjinhos e o diabo a sete; nestas matérias, leio e estudo os clássicos. Aliás, não me identifico filosoficamente com essa gnose como então foi entendida. Quando me refiro à gnose cristã com a qual me identifico, refiro-me a uma Tradição que é esotérica – ou seja, está oclusa, sendo exclusivamente transmitida por linguagem simbólica (símbolos cuja interpretação não é aleatória ou subjectiva, mas rigorosa e por isso se opõe à via mística de exploração do religioso) – transversal a várias religiões – mas não sincrética no sentido das conveniências – e que só pode ser comunicada por via iniciática. Essas vias existiram e foram combatidas pela Igreja: recordo, só, a título de exemplo os fidele d’amore da Alta Idade Média.

    Como várias vezes digo e re-digo, se todo o religioso é sagrado, nem todo o sagrado é religioso. O místico confina-se às barreiras do religioso numa posição passiva, anulando-se enquanto indivíduo para aquilo a que se poderá chamar a recepção da graça. Quem, em contrário, percorre a gnose, ultrapassa esses limites do estritamente religioso e busca o sagrado na sua plenitude e afirmando todas as potencialidades do indivíduo face a Deus, enquanto sua criatura igual e não diminuída. Para usar uma metáfora, trata-se de retomar o caminho de Prometeu terminando com a ventura de Hércules. Ou seja, não perdendo o jogo com os “Deuses” :)

  8. só outro acrescento, relativamente ao título do teu post: em bom rigor, o conceito de pneuma e pneumáticos é uma herança gnóstica e não mística. Foram os gnósticos que desenvolveram o conceito da humanidade tripartida em três espécies de homens: hílicos, psíquicos e pneumáticos. De facto, a disposição do pneumático é activa e não passiva. Mas eu não considero o pneumático um místico, a não ser que seja um pneumático com problemas de falta de ar :)

  9. Também eu não posso, Gibel. Mas ele era berbere, homossexual e melómano. Vá lá, algo se salvava no senhor.

  10. Para completar o quadro.

    Agostinho era (tal como tinha sido Saulo de Tarso) um espírito brilhante, mas (como também o outro) um indivíduo tremendamente inseguro. Daí a sua (de ambos) empáfia teológica, a sua arrogância dogmática. Foram, para a Igreja Católica, duas catástrofes. De que ela nunca recuperou.

  11. Caro Fernando,

    de acordo quanto à empáfia teológica e dogmática, embora considere o Saulo mais brilhante que o Agostinho e este mais responsável pela dita empáfia.

    Recado para o Luís (já que lá em cima os comentários dão erro), que já me conhece o suficiente para ter obrigação de ser intelectualmente honesto comigo: ouve lá, ó meu, isto não é uma discussão teológica!

  12. Gibel, caríssimo, não duvido que estejas bem informado, tendo acesso aos clássicos (e teríamos de saber quais…), quiçá a mais alguma coisa. Mas, então, mais espanto me causas pois não é possível descartar os factos: a mística cristã é fruto de um labor ascético e contemplativo, cujo rigor só está ao alcance de uma minúscula minoria. Como sabes, há duas grandes escolas na tradição mística cristã, a que se acrescenta uma derivação. Mística católica, mística ortodoxa e mística protestante, respectivamente. No caso da mística católica, a que nos é mais próxima por razões culturais, o representante máximo é S. João da Cruz (que passou pela prisão e foi torturado). Ora, se porventura já te aventuraste n’A Subida do Monte Carmelo, por exemplo, encontras um guia cujos detalhes vão desde a alimentação aos sonhos, passando pelos exercícios físicos e mentais, entre tantas, e tantas, outras indicações. Passividade, aleatório, incerteza? Absolutamente ao contrário. A proposta é a de uma física da espiritualidade, uma matemática da contemplação. O mesmo, de outro modo acrescidamente somático, na via ortodoxa. E mais, o místico tem uma produtividade (física e mental) geralmente muito superior ao homem comum. Este não é um aspecto despiciendo na questão.

    As palavras são meretrizes. “Gnose”, “Espiritualidade”, “Esoterismo”, “Mística”, “Sagrado”, “Religião”, etc., são pano para todo o corte, costuram-se à medida e desmedidamente. Uma coisa te arrisco dizer: a pretensa mística (chama-lhe “gnose” se preferires) que se entretém no lúdico da hermenêutica simbólica está num estado de insipiência espiritual; se é que chegou a sair da dimensão psicológica superficial. Porque a Tradição espiritual é o resultado de experiências ontológicas, em que há uma transformação da realidade interior. Os símbolos são instrumentos obrigatórios em qualquer registo religioso; de hoje, de ontem e de amanhã, no Ocidente ou no Oriente. Mas são o que são, símbolos… ou seja, apenas metade do significado… Por esta mesmíssima razão, “os que sabem não falam, os que falam não sabem”, como se escreveu lá longe e muito atrás. Sem dúvida, regime iniciático, mas sem o folclore que o mercado associa às iniciações “a la egípcia” ou “a la grega” ou “a la Paulo Coelho”. Todos os dias, a toda a hora, estão a acontecer iniciações, a começar pelas crianças — e esta não é apenas uma metáfora, ou é-o especialmente.

    O termo “pneumático” é usado indistintamente, e sem pruridos, no léxico católico como sinónimo de espiritual ou místico. É a sua etimologia, e não o uso dado posteriormente em certos contextos, que o legitima. O mesmo para o termo “gnose”, admitido pela via etimológica e tradicional; não herética, obviamente.

    Aguardo com incontida curiosidade a partilha do teu saber. ;)

    Susana, e não botas discurso?

    Fernando, em bom rigor, o catolicismo foi esgalhado pelo Paulo. Ninguém sabe o que Jesus queria que acontecesse, e essa é que é essa (incógnita); sendo provável que nunca lhe tivesse passado pelo estreito alguma coisa parecida com uma “religião católica”. Agostinho teve azar, devia ter nascido nos anos 40 do século passado, teria dado um belíssimo escritor.

    Gabriel, bem-vindo. Lancei esse isco num piscar de olho à convenção. Foste o único a morder e ainda bem para introduzir um fait-diver: surgiu uma tese recente (de gente séria, atenção) que advoga ter sido Jesus um pedreiro e não um carpinteiro. O argumento é económico, diz que não havia mercado para carpinteiros, mas muita procura de pedreiros. Chega-se ao ponto de indicar uma povoação romana onde Jesus teria trabalhado na construção de templos romanos e que era local cosmopolita, o que também teria favorecido a sua leitura divergente do judaísmo da época. A ser verdade, os amigos maçónicos ficarão todos ufanos…

    Teófilo, cometi a indelicadeza de ignorar a tua pergunta, naquilo que me parece ter sido perfídia subconsciente para fugir à crucificante pergunta. O que é sermos cristãos? É sabermos que o sábado foi feito para o Homem, e não o seu reverso — permite-me esta fuga evangélica.

  13. “os que sabem não falam, os que falam não sabem”

    exactamente caro Valupi,

    ou, como eu prefiro: saber, querer, ousar e calar ;)

    Prefiro retomar esta troca de ideias em privado (tens o meu email nos teus comentários, mas eu não tenho o teu)

    abraço e até já

  14. Lembrete para ponderação e desorientação numa amistosa conferência à porta fechada:

    “As soon as Jesus was put in the place of Apollonius, the task of the Roman churchmen was TO DESTROY ALL RECORDS concerning Apollonius and his Essenian Early Christian followers during the first three centuries, so that the world might forever be kept in darkness concerning this COLLOSAL DECEPTION, and be made to believe that Jesus and the Christian religion, which they originated at the BEGINNING OF THE FOURTH CENTURY A.D., antedated their creation by three centuries. It was for this reason that the Alexandrian and other ancient libraries were burnt, so that all books written during and pertaining to the FIRST THREE CENTURIES OF OUR ERA MIGHT BE DESTROYED”.

  15. pois é Bomba, parece engraçado :), mas o carácter quase lendário da biblioteca de Alexandria tem sido bastante exagerado (existiam outras bibliotecas contemporâneas de Alexandria não menos importantes). E até relativamente à data da sua destruição – alegadamente pelo califa de Damasco durante as invasões árabes -muitos historiadores hoje se inclinam para considerar que ela terá afinal desaparecido antes da Era cristã (cerca de 30 a.c.).

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