13 thoughts on “Perguntas simples”

  1. No separador Favoritos do meu Opera tenho duas pastas com os endereços de sites de meios de informação escrita que visito regularmente. Na primeira pasta, com o nome Imprensa, tenho os endereços de alguns jornais e revistas brasileiros, espanhóis, franceses, italianos, ingleses e norte-americanos, e o endereço do JN. Na segunda pasta, com o nome Jornais, tenho os endereços dos restantes jornais portugueses, excepto o Crime da Manhã, que não leio.

  2. Eles, os interessados na permanente perversão da informação diária vendida aos portugueses, dizem que existe…Mas, com as rarissimas excepções de alguns jornalistas, a imprensa em Portugal é um comércio de influências em que a ética profissional se reduz ao “quanto pior for a noticia mais se vende!”.

    Val, votos de UM BOM 2011, com muita energia positiva…E que continue a iluminar a blogoesfera com os seus textos “certeiros nos alvos” e brilhantes no raciocinio…

  3. A imprensa diz que existe. A gente sempre vai lendo, mas cada vez mais com reticências e pontos de interrogação. A imprensa hoje em dia sem os blogues vale pouco. Aliás, já nem se consegue ler jornais como, por exemplo, o Público ou o I, e sobretudo certas notícias mais espampanantes, sem ir imediatamente consultar os blogues que interessam.

  4. imprensa
    s. f.
    1. Prensa; prelo; tipografia.
    2. Arte de imprimir.
    3. Conjunto dos jornais, dos jornalistas.
    4. Douro Máquina para espremer as fezes do vinho.

    Nos sentidos 1, 2 e 4, sim, existe.

  5. 2011:
    Passaram três dias do ano em que quase todos brindaram com a sua entrada. Não o fiz. Não tinha motivo para isso e uma arreliadora gripe não o permitiu. Não sou pessoa de comemorar a partida de alguém, pelo contrário, fico agarrado a esses. Não gosto do uso e deita-se fora – não uso lenços de papéis por causa disso. Gosto de guardar mesmo que tenha pouca utilidade o que hoje não presta porque amanhã pode ser preciso.
    A comunicação social, quer a escrita, falada e vista, fez jus à entrada de dois mil e onze e passados três dias já o critica, dizendo que as perspectivas são piores que dois mil e dez. Exemplos: “Caras leitoras e caros leitores, o ano anuncia-se mais difícil ainda para as famílias portuguesas. Aumentam os impostos, baixam os salários e (…). Petróleo atinge novo máximo, enquanto gasolina já passa 1,50 euros em Portugal. Desbloquear o carro passa a custar o dobro”. Assim, estão a matar dois mil e onze à nascença.
    Pessoas como eu que vivem da sua reforma, não têm mais nenhuma fonte de receita, que sempre cumpriu com as suas obrigações, não podia fugir a nenhuma obrigação imposta pelo Estado, ou beneficiar de qualquer regalia dada por esse mesmo Estado, – o seu vencimento ultrapassava o limite mínimo – pode encarar tais notícias. Depois os jornais noticiam que os serviços de urgência dos hospitais estão entupidos com tanta afluência de consultas. Pudera, quem resiste a notícias destas.
    Não haverá um dia em que se passe algo de positivo? Notícias que façam levantar o ânimo e nos dê orgulho de sermos quem somos? De certeza há quem ganhe com este tipo de notícias. Mas perdem na sabujice que prestam a quem um dia há-de fazer deles o mesmo que muitos fazem aos lenços de papel: usam e deitam-nos fora. Ou como dizia alguém: vão pô-los na prateleira.
    Por estas e mais notícias é que já pouco ligo às notícias dadas pelos nossos canais de (des) informação, antes prefiro ver canais estrangeiros ou que só transmitem filmes. Estúpido por estúpido prefiro assim.

  6. Para mim, a única Imprensa que actualmente existe digna desse nome é apenas a dos noticiários da TSF (89,5 MHz em Lisboa) e o “Jornal das Nove”, na RTP 2. Não consumo nada mais, nem à borla…

  7. A imprensa existe mas está em vias de extinção. Ainda bem, depois daquilo em que se transformou, desde que os “homens de negócios” , descaradamente, fizeram dela um negócio. Os jornalistas alinharam, ou porque era o seu ganha-pão ou porque aceitaram o negócio da imprensa. No fundo e desde o tempo da «pedra lascada», sempre foi assim. A nossa desilusão presente resulta de uma exigência de verdade mais aguda que nunca. Estranho? Talvez, mas só para os eternos reacionários que passam a vida a dizer: «fica-te mundo cada vez pior».

  8. Se a referência a imprensa na questão se refere a jornalismo, muito honestamente não sei responder, o que já por si é preocupante.
    Não percebo, por exemplo, o “apagão” relativamente aos casos das escutas de Belém e das acções de Cavaco na SLN.
    Sobre o primeiro, silêncio total.
    Sobre o segundo, raras referências e apenas para fazerem eco de alusões à questão por parte de alguns dos candidatos à PR, nunca como notícias a propósito da matéria. E mesmo nestas ocasiões com comentários a desvalorizarem o assunto, como o do jovem “comentador” do DN e da RTPN, André Macedo, a quem vi (des)qualificar as referências ao tema por candidatos à PR como meras “insinuações”.
    Como se estes assuntos fossem desprovidos do tão apregoado “interesse público” e não merecessem qualquer investigação jornalística.
    O que até, julgo, nem daria trabalho por aí além. Eu, por exemplo, por mera curiosidade fiz uma pequena busca no Google sobre a SLN e rapidamente “tropecei” num documento público (o 2.º Suplemento à III Série do DR n.º 262, de 13.11.2000), que contém um adenda à ordem de trabalhos da assembleia geral da SLN, convocada para 24.11.2000. Nessa adenda, previa-se que a assembleia geral da SLN deliberasse sobre um aumento de capital de € 150.000.000, para € 350.000.000, mediante a emissão de 200.000.000 novas acções com o valor nominal de € 1 cada, a serem subscritas (i) uma parte, pelo valor nominal (€ 1, ou seja o preço que Cavaco e a filha pagaram pelas acções que adquiririam em 2001), “por investidor ou investidores determinados e identificados na proposta a submeter à assembleia geral” (ii) outra parte, pelo preço de € 2,2 por acção, “por outros investidores, igualmente determinados e identificados na proposta a submeter à assembleia geral” e, finalmente (iii) o remanescente, pelos accionistas ao preço de € 1,8 por acção.
    Ou seja, quer Cavaco e a filha tenham ido ao aumento de capital, quer não tenham, resulta claro que pagaram um preço inferior ao valor das acções. E se foram, então pertenceram ao grupo privilegiado de “investidores determinados e identificados na proposta a submeter à assembleia geral”, que pagaram € 1 por acção. Se não foram, então das duas uma: ou algum ou alguns tais investidores que pagou € 1 por acção vendeu a Cavaco e à filha sem qualquer mais valia ou quem vendeu fê-lo com menos valias. Seja qual for a hipótese, um jornalista a sério deveria investigar para poder responder a duas questões básicas: porquê e a que título?

  9. existe a imprensa cor de rosa , a caras e a maria e tal. para existir da outra era preciso que existissem jornalistas e com os dois ou três que há em portugal não chega para abrir um jornal.

  10. É doloroso mas não deixo de lembrar uma conversa com José Cardoso Pires que recordou uma frase de Joaquim Manso, fundador e director do Diário de Lisboa, tio por afinidade do escritor nascido em São João do Peso: «Deixe-se disso, tire lá o seu curso superior e arranje um emprego. Isto aqui não passa de uma troca de favores…»

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