146 thoughts on “PECado?”

  1. O que convem é ter memoria e tentar (ao menos) perceber porque é que estamos aqui.
    De certeza que não foi por causa do modelo de estado europeu. O que é uma grande ironia é que os mesmos que levaram à debacle economica e a esta crise sejam os mesmos que critiquem o PEC ( que prevê privatizações em algumas àreas como os transportes…) e queiram , já devidamente desmemoriados, lucrar ainda mais com a saída da crise.É preciso lata.

  2. Alguns são, K, outros reclamam uma legítima alternativa ao modelo. É o caso do Francisco, parece, o qual se foca no seu direito a querer viver numa sociedade onde o Estado esteja mais afastado do mercado. Claro que a questão é fascinante, mas não é de agora nem por causa da actual crise. Já era fascinante há 50 anos. E mais.

  3. Não percebo de economia, mas não posso deixar de discordar muito do FPC. Compara o desinvestimento no Estado levado quase ao extremo nos EUA com o “meio-termo” europeu. Por muito pouco, os privados não rebentaram com a maior potencia economica do mundo. Quase os mesmos que fabricaram as guerras do Iraque e do Afegnanistão.
    Mas fiquemos aqui por casa: o poder económico dos privados comprou tudo o que era comunicação social e vejam o que aconteceu: quem manda é ele e a destruição de Sócrates vai assinalar o ponto de viragem. Ferro Rodrigues era apenas Secretario Geral dos sem comunicação social, dos sem dinheiro. Sócrates é PM eleito e reeleito e não fora a sua indomável personalidade já teria fugido do País. Para o caso de se vir a concretizar o linchamento, começaram as queimar os possiveis sucessores, Vitorino e Costa.
    Infelizmente o dinheiro ainda compra tudo, a começar pela justiça. Enquanto estivermos neste patamar de civismo e de ética, manda a prudencia que se vá devagarinho. Penso que a Europa vai melhor que a América.

  4. Val,

    Desconstroi-me, embora tenha consciência que algo tem de ser feito, e estando nós inseridos numa estrutura comunitária, temos de agir de acordo com medidas comuns.

    Agora é revoltante pensar que uma esmagadora maioria de pessoas pertencentes à classe baixa com possibilidade de ascensão foram durante duas décadas e meia sufocadas com apelos exaustivos ao crédito sem que para isso tivessem rendimentos. As instituições financeiras fizeram de tudo para deslumbrar as pessoas, induzindo-lhes sistemas de crédito que pareciam vantajosos. De tal forma, que uma parte significativa destas pessoas quando acordou do sonho, teve o pesadelo de verificar que afinal a casa não lhe pertencia, os carros não eram seus, o frigorifico, os 2 plasmas, etc., também não. Na realidade, vivendo um faz de conta, as pessoas pagaram para ter coisas que efectivamente, hoje, não têm.

    Sei que este discurso é arrasador para quem vive nesta angustia e é agora mais pobre, mais miserável…

    As instituições financeiras encheram os bolsos e as gavetas todas através de contas trabalhadas e desviadas para paraísos fiscais(onde não pagam impostos e portanto engordam um pouco mais).

    Por razões de incumprimento de créditos, a alta finança entra num sistema de coma. Os Estados apoiam com dinheiro dos contribuintes estas empresas em dificuldades. Estas empresas recuperam, e agora são os estados que vivem dificuldades.

    Se o PEC é justo ?!?!…

    Quando era muito mais pequena do que sou agora, se alguém fazia algo de errado e eu é que levava nas lonas, ficava revoltada.

  5. Val, talvez convenha lembrar que o estado social é que é uma alternativa ao estado liberal, pelo menos cronologicamente.Mas precisamente, a questão com a actual crise, como em 1929, é mais que fascinante porque acentua quem esteve do lado do problema e do lado da solução e quem encontramos são sempre os mesmos.O que eu pergunto é, não se aprende nada do outro lado? São sempre os mesmos clichés?

  6. António P., bem visto.
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    Mario, não há outro caminho senão o de aceitar que a política é um permanente conflito, onde cada parte usa as armas que tem e as que consegue inventar. E, depois de aceite a agonia, ir à luta – mas não à maluca, nada disso.
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    Carmen Maria, muito bem visto.
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    K, tens toda a razão. É por isso que, e só para me cingir à primeira referência da conversa, o texto do Francisco tem o mérito de reconhecer o incontornável papel do Estado para a coesão e o desenvolvimento da sociedade.

  7. Carmen Maria, bem acentuado o facto de a maior parte do nosso endividamento ser privado (empresas e particulares) e quem ganha com isso é o sistema financeiro.

  8. Alternativa não há ou se há ninguém a conhece, não sabem sequer onde ela pára. Por isso a direita, cobarde e manhosa, não a vai chumbar, e a esquerda radical, que sabe isso, vai manter-se raivosamente entrincheirada, sempre na esperança encapotada que tudo rebente de tal maneira que possa alcançar o poder, sozinha e sem alternativa.

  9. Pois, é muito bonito berrar contra o crédito e o endividamento, mas quantos berrariam se este só estivesse acessível a alguns? Quantas vezes é que ouvi a expressão “os bancos só emprestam a quem não precisa”? Quantas pessoas teriam agora casa própria se não houvesse acesso generalizado facilitado por parte dos bancos? Ganham muitos lucros com isso? Pois ganham. Se não ganhassem, porque é que haviam de se dar ao trabalho? E o “sistema financeiro” é necessariamente mau e medonho, ou limita-se a dar ao mercado (nós) o que eles (nós) pedem? As pessoas tendem a esquecer-se que o sistema financeiro é o óleo que permite que as engrenagens do mundo se movam. É viscoso? É, tem mesmo de ser, senão tudo pára. A crise não despontou porque os bancos faliram. A crise despontou porque os bancos deixaram de emprestar.

    Eu tenho uma casa que pago ao banco. Foi uma escolha minha, ninguém me obrigou, sabia perfeitamente que estava a assumir com o banco uma responsabilidade que me ia durar 30 anos. Preferi isso do que arrendar. Vou agora queixar-me porque tenho de lhes continuar a pagar quando a vida me correu menos bem? Se ficar aflito, vou queixar-me que andam a ganhar lucros à minha custa? Não vou, se a vida me correr mal o problema é meu, não é deles, e o dinheiro que o vendedor da casa recebeu não era meu, era deles. Tenho um sítio a que chamo meu não graças a mim, mas graças a eles.
    O que eu peço ao estado é simplesmente que controle os bancos para que não abusem do meu compromisso para me imporem condições que não tenho hipóteses de recusar. Ou seja, regular o mercado. E, surpresa, é exactamente o que o estado tem feito. Mas a regulação é a arte do equilíbrio. Regula-se demais, e as coisas não andam como deve ser. Regula-se de menos, e arriscam-se a quebrar por excesso.

    E há um ponto em que tenho que concordar com os banqueiros portugueses: tirando o BPP, que vivia da especulação financeira, e o BPN, com os seus negócios sujos, o resto da banca aguentou-se admiravelmente. Porque não foram irresponsáveis como os bancos anglo-saxónicos, americanos em particular. Mas graças à globalização, tudo está agora interligado, de modo que quando o partido Republicano remove um desses controles essenciais (a lei Russ-Feingold, se não me engano), o resto do mundo sofre as consequências.

  10. Eu não sou contra os bancos ou o sistema bancário o que eu defendo é o primado da politica sobre a o sistema financeiro e não o contrario.A inversão desse primado teve como efeito a desregulação de todo o sistema que só podia ter como desfecho uma crise destas, se não esta, outra. O que eu quis acentuar é o facto de se dizer muito pouco que a maior fatia do endividamento externo português é privado, e não por acaso, nos media só passa o discurso dos economistas liberais, entre os quais alguns que trabalham para a banca.
    O enfraquecimento do estado ou o seu papel como simples regulador deu no que deu. Não sou contra a economia de mercado, antes pelo contrario, agora não sou pelo mero papel fiscalizador de um estado minimo que visa somente a criação de mais valias atraves da apropriação de recursos publicos. Um estado não é um negócio.

  11. olha a serpente emplumada, quetzalcoatl, kukulcan, tinha saudades…

    Vénus, andas muito fugida de mim, ou eu de ti? vá-se lá saber,

    amanhã leio com cuidado e digo algo, nada de relevante por certo mas ao menos desabafo.

  12. K, e “o primado da política sobre o sistema financeiro” significa o quê, exactamente? Que o estado deve orientar os bancos, as correctoras e as bolsas? Que o estado é que cria as regras sobre quanto se pode emprestar a quem? Isso não deve ser uma decisão entre dois privados, eu e o banco? Havia de ser bonito…Aliás, já experimentámos com a nacionalização da banca, não experimentámos? Os resultados, que tal foram?
    E não concordo quando afirmas que a crise foi causada porque o estado era um simples regulador. A crise apareceu precisamente quando o estado se demitiu desse papel de regulador forte e afrouxou as regras, acreditando ingenuamente que o mercado se regularia a ele mesmo devido ao auto-interesse. Foram essas convicções, motivados por interesses políticos – neste caso do Partido Republicano dos EUA – , que deram origem à confusão que se gerou. Um caso mais claro de “primado da política sobre o sistema financeiro” não conheço. Há coisas que são políticas, outras requerem a política bem longe.

  13. Mário, concordo totalmente. A desresponsabilização do endividado como ser passivo que apenas é manipulado pelo sistema não chega. No caso cocreto dos portugueses, muito dependentes e expectantes em tudo do estado previdência, penso que o subconsciente os levou a confundir o estado financeiro com uma entidade que cuidaria deles ou, mais provável, o estado resolveria eventuais descalabros que no futuro surgissem.. O sistema capitalista tem disto – o risco individual – mas a mentalidade lusa pede o melhor dos dois mundos… A infantilização social de que falava José Gil em O Medo de Existir.

  14. edie, totalmente de acordo. Aliás, desconfio sempre dos que gostam de apregoar as pessoas como “vitimas” de sombrios “interesses financeiros” – são normalmente os que, a pretexto de os “proteger” desse “mal”, os reduzem a crianças irresponsáveis passiveis de serem controladas pelo “estado iluminado”. Vá, confesse, lembrou-se do mesmo personagem que eu, não foi?

  15. É interessante constatar que, em vez de opinar como em outros temas, faz perguntas.
    Compreendo…

    O PEC, dito Plano de Estabilidade e Crescimento, tem como objectivo baixar o défice para 2,8 % e até 2011.
    Dizem os entendidos fora da área política do PS que este PEC não trará nem estabilidade nem crescimento porque as medidas que propõe vão mais no sentido de sacar dinheiro à classe média (que pagará em média mais 500 euros per capita) que é quem de facto paga impostos como convém não esquecer e que não promove o investimento.
    A procura de dinheiro por parte de Estado para investir nas obras públicas, tidas como faraónicas, reduz as verbas disponíveis para o investimento privado que, esse sim, promove o desenvolvimento e cria postos de trabalho.
    A redução da despesa do Estado, que para muitos deveria ser a pedra de toque de qualquer plano de recuperação económica, limita-se ao congelamento dos salários dos funcionários públicos; à alteração da sua idade de reforma e à redução do subsidio de desemprego, segundo os dados até agora disponíveis.
    Dizem-nos que o défice aumentou devido à ajuda que o Estado deu à economia mas parece que só os funcionários públicos beneficiaram dessa “ajuda”. Pelo menos são eles que vão pagar a fava.
    Também se disse que Portugal não tinha dinheiro, mas mal rebentou a crise no BPN apareceram logo uns milhões de euros para nacionalizar (!) o banco. Ou seja, o Estado comprou, com o dinheiro de todos nós e que nem sequer existia (!), um banco falido!
    O défice em Portugal é agora de quase 10% mas antes das eleições era “apenas” de 6%. Estranho, não é? Ou talvez não, dependendo do ponto de vista.
    Portugal é um País pobre, cuja dívida ronda os 80% do PIB, mas os gestores das empresas públicas têm prémios dignos de um qualquer país produtor de petróleo.
    As reformas mal dão para viver, mas não se nota que as medidas do PEC atinjam as mordomias dos membros do governo e da miríade de assessores que pululam pelos seus gabinetes.
    Ou seja, Portugal atravessa uma grave crise económica e vai ser paga pelos mesmos de sempre, apesar de serem os menos responsáveis pela situação.
    Depois, daqui por uns anos, aparecerá um governo a clamar que “nós vencemos o défice!”, quando na verdade esse défice foi vencido graças ao sacrifício “deles”, dos mesmos do costume, e que persistem em manter actuais as caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro.
    É PECado? O “deus” socialista tudo perdoa.

  16. Caro &
    Quando os que andam a voar com quetzalcoatl se interessam pelo Plano de Estabilidade e Crescimento de forma tão expressiva significa que toda a sociedade mobilizou a sua atenção às acções do governo. Isto é inédito em Portugal e a sobranceria não é, digo eu, a melhor aproximação à questão.

    Demoroooooooooo :P

    Valupi, lamentavelmente para mim o PEC não vai ser um Plano de Estabilidade e Crescimento vai ser um Plano Especialmente Comprido. Os meus meses vão ficar muitooooo mais longos.

    Bem hajam

  17. veremos isto também. Há aqui um problema que afecta todos os países do Mediterrâneo, berço da Europa.

    Vale o adágio, mutatis mutandis: “se deves mil contos ao banco tens um problema, se deves um milhão o banco tem um problema”.

  18. Vega é pouco sensato tirar essa conclusão do que eu afirmei acima, caricaturas não valem.
    O primado da politica sobre o sistema financeiro é a regulação e fiscalização eficaz por quem é eleito para o fazer, não tem nada a ver com a intervenção no sistema financeiro. É essa alias a razão porque me sinto perto do PSocialista e da social democracia em geral. Toda a gente sabe que o sistema financeiro sem rédeas dá quase sempre nisto, e não é de agora que isto é dito, é-o desde sempre. A questão do que aconteceu ser fruto de intervenção politica por parte do PRepublicano,só me vem dar razão porque é isso mesmo que eu digo desde o primeiro comentario, juntou-se a fome com a vontade de comer.O liberalismo pretende menos estado e um estado minimo e a sua politica acaba sempre na desregulação, face ao que aconteceu o que têm a dizer? Os mesmos clichés para que tudo se repita outra vez. Existe alguma alternativa ao PEC, qual menos estado? Por acaso não contem o maior plano de privatizações desde há muito?

    Edie, achas que enganar pessoas faz parte do risco capitalista? Explica lá isso melhor sff.

  19. PEC(ado)??? “Roubar” legitimamente de forma legal, não deixa de ser pecado…

    Se é contenção que é necessário neste País, vamos então “conter” e cortar na despesa, não tentar (como até aqui) subir na receita…
    A crise que tanto se fala tem diversas origens, desde a nossa adesão ao euro (onde tivémos uma inflação não oficial de 100% e muita perda de poder de compra…), a abertura do mercado chinês competindo directamente connosco (Não se pode competir com a escravatura…) e a crise imobiliária dos E.U.A, com o “credit crunch” ( Os preços das casas não podem subir eternamente… A bolha especulativa rebenta, é apenas uma questão de tempo!), foram, portanto 10 anos, internacionalmente nada favoráveis à nossa fragilidade económica (não sentida na década de 90, devido aos rios de dinheiro que afluiam para Portugal, a adesão de estados membros de leste, também nos deu uma facadinha…).

    Obviamente se não queremos estar na pele de uma Grécia ou de uma Islândia, temos que tomar medidas que credibilizem a nossa economia.
    Acerca das privatizações, não concordo com todas, existem monopólios que o estado deve continuar com a sua participação no sentido de encaixar receita, sobretudo no sector da energia.
    A tributação de mais valias deveria ser imediata, porque quem se arrisca a ganhar muito dinheiro, deveria pagar impostos sobre o mesmo.
    Os escalões do IRS deveriam ser reduzidos de 8 para um máximo de 4… A desborucratização do sistema contributivo também ajudaria!
    É penoso e injusto exigir a alguém que ganhe menos de 10 000 euros/ano um aumento de impostos…
    Medidas para aplicar na contenção da despesa:

    Reduzir o número de deputados na AR de 230 para 180 ( aluns dirão que é insignificante a contribuição, mas se é contenção, é para todos).
    Extinguir os Governos Civis (a não ser que alguém me dê uma razão muito boa para a sua existência que não seja a emissão de passaportes…), vendendo os edifícios onde estão localizados.
    Auditar exaustivamente as despesas com alugueres e avenças do estado.
    Cortar na consultoria técnica e jurídica.
    Aglutinar Ministérios, dissolver órgãos governamentais sorvedores de dinheiros públicos sem produtividade aparente.
    Agilizar o QREN e as políticas de acesso aos fundos comunitários de investimento.
    Clarificar o financiamento dos partidos.
    Agilizar a justiça, separando-a do cenário político, entrosando a mesma com os meios de investigação.
    Aumentar a participação da sociedade civil nos processos de decisão.
    Prémios chorudos atribuidos pelo estado seriam abolidos, ajudas de custo teriam um plafond e os deputados e ministros teriam limites de staff e despesas.
    Se é contenção é para todos! Não podem exigir que a maioria que vive com dificuldades continue a dar “via verde” a quem tudo se permite… A continuar assim vem a revolta social!!! Começamos todos a queimar bandeiras da UE e esperamos um “Bailout” de Bruxelas… Quem não chora, não mama…;)

  20. Claudia,

    não disse que a questão era novidade. Mas as particularidades dos portugueses neste domínio não foram tratadas por Kant, mas por Gil. Só isso…

    K,

    Que redução tão demagógica do que eu disse…ora esta.
    Não, o que eu disse é que num sistema em que as pessoas se endividam até muito acima das orelhas para cumprir padrões de consumo que ultrapassam em muito as suas capacidades, partindo do princípio que conseguirão, com um golpe de sorte, manter o jogo sempre em cima, está-se a correr o risco, sim.

    Podes dizer-me que os padrões de consumo são impostos. Concordo que é difícil fugir deles mas não me parece legítimo pedir ao Estado que antecipe e resolva roda esta multiplicidade de decisões pessoais.

    Se a questão é que o estado deve fiscalizar e controlar a actividade financeira, para mim isso não chega a ser questão, é óbvio que sim.

  21. Mas o que dizes nem chega a ser um caso português, existe por todo o lado. O que do livro do Gil na minha opinião se aplica a este caso é a recusa da inscrição, ie, não se “aprendeu” nada e volta tudo ao inicio como se nada tivesse acontecido, a culpa é eternamente do Estado, o Adamastor.

  22. Sim, K.

    A não inscrição e, portanto a eterna infantilização e a dependência do estado pai, o que aliás foi largamente inculcado pelo salazarismo. Quando as coisas vão de feição, o estado é o bom paizinho, quando não, é padrasto desnaturado…

  23. edie,

    “não disse que a questão era novidade. Mas as particularidades dos portugueses neste domínio não foram tratadas por Kant, mas por Gil. Só isso…”

    Discordo. Kant não tem limitações espacio-temporais, portanto bem se pode aplicar à doença crónica de que sofrem os portugueses.

  24. edie,

    “não disse que a questão era novidade. Mas as particularidades dos portugueses neste domínio não foram tratadas por Kant, mas por Gil. Só isso…”

    Discordo. Kant não tem limitações espacio-temporais, portanto bem se pode aplicar à doença crónica de que sofrem os portugueses: a menoridade.

  25. Vega9,

    Ninguém berra contra o crédito.

    Os dogmas estão sempre em colisão com a analise dos factos. É por isso que se evita pensar sobre os assuntos, infelizmente.

  26. Pecado?! Depende… Se partirmos do pressuposto (ingénuo) de que o Pinto de Sousa aldrabão é um crente no socialismo e nos princípios de esquerda, então este PEC é só mais um pecado a acrescentar aos inúmeros que ele já cometeu desde que está no governo. Se partirmos do pressuposto de que o Pinto de Sousa aldrabão não é nenhum crente no socialismo, mas tão só o mesmo mentiroso de sempre, então não está a cometer nenhum pecado. É que, para os descrentes como o Pinto de Sousa, se «deus» não existe então tudo é permitido…
    Agora, o essencial da questão não é isso… O essencial é compreender porque é que os encornados pelo Pinto de Sousa – os socretinos – são tão tolerantes com o «adultério» do seu amor querido e com o não cumprimento das promessas que o tipo fez em campanha eleitoral (apesar destas traições já nem serem qualquer novidade ou surpresa). Já deviam ter percebido que um gajo que passa a vida nos ecrans de televisão a tentar «seduzir», a tentar fazer a cabeça ou a manipular os outros é suspeito.
    Mas como conclui o & (ainda que tardiamente), este PS é a direita disfarçada. Como eu sempre disse, PSD e PS são a mesma merda, e nem as moscas se distinguem. De qualquer forma, o & ainda vai na conversa da criação de milhares de empregos. Já se esqueceu dos 150000, certamente…

  27. ds: eu concordei em tempos que eram irmãos mas não irmãos gémeos, lembras-te? E mantenho. A onda quando o psd está no poder é mais azeda e mais bélica, desde o Iraque aos submarinos.

    Assim como mantenho que dentro do real, dentro do que há, prefiro uma governação PS em minoria, como está. Só queria que pudesse ser mais potenciada a possibilidade de encontros com o BE, aspecto que falhou. No entanto estamos de acordo que o que está a ser governado é capitalismo, e como tal ancora-se nos valores do capitalismo: lucro antes do mais.

    E tu? Qual é a solução prática de governação que preconizas?

  28. K,

    gostei do livro do José Gil, no essencial, o que lá está dito tinha de ser dito. Ainda bem que alguém pensou e formulou o nosso “medo de existir” de forma tão brilhante.

    Mas quando passamos para a pessoa entrevistada, o comentador político-partidário, disfarçado de filósofo, mete-me nojo.

    O mesmo digo sobre a diferença entre o Saramago- autor (pelo menos em boa parte da obra) e o Saramago-personagem mediática.

    E o mesmo sobre Agustina-obra e Agustina-entrevistada…

    Mas enfim, não me interessa o José Gil como personalidade, interessa-me o assunto que temos estado a discutir.

  29. K, então estamos a falar da mesma coisa. Mas sendo assim, para quê dizer que “seu papel como simples regulador deu no que deu”? É precisamente esse o papel que lhe cabe. Tal como desresponsabilizar-se de regulador dá problemas, responsabilizar-se a mais também. Sobretudo porque vivemos na era global, com estados a competir contra estados para atrair capital. Se eu regulo demais, o meu vizinho é que beneficia com isso. É simples, e não tem nada de medonho. O tempo dos quintaizinhos onde nós é que púnhamos e dispúnhamos já acabou há muito. Agora isso não quer dizer que não haja regras, mesmo mundiais, que regulem o sistema financeiro de modo a evitar os piores abusos e a concorrência desleal. Mas dentro dessas regras, temos sempre que competir com todos os outros, e isso faz-se com um sistema financeiro nacional sólido, que não tolera demasiadas intervenções do estado, que serão sempre arbitrárias conforme a cor politica de quem lá está. As intervenções governamentais são, pois, uma das piores formas de instabilidade. Como aliás se viu no caso da PT, que viu um negócio vantajoso gorar-se devido a interesses políticos mesquinhos. Daí que me irrite profundamente a conversa dos que defendem uma maior intervenção do estado em “interesses estratégicos”. O que o estado tem de fazer é definir as regras, fazê-las cumprir, e manter-se bem longe.

  30. Magnólia,

    1º – não sou “o” edie
    2º – não sou autor
    3º – não sou entrevistado

    4º – tinhas alguma ideia que gostasses de transmitir?

  31. Vega, o que eu quero dizer com essa frase é que não vale a pena o estado armar-se em regulador quando por opção ideológica defende o estado minimo, ie, desconfio da vontade reguladora de quem quer fazer do estado um mero gabinete com 2 ou 3 ministros.Não está na sua natureza, eles defendem a auto-regulação dos mercados, não a regulação. Vi num documentario televisivo que o momento de viragem se deu no mandato de Reagan ao ser mudada uma lei (não me perguntes qual…) já antiga do tempo de Roosevelt que impedia que o sistema financeiro fizesse as especulações que agora faz. Essa era uma lei que tinha tido plena aprovação tanto no campo democrata como republicano.A partiir daí a escola de Chicago esteve como peixe dentro de água.
    O mesmo para este PEC, se fôr aquilo que eu penso que é, nota-se sobremaneira a sobreposição do financeiro (teixeira dos Santos) sobre o politico (PS/Socrates) e quando assim é os mais desvalidos pagam uma factura desproporcional e imerecida.
    Sempre gostei do tipo de sociedade nórdica com um estado forte e eficaz e onde as pessoas têm acesso a uma gama de serviços que os torna os melhores em termos de qualidade de vida e com menores assimetrias sociais. Bem…para ser justo as suecas, norueguesas e as escandinavas no geral tambem têm o seu quinhão de mérito.

  32. K, certo. A discussão também já vai longa, e muito haveria a dizer sobre Reagan e o que ele significou. Quanto ao modelo nórdico, não sei se há hipóteses de o aplicar aqui, mas também não sei o suficiente sobre o assunto.

  33. Em vez do modelo nórdico, as modelos nórdicas. Parece-me bem.
    Val, está encontrada a alternativa ao PEC…

  34. Sim, Edie, eu acho que deves estar com síndrome pré-menstrual ou com os calores da menopausa para seres tão agressiva e opinativa nos comentários. Antes de julgares de alto, enxerga-te a ti própria.

  35. Ficamos todos a saber que a Edie é muito bem frequentada, mas sofre de um complexo de inferioridade e tenta estatelar na caixa de comentários os seus grandes saberes inabaláveis.

  36. OK, &, concedo: o PS e o PSD são irmãos, mas não são gémeos: enquanto um é a direita autêntica, o outro é a direita disfarçada (para usar as tuas próprias palavras). E, pelos vistos, a diferença entre a autenticidade e o disfarce é determinante para tu não teres dúvidas em votar PS. Ou seja, tu nem sequer és um encornado: és um «realista» (para usar de novo as tuas palavras) que vive em paz com as «traições» do «D. Juan de Sousa», desde que este não ande por aí a gabar-se das suas relações amorosas com a ideologia de direita e com o capital. O importante é o disfarce!
    E perguntas-me tu por soluções? Eu aconselhava-te, para começar, o divórcio, pois este é condição necessária para começar uma nova vida. O problema (se é que tens algum problema) é que tu não queres nenhuma nova vida. Se fosses um daqueles boys que recebe prémios imunes à crise (mas em sintonia com o tal «real» inevitável), eu até entendia melhor a tua situação, pois há muitas pessoas assim que preferem o luxo à dignidade. Não sendo tu um desses boys, faço votos para que não fiques muito angustiado por outros considerarem que és um boi com uns grandes cornos. Não há disfarce que te valha, tenho muita pena… É que na tal realidade com que tu não queres cortar eu só consigo ver boys e bois: os primeiros são os realistas que fazem pela sua vidinha; os segundos são os realistas que deixam que lhes tratem da vidinha. Mas esta sempre foi a realidade dos pastores e das respectivos manadas…

  37. edie, apresentámos uma alternativa ao PEC. A ser adoptada, será para todos sem excepção, embora compreendamos que o sacrifício vai custar mais um bocadinho a uns do que a outros. É a vida. ;)

  38. ds: tens um complexo qualquer de rebanho, mas já dos rebanhos de Cuba e da Coreia do Norte que dirás? E dantes, dos rebanhos dos países socialistas de Leste? Good-bye Lenin?

    Não tenho que me divorciar porque não sou casado com coisa nenhuma. Ter cornos dá-me jeito, grandes então melhor ainda.

    Não tens solução a propôr portanto. Ficamos por aqui, só me interessa discutir política para me aproximar a eventuais soluções.

  39. Magnólia

    Olha lá és nórdica , não és? Escolheste muito bem o nome. As magnólias são muito espanpanantes mas bastante primitivas. Deve ser por isso que não tens problemas de síndrome pré-menstrual nem de menopausa. O que não te salva de ataques de mau génio como esse de apareceres aqui sem mais nem menos a atacar a edie, que é uma gaja do sul da europa com eu. Orquídeas, diz-te alguma coisa? E não é daquelas de estufa é das que nascem espontaneamente onde menos se espera…

    Só para os gajos como o K terem uma ideia, as magnólias estão para as orquídeas assim como um coche puxado a cavalos, daqueles espectaculares cheios de dourados, está para um ferrari! :))))

  40. Cara Orquídea, complicada e feia (assim são as orquídeas),

    Podes tirar apenas os dourados. Esses só servem para as tuas malinhas e sapatinhos da última moda. E prefiro de longe um coche e uns cavalos do que um amasso de metal reluzente e infernal, protótipo de todas as vaidades, inclusive e sobretudo a tua, querida.

  41. Uma guerra entre flores!?
    Quem diria?
    Que apareça – de novo – um cravo para trazer a paz ao jardim (à beira-mar plantado).

  42. Só cá faltava a cassete da direita (autêntica ou da disfarçada) acerca de Cuba, da Coreia do Norte ou do que quer que seja… Como é que tu, &, não queres ser depois incluído num rebanho, se perante o «problema» (se é que tens algum problema, repito) de seres encornado respondes com os papões de outros tempos ou de outros lugares? Só te faltou acrescentar o Bin Laden para pareceres mais moderno (ou da «esquerda» moderna)… Mas isso fazia de ti um «bélico» e «azedo», um gémeo, não é verdade?
    Só que eu não sou cubano nem coreano, nem sou governado por cubanos ou coreanos, mas por um aldrabão. Cuba e a Coreia não são problemas meus, assim como o aldrabão também acaba por não ser um problema meu – pois estou de consciência limpa. Agora, se tu achas que o tal divórico não é nenhum princípio de solução, então é evidente que também não estás à procura de qualquer solução, pois para ti este PS e o seu chefe impostor não constituem qualquer problema.

  43. «”O PS entrou numa deriva à direita e vai ser muito difícil fazê-lo regressar sem que haja grandes alterações na própria direcção do PS”, afirmou ex-ministro das Obras Públicas, salientando que apenas “grandes alterações” na actual direcção socialista poderão acabar com a “a deriva à direita”». “Até Portas dá lições de esquerda a Sócrates”, acrescentou Cravinho.»

    Para o &, o Cravinho só pode ser mais um fidelista incapaz de propôr soluções para os problemas. Como eu disse, a questão é que, para o &, o Pinto de Sousa não é nenhum problema…

  44. Jacintinho,

    se não queres ser misturado(a), eu não misturo, pronto.
    Mas tu também andas a misturar as identidades por aqui…Quem te meteu na cabeça que sou Valúpia?

  45. K,

    Se o PEC mora ao lado, há que estar atento (ainda não temos as tais T-shirts facilitadoras), em vez de andar a apontar o nariz para as suecas, lá tão longe :)

  46. Edie, a Orquídea anda a deitar pólen a mais. E sou alérgica às orquídeas. Aliás, uma flor a sonhar com Ferraris não pode ser grande coisa. Falta-lhe caule.

  47. Vega9000,

    em relação a essa proposta talvez me abstenha, porque os portugueses andam muito deprimidos e há que ser solidária :) Vou pensar…

  48. &,

    Retomando parte duma conversa que tivemos, vou deixar aqui uma nota que retirei do El País e que considero com uma importancia relativa para a compreensão de certos fenómenos.

    El País 18-03-10

    ” 5. Fondos de alto riesgo o hedge funds. Ni regulados ni controlados, vehiculan dos billones de euros en Europa, la mitad del movimiento de capitales. La Comisión preparó en abril de 2009 una directiva para ponerlos en cintura. Reino Unido quiere aguarla, pues la City concentra el 80% de sus sedes y se opone a que Bruselas controle cuáles son los fondos autorizados a operar. La polémica (aplazada anteayer en el Ecofin, a petición de Gordon Brown, hasta después de las elecciones británicas de mayo), se calentó tras conocerse que algunos de estos fondos han especulado contra el euro durante la crisis griega. Texto en COM(2009)207 final. Cerca de la decisión.”

  49. Magnólia

    É pá, que mau feitio! É por isso que as magnólias só se dão umas com as outras. O que é que tens contra a evolução? As orquídeas não se espetam, travam conhecimento com o resto da flora e espalham-se por todo o planeta, em grande velocidade, claro está. Digamos que somos alérgicas à monotonia.
    Deve ser graça essa de eu largar muito pólen, logo vocês que a vossa sorte é as vacas não voarem, senão até essas vocês atraíam. Para quem não sabe estas gajas são autênticos baldes de pólen.

  50. Orquídea,

    desconhecia esse pormenor botânico, que não é um pormenor: ora se a magnólia é alérgica ao pólen e também hiperprodutora do mesmo, já se percebe a razão de tanto enjôo e má disposição. :)
    Há vidas difíceis…

  51. Edie, foi só um trocadilho com o facto de nesse filme a Marilyn interpretar uma modelo e tambem, segundo se consta, ser de ascendência nordica (por parte do pai).
    A mi me gustan todas las chicas guapas del mundo.

  52. Edie

    As magnólias têm a mania (não passa de uma mania) que são as primeiras a florir, na Primavera. Atenção, somos primeiras, primeiras! Isto não te faz lembrar ninguém? A mim quer-me parecer que esta Magnólia é apoiante daquela ave que dá pelo nome de Paulo Rangel.

  53. Inesquecivel, Edie. Aquela genuina frescura e ingenuidade. O feminismo deu cabo de uma boa parte do imaginario sexual masculino.:))

  54. Ora, isso era o feminismo de antes.
    Não acredito que o vosso imaginário sexual se deixe abater por tão pouco :))

  55. ds: não sejas aborrecido, põe-me num rebanho à vontade inclusivé no conjunto vazio que tanto me faz, se há gajo independente sou eu. É muito pouco produtivo conversar contigo porque fizeste do ódio ao José Sócrates o móbel de toda a tua argumentação. A mim interessam-me mais as forças subterrâneas que se movem e conseguir desalavancar algumas e reposicionar outras. Quem abriu a senda a dizer que o PS está com uma política de direita ali em cima fui eu, e hoje recuou em toda a linha numas tantas coisas.

    Não sou do PS, votei PS desta vez como toda a gente sabe e por isso reclamo do meu voto sempre que achar necessário. Como sabes o panorama é extensivo a todos os países do Mediterrâneo e mais alguns e ando a sondar-lhe a profundidade, mas sou apenas um cidadão comum.

    Carmen: é uma graça seguir a conversa contigo aos saltinhos pelos posts. Não conheço esse mundo financeiro mas isso está tudo fraudalizado, se é que esta palavra existe. Obrigado pela informação, tal como vejo as coisas tem que se arranjar um hiperfundo europeu para financiar as dívidas públicas dos Estrados-membro em dificuldades, senão há uma convulsão social que vai escangalhar a Europa de alto a baixo. Viva a Noruega! O BCE e a Europa só têm a ganhar com a estabilidade social (ouvistes ó tricheur?) …

  56. Obrigada, &.

    Fico sempre triste quando vejo este filme. Nunca a Marilyn se mostrou tão forte e tão frágil ao mesmo tempo.

  57. Foste tu, &, quem descobriu que o PS tem uma política de direita?! Não descobriste a pólvora, também, por acaso?
    Mas concedamos, novamente: descobriste a «pólvora», mas já estás pronto para desculpares e desresponsabilizares o «amoroso» (porque se há quem o odeie, também há quem o ame) outra vez, com essa treta dos «recuos» e das «forças subterrâneas». Antes de chegares a esse dito subsolo (será que é a infra-estrututa económica, como dizia o outro?), porque não prestas mais atenção ao solo onde os vermes e as minhocas socretinas abundam? Estou a falar dos coelhones, dos boys e dos Varas, claro.

  58. mais do que a infra-estrutura económica é a super-estrutura financeira e ideológica. O Marx claro que está de regresso, e em grande, essa surpreendeu-me e ainda surpreende. Não descobri nada, denunciei. Os vermes deixo para ti, tu é que cultivas ódio às pessoas e agradeço que me desampares a loja.

  59. Ainda bem que deixas os vermes para mim! É que está visto que até podes descobrir a pólvora, mas pareces ser incapaz de descobrir qualquer pesticida de jeito. Pelo contrário, tu és daqueles que faz questão de alimentar os vermes. E sendo assim vou-me já embora da «tua» loja, mas não agradeças: eu é que não quero ficar infectado…

  60. The misfit, título apropriado pelos vistos. Viste Um homem singular que anda(va) por aí? É uma história banal mas é um bom filme.

  61. Para os comentadores que por aqui a parecem dizendo que plantar couves no quintal é bom para a economia familiar e evita a pobreza aqui está uma informação, à qual, suponho, não darão grande importância. Ainda assim …

    In Jornal Publico 19-03-10

    ” Um terço dos doentes crónicos admite que não compra remédios receitados pelo médico por falta de dinheiro, com maior ou menor frequência. Com um gasto médio mensal de 62,31 euros em medicamentos, mais de metade considera que esta factura representa um peso elevado ou muito elevado no seu orçamento familiar.”

  62. Brilhante, amigo! Tenho muito amor por negros, fiquei triste com o Snake, encerro por aqui: dediquemos-lhe então

  63. A última à volta do PEC é que a sua votação foi marcada para dia 25/3, de propósito para entalar o PSD que, por sua vez, marcou as suas eleições para dia 26…

    Qual é a parte que falha nesta bonita teoria?

    Alguém sabe?

  64. A data da discussão do PEC foi concertada com o …PSD, versão Ferreira Leite. Claro que o Ken, como já lhe chegou o cheiro do poder à pituitária, quer começar em grande e votar contra qualquer coisa que lhe dê alguma projecção no inicio do seu mandato. Por sua vez F.Leite (ou melhor Cavaco) previdente e não confiando inteiramente (se calhar nem a 30%) na vitória do Pinguim quer fazer passar o PEC antes das eleições atraves da abstenção (e com algum estudado antagonismo para proporcionar aos media o seu quinhão de sensacionalismo vazio) proporcionando um mar de senhoras para o homem do leme de Belem continuar a sua campanha presidencial.
    O Ken por sua vez como está fora do parlamento terá que arranjar urgentemente 2 ou 3 temas que alimentem os media de direita (que andarão um pouco aos papeis de inicio, necessitam de um periodo de ajustamento ao novo gauleiter) e lhe dêem um impulso que lhe permita senão chegar à lua, pelo menos manter uma orbitra geoestacionaria.

  65. K,

    a resposta está certa e com um desenvolvimento perfeito! :)

    E agora pergunto eu: é o país que deve esperar que o PSD faça as suas eleições ou é este que deveria antecipar as suas eleições, para não nos empatar mais do que já tem empatado?

    Do Passos Coelho, já sabemos a resposta.

  66. Este pec é simplesmente a extrema unção deste nosso Portugal.
    Queres alternativa ?
    – um tecto de 4000 euros para TODAS as remunerações do Estado, quem tem 30 reformas ou 2 era igual, aos 4000 euros fecha a torneira.
    -reformas douradas, todas aquelas que resultam de menos de 20 anos de funções, anuladas. (quer para o futuro quer as existentes)(excluindo invalidez)
    -fim imediato dos prémios de gestores publicos.
    -O Estado deixar, no imediato, de pagar “pareceres” a qualquer entidade externa. Temos pessoal no Estado e Universidades estatais perfeitamente capazes.
    -entrada em vigor, ontem, da tributação das mais valias bolsistas e imobiliarias (e não quando “der jeito”.
    -aumento de impostos na banca
    -utilizar a CGD como regulador (basta não praticar a usura).
    -quem trabalha e ganha mais de 2500 fica impedido de acumular com qualquer reforma paga pelo Estado (em caso de ter direito a reforma fica suspensa enquanto mantiver actividade).
    -fim de ajudas de custo na Assembleia da Republica, venda das viaturas atribuidas, diminuição de numero de assessores.
    -fim de mordomias a ex chefes de estado.
    -pena de prisão de 5 a 10 anos para toda e qualquer falencia fraudulenta.
    -imposição de EM CIRCUNSTANCIA ALGUMA um subsidio de desemprego poder ser inferior ao salário minimo nacional.

  67. O melhor para o PSD era só fazer eleições aquando das legislativas se as ganhassem elegiam então um lider…assim escusavam de se cansar e de nos cansar a nós e à Judite de Sousa.

  68. Bem, entretanto, a questão já tem dias. Fizeram-se cento e tal comentários, onde se falou, enfim, de tudo um pouco. Contudo, das tais alternativas ao PEC do Engenheiro nem sinais. Nem aqui nem em lado nenhum. Essa é que é essa.

  69. Concordo com o Helder. As reformas pagas pelo Estado deviam ter um tecto. lá se é 3500 ou 4000 não sei,

    O boy do PS saiu mais caro que o presidente do BES, essa não me esqueço: um milhão e meio de euros em 2009!

  70. Não estou de acordo contigo &, a PT é uma empresa privada (não publica) com uma golden share devido à sua importância estratégica. É uma empresa de topo a nivel nacional e internacional cotada em Wall Street, os seus administradores são e devem ser pagos a esse nível, e a esse nivel não há topos, se queres os melhores pagas e obtens resultados. Se não, poupas em ordenados, contentas a demagogia e a pequenice nacional, baixas o valor da empresa e depois vendes ao Ti Belmiro, que lhe chama um figo, e de repente compras a paz jornalistica, é tudo cor de rosa e os amanhãs são radiosos.Isso é simplesmente demagogia. Depois como chamas os melhores para o Estado se não lhes é atractivo? Relembro que talvez a unica boa medida de F.Leite foi ir buscar o Paulo Macedo p/os impostos tendo para isso feito uma clausula especial p/causa do ordenado. Escusado será dizer que o investimento compensou largamente já que a eficacia fiscal cresceu imenso.
    É preciso ser sensato.

  71. ele não estava lá em representação do Estado? Não concordo contigo K e até fico a pensar. Isso dos melhores tem muito que se lhe diga, mas poupa-me entrar em pormenores dedutivos, concedo que poderiam ser abductivos,

    No entanto vai ficar como um índice de um tempo & um modo, porque eu não vou esquecer.

    A tua intervenção é, ela própria, demagógica, em meu entender, puxando uma conversa interessante: como medir os melhores? Mas não vou continuar com isto agora, o paper é muito absorbingo e segue amanhã ou depois.

  72. Em representação do Estado (mas não creio que estivesse, pelo menos acho que o Granadeiro disse que não) ou não ele tinha uma função, e desempenhava essa função a contento e a sua saída foi remunerada por aquilo que ele fez e o valor foi aprovado pelos accionistas. Qual o problema, senão provocar a inveja social?
    Os melhores são medidos pelo seu trabalho e pelos seus resultados num determinado contexto, situação, mercado, etc…o que eu digo é que se defendes (como eu julgo) que o estado deve ter organismos publicos de qualidade como pode ele competir com os privados se oferece menos aos seus funcionarios/gestores? Essa é a logica que permite externalizar certas funções do estado para os privados. Impor limitações ao Estado, os serviços estatais degradam-se, logo outsourcing/ privatização porque o estado não presta. Não digo que o estado deva ter dinheiro para tudo mas tambem não deve ter dinheiro para nada.

  73. portanto K, é só para dizer que não quero convencer-te de nada. Mas também não me convences.

    O gajo estava lá pela quota do Estado, toda a gente sabe que é um boy do PS, género trintas gordinho, e levou num ano mais que o presidente do BES, valeu 1,5 milhão? Acho obsceno. Se queres saber o que eu achava normal era ele ter ganho 100x menos num ano, num governo do partido socialista, em tempos de crise, onde o número de desempregados atinge máximos consecutivos.

    Ou seja a notícia seria o que eu esperaria num governo do psd não do ps.

    Lá se os accionistas aprovaram não sei.

    Mas mais do que um índice ficou um estigma do money for the boys.

    Quanto a isso dos melhores deixa para lá, voltaremos a isso um dia, talvez.

    Fiquemos por aqui, pelo menos por agora, lá vou mergulhar outra vez…

  74. Eu tambem não quero convencer-te de nada, estamos só a conversar. Mas agora queres impor salarios numa empresa privada?
    Ah mas estás-te a referir a uma noticia…então tudo bem…O Sócrates é um malandro…a mãe comprou um apartamento no Heron castilho o que é suspeito…a depois temos o primo e o FreePort…e ainda por cima quer controlar os media todos porque não corremos já com o gajo?
    Tudo bem fica para a próxima.

  75. K,

    Estás equivocado

    1º O Paulo Macedo não é nem nunca foi bom gestor

    2º Quando o Paulo Macedo chega à DGCI, mais não faz do que dar continuidade a um conjunto de estratégias que já estavam desenhadas e a decorrer, pese embora não tivessem visibilidade.

    3º Tenta relembrar como andava o BCP à época e relaciona com designação de Paulo Macedo para o cargo e perceberás o motivo dessa designação.

  76. K,

    Existe uma massa gordurosa de gestores e administradores no mercado que estão sobrevalorizados, isto é, não são remunerados de acordo com competências mas sim em conformidade com uma certa agenda de contactos e que entram em esquemas auto remunerativos. Deste processo excluo o BES.

  77. Carmen, estou simplesmente a referir a opinião quase unânime de pessoas de vários quadrantes politicos no aumento da eficácia de captação de recitas fiscais durante o seu mandato. Não disse que ele inventou as estratégias estou a falar da sua contribuição para as mesmas. Se a tua opinião é essa aceito-a, deves ter mais informação do que eu, certamente.De resto este era só um exemplo para o ponto que pretendo provar :que o publico deve ter dinheiro para poder competir com o privado, se não não faz sentido o publico estar no sector empresarial.

  78. Carmen, é claro que o mercado é pequeno e existe como que uma cartelização dos preços do trabalho a esse nivel. Só assim é possivel que num pais como o nosso se pague por vezes mais que em países com mercados maiores e mais dinâmicos. Mas não é só esse o problema é tambem a impossibilidade de ascensão de novos gestores que possam furar o status quo, entre muitas outras coisas…

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