Paulo Pedroso, ponto final do parágrafo?

O texto de Paulo Pedroso – Ponto final, finalmente. – não é de alguém vitorioso; apesar da vitória que, 15 anos depois, lhe foi atribuída pela Justiça Europeia. É tão-só a declaração de um sobrevivente, anunciando que não foi destruído pelos seus inimigos.

Acontece que esses inimigos ocupam, transversal e corporativamente, a Justiça portuguesa. Que o mesmo é dizer, portanto, que os seus inimigos, inimigos porque o privaram da liberdade e tentaram assassinar o seu carácter, estão na política soberana. Estão na Assembleia do República. Têm passado pelos Governos e pela Presidência da República. Todos os agentes políticos que usufruíram de poder institucional e influência social, e que não se escandalizam com os abusos da Justiça seja sobre quem for, são inimigos do Paulo Pedroso. Inimigos do Estado de direito democrático. Inimigos da liberdade.

É por isso que precisamos desta vítima para nos guiar no combate que transcende as ideologias, partidos e facções. Precisamos de quem tenha resistido com coragem e inteligência à violência dos cobardes e dos pulhas. Precisamos do Paulo Pedroso na política portuguesa.

Por cima dos danos irreparáveis causados a este cidadão, ergamos uma barricada contra quem usa a Justiça como arma do crime.

65 thoughts on “Paulo Pedroso, ponto final do parágrafo?”

  1. “Mas a sentença de hoje determina que no fim deste processo há um vencedor, um único, a confiança na justiça e a esperança de que ela melhore, amparada no reconhecimento de direitos, liberdades e garantias, na Constituição da República, na Convenção Europeia dos Direitos Humanos, os instrumentos que se impuseram, no fim de tudo, e que impediram que tivesse ficado impune o gravíssimo erro de que fui vitima”

    Uma vénia ao Paulo Pedroso por continuar a guardar o sentido das proporções, da responsabilidade e da democracia apos ter sido vitima de um abuso tão grave. A unica coisa a desejar é que as pessoas que o citam o leiam, e também que o oiçam.

    Boas

  2. Falta mencionar que a comunicação social pouco destaque dá ao assunto. O Bruno Carvalho é mais importante.

  3. vitória seria identificarem e punirem os responsáveis por este bandalheira. toma lá 20k de indemnização + 40 k para pagares ao advogado é gozar com o pagode e incentivar a cobóiada do ministério público. se acontecesse uma cena dessas a um procurador haviam de ver o cagarim que o sindicato faria, as primeiras páginas da pasquinada e os pedidos de audiência a belém. dizem as más línguas que não foi julgado e condenado porque bateu a bola baixo aos justiceiros.

  4. “Mas a sentença de hoje determina que no fim deste processo há um vencedor, um único, a confiança na justiça e a esperança de que ela melhore.”

    “(…) os instrumentos que se impuseram, no fim de tudo, e que impediram que tivesse ficado impune o gravíssimo erro de que fui vítima.”

    Estas transcrições provam apenas uma coisa: Paulo Pedroso não aprendeu nada. Afirmar que “deste processo há um vencedor, um único, a confiança na justiça”, é repetir a parvoíce que lhe saiu da boca quando foi preso, em 2003, que foi basicamente isto: “Eu confio na justiça do meu país.” E se em 2003 era admissível a parvoíce (podem chamar-lhe ingenuidade, se quiserem), insistir nela 15 anos depois – com a legitimamente ambicionada carreira política destruída, a vida pessoal feita num oito, o opróbrio da acusação vergonhosa para todo o sempre colado à pele e os criminosos que o vitimaram pavoneando-se impunes – só se compreende como recado subliminar: “Sei bem do que vocês são capazes, dou-me por satisfeito com esta pírrica ‘vitória’, estou conformado e em paz com o passado, tenho uma vida para viver, por favor não me batam mais.”

    Afirmar que houve “instrumentos que se impuseram, no fim de tudo, e que impediram que tivesse ficado impune o gravíssimo erro de que fui vítima” é, mais uma vez, parvoíce ou ingenuidade, já que todos sabemos que impunes continuam, repito, os fautores do crime de que foi vítima. Sim, porque convém sublinhar que Paulo Pedroso foi vítima de crime e não apenas de erro. Erros houve, é certo, o que falta saber é quantos e quais deles foram involuntários.

    Paulo Pedroso poderá, afinal, ter aprendido alguma coisa, mas coisa diferente do que o acontecido devia ter-lhe ensinado, e achou por bem fazer-se de loura, não vão os algozes voltar à carga, com a prestimosa colaboração do esgoto a céu aberto e afins, e reeditar sem qualquer alteração toda a monstruosidade de que foi vítima. É possível que a coisa lhe saia bem, mas eu prefiro (salvo seja) os tomates do mafarrico de estimação dos criminosos incrustados no sistema, de sua graça José Sócrates, com quem aliás nunca fui muito à bola e que só comecei a apreciar na razão inversa das sacanices e do ódio dos mafiosos. O homem não baixa a bolinha, louvado seja!

    Lamento muito, cidadão Paulo Pedroso, mas a justiça do teu país não merece confiança e, quanto à “esperança de que ela melhore”, bueno, é melhor esperares sentado. Não duvido que haja nessa justiça agentes justos, tanto no Ministério Público como nas várias instâncias dos tribunais, mas a possibilidade de o cidadão enredado nas suas malhas pelas circunstâncias da vida apanhar com um ou mais desses justos tem a ver com sorte e não com a alegada confiança que o sistema merece.

  5. Dos erros a seguir descritos (em Janeiro de 2007, há mais de onze anos, caramba!), algum deles foi alguma vez reconhecido pelos seus autores ou pelo sistema de justiça que representavam? Qual ou quais? Quando? De que forma? Com que efeitos práticos?

    Sendo os referidos erros tão obviamente grosseiros, primários e incompetentes, sendo que, para os evitar, teria bastado uma pesquisa de cinco minutos com o auxílio do Dr. Google (que foi o que fez, inicialmente, o jornalista), que efeitos (se os houve) produziram na carreira dos seus responsáveis e no “sistema” de avaliação de que são (se é que são) objecto?

    Será admissível que tenham continuado, e eventualmente continuem, em funções agentes da justiça que – com mentiras objectivas, factuais, sejam elas involuntárias ou conscientes, resultantes de “simples” incompetência ou de deliberada má-fé – se arrogam o direito de justificar a privação da liberdade (do sagrado direito à liberdade!) de um cidadão com tal displicência e ligeireza?

    https://www.dn.pt/dossiers/sociedade/casa-pia/noticias/interior/erros-grosseiros-da-acusacao-na-prisao-de-paulo-pedroso–1611075.html?id=1611075

  6. O soundbyte de eleição da escuta parcialmente transcrita no artigo, na época repetidamente vomitada, até ao enjoo, pelos esgotos a céu aberto (incluindo alguns “de referência”), foi a afirmação de Paulo Pedroso, no diálogo com Ferro Rodrigues, sobre a necessidade de se manterem em “alerta amarelo”, que justificava assim: “Nunca se sabe se não vem um bombardeamento ao Embaixador R… (imperceptível)… Hum… Tá bom.”

    Quanto à realidade factual, de política internacional, que então se verificava e justificava a afirmação, o artigo descreve-a e nunca foi desmentido. Mas há uma coisa que nunca foi esclarecida, apesar de ter (pelo menos) um responsável, o inspector da PJ que ouviu e transcreveu a escuta. A saber: aquando do interrogatório, foi perguntado a Paulo Pedroso a quem se queria referir com o alegado código “Embaixador R…” (que de acordo com o MP seria o embaixador Ritto, assumido pederasta metido à pressão no ramalhete para lhe dar credibilidade), ficando claro que Pedroso não fazia a mínima ideia do que os inquiridores estavam a falar. Depois de ouvirem a escuta, porém, TODOS – Paulo Pedroso, o seu advogado, o magistrado do MP e o próprio juiz Rui Teixeira – concordaram que afinal era perfeitamente audível, e perceptível, a palavra “russo” e não uma palavra “imperceptível” começada por “R”.

    Assim sendo, a pergunta óbvia é a seguinte: se quem ouviu e transcreveu a escuta percebeu perfeitamente a palavra “russo” no discurso de Paulo Pedroso, por que motivo, em vez de transcrever o que com clareza era audível e perceptível, optou por substituir a realidade por reticências e escrever a seguir, entre parênteses, “imperceptível”?

    Por que razão o inspector da PJ responsável pela transcrição transformou o “russo” em “R…”, classificando como “imperceptível” uma palavra que percebeu perfeitamente e convertendo-a, assim, num pretenso “código” que dissimularia uma preocupação suspeita por parte do ex-porta-voz socialista? E será que o fez por iniciativa própria ou de outrem, e nesse caso quem, porquê e com que direito? E como entender que o juiz Rui Teixeira, alegadamente o “juiz das liberdades”, depois de ouvir a escuta e reconhecer a perfeita audibilidade e perceptibilidade da palavra “russo”, tenha declarado que aquela manipulação obviamente incriminatória, que estava a ser usada como justificação para privar o arguido da liberdade, não tinha qualquer importância? Por que motivo não extraiu imediatamente o juiz Rui Teixeira uma certidão que resultasse numa investigação sobre quem, como e porquê tinha produzido a falsificação?

    Passaram onze anos e estas questões continuam sem resposta. Pior ainda, são varridas para debaixo do tapete e, excepto dois ou três malucos, ninguém se lembra de as fazer e da sua importância ninguém parece aperceber-se, nem sequer as vítimas da falta de respostas.

    E depois queixem-se das metástases.

  7. O Paulo Pedroso compreendeu muito bem que, para combater os erros de que foi vitima, erros graves que devemos todos procurar limitar o mais possivel, a pior coisa a fazer e deitar oleo na fervedura pensando que a histeria se cura com mais histeria. Com efeito, o que explica, mas não justifica, os erros cometidos no caso Pedroso, é em grande parte a permeabilidade do aparelho judiciario às histerias da moda (na altura sobre a pedofilia), histerias muito bem representadas nesta caixa de comentarios,

    E’ de se lhe tirar o chapéu porque é dificil alguém manter o espirito calmo e frio depois do que ele sofreu e do preço elevado (e inaceitavel) que lhe custou a disfunção do aparelho judiciario.

    Mais uma razão para ouvir o que ele diz, sem nos deixarmos iludir pelos discursos demagogicos e irresponsaveis do costume, de cariz fascizante (do mesmo tipo do que os que, na altura, reclamavam a cabeça do Pedroso…),que sempre foram, e continuam a ser hoje, os principais obstaculos para a melhoria do funcionamento da justiça e para o respeito efectivo das regras democraticas.

    Boas

  8. o principais obstáculos para o funcionamento da justiça são a incompetência e a irresponsabildade dos agentes judiciais, que fazem o querem , quando querem e nada lhes acontece porque alegam ganhar pouco e não terem meios. acabem com os sindicatos e avaliem estes merdas a ver se coisa não funcenima melhor.

  9. ah… esqueci-me duma coisa, podes meter essas opiniões lambe-botas no cu e ir à merda com o blá…blá…blá… “discursos demagogicos e irresponsaveis do costume, de cariz fascizante”.

  10. De cariz fascizante mesmo. Quanto mais leio alguns comentadores desta tasca, mais compreendo como foi possivel haver 48 anos de fascismo em Portugal, e mais realizo que, apesar das aparências, o perigo da brincadeira se repetir não é tão insignificante quanto gostamos de pensar.

    Boas

  11. ” o sentido da proporções”, Viegas ?! Fritou de vez ?! Não quer explanar sobre a proporcionalidade que tem em mente. Qual a puta da proporção que v encontra entre uma reputação e um vida fodidas e sessenta mil euros, caralho ?

  12. Alves,

    Olhe que em comparação com o que se pratica habitualmente, 60 mil Euros não é desprezivel. Mas a sua pergunta é qual a proporcionalidade com o prejuizo real de uma vida perdida, é isso não é ? Ora bem, qual deveria ser, no seu critério, a dotação orçamental a prever para garantir que a totalidade das pessoas lesadas por erros cometidos na administração da coisa publica seja integralmente ressarcida ? E sobretudo, até que ponto é que v. estaria disposto a ter de pagar mais impostos por causa disso ?

    Ja sei : não é preciso dinheiro nenhum, basta a exposição do(s) magistrado(s) culpados numa gaiola de ferro pendurada no pelourinho até apodrecerem.

    No fundo, o Estado de Direito é uma coisa muito simples.

    Boas

  13. O êxtase “institucional” de Paulo Pedroso é ainda mais comovente se nos lembrarmos dos outros protagonistas da coisa da pia, os que foram gloriosamente condenados pela “ressonância de verdade”, que o extasiado umbigo de PP olimpicamente esquece. “A justiça funcionou”, diz ele, ainda que tarde e a más horas, choraminga civilizadamente, e mal e porcamente, confessarão clandestinamente os dois neurónios desalinhados que ainda lhe restam. “L’État c’est moi!”, o resto da galáxia que se foda!

  14. Viegas, acho que você está propositadamente a usar a linguagem para distorcer acontecimentos. Chamar “erro” ( grosso ou delgado, tanto faz ) ao que sucedeu, é um pobre eufemismo para filha da putice mesmo no melhor cenário. Se o registo aúdio era de facto imperceptivel, porque é que não se dá ao indiciado o beneficio da dúvida e se opta pela versão que mais interessa à tese da acusação ?
    Ou seja: há aqui uma evidente distorção da justiça. O que funciona não é a presunção de inocência;, mas a presunção de culpa. Ora isto não é um “erro”. É uma forma de estar, uma cultura de corrupção do sistema, que tem por consequencia inverter o ónus de prova ao ponto que torna impraticável alguém defender-se do que quer que seja, por muito inocente que esteja.
    Concluindo: não é com “indemenizações” que estas merdas se resolvem. Da mesma forma que não toleramos corrupção na politica, por maioria de razões ( pois os magistrados não são eleitos…)não a podemos tolerar na justiça.

  15. A justiça funcionou = a justiça, neste caso, reconheceu os seus erros e o dever de indemnizar. No meu prédio, ha miudos com 8 anos de idade capazes de perceber isto… Arranjam mais um lugarzinho na gaiola dos magistrados ? E’ para os professores primarios que tinham a incumbência de ensinar a ler ao capacho…

    Boas

  16. Traduzindo : a justiça funcionou= a justiça mandou o contribuinte pagar ao PP e venha o próximo. Para perceber isto nem sequer é preciso saber ler.

  17. O homem é escutado a comentar o bombardeamento americano à coluna diplomática russa no Iraque seis horas depois de ele ter acontecido. Os procuradores mentem, dizendo que tal bombardeamento foi “muito tempo antes” da conversa escutada (o “auxiliar” Pedro Namora chegou a afirmar no correiodamanha, em diatribe contra Mário Soares, que o bombardeamento foi “um mês antes” da conversa… e parece que não lhe caíram os dentes).

    Na coluna diplomática viajava o embaixador russo no Iraque. Os procuradores mentem, declarando despudoradamente que não ia lá embaixador nenhum.

    O acontecimento foi imediatamente divulgado por jornais, televisões e rádios de todo o mundo. Os procuradores mentem, ‘decretando’ que o assunto não teve qualquer importância e “não justificou uma referência especial e destacada da comunicação social”.

    O inspector da PJ que transcreve a escuta opta por falsificar o que ouve, adulterando e substituindo uma palavra proferida clara e distintamente pelo escutado por uma aldrabice que serve como luva as teses dos procuradores.

    Mas nada disto teve qualquer importância. Tudo aconteceu há 15-quinze-15 anos, mas o tempo parece ter sido curto para alguém se lembrar de questionar como e porquê tal foi possível.

  18. E como é que devia ser, no critério do Alves, deviam ficar devedores os sucessores do magistrado morto no patibulo ?

    Boas

  19. “Olhe que em comparação com o que se pratica habitualmente, 60 mil Euros não é desprezivel.”

    68.555 mil euros no prazo de três meses: 14.000 euros por danos materiais, 13.000 euros por danos não pecuniários e 41.555 euros a título de custos e despesa.

    pelas minhas contas não dá para pagar ao celso cruzeiro

  20. “Ja sei : não é preciso dinheiro nenhum, basta a exposição do(s) magistrado(s) culpados numa gaiola de ferro pendurada no pelourinho até apodrecerem.”

    é capaz de não ser má ideia, apesar de não ser original, pois é isso que o ministério público faz há bués em joint venture com o correio do manhólas.

  21. Viegas, não me foda! O que está em causa não é um erro, é uma acção dolosa. Erro é confundir a beira da estrada com a estrada da Beira. Foder um gajo com base numa montagem, é outra coisa. Não se reforma a justiça nem a sua cultura se não houver consequencias exemplares para quem age dessa dorma.

  22. Alves, o registo áudio não era “imperceptível”, a palavra “russo” a seguir a “embaixador” era perfeitamente audível e perceptível, e isso foi imediatamente ouvido e percebido no momento em que, durante o interrogatório, a escuta foi reproduzida e ouvida por todas as partes simultaneamente: PP, o seu advogado, o procurador e o juiz Rui Teixeira, que reconheceu explicitamente o facto mas inacreditavelmente o desvalorizou. Não havia ali qualquer necessidade de dar o “benefício da dúvida” ao indiciado. Se a palavra era clara, por que porra de motivo, em vez de a transcrever claramente, o inspector da PJ atribuído ao MP que a transcreveu escreveu que era “imperceptível”, substituindo-a por uma aldrabice à medida da teoria da conspiração dos procuradores?

  23. Querido Inacio,

    Não estas a defender que o MP, afinal de contas, sempre encontrou uma forma mais eficaz de se fazer justiça sem estarmos a perder tempo e dinheiro com picuinhices relativas ao Estado de Direito e com as outras paneleirices que so lembram aos tristes viegas deste mundo, pois não ?

    Boas

  24. Alves,

    Isso é outra historia : va ja buscar o sacana do procurador e ponha-o em prisão preventiva. E se o homem tiver ainda a lata de protestar que não ha provas, paulada nele. Se depois disso ainda se mostrar renitente, ha por ai esquadras onde sabem como se cortam cabeças…

    Boas

  25. Viegas, percebe-se bem que você quer branquear estas situações. Basta-lhe que um juiz mande o contribuinte pagar a merda que um colega fez, e fica justiça feita. Para o tal colega, foi um acidente de trabalho, mero percalço, ou merda equivalente.É isto o que você defende. Defende que o mesmo MP que não hesitou em acusar a Leonor Beleza com dolo ( i.é, com intenção de matar hemofilicos…) pela importação de sangue contaminado, isenta os seus de qualquer processo, mesmo quando o dolo está à vista de toda a gente. Porreiro, pá !

  26. A coisa é tão vergonhosa que, não lhe passando pela cabeça que a perversidade do sistema pudesse chegar a tal ponto, nem a defesa de Paulo Pedroso se apercebeu das aldrabices até ao dia em que a atrás referida investigação do DN a inquiriu sobre os factos.

    As falsidades, atrás descritas, constantes na contestação do MP ao recurso de Paulo Pedroso do despacho de prisão preventiva têm a data de 24-6-2003 e são assinadas pelos procuradores João Guerra, Paula Soares e Cristina Faleiro. Questões processuais (as cinefilamente famosas “technicalities”) levaram a que este recurso de Paulo Pedroso não chegasse a ser apreciado pelo Tribunal da Relação, o mesmo acontecendo às contra-alegações do Ministério Público por ele provocadas. A defesa apresentou então novo recurso, que suscitou nova resposta do MP. Essa segunda resposta foi apresentada em 20-8-2003, dois meses depois da primeira, e, em magnífico copy paste, repete heroicamente, palavra por palavra, as mentiras do primeiro documento. Dois meses não chegaram aos senhores procuradores (3-TRÊS-3) para se lembrarem de verificar tudo de novo e ver se o que diziam no primeiro documento estava de acordo com a realidade?

    Incompetência? Estupidez? Má-fé? Podem os nossos destinos, a nossa liberdade, estar nas mãos de gente assim?

  27. do Código de Hamurabi (1700 a.C)

    Se alguém trouxer uma acusação de um crime frente aos ansiões, e este alguém não trouxer provas, deve ser castigado com a pena corresponde ao crime.

  28. Alves,

    Ninguém quer branquear coisa nenhuma. Achei importante sublinhar a dignidade, a inteligência e também o elevado sentido civico e democratico com que o Paulo Pedroso, ao publicitar que ganhou o seu processo no TEDH (muito bem ganho), soube compreender que a melhoria da justiça, de cujos abusos ele foi uma vitima particularmente mal tratada, passa por uma atitude critica, mas responsavel.

    Não ha piores criticas do que as excessivas, sem nexo e contraproducentes. Isto é particularmente verdade no dominio da administratção da justiça, onde as pessoas pendem naturalmente para o excesso (medindo a “Justiça” pela bitola do seu interesse pessoal), e onde infelizmente existem pessoas objectivamente interessadas em transformar a justiça (mais ainda do que ela ja é) numa impossibilidade adiada para o dia do juizo final.

    Vamos pôr as coisas noutro pé : se o Paulo Pedroso tem reagido de acordo com a visão histérica e estupidamente maniqueista que anima muitos comentadores deste blogue, o mais provavel seria nem sequer ter introduzido um recurso (nem em Portugal, nem no TEDH), encolhendo-se na vitimização e fazendo da questão um motivo de revolta politica, gritando o habitual “todos podres” ao mesmo tempo que chamaria a ira dos deuses para cima das cabeças dos seus adversarios.

    Felizmente não foi isso que sucedeu. Fez recurso, batalhou e obteve uma decisão que todos os cidadãos potencialmente vitimas de abusos semelhantes poderão invocar em juizo no futuro. Uma decisão que faz avançar concretamente a causa da defesa das liberdades.

    Ganhou a justiça, diz ele, e diz bem. Não ganhou por milagre, nem por espontânea vontade. Ganhou graças a ele, graças à sua pugnacidade, e também com certeza graças ao seu realismo e à sua moderação, que são as condições para aliar a determinação e a instransigência quanto aos principios com a inteligência e a genuina vontade de melhorar as coisas.

    Boas

  29. É preciso entender o Broas. O Broas analfa e pretensioso não passa de um sipaio, um criado, engraxador, venerador e obrigado. O Broas já por mais de uma vez aqui insinuou, mais precisamente gabarolou, que, profissionalmente, costuma nadar (ou, como bom cagalhão, sobrenadar) na ETAR que temos vindo a analisar. O que ele anda aqui a fazer há muito, incansavelmente, é a engraxar os enquistados no sistema para que lhe façam a caridade de umas sentençazinhas e deferimentos favoráveis nos processos e recursos que de outro modo sabe que perderia por manifesta incompetência.

    O objectivo do Broas é simples, ainda que trabalhoso: aproveitar a “tribuna” do Aspirina, que, apesar de burro, não lhe é difícil imaginar que seja monitorizada, para lamber o cu aos corruptos do sistema em que, cagalhão vadio, anda boiando.

  30. capacho,

    “entender” é um exercicio no qual costumas dar-te mal. Contenta-te com ladrar, é mais consentâneo com as tuas qualificações.

    Boas

  31. Viegas, não está em causa a reacção do Pedroso, pelo menos para mim, mas aquilo que você disse sobre ela. Ao elogiar um alegado “sentido das proporções” você está a fazer a apologia duma forma de estar perante a “autoridade” de cabecinha baixa e boina na mão, e a dizer “obrigado”, mesmo quando se está a ser pública e notóriamente enrabado até à medula. Percebo que essa postura é a ideal para o exercicio do poder e a defesa de quem o exerce. Mas assuma isso. Não atire é areia para os olhos da malta pretendendo que não é disso que se trata.

  32. Alves,

    Mas quem é que esta numa atitude de subserviência se o homem atacou o Estado, primeiro em Portugal, depois no TEDH, e se acabou por ganhar ? E’ precisamente o contrario. Uma grande vitoria dos magistrados que vivem no conforto dos abusos, e de todos aqueles que se satisfazem com as carências do sistema, teria sido o Paulo Pedroso baixar os braços e desistir, como infelizmente muitos se resignam a fazer. Mas felizmente, o homem não desistiu, e obteve que a instituição reconhecesse o erro, a par com o dever de indemnizar e a proclamação publica da obrigação de fazer tudo para impedir que novos casos desses sucedam.

    O Alves teria preferido o quê ? Que o homem tivesse levantado um exército de guerrilheiros para ir buscar os magistrados e fuzila-los como traidores ? Ou que tivesse permanecido de braços cruzados na tasca a lamentar-se por ser uma vitima, afirmando que os magistrados e os politicos são todos feitos uns com os outros e que, no dia em que aparecer o Dom Sebastião, esta corja toda ha de ir toda pela sanita abaixo ?

    Francamente, vocês às vezes surpreendem-me…

    Boas

  33. Ó Viegas!!!!
    E se fosses gozar com quem te fez as orelhas, pá?
    É que, se para fazeres o jeito à “classe”, não te importas de fazer figura de estúpido, que não és, não queiras agora, lá do alto da tua sapiência, fazer com que os outros façam a mesma figura de estúpido que tu, por conveniência ou lá porque merda for, estás a fazer.
    Respeita ao menos a inteligência dos outros. Se não souberes como, aprende, coisa que com a tua idade já deverias ter feito há muito tempo.
    Bo(l)as para ti também.

  34. Só faltou o “Ronaldo é o maior jogador do mundo” , para ir de caras para o top do manual de mansidão. Assim, não sei. Também, um gajo a “currar” no Banco Mundial não pode estar totalmente afinadinho com a novilíngua da obediência. Ou pode?

  35. Foda-se, Joe Strummer, ja faltou mais para dizerem que, se calhar, o que aconteceu ao Paulo Pedroso na altura até foi bem feito…

    Boas

  36. Ehehe explica lá isso melhor. Se eu acho que a resposta (e não só) dele é mansa e porque concordo com o que lhe fizeram?

    Este caso deveria ser paradigmático, assim o PPedroso estivesse à altura do que lhe foi feito e da sua importância para a Justiça Portuguesa.

  37. Que parvoice :

    1. A alusão ao lugar no Banco Mundial é tão torpe como as bocas que na altura o acusaram de fazer parte de um complô de pedofilos, desculpa la…
    2. O que é que o Pedroso devia ter feito, na tua ideia, para além da acção que interpôs e que ganhou, para o caso ser paradigmatico ? Explica la isso, a sério, estou curioso.

    Boas

  38. Torpe nada,alude à distância (Washington) . Torpe é a tua cabecinha.

    Obrigar a Justiça a pedido de desculpa no minimo e não fechar o caso com uma nota mansa.
    Já agora responde à pergunta que te fiz aí acima

  39. Ja te respondi : o que é torpe, e da mesma categoria do que as acusações feitas ao Pedroso na altura, é a tua frase engraçuda sobre “um gajo a “currar” no Banco Mundial “, que não tem rigorosamente nada a ver com a distância. Se insistires, posso colocar-te uma terceira vez o nariz em cima.

    Quanto ao resto, bem me parecia que não fazias a mais palida ideia do que estavas a dizer…

    Boas

  40. «Por cima dos danos irreparáveis causados a este cidadão, ergamos uma barricada contra quem usa a Justiça como arma do crime.»
    Valupi

    “Mas a sentença de hoje determina que no fim deste processo há um vencedor, um único, a confiança na justiça e a esperança de que ela melhore…»
    João Viegas

    Contra o parecer final de Valupi o Viegas artificioso vem vender-nos a ideia de que há um vencedor que é “a confiança na justiça”.
    Ora se há um vencedor, necessariamente, há um vencido e se o vencedor é a “confiança na justiça e a esperança que ela melhore” o vencido é Paulo Pedroso. No mundo de valores e juízos da razão prática a lei, mesmo quando aplicada como arma de crime, é para o artificialismo jurídico do Viegas um absoluto inquestionável. A lei uma vez instituída como tal, para o Viegas, é de per si um bem mesmo que cometa o mal, é portanto, para o Viegas um caso de fé religiosa perante uma justiça divinizada que está sempre acima e além de qualquer maldade.
    O Viegas como sacerdote da Justiça vê a justiça como uma autoridade absoluta e a autoridade absoluta tende, por cupidez e corrupção, para a utopia e pensamento totalitário da corporação dos seus sacerdotes.
    O juiz Rui Teixeira, outro Teixeira bacoco, sentindo-se intocável usou do seu livre-arbítrio pessoal face à lei para se auto-promover a grande sacerdote. Para isso e para ser o palco e o actor de sua própria auto-promoção destruiu a honestidade e honra de um homem impoluto lançando-o na lama e na impossibilidade de uma carreira brilhante a favor do país mas, apesar de tamanha velhacaria, Pedroso deve sentir-se agradecido à injustiça, não obstante, justa que o condenou na praça pública e lhe arruinou o futuro.
    É caso para dizer com o Viegas; viva a justiça totalitária mas sempre idílica e voltada para o bem.

  41. Se um motorista profissional tem a infelicidade de provocar um acidente que causa vítimas, mesmo involuntariamente, corre o sério risco de ter pagar do seu bolso uma indemnização às suas famílias e ir para a prisão. Conheço casos. Porque razão a agentes da justiça que praticam erros clamorosos, capazes de destruir irreversivelmente a vida de pessoas inocentes, não acontece o mesmo?

  42. José Neves,

    A citação que me atribuis não é minha, mas do texto linkado pelo Valupi, ou seja, quem diz isso é o Paulo Pedroso. Eu apenas sublinho que é admiravel que ele (Paulo Pedroso), que é a vitima, tenha a distância, a sabedoria e a inteligência de afirmar que esta é a lição que ele tira da sua vitoria e faço votos para que seja, não so lido, mas compreendido.

    Debalde, uma vez que, como se vê pelo teu comentario inteligente, nem sequer foste capaz de o ler. Em contrapartida, disparatar a desproposito é contigo…

    Boas

  43. Lucas Galuxo,

    1. Em primeiro lugar, no caso do motorista profissional, as vitimas vão pedir contas preferencialmente à entidade patronal. Para além disso, o mais provavel é que os danos venham a ser pagos por uma seguradora, como toda a gente sabe. Mas adiante.

    2. Em segundo lugar, nada obsta a que o Estado peça contas aos seus agentes ou que exija que eles lhe paguem o equivalente à indemnização que foi obrigado pagar por culpa deles. Posto no entanto que haja culpa reconhecida, judicialmente e/ou disciplinarmente, como pode muito bem suceder. No caso dos magistrados, salvo situações de abuso que consubstanciem crimes (o que pode acontecer mas é felizmente raro) entende-se que os danos causados fazem parte dos riscos inerentes à actividade judiciaria. Quem julga pode errar, ao que acresce que o juiz que, com medo de errar, se abstem de julgar, comete também um crime (denegação de justiça) e suscita justas criticas, uma vez que é precisamente para julgar que lhe pagam.

    3. Em terceiro lugar, e principalmente, mesmo que procurem responbilizar o juiz, disciplinarmente ou penalmente (o que é normal, pois como é obvio ele não esta acima da lei), não devemos passar ao lado do essencial : o Paulo Pedroso não foi vitima de um complô maçonico, mas da permeabilidade, criticavel mas inevitavel (infelizmente), dos tribunais às histerias popularuchas, na altura a fobia dos pedofilos e a sacralização da palavra das crianças-vitimas, com a ajuda dos psicologos da moda. Isto não sucedeu apenas em Portugal, lembre-se, e o caso do Paulo Pedroso não tera sido, infelizmente, o mais chocante : houve pessoas que se suicidaram na prisão, antes de vir a estabelecer-se que não havia nada de concreto contra elas…

    Portanto o que importa salientar é o seguinte : como o proprio teve a inteligência de perceber, uma das causas do que lhe aconteceu esta directamente relacionada com a forma acritica, irresponsavel, demagogica e infantil com que as pessoas embarcam em discursos alarmistas e teorias da conspiração, dispondo-se a linchar imediatamente o primeiro desgraçado suspeito de ter envenenado fontes.

    Portanto o Paulo Pedroso ganhou, e muito bem, um longo combate contra os abusos da autoridade judicial. Tem agora outro pela frente, combater a ignorância e a histeria, tipica de muitos comentadores do aspirina b, que é a principal força na qual se apoiam os (maus) magistrados quando cometem abusos. Que nunca lhe doa a pena !

    Boas

  44. Joe Strummer,

    Tu gostas do cheiro, não é ? Eis o que escreveste :

    “Também, um gajo a “currar” no Banco Mundial não pode estar totalmente afinadinho com a novilíngua da obediência. Ou pode?”

    Não tenho nada na minha cabeça que se pareça, de perto ou de longe, com o que tens na tua. E ainda bem que não tenho !

    Boas

  45. Esse paragrafo é adversativo do anterior que inclui um localismo. Para a frase ter o sentido que lhe atribuis, o “não pode” tinha que desaparecer e substituido por “tem que”. Pretende tão só sublinhar a distancia ou distanciamento em relação aos novos sinais de obediência, mantendo-lhe a fidelidade.

    Mas tu agarras-te a este pretenso osso como o juiz se agarrou à escuta. Menoridade.

  46. Pois, o teu comentario apenas pretendia responder à duvida geral que pairava sobre as razões da omissão da mais pequena referência ao Ronaldo no texto, e a alusão ao posto para o qual o Pedroso foi recentemente nomeado, assim como o uso da palavra “currar”, serviam apenas para lembrar aos mais distraidos que Washington fica do outro lado do Atlântico. Deve ser.

    Não sei se aquilo a que me agarro é um osso, mas é incomparavelmente mais solido do que aquilo a que estas desesperadamente abraçado, pelos vistos com deleite…

    Boas

  47. A interpretação é tua, mas isso já tinha ficado claro lá atrás.

    Sabes ao menos o que significa “currar”?

  48. “currar” em espanhol/castelhano significa trabalhar e foi nesse sentido que foi empregue, não no sentido português (daí as aspas), de que até desconhecia o significado. Erro meu pela semelhança e desconhecimento, mas não intencional.

  49. Ah !!! Afinal é espanhol para “trabalhar”, donde as aspas !!! Como é que eu não percebi logo ?!? Afinal de contas, o Pedroso até é Espanhol e tudo, e Washington fica num pais da América latina !!! Que perverso e doente mental que eu sou. Mil desculpas meu caro “inocente”.

    Repara no entanto que isto até nem muda grande coisa, a insinuação de que ele tera aceitado um tacho a troco de dizer bem da justiça esta ao nivel dos que, na altura em que ele estava preso abusivamente, achavam que era obvio que o homem tinha participado no regabofe.

    Boas

  50. Não Viegas, eu é que uso por vezes palavras espanholas porque já lá trabalhei e vivi. “Desculpas” aceites.

    Estás a chover no molhado.

  51. OK. Admito a explicação. Por mim, podes tirar as aspas à vontade. Quanto ao resto, de facto, estamos conversados.

    Boas

  52. 1. Em primeiro lugar, no caso do motorista profissional, as vitimas vão pedir contas preferencialmente à entidade patronal. Para além disso, o mais provavel é que os danos venham a ser pagos por uma seguradora, como toda a gente sabe. Mas adiante.

    o mesmo tamém poderia acontecer com a justiça, nada contra desde que os juízes paguem seguro profissional

    2. Em segundo lugar, nada obsta a que o Estado peça contas aos seus agentes ou que exija que eles lhe paguem o equivalente à indemnização que foi obrigado pagar por culpa deles. Posto no entanto que haja culpa reconhecida, judicialmente e/ou disciplinarmente, como pode muito bem suceder. No caso dos magistrados, salvo situações de abuso que consubstanciem crimes (o que pode acontecer mas é felizmente raro) entende-se que os danos causados fazem parte dos riscos inerentes à actividade judiciaria. Quem julga pode errar, ao que acresce que o juiz que, com medo de errar, se abstem de julgar, comete também um crime (denegação de justiça) e suscita justas criticas, uma vez que é precisamente para julgar que lhe pagam.

    se têm medo de errar e não querem pagar o seguro podem trabalhar noutra actividade, i.e. tapar buracos para o instituto estradas de portugal.

    3. Em terceiro lugar, e principalmente, mesmo que procurem responbilizar o juiz, disciplinarmente ou penalmente (o que é normal, pois como é obvio ele não esta acima da lei), não devemos passar ao lado do essencial : o Paulo Pedroso não foi vitima de um complô maçonico, mas da permeabilidade, criticavel mas inevitavel (infelizmente), dos tribunais às histerias popularuchas, na altura a fobia dos pedofilos e a sacralização da palavra das crianças-vitimas, com a ajuda dos psicologos da moda. Isto não sucedeu apenas em Portugal, lembre-se, e o caso do Paulo Pedroso não tera sido, infelizmente, o mais chocante : houve pessoas que se suicidaram na prisão, antes de vir a estabelecer-se que não havia nada de concreto contra elas…

    Portanto o que importa salientar é o seguinte : como o proprio teve a inteligência de perceber, uma das causas do que lhe aconteceu esta directamente relacionada com a forma acritica, irresponsavel, demagogica e infantil com que as pessoas embarcam em discursos alarmistas e teorias da conspiração, dispondo-se a linchar imediatamente o primeiro desgraçado suspeito de ter envenenado fontes.

    Portanto o Paulo Pedroso ganhou, e muito bem, um longo combate contra os abusos da autoridade judicial. Tem agora outro pela frente, combater a ignorância e a histeria, tipica de muitos comentadores do aspirina b, que é a principal força na qual se apoiam os (maus) magistrados quando cometem abusos. Que nunca lhe doa a pena !

    o complô não foi maçónico, foi político e judicial, as denúncias partiram do cds e psd e o ministério público cozinhou uma aldrabice. até instituiram prémios pecuniários para os putos que denunciasse socialistas. o pedroso ganhou nada ou melhor ganhou uma sentença para emoldurar e pendurar no hall de entrada. foi vexado por uma merda que não fez e continua a ser gozado pelo mesmo motivo. se isto tem a ver com dignidade, só se for na escala lambebotista do brochista de serviço aos comentários no aspirina.

  53. “houve pessoas que se suicidaram na prisão, antes de vir a estabelecer-se que não havia nada de concreto contra elas…”

    Pois é, Viegas. E provavelmente isso só não sucedeu ao PP ou a outros que foram enrolados no mesmo lote porque não calhou. E é perante esse panorama que vc fala em “sentido das proporções” por ter havido uma instância que , quinze anos, não sei quantos mil euros e outros tantos enxovalhos depois, vem dar razão ao queixoso ? ! Olhe que é preciso ter lata !

  54. Alves,

    Falo em sentido das proporções a proposito da reacção do Paulo Pedroso. Veja se aprende a ler, de uma vez por todas…

    Mas ja vi que é escusado insistir, o Pedroso cometeu um crime de lesa-majestade e fez uma coisa radicalmente incompreensivel e inaceitavel para os portugas sebastianistas que frequentam esta tasca : não se projectou no papel da Santa Vitima Crucificada disposta a servir de bandeira para mais uma cruzada dos infelizes. Sacrilégio…

    Boas

  55. Bardamerda para essa conversa, Viegas. Pela parte que me toca o PP pode dizer tudo ou não dizer nada que não foi esse o meu ponto. Nunca me passaria pela cabeça atrever-me a tecer considerandos sobre o que irá na alma de quem sofreu o atropelo que lhe foi c oncedido pela justiça que você tanto incensa. O meu ponto é criticar o seu topete quando ousa qualificar a reacção dele de “proporcional”. Como se atreve, quando é por demais evidente que nada nem ninguém o podem reparar por aquilo a que foi sujeito ? Mais: de onde lhe vem a lata descomunal que é precisa para insinuar que atropelos deste calibre sejam atribuidos em abstracto ao Estado ? Cegueira corporativa ? Má-fé ? Você saberá . Mas fica-lhe mal.

  56. Pois, uma parvoice. O Pedroso devia ter ido ter com os magistrados responsaveis e resolvido a questão à pancada, e o Estado não tinha nada que se meter. Isto contando que ele ainda estivesse vivo na altura e que o Tribunal pudesse de facto ter tomado providências, o que supõe que os populares do estilo do Alves não o tivéssem linchado préviamente como violador de criancinhas…

    Lata, em português como em latim, é a sua indignação de pacotilha. Indignação de quem esta habituado a contemplar a vida à mesa do café…

    Boas

  57. O Juiz que permitiu esta babaridade, com os indícios de intencionalidade descritos na investigação de Joaquim Camacho, não pode ficar impune, sob pena de aumentarmos o risco de ocorrencia de outras barbaridades como esta. O combate à corrupção exige a punição de quem corrompe a função judicial, mesmo sem benefício material directo, apenas por satisfação ideológica ou mera negligencia.

  58. E eu que julgava que a corrupção não existia, que era uma invenção para tramar o Lula… Mas força Lucas Galuxo, faz queixa, com os elementos que tens na manga, os magistrados não vão ter outro remédio senão abrir uma instrução a correr, a menos que se sujeitem eles proprios a ser condenados por corrupção. Alias não ha ai juizes que deviam ser condenados e presos por negligência ? Tudo pro chilindro ja !

    Boas

  59. Viegas, não seja burro. Ninguém diz que não há corrupção. Há dúvidas é sobre quem são os praticantes dos actos corruptos.

  60. “Elogio-lhe a compostura de hoje, como lhe invejo a capacidade de ter sobrevivido ao assassínio de carácter e ao processo vergonhoso que lhe deu cabo de parte importante da sua vida. Como membro da comunidade que o tratou de forma tão ignóbil, peço-lhe a minha parte das desculpas que lhe são devidas.”

    Subscrevo nas grandes linhas o que diz Marques Lopes, que não esta minimamente em contradição, nem com o que escreveu o Paulo Pedroso no artigo, nem com os meus comentarios acima.

    Mas, pelos vistos, o Alves continua sem perceber qualquer dos três. Em relação aos meus comentarios, dou o desconto e posso atribuir a incompetência minha, falta de jeito ou de clareza. Ja o facto de ele não compreender, nem sequer procurar ouvir, o que dizem o Pedroso e o Marques Lopes, acho bastante mais inquietante.

    O facto do Alves, e muita gente com ele, continuar a não perceber mensagens destas é a principal razão para temermos abusos como o de que foi vitima Paulo Pedroso, e radica numa postura bem portuga : a crença no mafarrico e a propensão para satisfazer-se com lamurias histéricas, em vez da vontade firme, civica, inteligente e construtiva de mudar as coisas para melhor, que passa por compreender que a justiça não cai do céu.

    Boas

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