Paulo Pedroso e o 21 de maio

«Nesta semana fez 17 anos sobre a detenção de Paulo Pedroso em plena Assembleia da República. O ex-deputado esteve preso preventivamente indiciado por um crime hediondo. Foi libertado, uns meses depois, por nem sequer os indícios terem qualquer fundamento.

Ia agora escrever que entretanto foi caluniado, ofendido de todas as formas e feitios, a sua carreira política promissora destruída e ele olhado de lado em todos os sítios onde se dirigia. Mas não é entretanto, dezassete anos depois, ainda há muito miserável que continua a fomentar a mais nojenta calúnia que um homem pode sofrer.

Não consigo imaginar aquilo por que Paulo Pedroso passou, mas sei que só alguém muito forte e de muito bem com a vida consegue sobreviver a um inferno daqueles.

Deixa-me sempre entre o espantado e o comovido ele não aparentar guardar rancores e ter ultrapassado a ignomínia que lhe fizeram. Mais do que isso, ele querer lembrar o seu exemplo não para se vingar mas para que outras pessoas não passem o que ele passou.

Fica aqui o que ele escreveu no seu Facebook, uma lição de vida de um homem bom: "Continuar-me-á sempre a incomodar a ideia de que hoje mesmo alguém pode estar a passar por um absurdo semelhante e não tenho a certeza de que na justiça tenhamos dado passos decisivos para prevenir tais erros fatais e suas monstruosas consequências. Assim como não estou convencido de que a justiça portuguesa esteja hoje mais disponível para a autocrítica dos seus erros grosseiros do que estava há uns anos. O meu pesadelo acabou. Mas suspeito que o de alguém, que não sei quem é, pode estar a começar hoje e fizemos pouco para evitar que assim seja. Achamos ainda que o inferno destes erros é para os outros e a justiça não sente os seus erros com o peso que a sua centralidade numa sociedade livre exige."»


Pedro Marques Lopes

28 thoughts on “Paulo Pedroso e o 21 de maio”

  1. Há muito, que a justiça está doente, não tem cura. Tem sido tratada com placebos, por falta de coragem dos variados especialistas, que dela se têm ocupado. Jaz no seu leito, em estado comatoso, com o corpo cheio de chagas, para as evitar, uns puxam-na mais para a direita, outros para a esquerda e ainda outros recolocam-na mais ao centro, mas sem efeitos práticos. Está putrefacta e em agonia lenta.

  2. Não é a organização judicial, no seu conjunto, que está doente. São uns tantos provocadores políticos infiltrados nela que a adoecem, mancomunados com jornalistas provocadores ou lacaios que depois fazem a festa. Nas caixas de comentários também aparecem muitos vermes a destilar o veneno…

  3. “Será que o pedroso se não tivesse o irmão no supremo também seria ilibado?”

    o irmão nunca esteve no supremo, mas caso tivesse estado como é que um juiz do supremo tribunal pode ilibar um irmão? explica aí que pela amostra deves perceber do assumpto.

  4. Tentei disponibilizar acima o link para a notícia da CNN (duas vezes, como podem ver), mas não fica linkável na totalidade do endereço, não sei porquê. A quem estiver interessado, sugiro que faça copy paste do dito endereço na notícia do DN e copie para o motor de busca, que foi o que eu fiz, com sucesso.

  5. Veja-se no blogue Portugal Contemporâneo uma imagem bastante realista da “justiça” portuguesa, em particular do papel nefando que nela é desempenhado pelo Ministério Público.
    Ainda nenhum governo democrático foi capaz de cortar as pernas a esse poder fático.

  6. Não é no supremo é no conselho superior de magistratura, mas isso podias ter corrigido em vez de fazer insinuações parvas e sugerir que não houve manipulação de provas.

  7. Verifiquei que o link para a notícia do DN que acima disponibilizei (e a que consigo aceder sem problemas) também não leva a lado nenhum (e também não sei porquê), pelo que a coisa vai em seguida copypastada:

    (Diário de Notícias, 12 Janeiro 2007)

    ERROS GROSSEIROS DA ACUSAÇÃO NA PRISÃO DE PAULO PEDROSO

    Acusado no decorrer do caso Casa Pia, Paulo Pedroso passou a acusador, exigindo ao Estado pelo menos 600 mil euros de indemnização. Hoje, dia de nova audiência preliminar desse julgamento, o DN revela algumas das fragilidades do processo

    Os procuradores do Ministério Público (MP) que investigaram o caso Casa Pia cometeram erros grosseiros na análise de alguns factos que levaram à prisão do político socialista Paulo Pedroso, reafirmando esses erros nas contra-alegações ao recurso da defesa que pedia a libertação, apurou o DN.

    Paulo Pedroso, recorde-se, processou o Estado por prisão preventiva ilegal e pede um mínimo de 600 mil euros de indemnização pelos prejuízos daí decorrentes. A audiência preliminar do julgamento recomeça hoje, depois de uma primeira sessão em Dezembro.

    Após a prisão, em 22-5-2003, do ex-ministro socialista, no âmbito do processo Casa Pia , os seus advogados de defesa interpuseram no Tribunal da Relação de Lisboa um recurso do despacho de prisão preventiva, visando a libertação de Pedroso. Invocava a defesa nesse pedido que os factos “relativos à prova produzida no inquérito” apontavam para “uma forma malévola e intencional a que mãos criminosas puderam deitar mão no sentido de incriminar um inocente”.

    O MP contestou o recurso, em documento com a data de 24-6-2003, assinado pelos procuradores João Guerra, Paula Soares e Cristina Faleiro, que investigaram o caso Casa Pia. Na contestação, os magistrados tecem algumas considerações sobre uma conversa telefónica que havia sido alvo de escuta, entre Paulo Pedroso e o então secretário-geral do PS Ferro Rodrigues, e analisam a explicação que, no inquérito que precedeu a prisão preventiva, Pedroso deu para tal conversa.

    Vicissitudes processuais levaram a que este recurso de Paulo Pedroso não chegasse a ser apreciado pelo Tribunal da Relação, o mesmo acontecendo às contra-alegações do Ministério Público por ele provocadas. A defesa apresentou então novo recurso, que suscitou nova resposta do MP. Essa segunda resposta foi apresentada em 20-8-2003, dois meses depois da primeira — datada de 24-6-2003 –, e repete palavra por palavra, na questão aqui abordada, os erros do primeiro documento.

    O telefonema em questão foi feito por Ferro Rodrigues para Paulo Pedroso em 6-4-2003, com início às 15.04 e fim às 15.11. A transcrição ocupa seis folhas de papel A4 (quatro na íntegra e duas parcialmente), num total de 164 linhas, sobre política geral e questões partidárias. A parte que originou a desconfiança dos procuradores limita-se às cinco linhas finais. Dizem os magistrados do MP que, “depois de falarem de vários assuntos da vida interna do PS e do anúncio do Governo de redução do imposto de sisa, (…), o arguido refere a Ferro Rodrigues que se devem manter em ‘alerta amarelo’, pois nunca se sabe se não vem um bombardeamento ao Embaixador R…”. Para o Ministério Público, o “Embaixador R…” seria o embaixador Jorge Ritto, também acusado no processo Casa Pia, e a referência indiciaria de maneira camuflada a preocupação de Pedroso com o que poderia estar para acontecer no âmbito do caso de pedofilia.

    Jorge Ritto acabaria por ser detido em 22-5-2003 (um mês e meio depois do telefonema entre Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso aqui analisado), mas o seu nome e eventuais ligações a alunos da Casa Pia já vinham sendo referidos na comunicação social desde Novembro de 2002.

    De acordo com os procuradores, Paulo Pedroso, quando foi inquirido, alegou inicialmente que não se lembrava a que embaixador se referia na conversa, sugerindo embora algumas hipóteses de explicação. Depois de ouvir a gravação, porém, escrevem os procuradores que “passou a afirmar que, afinal, o referido embaixador [seria] o embaixador russo no Iraque”. E continuam os magistrados: “A perplexidade, pelo menos no que ao Ministério Público diz respeito, manteve-se. Apesar de ser verdade que uma coluna diplomática russa foi bombardeada, de surpresa, pelas tropas americanas quando entraram no Iraque, na recente guerra que aí teve lugar, [1]isso aconteceu muito tempo antes de tal conversa, [2]não envolvendo qualquer embaixador, e este episódio, de importância irrelevante para a vida do País, que não foi determinante no resultado ou no curso da referida guerra [3]e que, por isso, não justificou uma referência especial e destacada da comunicação social, não é propriamente uma alegoria que comummente se use para se justificar um estado de alerta.”

    O problema com esta breve citação do extenso documento do MP é que, em poucas palavras, são cometidos três erros grosseiros, três inverdades facilmente verificáveis através de diligências simples como a consulta à comunicação social da época, que foi o que o DN fez. Recorde-se que Paulo Pedroso estava então preso preventivamente e tais erros integravam um conjunto de argumentos que tinha um único objectivo: convencer o Tribunal da Relação a mantê-lo na prisão. Assim:

    [1] O bombardeamento norte-americano à coluna diplomática russa que tentava abandonar o Iraque não aconteceu “muito tempo antes de tal conversa”, como diz o MP, mas exactamente no mesmo dia, 6-4-2003, meio-dia de Bagdad, nove da manhã em Lisboa. A transcrição da escuta situa-a entre as 15.04 e as 15.11, ou seja, seis horas depois (hora portuguesa) do bombardeamento da coluna diplomática russa, amplamente noticiado por televisões, rádios e jornais online logo nesse dia, como ainda hoje pode ser comprovado (ver https://www.cnn. com/2003/WORLD/meast/04/06/sprj.irq.russian.convoy.attacked/, site da televisão norte-americana CNN, e também o diário britânicoThe Independent, em https://news.independent.co.uk/world/ middle_east/article114007.ece, entre outros).

    [2] Também ao contrário do que diz o Ministério Público, quando afirma que tal episódio “[não envolveu] qualquer embaixador”, o embaixador russo no Iraque ia de facto na coluna atacada, o que se confirma facilmente nos sites acima referidos da CNN e do The Independent, ou no DN do dia seguinte, 7-4-2003, página 5. De acordo com a CNN, “uma bala atravessou a janela do carro do embaixador Vladimir Titorenko, passando entre ele e o condutor”.

    [3] Finalmente, o MP também erra quando declara que o acontecimento, “de importância irrelevante para a vida do País, (…) não justificou uma referência especial e destacada da comunicação social”. O DN do dia seguinte, 7-4-2003, dedica-lhe quase uma página inteira, em artigo que afirma, logo no início: “A coluna diplomática, que evacuava o embaixador russo, foi ontem alvo de fogo cruzado entre as forças iraquianas e americanas.” Também as estações de televisão, tanto portuguesas como estrangeiras, lhe deram amplo destaque, logo no próprio dia 6-4-2003.

    A Rússia era então um forte opositor à invasão do Iraque pelas forças dos EUA e o bombardeamento de um embaixador russo por militares norte-americanos podia agravar uma situação internacional tensa. Paulo Pedroso era na altura, recorde-se, porta-voz do Partido Socialista, principal partido da oposição, e Ferro Rodrigues o secretário-geral.

    ESCUTA: EXCERTO DA CONVERSA ENTRE PAULO PEDROSO E FERRO RODRIGUES

    CD nº: B

    Alvo nº: 20445

    Nº da sessão: 485

    Número do destinatário: (…) – Paulo Pedroso (PP)

    Número a chamar: (…) – Ferro Rodrigues (FR)

    Início da sessão: 06/04/2003 – 15h04m58s

    Fim da sessão: 06/04/2003 – 15h11m30s

    ——-

    (…)

    FR: Não, mas eu há bocado… (imperceptível)… que tinha a Raquel Alexandra que fez ali uma coisa de três minutos com o Marques Mendes… (imperceptível)…

    PP: Que tu deixaste o país em estado de emergência, não é?

    FR: Claro.

    PP: Pois, eu vi também… eu vi não, ouvi na T…

    FR: Eu preciso responder a isso.

    PP: Eh pá! Isso eu procurei responder em Setúbal. Não sei se a TSF vai passar. Mas pronto vamos ver…

    FR: Mas aquilo não era a TSF, era a televisão, pá.

    PP: Ah! Mas é que eu pensava que era só a TSF.

    FR: Não, não…

    PP: Vamos ver, pá. Vamos ver. O.K.

    FR: Prontos. Então mantemo-nos em contacto.

    PP: Tá bem…

    FR: Se for preciso também eu vou ao Rato e digo…

    PP: Não. Portanto, é assim… é assim eu acho que nos devemos manter os três em… em alerta amarelo, não é?

    FR: Tá bem…

    PP: Nunca se sabe se não vem um bombardeamento ao Embaixador R… (imperceptível)… Hum… Tá bom.

    Contra-alegações do MP para impedir libertação de Pedroso

    ‘[A] escuta transcrita na sessão n.º 485 (…) traduz-se numa conversa decorrida no dia 6.04.03 entre o arguido e o deputado Ferro Rodrigues. (…) Apesar de ser verdade que uma coluna diplomática russa foi bombardeada (…) no Iraque, (…) isso aconteceu muito tempo antes de tal conversa, não envolvendo qualquer embaixador, e (…) não justificou uma referência especial e destacada da comunicação social.’

  8. Ia dizer que concordo com o Julio mas as informações disponibilizadas pelo Camacho são de facto confrangedoras. No minimo, houve manifesta complacência com o erro cometido e vontade de não o ver para não ter de o sancionar. Não sei se chega para disqualificar o poder judicial total e definitivamente, mas que que se trata de uma mancha muito séria a pedir decisões firmes para impedir que isto volte a acontecer, isso parece-me inegavel… Sabia da condenação pelo TEDH, mas confesso que não imaginava o que se entendia por erro grosseiro. De causar calafrios.

    Boas

  9. As calúnias e todo o mal feito a Paulo Pedroso, não acabaram totalmente. Ainda hoje há quem insinue (vidé comentário acima) a sua culpabilidade e que a sua libertação derivou, tão só, da influência dum seu irmão, o qual na altura até se demitiu das suas funções para melhor poder apoiar o irmão. Mas, lá está, o dano causado continua a perdurar até hoje , Os caluniadores nunca desistem, mesmo que a justiça nada tivesse provado.

  10. À mulher de César não basta ser tem de parecer. É assim com o Sócrates,é assim com os submarinos do Portas,é assim com a casa da coelha e as ações do Cavaco , é assim com os milhões do Lima, e é assim com todos aqueles que não olham a meios para atingir fins. O Pedroso é um deles pois beneficiou de informação privilegiada através do irmão.

  11. Ò Eu próprio:
    Então, a transcrições de escutas judiciais, tu contrapões impressões tuas,sem o menor respaldo ?
    Assim não se pode trabalhar…
    …ainda que sejas o retrato vivo da mulher do César!

  12. “O Pedroso é um deles pois beneficiou de informação privilegiada através do irmão.”
    explica aí como é que um conselheiro superior da magistratura tem acesso a um processo em fase de investigação e consegue manipular provas para ilibar um irmão? se fosse director do correio da manhã era capaz de concordar contigo, assim acho que além de aldrabão tamém não percebes nada do assumpto. gostas é dizer coisas, armar confusão e sair de fininho para outra.

    . não é nem foi assim com o sócras, até ver foi acusado de tudo e nada foi provado.
    . os submarinos do portas tiveram julgamento e culpados na alemanha. em portugal, os mesmos que acusaram o sócras abafaram a investigação e até o jacinto capelo rego gozou com a cena.
    . coelha e acções bpn do cavaco/filha, os mesmos que acusam o sócras não investigaram pevide, ficaram-se pelas justificações do ex-presidôncio que não se lembra do que se passou.
    . o lima teve o azar de aviar a avózinha em maringá e a prisão em portugal deu jeito para se safar do processo brasileiro.
    . a mulher do césar, desconheço acusação ou existência de processo. não comento provérbios e não acho que os mesmos possam substituir a lei.

  13. ” não é nem foi assim com o sócras, até ver foi acusado de tudo e nada foi provado.”

    Pois é tens razão, mas no caso do Pedroso houve uma cirurgia que não foi investigada.

  14. Para acrescentar medo ao susto:

    Do “Auto de Interrogatório de Arguido Detido” de 21-5-2003 [Paulo Pedroso], pelo juiz de instrução Rui Teixeira:

    “Tendo-lhe sido dado a escutar o teor da sessão em causa [sessão 485], esclarece que a mesma respeita à forma como o PS deveria reagir à posição assumida pelo Governo após um Conselho de Ministros extraordinário (…) em função do breefing (sic) final, de decidir quem do PS iria responder, se o próprio, se o Dr. Ferro Rodrigues, se Eduardo Cabrita. A referência a alerta amarelo respeita assim à necessidade de ter em atenção o resultado de tal breefing (sic). A referência ao embaixador está incompleta, já que aquilo que disse foi embaixador russo. Referia-se ao episódio ocorrido durante a guerra do Iraque, em que o embaixador russo foi bombardeado de surpresa pelas tropas americanas.” [pág. 4]

    “Também deve frisar-se, dentro das amplas e pormenorizadas explicações dadas pelo arguido, o facto de só agora na audição se ter detectado, na sessão 485 do alvo 20445, uma palavra essencial, que não constava da transcrição escrita que lhe foi notificada e que explicita claramente todo o sentido das suas afirmações nessas conversas.” [Dr. Celso Cruzeiro, advogado de Paulo Pedroso, pág. 10]

    “Por fim, na sessão n.° 485, a história do alerta amarelo está minimamente explicada e, na verdade, toda a conversa girava à volta de um tema de política e uma inflexão de discurso, no final, não parece curial. Se o embaixador era o russo ou não, temos algumas dúvidas mas o que é certo é que tal pode ser uma das percepções do discurso e nesse caso a conversa faz sentido.” [Despacho do juiz de instrução Rui Teixeira no final da diligência acima, determinando a prisão preventiva de Paulo Pedroso, pág. 14]

    O juiz Rui Teixeira tinha “algumas dúvidas” sobre “se o embaixador era o russo ou não”, mas dúvidas não teve de que foi “russo” que Pedroso disse e não “R… (imperceptível)”, como o inspector da PJ escreveu. Inacreditável é que não tenha mandado extrair imediatamente uma certidão e determinado a abertura de uma investigação aos motivos que levaram o referido inspector a tão grosseira deturpação, necessariamente deliberada, uma falsificação que justificava a acusação a Paulo Pedroso com uma inventada proximidade a Jorge Ritto. Não esquecer que Ritto, independentemente da verdade ou não das acusações concretas de que foi alvo no processo da pia, era um conhecido pederasta. Gostava de papar meninos, de por eles ser papado ou as quatro ao mesmo tempo, resta apenas saber se os meninos que papou ou o papavam ou as cinco ao mesmo tempo foram aqueles ou se foi metido no pacote apenas para dar credibilidade à manobra contra Paulo Pedroso e outros.

    Resta-me dizer que no artigo do DN acima citado estava prevista uma caixa que rezava assim:

    “PALAVRA AUDÍVEL CLASSIFICADA COMO ‘IMPERCEPTÍVEL’

    Ouvido pelo DN, Celso Cruzeiro, advogado do político socialista, reafirma o que declarou na altura da prisão, depois de ter ouvido a escuta: na gravação percebe-se perfeitamente que Paulo Pedroso diz ‘embaixador russo’ e não ‘Embaixador R…’, como reza a transcrição. Por que razão o inspector da Polícia Judiciária que a redigiu transformou o ‘russo’ em ‘R…’ — classificando como ‘imperceptível’ uma palavra audível e convertendo-a, assim, num pretenso ‘código’ que dissimularia uma preocupação suspeita por parte do ex-porta-voz socialista –, bem como se o fez por iniciativa própria ou de outrem, quem e porquê, são perguntas por enquanto sem resposta. Tais questões poderão eventualmente ser esclarecidas no processo que Paulo Pedroso intentou contra o Estado, cujo julgamento recomeça amanhã.”

    Digo que esta caixinha estava “prevista” e digo bem, porque da “previsão” não passou, mas ainda tenho na minha mão (estou a olhar para ela) a maquete onde estava desenhada, prova de que a baronesa Brunilde von Alzheimer não me está a baralhar as sinapses. Era um bom complemento para o resto da peça, reforçando o susto necessário e já então urgente, e poderia ajudar muito dorminhoco a acordar para a barbaridade a que assistíamos. Acontece, porém, que o editor da secção onde o trabalho foi publicado a eliminou do ‘produto final’. Porquê? O autor da investigação comunicou-lhe, ingenuamente, que o facto tinha praticamente passado despercebido, não merecendo qualquer destaque, com apenas uma ou duas referências muito bem escondidas em publicações que disfarçavam a extrema gravidade do assunto. Porque o nome da coisa, sem qualquer margem para dúvidas, é apenas um: ADULTERAÇÃO DE PROVAS. Se isso já foi referido, decretou o excelentíssimo editor, não vamos repetir a informação. Bem protestou o autor da prosa que a referência havia sido mínima, e que de informações repetidas para enquadramento de informações novas estavam os jornais e o inferno cheios, mas debalde, manda quem pode, desarrisque-se a coisa.

    Quem quiser saber quem foi o editor em causa pode, com a data de publicação, consultar a colecção do DN na Biblioteca Nacional. Largará, certamente, uma bela gargalhada e dará muita coisa por explicada.

  15. inventada está mal escrito. é o que dá andar anos na cofinagem: mestrado em caralhística e agrimensor em loteamento de pintelheiras.

  16. Ò Camacho:

    Já que estás numa de serviço público, faz o favor de poupar pesquisa à malta e estampa aí quem foi o editor que referes.
    Obrigado.

  17. O editor da mensagem que diz “ Catalina Pestana sobre Paulo Pedroso. 2010-09-03. Este arquivo de vídeo não pode ser reproduzido.(Código de Erro: 102630) “ talvez tenha sido o editor 3.342.532,88 euros .

    O videi não está acessivel mas o teor sim, “Catalina Pestana sobre Paulo Pedroso – Antiga provedora da Casa Pia diz que acredita no envolvimento do deputado “.
    Link :
    https://tvi24.iol.pt/videos//catalina-pestana-sobre-paulo-pedroso/53f4d442300428fec6fb8be2

    Também aqui, no JN, que se reporta a uma entrevista dada a outro jornal, Catalina volta a referir Paulo Pedroso, “ 28 Fevereiro 2008 às 20:37. Catalina volta a referir Paulo Pedroso
    A ex-provedora da Casa Pia volta, na entrevista ao Sol publicada em Outubro de 2007, a afirmar a sua convicção de que Paulo Pedroso não é inocente no caso de pedofilia “
    Link:
    https://www.jn.pt/nacional/dossiers/julgamento-casa-pia/ultimas/catalina-volta-a-referir-paulo-pedroso–888546.html

    E aqui tem o busilis da questão, e que era o que se impunha ver explicado, e não as conversas em código, das escutas telefónicas.

    “Quando Paulo Pedroso, em cuja inocência acreditara, foi preso, o que fez?

    Telefonei ao ministro Bagão Félix e pus o meu lugar à disposição. E expliquei-lhe: “Sou amiga pessoal do dr. Paulo Pedroso e admito que as pessoas pensem que não vou agir em relação a ele da mesma maneira que agi em relação aos outros, aos que os miúdos acusam de os terem abusado”. Ele respondeu-me: “Isso é impensável, não pode deixar agora os miúdos”. Fui para o meu gabinete e tinha uma dor tão forte no peito que mandei buscar uma garrafa de uísque, que o anterior provedor lá deixara. Não bebo, mas precisava de tomar um vasodilatador. E disse para os meus adjuntos (a Olga e o senhor Carlos): “Depois disto, só me espantarei se me disserem que o meu filho é abusador. Nessa altura, sento-me neste tapete e morro”. Foi para mim um choque muito grande. No dia a seguir, um aluno que me tinha falado em Paulo Pedroso telefonou-me e disse-me que tinha sido o dia mais feliz da sua vida. Aquilo incomodou-me muito, mas perguntei-lhe porquê. “Porque ninguém acreditava em mim”, respondeu. Depois apareceu no meu gabinete e contou-me tudo, nomeadamente descreveu-me sinais do dr. Paulo Pedroso que eu ia sempre tentando desmontar: “Mas isso podias ter visto numa piscina!”. E ele contrapunha: “E os sinais que estão por baixo dos calções, como é?”. E eu fui murchando, como um balão que vai esvaziando. Nesse dia, falei com amigos comuns, que que estavam desfeitos, como é evidente. Mas, depois de falar com o rapaz, eu já não era a mesma pessoa. “

    Link:
    https://ionline.sapo.pt/artigo/639755/catalina-pestana-admito-que-alguem-tente-branquear-esta-historia-?seccao=Portugal

    Escolheu bem o advogado, o Celso Cruzeiro, hehehe …
    Esteve na crise academica de fins dos anos 60, e conhece muito bem, entre muitos outros, por exemplo, Alberto Martins, que viria a ser Ministro da Justiça, e, claro, muitos ex-colegas, que agora são juizes e magistrados do MP, etc.
    As antigas relações de camaradagem dos tempos estudantis, contribuem sempre para construir uma rede que só não é favorável à independência.
    E já nem digo nada quanto à Macarronaria .

    Valupi, é um manipulador, que devia ter um mínimo de consciência, e respeito, por, pela sua actividade, arrastar para aqui – para além dos habitués aparelhistas do PS, – pessoas simples, que pelo seu passado de vítimas – seja o caso dos traumatizados da guerra colonial, seja o de todos aqueles que por algum modo, se sentem, ou foram, vítimas de alguma injustiça – se prestam ao papel de associação a caso(s) com os quais, nada têm a ver, não existe nenhuma relação, e sendo portanto, presa fácil, de associação por simpatia .

    Tenha mais responsabilidade !

  18. “Fui para o meu gabinete e tinha uma dor tão forte no peito que mandei buscar uma garrafa de uísque, que o anterior provedor lá deixara. Não bebo, mas precisava de tomar um vasodilatador.”

    ahahahahahahah… a piada está feita. teor de credibilidade é 45º e 70 anos em casco de carvalho.

    arranja outra que esta era fraquinha

  19. Ó Val tenta ser imparcial e não branquear o que já é sujo. Não achas estranho um gajo do psd vir defender um gajo do ps?
    Há gajos que não olham a meios para atingir fins ou subir na escala.
    Foi assim com o carlos cruz foi assim com o rito e o pedroso idem.
    Ó Val deixa estar assim não mexas mais.

  20. Ó Val diz aí ao Lopes que o Bruno de Carvalho foi ilibado não tem culpa nenhuma e está totalmente inocente.
    Tás a ver é mais um gajo que foi injustamente caluniado.

  21. O pantomineiro do comentário das 7:56, projecta nos outros aquilo que pensa e faz .

    Só come carne certificada, e desde há um tempo para cá, maturada há mais de 100 anos, e, enquanto tenta descascar o picolé que lhe saiu em sorte e aguarda guloso pela sobremesa extra, a banana flamejada a 75 graus, escorrega na dita e estatela-se no panteão que Valupi referiu como o local a que vão parar todos os que se recusam a pensar porque dá trabalho .

    Se melhor tivesse refletido, logo teria facilmente deduzido, que, qualquer advogado minimamente manhoso, teria aconselhado ao visado que explicasse que os sinais íntimos identificados, se deviam ao facto de o acusado praticar nudismo conjuntamente com o embaixador russo, e, que o alerta amarelo, era uma alusão à necessidade de o estafeta levar o protetor solar, dado o risco de queimadoras solares, e bem assim, e adicionalmente, levar um guarda-sol, para proteger o embaixador do bombardeamento das cagadela das gaivotas, que poderiam provocar um incidente diplomático.

  22. Se alguém vir o sinal que eu tenho aqui,mesmo na base da glande, quando o entender tornar público acusando-me de abusador, tal será prova bastante ?
    Já o ferrador do “Amor de Perdição” dizia: em Portugal, uma testemunha a dizer que viu e duas que ouviram dizer e lá vai um homem dançar na ponta de uma corda!
    Volta Camilo !!! A messe é imensa e mal começada está |

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