Parem as máquinas

O melhor texto de reflexão política neste período eleitoral tem a autoria da Alda Telles. É de uma inteligência tectónica tão acutilante que está fatalmente condenado ao ostracismo. Ironicamente, foi publicado num dos antros do ódio blogosférico a Sócrates e ao PS, por isso não surpreende a recepção calada e ressentida que teve, inclusive do próprio sujeito que a convidou a escrever.

A Alda tem poiso certo no Lugares Comuns.

10 thoughts on “Parem as máquinas”

  1. O texto, para além de bem escrito é premonitório servindo de aviso à navegação. Será, de facto, grande pena se ficar mergulhado e votado ao ostracismo, pela minha parte dar-lhe-ei toda a publicidade que puder.

  2. É muito bom, mas ainda é pouco. O apelo do irresponsável, diria mesmo INIMPUTÁVEL FILHO-DA-PUTA que é o Medina Carreira configuraria, num País decente, um grave crime constitucional, pois não passa de um apelo a um crime de lesa-Pátria, que constitui um golpe-de-Estado militar ou, pior ainda, uma guerra civil, quente ou fria. Com esta gente à solta e tantos outros entorpecidos, é bom que estejamos mesmo preparados para tudo.

  3. Li este post e fui ler o livro.

    São (os dois) os melhores comentários a toda esta desgraçada tragédia – a vista e a anunciada -. E o post com a vantagem de ter percebido e feito perceber genialmente como as farsas se montam sobre a repetição das tragédias. E como é indigente a redução da leitura do que Alda Telles diz a um panegírio à árvore Sócrates, sem atentar na floresta Portugal e todos nós

  4. Val, não posso fingir que não li este post, porque o aspirina é das minhas leituras diárias. E assim sendo, não posso deixar de agradecer o seu exagerado comentário. Assim como a inegável postura democrática e civilizada de Pedro Correia.

  5. Alda, qual é a parte exagerada, tendo em conta que estou a exprimir a minha subjectividade? Quem agradece somos nós, o texto está uma maravilha – tanto no conteúdo como na forma.

    Quanto ao Pedro Correia, não seria capaz de avaliar os modos pelos quais esse sujeito representa a democracia e a civilidade (ou talvez a civilização), por isso não entendo a referência, mas o seu comentário ao que escreveste é uma manifestação de ressentimento. Isso é indisfarçável. Ao contrário do que costuma fazer com todos os outros convidados, não deixou qualquer elogio, sequer de circunstância, refugiando-se em tábuas e acabando por enaltecer o seu blogue (?!). Tem isso alguma importância? Nenhuma, mas como trouxeste o assunto, estou a dançar de acordo com a música.

  6. O texto de Alda Telles é de uma lucidez que doí. Compreendo por isso que, no auge de uma peleja movida a ódio, muitos não entendam tal texto, até porque o ódio sempre se sobrepôs à Razão e é o melhor dos lenitivos para a Dor.

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