Parabéns a vocês – II

Em nome de todos vocês, muito obrigado pelas generosas mensagens de parabéns. Este blogue é uma aberração segundo as regras não escritas dos blogues colectivos. Já esteve para acabar em 2006, menos de um ano depois de ter começado (aliás, apenas 4 ou 5 meses depois). De lá para cá, repetiram-se as ocasiões de fechar a porta, de acordo com os inevitáveis ciclos de conflito e desgaste nas relações humanas. É essa, também, a beleza deste meio de comunicação, a leveza com que se inicia e acaba, a irrelevância disto, destes milhões de sinais gráficos que se deixam ao abandono. Tudo palha, que tanto pode ser pasto como fogueira.

O João Pedro da Costa, meu primo por homografia, tem a sabedoria indicada para lidar com o bicho: um blogue não passa de HTML. Hiperverdade.

25 thoughts on “Parabéns a vocês – II”

  1. joão viegas, se ele é o meu príncipe ainda não fui informado. Quanto à homografia e à brincadeira dos primos (posto que não o somos), é algo que por respeito à inteligência dos presentes não irei explicar.
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    Jnascimento, é isso mesmo: que a lucidez ganhe cada vez maior poder no nosso discurso.
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    Sinhã, deixa ir, são sementes.

  2. Val,

    Devo considerar que não faço parte dos presentes ou que me achas demasiado inteligente para entender o que raio queres dizer com “primo por homografia” ? E’ que fiquei curioso. Talvez a palavra homografia tenha um sentido que não conheço e exista um conceito de homografia… homografo. Seria ?

    Bom, o que vale é que existe a aspirina para esse tipo de dores de cabeça…

  3. Ó homem, viegas!, temos o mesmo apelido. Homografia: os mesmos sinais gráficos. Mas não há o laço familiar. Ou melhor, passou a haver, pois o considero da minha família por inerência da amizade.

  4. Não estou desde o início mas espero estar até ao fim! Só saio se for empurrado. É esta a perspectiva actual. Gosto de trajectos longos – 30 anos num Banco, 31 anos no jornalismo, primerio como colaborador depois como redactor efectivo e com carteira profissional, muitos anos em A BOLA, muitos anos no SPORTING, muitos anos na REvista LER. Aqui estou para dar o melhor de mim que são os meus poemas e as minha crónicas. Valupi é o chefe de redacção que aguenta o barco. Mas é mais. Se o «aspirinab» fosse um barco italiano ele seria capitano e marinaro ao mesmo tempo…

  5. Então, quanto muito, pode ser teu homografo (mas entre Valupi e João Pedro da Costa, não vejo bem os mesmos sinais graficos, nem sequer noutra ordem).

    Sera também, talvez, teu primo por eleição, mas nunca por homografia. A não ser que o consideres como o teu primeiro…

  6. joão, pois, entre Valupi e João Pedro da Costa não se vê homografia. Lá isso é a mais inquestionável das evidências. Mas as pessoas são parentes através dos apelidos, não dos pseudónimos.

  7. Que eu saiba, as pessoas não são parentes atravês dos apelidos. Ainda que o fossem, não vejo como poderiamos chamar “homografia” a esse fenomeno…

  8. Sinhã,

    De facto, estou (estava) no intervalo para almoço. Mas “bife de peru” é um contrasenso, com ou sem cogumelos…

  9. Ó homem, viegas!, temos um apelido comum, mas não temos laços familiares. Já agora, diz lá qual é a tua definição de homografia, que eu começo a ficar preocupado com os dicionários que andas a consultar.

  10. Primo: LOL. O joão viegas também é meu homógrafo por nome de baptismo. O que faz dele o teu primo homógrafo de segundo grau. Tudo isto é muito simples e faz extremo sentido.

    (Hilariantes as especulações sobre a tua persona extra-HTMéLica que povoam o HTML. É um pouco como tentar saber se o pão é fresco numa sapataria.)

  11. Primo, a consanguinidade homográfica tem capítulos gloriosos que permanecem por grafar. Mas, por agora, temos mais é de nos começar a bater pelo direito aos casamentos homógrafos. Há muita discriminação por aí de que ninguém fala.

  12. Vejo que falas desse flagelo do HTML luso que é a homografofobia. Meu único receio é que o casamento homógrafo seja um porta de entrada para a adopção por casais homógrafos. Já viste a chatice que é ter de dar duas vezes o mesmo apelido a um(a) infante?

  13. A chatice dos casamentos homógrafos agrava-se à medida que as sucessivas gerações vão acumulando os mesmos apelidos, já para não falar nos nomes próprios, podendo gerar casos de homografitoxitose, uma maleita de intensa monotonia e confusão nominal.

  14. Eu sou omografo .Por defeito, na questão das formas graficas gosto de tudo em pratos limpos.

    Parabens atrasados da Blondewithaphd. Acho que é essa a tradução…
    Só espero é que quando fizerem o filme ponham o meu nome nos créditos finais como Best Boy:))

  15. …umas vezes, fico na dúvida se vejo bem. Porque afinal o que vejo não é o que parece, o que me parece, porque a outros parece não ser o que vejo.
    Outras, na incerteza de ouvir mal, porque o que oiço é diferente do que outros disseram que ouviram.
    Concluí, então, que não vemos e ouvimos de igual forma. E que igualmente exista quem não queira nem ouvir, nem ver, mas verborrear e discorrer sobre o que outros dizem saber.
    E lembrei-me então de orelhas e palas: na verdade um burro nunca verá o horizonte da águia.
    Como diria um estadista alemão, um blogue não passa de HTML, mas nem todos têm o mesmo horizonte.
    Parabéns Aspirina B.

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