Para que queres uma boca tão grande, crocodilo?

Independentemente da distorção nos cadernos eleitorais causada pela ineficiência com que são actualizados – e cuja causa para tal será sórdida e a merecer intervenção urgente das autoridades – levando a valores de abstenção hipertrofiados, estas eleições legislativas registaram uma baixíssima participação face às graves incógnitas do momento económico, social e político. O problema da elevada abstenção discute-se em Portugal desde os anos 90, ou até finais de 80, passada a efusiva participação no período após o 25 de Abril e a progressiva constatação do fenómeno. Há várias explicações ao dispor nas ciências sociais, descrevendo e ilustrando a inevitabilidade de tal afastamento eleitoral dos cidadãos nas sociedades que vão amadurecendo o seu regime democrático, mas há também um peculiar factor que teve influência decisiva neste 5 de Junho: a promoção, nalguns casos com consequências epidemiológicas, de uma cultura populista anti-políticos e anti-partidos.

Quem alimentou esses sentimentos de ódio e pulsões pessimistas, destrutivas e catastrofistas estava na oposição à direita, tendo obtido o apoio passivo e activo da oposição da extrema-esquerda. O objectivo foi o de sempre: desgastar e boicotar o Governo apenas porque… era o Governo! Manter elevado o estado de insatisfação popular surgia como o mínimo dos mínimos – ou a essência mesma – do que estes partidos consideravam dever ser o exercício opositor. Ao mesmo tempo, porque nem tudo é racional embora seja racionalizável, a liderança reformista e carismática de Sócrates ia acumulando inimigos e desvairados desejos e juras de vingança. O caldo de ódio que se despejou na multidão também embriagava os cozinheiros, cada vez mais catatónicos na sua imobilizadora impotência e nos frenéticos delírios conspirativos e persecutórios. No pináculo desta vaga raivosa, e num assomo de irresponsabilidade demente, assistimos boquiabertos ao espantoso momento em que um Presidente da República, no Parlamento e em acto solene de investidura, maldisse a classe política, pediu suspeitos sobressaltos cívicos e legitimou uma manifestação que tinha nascido envolta em ambiguidades várias que sugeriam o repúdio radical dos partidos e do regime, a qual se temia pudesse originar actos de violência.

Porém, foi a comunicação social quem mais contribuiu para a decadência do espaço público. A revolta dos jornalistas contra o Governo, e o cerco que fizeram a Sócrates, nasceu de uma confluência irresistível: patrões, chefes, audiências e vaidades. Só isso explica a abjecção do que foi a informação e debate político na TVI de Moniz e esposa, mais a SIC em oposição a outrance e a RTP crescentemente desavergonhada no apoio ao PSD. A isto juntam-se jornais e rádios onde se fazia tiro ao alvo aos socialistas sem descanso. O ponto que se pretendia alcançar foi perfeitamente sintetizado na projecção que ganhou o caduco e irrelevante Medina Carreira. Ele era a voz de todos aqueles que queriam explicações básicas para problemas incompreensíveis. E ele tinha uma explicação para oferecer febril, depois de obrigatoriamente agitar gráficos desenhados à mão em folhas A4: corra-se com esta corja dos políticos e dos partidos e entregue-se o País nas mãos da gente séria! Era um apelo irresistível para os mais fracos na instrução, na experiência de vida e na cognição. Tratava-se de acabar com a democracia, e sua representatividade partidária, e voltar à oligarquia, e sua tirania supostamente iluminada. De imediato, esta personagem iracunda passou a congregar o refugo do Cavaquismo à sua volta, passando a ser presença obrigatória na porqueira do Crespo. Medina Carreira, na viragem para os 80 anos, estava no auge da sua importância pública, obtendo um estrelato que, nem de perto nem de longe, a sua passagem pelo Governo nos idos de 70 lhe tinha dado. A confiança em Portugal e nos portugueses, para quem o seguia na audiência, escorregava desamparada no fel que despejava no seu maníaco Plano Inclinado. Com o desplante e impaciência dos velhos ressabiados, não se importava de lançar fogo à cidade só para aquecer as mãos.

Assim chegámos a 5 de Junho com PSD e CDS unidos na estratégia de explorar ao máximo este pobre país de herança salazarista ainda activa, de pobreza intelectual secular, de misérias sociais várias e de demissão cívica generalizada. A estratégia era o massacre mediático na diabolização de Sócrates e na redução dos 6 anos de governação PS à necessidade da ajuda externa que esses mesmos partidos de direita, afinal, é que tinham provocado. Do lado do PCP e BE, bastiões da pureza da esquerda, fontes imarcescíveis de caudais ideológicos que dariam para reflorestar o deserto do Sahara com pinheiros vermelhos, tudo o que viesse contra o PS era platina sobre azul, e se viesse contra Sócrates fazia-se uma festa, por isso alinharam em todas as pulhices em vez de ajudarem o eleitorado a entender as várias facetas das sucessivas crises que temos vindo a atravessar. O fanatismo imbecil da extrema-esquerda, reduzindo a sua actividade à táctica, foi igualmente um factor de aumentou a facilidade com que fatias largas da sociedade abraçaram o populismo e a descrença numa alternativa democrática. Para quê votar quando PCP e BE mostram que o próprio regime é fundamentalmente corrupto e corruptor?…

PSD e CDS vão para o Governo e o discurso mudou na hora. Já falam da necessidade de acreditar, de ter esperança e de cultivar a confiança. Os condicionalismos internacionais passam a existir. As coisas, pois é e tal, são complexas, levam o seu tempo. Há riscos que nem os mais bem intencionados conseguem medir com rigor, temos de nos ajudar uns aos outros. Esta mudança de 180º é inevitável, claro. Governar é como pilotar o navio, para ir buscar esse símile de tão antiga origem. Quem quer ao leme um pessimista? Quem aceita que no meio da tempestade se baixem os braços por descrença ou medo? Agir pode levar ao erro, é inevitável, mas não há maior erro do que não agir. Não há maior perigo do que a paralisia do pânico. E quem é que educa os seus filhos apenas com visões catastrofistas acerca do futuro, repetindo-lhes que vão morrer e, com sorte, apodrecerem lentamente até lá chegarem? Governar é também cuidar dos menores, tanto de idade como de condições e competências. Pegando na famigerada pergunta de um romano a um judeu, estando em causa a legitimidade política deste último, o que é a verdade? Que verdades o novo Governo vai passar a transmitir que o anterior não tenha igualmente tornado transparentes na sua sempre vária interpretação? A sugestão de que há verdades e mentiras em política, no sentido moral dos termos, foi mais uma forma de anular a racionalidade cívica com que se gerem os assuntos do Estado e da actividade partidária.

A extrema-esquerda, na sua recusa do regime democrático constitucional, que vê como uma armadilha do imperialismo, será sempre um força contrária ao aumento da adesão popular à participação cívica, por receio de perca de influência. Dependem das barricadas e do maniqueísmo para manterem a sua identidade e controlarem as massas, a carne para os seus canhões. E a direita, culturalmente pessimista e sociologicamente cínica, não tem alma para chegar ao Povo com um projecto de esperança. O seu desafio é estritamente conservador, tentando a todo o custo manter os privilégios de classe que lhes são dados pela riqueza e pelas oportunidades profissionais e empresariais. Também ela não perde uma caloria a contribuir para a entrada de mais cidadãos na vida política e partidária, pois já colonizou esses espaços de filiação com os seus. O aumento da abstenção, no fundo, deixa estes sectários todos a chorar lágrimas de crocodilo.

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Apesar da barraca das eleições presidenciais não ter sido sequer explicada, o que é inaceitável, o Ministério da Administração Interna e a Comissão Nacional de Eleições fizeram um trabalho impecável na divulgação da informação necessária para evitar os problemas de Janeiro e no apelo ao voto. Não foi por aqui que a abstenção cresceu, bem pelo contrário.

28 thoughts on “Para que queres uma boca tão grande, crocodilo?”

  1. O “encontro fatal” entre a direita salazarista que emergiu nos ultimos anos e a esquerda radical de que falas, Valupi, deve-se ao ódio de ambas à democracia.
    Parece-me que o socialismo democratico (social democracia) tem andado balanceado entre ums e e outros, com as suas extensões claras, as tão badaladas “ala esquerda” e “ala direita”. Por isso, na hora da confusão e do aperto todos os politicos de todos os quadrantes são metidos no mesmo saco. É o que está a acontecer por toda a Europa, porque o caso não excusividade nossa.
    Penso que se aproxima a hora da clarificação e ninguém sabe ao certo no que isto vai dar. Até Luis Amado falou hoje para a TSF, perante os interlocutores embebecidos (o reporter e Proença de Carvalho) que estamos a precisar de um “choque liberal”.
    Pena que não trocou a coisa por miúdos nem os outros lhe perguntaram como se faz.
    De uma penada chumbou os seis anos do governo em que participara. PPC pode convidá-lo para ministro e começar o chocar um liberalismo que toda a gente bem sabe o que é.
    Amado justificou a sua deriva com a outra que varre a europa, e Portugal não soube acompanhar. Queria ele dizer, Sócrates não soube. Por isso não estranhou nem a derrota nem por aqueles numeros.
    Como se todas as denuncias de pulhices que tu, Vale, acabas mais uma vez de enumerar fossem simples irrelevantes pentelhos, como dizia o outro.
    Isto está mau…Mas ainda podemos desabafar aqui e acreditar que a toleira passe.

  2. Caríssimo,
    Mais clareza não é possivel. Obrigado.
    E a “barraca” do cartão de eleitor nas presidenciais daria um romance policial assim houvesse Rex Stouts portugueses.
    E ontem nem uma palavra para a CNe e MAi.
    Uma lástima. Como dizes esta direita #tanta mater a todo o custo os privilégios de clase…”
    um abraço

  3. Pois eu vi, ouvi, e ainda estou incrédulo, há dez minutos atrás, e 24 horas depois das eleições, o José Eduardo Moniz promovido a comentador do telejornal da RTP1 a destilar todo o seu ódio a Sócrates. Presumo que a Manuela M Guedes vem a seguir. Começamos bem…

  4. É bom saber que há coisas que não mudam. E uma delas é chegar aqui e ler as tuas sempre brilhantes análises, Valupi. :)

  5. Ainda agora ouvi o Cavaco afirmar que ninguém pode dizer que se não fosse o apelo dele à participação, nojento, diga-se, a abstenção não teria sido ainda maior. Lembrei-me logo do celebérrimo do iubidubidubidu, iubidubidubidu do “um violino no telhado”.

    O homem renasceu e já é Histórico que à nossa esquerdalhaça saiu o jackpot de lhe ter proporcionado a alegria de uma maioria, um governo e um presidente. Não existe para onde fugir.

    Mas como vem sendo habitual, estas eleições distribuíram glória por toda a gente, excepto quem governa. Uns porque estão ao nível dos anos 70, outros de 80 e outros de 2000. É uma festa. A parte dramática é que não mudou nada e a perspectiva de mudança é ainda substancialmente menor do que com Sócrates.

    Bem vistas as coisas, Sócrates é provavelmente o grande vencedor da noite de ontem.
    Ai em uníssono chamaram o fmi? agora resolvam. E o Passos não tem jeito nenhum para Liedson.

    Outra questão demasiado importante é a da comunicação social, não do jornalismo porque esse já não existe. Sem espantalho para onde atirar setas, esta gente vai fazer o quê? A resposta é fácil como ainda ontem se viu com a reabilitação do moniz: vão fazer novelas.

  6. Por falar em Moniz. No Domingo , desfilaram as futuras vedetas da RTPP=rádio televisão portuguesa privada, propriedade da família Balsemão que terá já, de imediato, uma nova direção liderada por Moniz que ajudará ao processo da privatização. Tudo muito boa gente para um grande projecto informativo. Ansiosos pelo novo BIG BROTHER.

  7. achei especialmente interessante, no pivete ressabiado e rancoroso em geral, que de resto caracteriza a sua prosa, a referência ao maniqueísmo da extrema esquerda, isto vindo que quem vem!
    Cresce ó Valupi!, não em idade, mas em juízo (eu sei que é pedir muito).

    Não percebeste ainda que a principal razão porque o eleitorado pôs o Sócrates a andar foi precisamente essa arrogância e estilo prepotente e pseudo iluminado que por igual te caracteriza ???

    Dificilmente se terá visto coisa mais feia em democracia do que aqueles apupos urrados às perguntas dos jornalistas aquando do ‘mansinho’ discurso de derrota do Querido Líder – aliás que o primeiro discurso da era pós-Sócrates tenha sido feito pelo próprio é no mínimo curioso! – mas aposto, que se não estavas lá a urrar, foi por impotência da tua parte, não é?, a voz já não é o que era…

    Ora, vai-te catar Valupi, ou então matura democraticamente (estou outra vez a pedir muito a um gajo que vê e fala da política como de futebol, eu sei, mas que qures, sou exigente).

    Estou farto de iluminados a fervilhar em ódio, uma certa humildade ficava-te bem!
    (fora aquela parte da história, até te podes basear no discurso do mestre…).

  8. Val,

    Concordo inteiramente com o que está dito. Apenas quero enfatizar um pouco mais o papel desse ser que é o nosso presidente da Republica.

    Quando toma posse, o PR trata, imediatamente abrir todas as hostilidades possíveis contra o governo, ainda que camufladas, e isto não deve ser esquecido pelos portugueses. Depois da abjecta campanha das escutas a Belém, em que sendo apanhados na mentira, tentaram fazer esquecer o assunto, sem nunca ter existido alguém que (jornalista) que forçasse esse esclarecimento – era o mínimo-, surgiu depois aquele discurso de tomada de posse, que desconstruiu decisivamente a frágil minoria governamental. Acresce a isto a inabilidade estratégica do BE e do Louçã, a quem devia ser questionado se se sentia bem com os resultados alcançados, já que perdeu para metade aquilo que tinha, logo tem menor força reivindicativa (assumindo que era isso que lhe interessava), e com isto o Sócrates tinha o cerco montado. Foram muitas mensagens do estilo subliminar a passar dia após dia. E o resultado foi este.

    Alonguei-me mais do que era minha intenção. E a minha intenção era mesmo dizer que o destruidor de Portugal e de Socrates tem um nome. Chama-se Cavaco Silva.

  9. Tinta e sete anos passados e cá A temos de novo. A Direita com todos os cordelinhos do poder nas mãos. Presidência da República, poder legislativo, poder executivo, poder judicial (independente?!) e, cereja no topo do bolo, o quarto poder, a Comunicação Social inteirinha rastejando a seus pés!

    Cá a temos de novo e agora “escolhida” pelo povoo que me leva a uma pequena reflexão. Afinal quem é a “direita” deste país? Como se caracteriza ela? Tenho para mim que é constituida por três grupos de pessoas.

    Em primeiro lugar os “pobres de espírito”, (bem aventurados porque deles é o Reino dos Céus! ) gente de bem, temente a Deus e à sua Santa Igreja para quem certas medidas ditas de esquerda são ainda verdadeiros sacrilégios – descriminalização da IVG, divórcio, educação sexual, uso do preservativo, etc.-

    Vem depois o grosso da coluna constituído por uma maioria flutuante, com um débil sentido crítico e, por isso, facilmente transformável nos cãezinhos de Pavlov como alguém há dias aqui dizia e que, sem a mínima reacção, se deixa arrastar por uma Comunicação Social iníqua vendida ao poder económico e financeiro, usada por uma extrema esquerda sectária e que levou seis anos no mais massacrante ataque pessoal ao governo na pessoa de José Sócrates, de que há memória nos 37 anos que levamos de democracia, ataque esse que, no período da campanha eleitoral, assumiu proporções de verdadeiro escândalo.

    Vem, por último, o grupo menor mas o que mais força tem. A verdadeira tropa de choque, os sacripantas, os espertalhaços que outra coisa não querem senão “usar” de facto o poder a seu bel prazer como se demonstrou à saciedade nos casos que são conhecidos embora não com a profundidade que a sua gravidade justificaria.

    Salvo raras e honrosas excepções que mais não servem do que para confirmar a regra eis a Direita portuguesa a mais estúpida da Europa como lhe chamou Mário Soares, a direita que vai governar Portugal durante os próximos anos com o voto dos portugueses e, ironia da História, levada aos ombros pelos herdeiros daqueles mesmos que não hesitaram no sacrifício de suas vidas para que um quadro desta natureza nunca mais tivesse lugar.

    Temos assim mais um país da Europa com a Direita no poder o que infelizmente é já comum mas, agora, com a singularidade bem portuguesa de lá ter chegado com a ajuda decisiva da própria extrema-esquerda.

    Sei bem que perante a acusação de tão torpe vilania, ela trata de aliviar a suja consciência gritando que com Sócrates, já era a Direita que estava no poder. De alguma forma se hão-de defender da gravosa acusação mas o certo é que não enganam ninguém até porque infelizmente, com pequenas variantes, sempre foi este o seu comportamento ao longo da história.

    Que a Direita se batesse pelo assalto ao poder não hesitando, como fez, em recorrer aos meios mais indignos, não espantaria, está-lhe na massa do sangue, é da sua natureza e, além disso, era para si que queria o poder. Que a esquerda seja capaz de se aviltar desta maneira sabendo que outra coisa não resultaria daquilo que foi a sua prática durante todos estes últimos anos, é algo por demais hediondo para que se acredite e me leva a perguntar se os Jerónimos e os Louçãs deste pais à beira mar plantado conseguirão conciliar o sono na paz das suas consciências.

    A revolta que sinto perante esta miserável e concertada atitude do PCP e do BE é a que sentem certamente todos aqueles e tantos são, que a tal gente entregaram a sua razão e o seu coração de jovens.

    Enfim a isto chegámos com a irresponsabilidade de uns e a cupidez de outros. Resta-me deixar aqui a célebre frase de esperança e crença no futuro que um dia disse Che Guevara: “Podem matar uma, duas, três flores mas não podem matar a Primavera”
    Eu…vou hibernar! Voltarei quando vier a Primavera!

  10. caro valupapista: vê se acordas e percebes que o teu ídolo e sacerdote já era. Foi deliciosa e competentemente corrido. Já não era sem tempo. Já não era sem tempo, mon Dieu. Que profundo alívio que eu senti, sinto e sentirei. As minhas entranhas são um festival espontâneo de festa e júbilo sempre que recordo aquele último e manhoso discurso. Gostei sobretudo da última palavra: adeus. E depois foi vê-lo partir, partir, partir. Foda-se que bom.

    Portanto pá, deixa de te armares em socratinho de imitação e de fazeres discursos que não têm senão a mesma pose e estrutura – que canibalizas-te militantemente ao longo de centenas, milhares de horas de sacerdócio e adoração – do teu defunto guru. Ressabiado e básico, a tresandar a rancor democrático e crispação ideológica infantil: revelando total incapacidade para perceberes que o teu modelo de sociedade socrática e respectiva narrativa de fantasias esquizóides, durou tempo de mais e a malta está noutra. Isso é resíduo tóxico que mata a inteligência. Mesmo a das caracoletas.

    Faz qualquer coisa de útil para a tua vidinha de sucedâneo xuxa e avisa os teus cordeiros apaniguados, que pavloviamente abanam a cabeça de deslumbramento pueril, sempre que dás mais um traque escrito com ar de pérolas, que também deviam começar a reabilitar a sua capacidade de avaliação crítica, depois de anos de cassetes de verborreia socrática.

    Acordem múmias. ACABOU-SE a mistificação e ACABOU-SE a fantochada. Corta os fios que te suspendem sob o palco dessa peça de teatro fatela. porque o teu manipulador já lá não está.

    Porra pá, quantas vezes tenho de te explicar a mesma cena óbvia. Já não sei encontrar mais metáforas à altura da tua patologia, que te ajudem a perceber o ridículo momento de hiper-mega-negação em que te encontras …

  11. Não acabou, não, Nuno Luis. A sua obra perdura e tortura-vos. Vocês não suportam Portugal ter tido um “gestor” cuja relevancia se mede pelo odio que lhe devotam. Bem feita!

  12. Concordo. E assim Passos Coelho atinge o estrelato. Nada lhe é mais caro e, neste ponto específico, só tem paralelo em Cavaco. A partir de agora, temos no poder as duas personalidades narcísicas mais nocivas de que há memória desde o 25 de Abril. Quanto a nós, cidadãos, eles irão sempre abandonar-nos à nossa sorte. Como todos os narcísicos, eles irão sempre e apenas disputar o papel principal e representar em conformidade com as luzes da ribalta.

  13. tra-quinas,

    O Cavaco respondeu à jornalista com uma frase digna do melhor do “pai Tomáz”, quando questionado sobre o valor da abstenção apesar do apelo do Presidente. Assim;

    “Basta comparar o valor da abstenção com o valor que teria se não tivesse feito esse apelo”.

    Não é tão genial como “esta é a primeira vez que cá estou depois da última vez que cá estive” do Tomáz, mas anda próximo.

  14. Merece uma mais ampla divulgação… por elementares razões de sanidade mental e, no mínimo “para memória futura”.
    Quanto aos orgasmos asininos com a “derrota do Sócrates”, serão de curta duração…
    Por outro lado, ao produzirem, de uma maneira geral, uma oposição baseada no ódio a um político que não conseguiam vencer com recurso às mais elementares regras da decência e da ética política, CDS e PSD criaram, legitimando-o, um entorse às boas normas da convivência democrática não se podendo ofender com respostas do mesmo teor ao seu desempenho governativo.
    Porque de repente, e de um dia para o outro, não bastará o ódio, a maledicência… o Povo vai querer saber, por ex., como os novos governantes irão entender-se com as “mafiosas” corporações da justiça, do ensino, da saúde, e outras… e que fará a esquerda festiva e eufórica dos idos de Março?… agitação social ? protestos ? e que tal uma nova vaquinha com o CDS e o PSD ?
    Uma vez mais, como se verá, caberá ao PS travar os excessos ultra liberais dos novos senhores… e perfilar-se como alternativa… única razão de algum optimismo.

  15. O problema,Mike, é que agora tem contra si todos os poderes instituidos, com a esquerda à sua esquerad colaborante. Aliás, agora já pouca diferença faz de que lado esteja. A sus “funcionalidade” acabou no dia em que derrubou o governo, aliada à direita.
    Da Europa também há a esperar o pior dos liberalismos. A UE decidiu colocar à frente da Comissão uma espécie “secretário geral da ONU”, escolhido pelos grandes, obediente quanto baste, incapaz de “fazer ondas”. E se tal coisa lhe passasse pela cabeça era só cortar o “cacau” e secar a sua actividade.
    Olhando para os desqualificados que lá têm sido colocados nos últimos anos…

  16. Um Texto cheio de ódio aos politicos,a queixar-se do ódio que a comunicação social dedica aos politicos.

    É como pedir calma enquanto dispara para todo o lado ao bom estilo do Primeiro Ministro cessante que ao mesmo tempo que acusava a oposiçao de irresponsabilidade propunha aliança com os mesmos.

  17. Valverde, amadurece…

    mike41
    “Quanto aos orgasmos asininos com a “derrota do Sócrates”, serão de curta duração”

    5 estrelas

  18. Mario (Cordeirito número 23567 da peça de fantoches socráticos), o único sofrimento que eu, tu e todos os desgraçados dos tugas vamos ter de aguentar dolorosamente nos próximos anos é o que resulta directa e exponencialmente da acção do vosso encenador de fantochadas: vamos gramar uma perda de qualidade de vida assinalável e diminuição do rendimento para metade. Fixa o número para depois não chorares tanto. E tudo graças ao ranhoso e miserável do teu Mestre Socrático da Incompetência e Aldrabice. Mas qual merda de obra bem feita é que tu falas, ó personagem de opereta bufa?

    Malta, vocês são mesmo ceguetas e BURROS, muita BURROS, diria mesmo PATETAS RESSABIADOS e VINGATIVOS. Nem para PALHAÇOS do vosso próprio circo demente servem. Desmontem a tenda que o espectáculo de loucura e mentira ACABOU. Custa entender, mas A C A B O U. Dediquem-se à limpeza da merda e mistificação que o espectáculo que vocês apoiaram durante 6 anos espalhou dolosamente por todo este país.

    Aniper, tu precisas mesmo é de ser internado porque já não tens salvação. O estado de border-line psiquiatrico em que vivias, foi rompido e neste momento a psicose esquizofrénica vingativa e violenta domina-te o que resta da pouca massa cinzenta que já tinhas. Malta, INTERNEM o gajo porque ele já não responde pelos seus actos.

  19. Obra, Nuno Luis? Alguém teve coragem, antes dele, de redimensionar a rede escolar? A ferreira Leite de Cavaco tentou, os professores e pais protestaram e Cavaco correu com ela. Avaliaçâo dos professores? Estava bem como sempre esteve: nada! Genéricos e urgencias ficticias? Leonor Beleza balbuciou qualquer coisa, os interesses instalados engrossaram a voz e Cavaco submisso correu com a Leionor. E a ciência, Nuno, financiada como nunca tionha sido! E a promoção pela inovação tecnologica? E a revoluçâo do “governo electronico”?
    É tudo isto que vos fode, mais um defice que em tres anos desce de quadse 7% para menos de 3%. Antes da crise, pois claro. Por isso é que vocês, desarmados perante a obra de Sócrates se converteram em imensos trafulhas negando até ao “abalozinho” a maior crise mundial dos ultimos 80 anos.
    Pensas, Nuno Luis, que alguém se dá ao trabalho de odiar um Zé Ninguém?
    Tu e os teus companheiros de cegueira são o exemplo da mentalidade pacóvia que se afirma sempre do mesmo jeito: a um grande homem, uma grande inveja. O ódio é um reles subproduto da mentalidade tacanha.

  20. Cheira-me que o Nuno Luís agonizou anos a fio a sonhar com um acesso qualquer, mesmo pela porta do cavalo, ao pote.
    Isso dá cabo de uma pessoa…

  21. Por aqui se pode ver a grande fractura intelectual entre quem “sai” e quem “entra” no Poder neste momento: que enorme diferença de nível entre os comentários dos “derrotados” e os comentários dos “vencedores”! Nunca me senti tão bem acompanhado num momento de luto político…

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