Pagava para assistir às suas conversas com o Passos

Pedro Delgado Alves e Miguel Morgado talvez não tenham grande audiência (desconheço os números) neste espaço da SIC Notícias, apenas interessando aos profissionais da política e jornalismo político e aos apaixonados pela cidade. Mas esta dupla é particularmente feliz como caixa de Petri da actual qualidade intelectual e moral dos recursos humanos nas hostes do PS e do PSD.

Mesmo sem se saber nada de nada do currículo e percurso político respectivos, a forma como nesta ocasião discutem o tema lançado editorialmente é suficiente para ficarmos com o retrato essencial da deontologia cívica de cada um. Enquanto MM aproveita a questão sobre a actualidade judicial para a ignorar e se concentrar num ataque demagógico e calunioso contra Sócrates e contra o PS, criminalizando e diabolizando os socialistas recorrendo a sonsice encardida e maneirismos vocais de teatro de escola secundária, PDA trata de desmontar sintética e claramente as acusações, com factos e evidências, e ainda deixa a (tão poucas vezes ouvida no PS) denúncia contra a baixa política e chicana do seu interlocutor.

O episódio acima disponível, visto e ouvido por meia dúzia de gatos pingados, está há duas semanas esquecido e enterrado por todos, inclusive os participantes. Só que tal caducidade não lhe retira relevância quando nos confrontamos com o conhecimento de ser este Morgado um vero intelectual, daqueles que escrevem livros difíceis, tendo chegado a ser conselheiro do estupendo príncipe Passos Coelho. Como é que se alcandorou em tão alta influência na Grei? A resposta remete para o Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, uma madraça da direita oligárquica e rancorosa onde esta personagem é um dos mais ferozes talibãs. E, então, sem surpresa, registamos que tanta sofisticação teórica, tanto Hayek e Leo Strauss, não evita que a sua energia volitiva se reduza ao fervor com que quer prender adversários políticos e ilegalizar as suas ideias.

Dá que pensar. E também dá que sentir.

13 thoughts on “Pagava para assistir às suas conversas com o Passos”

  1. !ai! que regabofe de verdades evidentes de meter nojo. aquela voz de cobra azeitola merece um feitiço catita de trás para a frente:

    aranha ou aranhão
    cobra ou cobrão (ou cabrão)
    lagarto ou lagartão
    rato ou ratão
    sapo ou sapão
    vai-te daqui se és coxo
    sem falar nem bafejar
    toupeira cortei
    cobra (ou cabrão) matei

    !ai! que riso

  2. Bora ajudar a Católica, a quem a jacobinagem recusa dar Rendimento Social de Inserção.
    O prémio é o Paraíso (fiscal).
    No site em português da UCP, clicamos no botão “Give to Católica” (sic), vulgo caixa das esmolas.
    Lá podemos escolher uma das opções de Gifts (sic) disponíveis.
    Os Gifts “podem incluir planned gifts (sic), doações pequenas, major gifts (sic), seguros de vida, doações em testamento, imóveis, entre outros.”
    “Por favor contacte a nossa equipa de Desenvolvimento para conhecer as opções de naming rights (sic) mais interessantes para si.”
    Toca a puxar os cordões à bolsa!

  3. “Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, uma madraça da direita oligárquica e rancorosa”

    Curiosamente, o fundador e talibã-chefe é João Carlos Espada, antigo director do jornal “Voz do Povo”, órgão do Partido Comunista Reconstruído, alembras-te? Um dia apareceu-lhe a Virgem de Fátima, que lhe disse: Espadinha, Espadinha, vais levar tautau! E ele tornou-se um feroz anticomunista, mas daqueles de laço papillon, segundo a moda de Oxford. Hoje até amaldiçoa a Revolução Francesa. Quando morrer vai para o Paraíso (fiscal).

  4. Foi dito sem ser desmentido que, o morgadinho era o “copy writer” dos discursos
    mais elaborados do Passoilo aliás, o seu comportamento na A R sempre foi de bai-
    xíssima política e, estilo bota abaixo mas, quem o calou por algum tempo foi o não
    político Mário Centeno na altura MInistro das Finanças, ao dizer-lhe que podia
    aparecer com algum assunto logo que, saísse do labirinto onde se perdera e, não
    é que o rapaz embatucou!!!

  5. O que me preocupa são as intenções de voto divulgadas hoje no Expresso. O PS embora continue à frente perdeu terreno e vê a esperança da maioria absoluta a esfumar-se. Ainda não é tarde, ainda há um mês para lutar por ela, mas António Costa tem de ser muito mais convincente. E, além disso, não basta dizer que a quer, que a deseja, e porquê. Não pode esquecer a maioria relativa, o que fará se a ganhar. Ou seja, entendo eu, face às intenções de voto, que governará sem fazer coligações, nem à direita com o PSD, nem à esquerda com o PCP e o BE. Assim tentar fazer com que o eleitorado pense bem nas consequências do seu voto.

  6. Só agora encontrei paciência para ouvir o debate na íntegra e estou para saber como o tablet que intermediou a coisa, e onde agora escrevo, manteve a sua integridade, já que, dois ou três minutos depois de começar a ouvir o Morgado, estive por mais de uma vez à beirinha de o atirar à parede. Não é só a demagogia desonesta e a repetição enjoativa dos clichés de contrafacção que os direitolos repetem à exaustão, na esperança de os converter em verdades bíblicas. São também os maneirismos vocais afectados, as sílabas prolongadamente acentuadas, a vaidade de quem se sabe senhor de verbo fácil e fluente, capaz de contrabandear gato por lebre. Dava para imaginar os olhos esbugalhados e as mãozinhas irrequietas revoluteando no ar, para o impacto do paleio reforçar. Imagino-o perante uma audiência de titias e titios extasiados, embasbacados, molhados. Que bem que fala, o nosso menino, que belo rapaz. Finalmente, temos alguém capaz de calar, esmagar e meter na ordem a esquerdalhada!

    “Sonsice encardida e maneirismos vocais de teatro de escola secundária” é uma boa classificação, Valupi, mas é bondade tua. O gajo não passa de um cretino e um canastrão. Um canastrão vaidoso, sim senhor, mas um simples canastrão, que nem para palco de escola secundária reúne os mínimos.

  7. “O gajo não passa de um cretino e um canastrão.”

    vende o mesmo produto que tu, com mais sucesso, notoriedade e honestidade de apresentação sendo assumidamente de direita. ninguém sabe quem tu és, apesar daquela carta aberta ao cavaco e da qual ainda não recebeste resposta, o teu público é o teu umbigo e o vieira, a linguagem é calão porno-chunga embrulhada em celofane esquerd’alho tipo mrpp refogado, mas o conteúdo é o mesmo: ditadura e fascismo disfarçados revestidos de neo-liberalismo.

  8. Manojas o PSD ainda vai se aproximar mais. Mas a sondagem não é credível. Repara que a sondagem revela q há mais pessoas que preferem q o PSD faça uma coligação com o Chega do q com a iniciativa liberal. E isso não é verdade porque é óbvio q a IL é um parceiro mais natural.
    Em relação ao Costa e ao PS é muito fácil. Estão perdidos. E está a cometer um erro ao dizer q irá negociar só com a esquerda. Estou convencido q Rio vai ganhar as eleições, mesmo com a Omicron do lado do Costa de branco (Gouveia e melo) eheheh

  9. Eduardo Ricardo, dizer que o IL é u parceiro mais mais natural do que o Chega, é dar a este uma naturalidade que me arrepia. É que eu sou muito sensível, vivi quase 50 anos debaixo e uma ditadura fascista. Se o PS alguma vez aceitasse o apoio do Chega como o PSD de Rui Rio aceitou nos Açores, ou tivesse pedido ao Chega para moderar a linguagem, como o fez Rui Rio, o que já seria motivo para entendimento, e<u nunca mais votaria PS.

  10. Manojas vê se me entendes caramba. Para o eleitor social democrata do PSD é mais natural preferir que o seu partido se coligue com a IL do q com o Chega. E a sondagem diz o contrário. Tu até me estás a dar razão. Essa sondagem é demasiado falsa para sequer acreditar em alguma verdade que haja nela.
    O Rui Rio nao fez nenhum acordo com o Chega nos Açores, foi o PSD Açores encabeçado pelo Bolieiro.
    Foi António Costa que disse jamais um acordo com o PSD, do alto da sua arrogância. É que as reformas que o país precisa fazem se ao centro. E os milhões que aí vêm deviam ser negociados com o partido que inexoravelmente irá para o poder daqui a uns anos. O PSD.
    O André ventura é um político que não diz absolutamente nada. Diz e desdiz-se na intervenção seguinte. É uma aberracaozinha criada pelo Passos Coelho o que já lhe trouxe alguns dividendos por isso. Acho q o seu partido vai crescer mas não será assim tanto.

  11. parábola: “Para o eleitor social democrata do PSD é mais natural preferir que o seu partido se coligue com a IL do q com o Chega.”

    hipérbole: “E a sondagem diz o contrário. Tu até me estás a dar razão.”

    eclipse: “Essa sondagem é demasiado falsa para sequer acreditar em alguma verdade que haja nela.”

  12. “O Rui Rio nao fez nenhum acordo com o Chega nos Açores, foi o PSD Açores encabeçado pelo Bolieiro.”

    e o ventrulhas tamém não, aquilo foi tudo invenção da comunicação xucial dos xuxas.

    “Foi António Costa que disse jamais um acordo com o PSD, do alto da sua arrogância.”

    a enrrugância passa-lhe com peeling eleitoral

    “É que as reformas que o país precisa fazem se ao centro.”

    a defesa do rendeiro até acha que são ilegais e inadmissíveis

    “E os milhões que aí vêm deviam ser negociados com o partido que inexoravelmente irá para o poder daqui a uns anos. O PSD.”

    yah meu… quem não inexora não mama

  13. Porcalhatz, pide infiltrado, não consegues mesmo disfarçar a irritação quando dou pauladas nos teus correligionários “assumidamente de direita”, pois não? Mas porque não me transmites essa irritação ao ouvido, bully mariconço? Tanto tu como o teu namorado, o pide n° 2, sabem perfeitamente quem sou (pena é que a inversa não seja verdadeira), não tens desculpa. Força, bacorinho, também tenho coisas para te dizer ao ouvido, aproveita enquanto tens ouvidos. E já agora, democrata que sou, prometo não discriminar entre o teu corno esquerdo e o direito, usarei a mesma ternura com ambos os dois. Beijinhos, querido.

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