Os valores não se proclamam, revelam-se

Ricardo Rodrigues vai ser julgado por ter perdido a cabeça frente a um jornalista que o provocou. A única vítima do episódio foi ele próprio, tendo somado à vergonha pessoal a culpa de ter dado ainda mais munição para o desgaste do PS, do Governo e de Sócrates.

Faz sentido que seja obrigado a responder em tribunal pelo crime de atentado à liberdade de imprensa, independentemente do desfecho do processo. O Estado deve ter tolerância zero para a dimensão formal do que está em causa posto que envolve a responsabilidade de um deputado.

E é uma excelente ocasião para lembrar a exemplar lealdade e solidariedade que recebeu de Assis. Nenhum calculista teria tido tal hombridade.

24 thoughts on “Os valores não se proclamam, revelam-se”

  1. Após um post tão pio, santificado, rodriguinho, quase que me apetece convidar-te Val para beber um copo, isto é o líquido tónico no interior do, seguro, antónio, só com um cheirinho, pedrinho, tranquilo, só um cheirinho, pois bem sei que o vinho, seus eflúvios, te fazem mal, para além de causarem azia a muitas pessoas e de por vezes fazerem até com que percam a cabeça, é verdade. Mas que se pode fazer se se limitam a seguir o teu exemplo, Val? Que se pode fazer se bebem desmesuradamente?

  2. Este, o Lúcio, já estava bêbado de sono quando escreveu o comentário.
    Adiante.
    Duarante os últimos oito anos, e de forma clara, empolou-se até ao absurdo qualquer falha da gente do PS. Se não havia falha, insinuava-se ou inventava-se uma. Valeu tudo para achincalhar. Antes destes anos negros e de facciosismo, vimos Vitorino demitir-se por causa de uma sisa que depois se viu que até tinha pago em excesso e Jorge Coelho demitir-se por causa de uma ponte que caiu por causa do desleixo de uma governação avisada, dez anos antes, do perigo de derrocada. Neste caso, o vídeo profusamente exibido não deixava margem para dúvidas de quem seria o primeiro responsável, se quisermos seguir a metodologia dos ataques a Sócrates: nem era a JAE, nem Ferreira do Amaral mas o PM Cavaco Silva.
    Todos sabemos que a comunicação social iria espremer os ministros demissionarios até onde pudesse e desgastar assim o governo. Para evitar isso, demitiram-se. Como aliás fez Manuel Pinho, depois daquele seu gesto irreflectido. Eu ouvi barbaridades naquele parlamento que ficaram se consequências e um deputado não é menos que um ministro. Ou é?
    Todos ouvimos uma deputada chamar repetidamente “palhaço” a outro deputado. Sem consequencias. Sócrates foi chamado de mentiroso, quando falhava previsões. Isto é insulto gratuito. Sem consequencias. Em Belém urdiu-se uma intriga contra o governo. Sem consequencias. Cavaco fez um discurso de declaraçâo de guerra ao governo, na tomada de posse para o segundo mandato. Sem consequencias.
    Puta que pariu esta merda toda.

    E a lição que fica é esta: o Claro que se tivesem reu

  3. Vocês não se enxergam mesmo.

    Esta choraminguice toda, muito pior em termos de imagem do que uma hipotética condenação, vem a seguir a mestre Assis ter proferido a sua tirada sobre “a politica não tem nada a ver com afectos e etc.”.

    Estas a escrever um guião para uma comédia, ou quê ?

    Quanto ao deputado em causa, so sei o que por ai se diz, que até admito seja exagerado, e vi, como penso toda a gente tera visto, o homem perder as estribeiras diante da câmara.

    Qual é o problema dele assumir o que fez e de responder perante um tribunal, com fortes probabilidades que não lhe aconteça nada de mais do que ter de reconhecer em juizo que o que ele fez foi infeliz ? Não é, também, para isso que os tribunais existem ?

    So digo isso porque, tenho pena, mas o teu post cheira que tresanda a elogio do compadrio.

    Vamos la ver uma coisa, mesmo admitindo que a imprensa tenha procedido mal armando uma cilada, ou que tenha largamente excedido a sua função de informação, o que estas sugerir com o teu post é que os tribunais vão necessariamente pactuar com esta situação, colocando-se do lado do abuso, e que portanto temos de ser nos a proteger a familia ?

    Acho que vou passar a chamar-te Don Valupeone, não va algum tijolo encontrar a minha cabeça na sua trajetoria descendente ao virar de uma esquina.

    Boas

  4. Não sei se gosto mais da notinha do “jornalista que o provocou” (mania destes jornalistas de fazer perguntas inconvenientes a mafiosos) ou da “lealdade e solidariedade” do Assis – como alguém disse já, o verdadeiro elogio do compadrio, vale tudo na defesa do socratismo e das personagens mais sórdidas – a última vez que o Assis foi tão solidário, os accionistas da PT ficaram todos contentes. Da única vez na vida dele que se levantou, que não foi um pau-mandado completamente inócuo, um idiota útil, foi para uma trafulhice.

  5. Ricardo Rodrigues vai ser julgado.
    Espero que seja condenado.
    Vou ficar à espera de que seja julgado o primeiro jornalista que escarrapacha numa qualquer primeira página de um jornal que um qualquer Fulano é suspeito de… e que se venha a concluir que era mentira.

  6. Caro Valupi,

    Não percebo como consegues conciliar as duas partes do post. Por um lado criticas o Ricardo Rodrigues por se ter excedido, mostrando satisfação por ser julgado. Por outro, aprecias a “lealdade e solidariedade” de um responsável político, neste caso Francisco Assis (pessoa que admiro bastante), a uma situação que consideras reprovável. Não achas que estas tomadas de posição, neste tipo de casos, contribui para o descrédito do PS e em última análise da classe política? Não seria mais producente uma crítica construtiva à situação, moralizando um pouco a acção dos partidos?

    Com isto não quero defender quem se abstém de emitir opinião por mero calculismo político.

  7. aquaporina, achas que a reacção de Ricardo Rodrigues pode ser avaliada politicamente? Para mim, obviamente que não. A sua atitude remete para a dimensão psicológica. O que pode ser avaliado ética e politicamente são as consequências do episódio. Por exemplo, o facto de vir a ser julgado. É justo ou injusto? Para ele, que se declara inocente, injusto. Para mim, justo. O facto de assim o considerar não me impede de compreender que o Ricardo foi vítima de si próprio e que deve já ter passado várias noites em branco com o remorso. O que ele fez só trouxe prejuízos, muitos e grandes, para toda a gente à sua volta na vida partidária e política. Não entendo, pois, onde está a faltar uma moralização seja do que for, quanto são os moralistas os que saltaram logo a salivar para explorar o caso.

    Ricardo Rodrigues teve ali um dos seus piores momentos enquanto político e cidadão. A situação foi absolutamente ridícula, apenas explicável por um destrambelhamento emocional. Nada disso, porém, é representativo da vida partidária.

  8. Ola de novo,

    Li o comentario do aquaporina e fui reler o post. No segundo paragrafo, as frases são afirmativas, e não interrogativas, como li hoje de manhã (mal portanto, não sei como sucedeu), o que explica o meu anterior comentario.

    Boas

  9. O problema é que o homenzinho já sabia que ia ter problemas – ao furtar as cassetes ainda foi arranjar mais. Sendo ele do «PS» e os outros da «Sábado» não podia estar á espera de um prémio ou de uma medalha…

  10. val,
    sem qualquer ironia: estou pasmo com o que leio neste post, é mesmo com alguma dificuldade que me obrigo a acreditar que esta prosa é da tua autoria… vejamos, não faço a mais pequena ideia quantos posts teus já li no decorrer destes últimos anos, mas sei que foram muitos, várias centenas, talvez, sem qualquer exagero. Em muitas das vezes concordei contigo, em muitas outras discordei de ti mas nunca, nem uma única vez para exemplo eu li um texto assinado por ti que fosse intelectualmente desonesto ou completamente disparatado (de resto acho-te mesmo incapaz de produção disparatada, completamente ou só pela metade, devo dizer-te). E é em cheio nesta minha convicção que de repente aterra este teu post estranhíssimo que, repito, nem parece escrito por ti, caríssimo amigo!
    Bem que eu tento convencer-me que todo ele foi construido em função do último parágrafo e que esse sim, carrega tudo o que mais te interessava dizer… mas então e o resto que ficou dito, a descrição da causa de todo o incidente, por exemplo? «Ricardo Rodrigues vai ser julgado por ter perdido a cabeça frente a um jornalista que o provocou.» Mas… mas… também tu perdeste a cabeça, querido amigo? Qual foi exactamente a terrível provocação sofrida pelo pobre e inocente Ricardo, não me dirás? Ou deixa que eu tente adivinhar: foram as perguntas, certo? Ah, supremo atrevimento esse o dos malvados jornalistas, fazerem perguntas talvez desagradáveis, talvez indiscretas(!?!), talvez maçadoras pela insistência… mas em nada descabidas e seguramente decerto amplamente justificadas pelo facto de se tratar de uma entrevista, lembras-te? Pois convirás que fica difícil fazer uma entrevista sem fazer perguntas… e mais difícil ainda será fazer uma boa entrevista sem fazer as perguntas certas, não concordas comigo? E desde quando é que é prática justificável, seja por que razão for, jogar a manápula aos gravadores, para já não dizer metê-los ao bolso?

    Não te escrevo estas palavras de ânimo leve, acredita. Já li e reli o post várias vezes e tenho dado voltas à cachimónia no sentido de entender aquilo que de facto te incomodou e levou a escrever coisas como “ter perdido a cabeça frente a um jornalista que o provocou”, algo que não podes deixar de saber não corresponder minimamente à realidade quer dos factos quer do próprio personagem aqui em questão… Ricardo Rodrigues está longe de ser um estreante nestas andanças de dar o corpinho ao manifesto para dar resposta suficiente (repara que não digo satisfatória, nem tanto se lhe exige, sequer) às inúmeras perguntas que há muito pedem explicação sobre as inúmeras manigâncias em que o seu nome aparece envolvido – e não falamos de coisa pouca, longe disso, falamos sempre de grossa escandaleira, das dinheiramas que viajam por e para off shores manhosas ao envolvimento com os denominados gangues internacionais (expressão validada pela Relação de Lisboa como saberás), passando pelas farfalhices e pelo caso Jornal dos Açores, ainda com muito (tudo?) por explicar, e muito, mas mesmo muito mais, sempre sem explicação decente dada pelo próprio. A tudo e aos costumes RR diz népia e quando apertado um nadinha mais que faz o senhor deputado? A tristíssima figura que se sabe e em que tu, mais uma vez estranhamente, o consideras vítima…

    Credo, Valupi, caríssimo amigo, homem de Deus!! Mas que raio te passou por essa cabeça que eu tanto me habituei a respeitar, não me dizes? Sejam vermelhos ou amarelos, laranjinhas ou da cor da rosa, desde quando é que tu sais em defesa da existência (e impune sobrevivência) de mafiosos deste calibre na política nacional em geral e no parlamento em particular, não me explicas?

    Perdoa o desabafo, promete que não te zangas comigo, ok? Mas é que é tudo tão estranho, caríssimo… e vindo de ti mais estranho ainda, que queres tu que eu te diga?!

    Abraço-te, quase certo da existência de uma boa explicação para este teu post.

  11. breve esclarecimento:
    o último comentário que constava na página, quando publiquei o meu, era o do joão viegas (Jul 13th, 2011 at 8:00).

  12. Rui, é uma honra ter um leitor como tu, tão virtuoso em várias áreas, e é um supino privilégio ter direito à tua crítica atenção. Creio que sabes disso, mas só fica bem repetir.

    Quanto à tua interpretação, concordo com ela. O único ponto em que parece haver desavença é naquele onde a tua visão de águia atravessa os caracteres e passa a discorrer acerca do que não escrevi. Assim, não escrevi, e espero nunca vir a escrever, que os jornalistas devem acabar com as provocações. Estaríamos em muito maus lençóis se tal acontecesse. O que escrevi foi outra coisa, a qual até tiveste a generosidade de repetir por mais do que uma vez:

    “Ricardo Rodrigues vai ser julgado por ter perdido a cabeça frente a um jornalista que o provocou.”

    O que te peço é que me expliques onde está a censura à actividade do jornalista. É que não estarei menos pasmo do que tu com o súbito anátema que o verbo “provocar” te merece.

  13. upi, estimado,

    (por alturas do ‘…é uma honra ter um leitor…’ senti a deslocação do ar, quase que ouvi aquele sibilar do pau a subir, sabes…? Depois logo no ‘supino privilégio’ percebi que descia e muito antes do ‘ter direito à tua crítica atenção’ já ele me acertava em cheio no lombo com aquela doçura que só tu, caríssima figura, só tu mesmo para bordoar com tal mestria!!:-) Dei por mim a gostar, caramba, ali estava eu rendido e aconchegado no teu bolso mesmo a tempo do final do parágrafo, timming perfeito & eficácia inexcedível. É o que eu te digo, e sinto: és o maior, querido amigo! You’re the man! :))
    …………………………………………………………………………………………..

    E eu sou uma abantesma, é o que eu sou, o verdadeiro pató, caído direitinho no artifício que lá deixaste na prosa para apanhar tótós… A porta dos fundos do argumento, por assim dizer, por onde te evades com suprema candura: «O que te peço é que me expliques onde está a censura à actividade do jornalista. É que não estarei menos pasmo do que tu com o súbito anátema que o verbo “provocar” te merece.» Pimba! Toma lá que é par’aprenderes a não ser xico esperto, ó caramelorui! Bem dada, há que convir.

    Portanto seja, vamos a isto, cá vai flanco:
    1. É claro que em lado algum tu investes caracteres na ‘censura à actividade do jornalista’, zero, assim como…
    2. …é claro que o teu ‘provocar’ é enxuto, já que em lado algum investes caracteres a atribuir-lhe significação desagradável, torpe, obscena ou outra qualquer, zero novamente; ou seja, o teu provocar não provoca anátema.
    3. E pronto.

    Só tem um porém:

    O que te peço é que me expliques onde, no meu comentário, está dito que vejo ‘censura à actividade do jornalista’ naquilo que dizes. E que já agora me dês resposta ao que de facto lá está perguntado, sem qualquer outro investimento de caracteres em juizos de valor às tuas palavras: «Qual foi exactamente a terrível provocação sofrida pelo pobre e inocente Ricardo, não me dirás?» E isso não, não me disseste, querido amigo. Disseste outras coisas, e no texto várias que permitem assumir de forma relativamente segura que até terà existido uma causa (a tal provocação, mesmo enxuta) a justificar a consequência que foi a atitude de RR… e isto estou certo que farás a justiça de reconhecer que está lá, sem censuras. De resto és até muito claro na tua intransigência perante o disparate criminoso:«Faz sentido que seja obrigado a responder em tribunal pelo crime de atentado à liberdade de imprensa, independentemente do desfecho do processo. O Estado deve ter tolerância zero para a dimensão formal do que está em causa posto que envolve a responsabilidade de um deputado.» Por esta altura já mais que suspeito estarmos os dois muito perto de ter opinião igual ou quase sobre este episódio. E só por essa razão não me levantei e não te levei o computador quando me provocaste. Por isso e porque não estavas aqui, também… ou já tinhas levado um enorme abraço, para aprenderes.

    Mas levas agora, não te safas: ora toma lá abraço

    do

    rvn

  14. (não me leves a mal, Rui, mas tenho de dizer uma coisa docinha: os teus abraços estão para os enfermeiros daqui como os caramelos estavam para portugal há muitos anos) :-)

  15. O Ricardo teve foi sorte em ter dado com passarinhos, a gatunagem é um ofício de risco e a falta de respeito pelo ofício dos outros dá cabo dos galões de deputado a qualquer um.
    E não há imunidade ou solidariedade partidária que proteja o meliante de um par bem aviado de palmadas no cu para atinar.
    Acho que foi uma pena ficarem por dar.

  16. Rui, a provocação foram certas perguntas, como Ricardo Rodrigues declarou e o vídeo mostra: assim que foi questionado acerca da sua demissão, em 2003, do Governo Regional dos Açores, em que era secretário regional, na sequência de boatos, com repercussão pública, que o ligavam a um escândalo de pedofilia no arquipélago, ele passou-se.

    Ora, tu estás a insistir na petição de princípio que originou a tua indignação inicial. Escreveste agora, repara:

    “«Qual foi exactamente a terrível provocação sofrida pelo pobre e inocente Ricardo, não me dirás?»”

    És tu quem está a adjectivar a provocação como “terrível”, daí construindo a interpretação que te leva para estas ilegítimas afirmações:

    “Disseste outras coisas, e no texto várias que permitem assumir de forma relativamente segura que até terà existido uma causa (a tal provocação, mesmo enxuta) a justificar a consequência que foi a atitude de RR…”

    Que outras coisas foram essas não referes, o que não permite saber do que falas. Mas podemos reconhecer que continuas a querer justificar o subjectivo significado que atribuis às palavras e frases que leste. Neste caso, entendes que a causa, no tempo e na situação, é equivalente à responsabilidade, na resposta a essa provocação, ou estímulo. Acontece que até tu, se respirares fundo durante 5 segundos, dirás rapidamente que não faz sentido que seja. É que perguntar não ofende, certo? Todavia, tu sabes muito bem, e muito melhor do que eu devido à tua prática como comunicador profissional, que há perguntas que podem ser acintosas. Seja como for, em lado algum diminuo a responsabilidade do Ricardo, bem pelo contrário.

  17. Caro Valupi,

    De acordo que o que o Ricardo Rodrigues fez não tem uma conotação política. Nem podia ser de outra forma. O que tem conotação política, e a meu ver parece inegável, é o facto de dirigentes do PS, independentemente de quais, virem demonstrar, publicamente, solidariedade para com RR. Nestes casos se não se quer imiscuir a política com o lado pessoal é simples: liga-se à pessoa em questão e diz-se o que tem de ser dito. Isto é a “única” coisa em que discordo do que escreveu.

    Aquaporina

  18. Aquaporina, a solidariedade manifestada publicamente foi política, não pessoal. No caso de Assis, líder parlamentar do PS ao tempo, havia que tomar uma qualquer posição perante o episódio que envolvia um deputado do seu grupo e tinha acontecido no Parlamento. O que Assis fez foi manter a lealdade institucional numa situação de enorme fragilidade política e pessoal para todos, Ricardo e grupo parlamentar do PS.

    Ou seja, numa situação onde teria sido fácil deixar queimar um deputado por ter perdido a cabeça, ou dele querer distância para não ser contaminado, Assis escolheu o caminho mais difícil para a sua imagem, enquadrando a ocorrência na sua importância devida e possibilitando a recuperação do Ricardo para a actividade parlamentar.

  19. valupi, caríssimo,
    perdoarás a ausência de resposta mais pronta, uma aparente indelicadeza que tem justificação de peso, acredita…
    …sendo que de resto o assunto se esgotou na solidez do teu argumento, que aceito: terei talvez assumido mais que o escrito ao sobrevalorizar a tua referência à provocação, algo que eu já trazia para mim estabelecido não servir como justificação para o grosso disparate do rapinanço que é o que faz assunto, repara, e não a qualidade das perguntas, que suspeito só terão desorientado tanto um batidíssimo RR por talvez acertarem na mouche das suas trapalhadas por esclarecer… que convirás existem em número e dimensão apreciáveis, acontece aos melhores. Daí ao meu comentário foi um pulo, que se esticou um nadita para o teu lado, aceito… mas também há quanto tempo não proseávamos, não me lo dizes?

  20. Rui, não há nada a perdoar, como bem sabes, só a agradecer. É um prazer e uma honra jogar ténis de mesa contigo.

    Não tenho informações suficientes a respeito das actividades do senhor em causa para o acusar sem necessidade de gastar os recursos do nosso sistema de Justiça, pelo que pertenço àquele grupo de casmurros que prefere considerar inocentes os cidadãos ainda não declarados culpados.

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