Os novos pides

O Governo Sombra é um programa de comentário político que utiliza o humor como dispositivo retórico. É também um programa de grande sucesso, onde o humor serve para institucionalizar as posições expressadas como se fossem críticas isentas, deliberações do bom povo na sua pureza risonha e sem mistura de políticos e coisas torpes que tais. A escolha dos protagonistas, porém, define a agenda política em causa, sendo o PS o alvo preferido, sistémico, dos ataques de todos. Pedro Mexia representa uma direita condescendente e difusa, João Miguel Tavares representa uma direita populista e bronca, e o Ricardo Araújo Pereira representa uma esquerda inconsequente e cínica. Obviamente, Sócrates reina supremo como agregador e estimulante da actuação frente aos microfones e às câmaras. Se alguém anotar quantas vezes se fala de Sócrates chegará à conclusão de que é esse o tema favorito ao longo dos anos, tanto pelo número das ocorrências como pelo entusiasmo, incluindo o entusiasmo do Carlos Vaz Marques. O poder de influência desta fórmula, em especial ou exclusivamente pela presença da coqueluche fedorenta, é enorme.

No programa de 20 de Março, tal como fez num texto na Visão, o Ricardo resolveu usar as escutas a Sócrates para gozar com ele, com Santos Silva, com um dos filhos de Sócrates e com o próprio conceito da presunção de inocência. Vejamos o trajecto do seu pensamento registado em vídeo:

– Começa por dizer, a propósito das escutas a Lula e Dilma, que nas suas (dele) comunicações telefónicas pessoais não há qualquer matéria do foro criminal. Parece uma referência inocente, neutra, mas com ela está a justificar o uso das escutas de forma ilegal desde que se suspeite de actos criminosos por parte dos escutados. É uma posição que também Passos Coelho assumiu, em 2012, quando disse que tinha “todo o prazer e todo o gosto” em que certas escutas onde aparecia a falar fossem reveladas. Parece a defesa da transparência absoluta, mas na prática trata-se de um insidioso ataque à privacidade e aos direitos de personalidade de terceiros. Esta posição do sr. Araújo, revelada en passant, é levada ao paroxismo poucos minutos depois ao fazer a sua rábula sobre as escutas a Sócrates.
– A rábula é antecedida por uma introdução, onde recorre a Sousa Tavares para justificar a exploração de qualquer escuta divulgada ilegalmente e sem carência de qualquer limite ético para o seu livre uso. Logo, não está sozinho no critério, está apenas a repetir o que outros, e até mais velhos, fazem ou fizeram, ou onde supostamente terão dito qualquer coisa do género.
– De seguida, protesta contra a imprensa portuguesa por apenas o Correio da Manhã estar a fazer com as escutas o que ele se prepara para fazer também dentro de segundos. Só um CM parece-lhe pouco, curto. O Ricardo gostaria de estar mais bem acompanhado, mas que se lixe. Antes com o CM do que perder a oportunidade, pensa e pratica este herói da cidadania à portuguesa.
– Por fim, veio a rábula. É um exercício banal de sarcasmo e deturpação no que toca ao diálogo entre Sócrates e Santos Silva, e é um exercício indecoroso de calúnia na parte em que achincalha o filho de Sócrates.
– Do princípio ao fim, mostra que a presunção de inocência não faz qualquer sentido perante o que ele, o CM e a restante população já concluíram a partir das escutas publicadas.

Nunca ninguém irá perguntar ao Ricardo por que razão não gozou com outras pessoas apanhadas nas escutas. Uma vez que as ouviu todas, qual o motivo para não ter aproveitado outros diálogos tão ou ainda mais caricaturáveis e igualmente pasto para a celebração televisiva da culpabilidade do monstro? Essa sua selectividade, do ponto de vista humorístico, causa perplexidade. Pelo que a melhor explicação deve estar noutro lado, o político. Por razões políticas, o Ricardo permite-se escolher quem deve ser levado à fogueira do seu espectáculo, sendo ele o juiz da presunção de inocência dos cidadãos envolvidos em processos judiciais. A sua difamação é selectiva, quiçá por calculismo, quiçá por misericórdia, quiçá por aleatoriedade. Em troca, recebe dinheiro, no caso da Visão e da TVI. E ainda inscreve o seu nome na História da sociologia jurídica em Portugal, ao se constituir como assistente oficioso do processo com a finalidade de contribuir para a acusação, julgamento e condenação de Sócrates e do seu bando de facínoras.

Creio que a TVI pode ter aqui um filão. O capital humorístico das escutas, mesmo que os protagonistas sejam ilustres desconhecidos, e de preferência quando as escutas são publicadas ilegalmente mas ficando à disposição dos cómicos e dos pulhas do regime segundo a tese atribuída pelo nosso herói ao Miguel Sousa Tavares, é infindável. Tanta piada que poderá ser feita, despertando gargalhadas homéricas na assistência e no Carlos Vaz Marques (não necessariamente por esta ordem) em cada caso judicial, haja ou não acusação. Corrupção, burlas, violações em grupo, violência doméstica, abuso de menores, assassinatos, uma caverna de Ali Babá para os justiceiros que ganham a vida nessa vida. Mas nem só com escutas poderá ser feito este novo programa. O Ricardo, apenas tendo de gastar migalhas do seu genial talento, será capaz de aproveitar qualquer violação da privacidade para nos levar às lágrimas. Pode ser um papel pardo cheio de nódoas de azeite com um coração e um zé bastos desenhados, ou uma fotografia de infância mais sugestiva, ou até umas cuequitas com o mapa de África evacuado que a bófia tenha levado como indício de alguma porcaria e que os seus amigos no CM lhe tenham feito chegar a casa para análise mais detalhada.

A única figura pública que me lembro de ter mostrado uma visceral repulsa pelo uso de escutas foi João Soares. Uma única num país onde muitos já nem sequer sabem o que foi a PIDE. Esta violência de se explorarem mediática e politicamente pedaços descontextualizados da privacidade de cidadãos que nem sequer foram acusados, quanto mais condenados fosse pelo que fosse, define quem a faz. Define a comunidade que somos, dominada por estes poderes fácticos. Num certo sentido, estamos perante um organismo muito mais opressor do que aquele da antiga polícia política. Agora, os novos pides são comediantes profissionais.

28 thoughts on “Os novos pides”

  1. “A única figura pública que me lembro de ter mostrado uma visceral repulsa pelo uso de escutas foi o João Soares. ”
    Está a ser injusto para com os seus colegas de blog, como Isabel Moreira por exemplo.

  2. anonimo, é bem possível, daí ter circunscrito à minha memória a referência. Onde é que a Isabel se pronunciou, para que a refira numa próxima eventual ocasião?

  3. E depois há aquele ligeiro incómodo do RAP: uma vez que aquilo no Brasil correu mal e parece que o Lula afinal não está tão morto como o pintavam, como fazer com as evidentes semelhanças com o processo Sócrates, dada a quantidade de alarvidades que entretanto já se disse? Fácil: reforça-se a dose de chungaria.

  4. Portugal é um offshore de indecência pública. Um paraíso fecal. Os media são o veículo.

    Val, ontem o clube da tua terra teve uma derrota pesada. Ânimo. :)

  5. Acabei de ler o escrito do fedorento na Visão (ainda não tinha lido).
    Do que li devo depreender que afinal o dinheiro também não era de José Sócrates mas sim das “amigas abusadoras” ?
    É que na lógica imbecil do fedorento o dinheiro é de José Sócrates porque ele “exige” de forma malcriada o usufruto das coisas do Carlos Silva. Mas por outro lado, as amigas de Sócrates fazem o mesmo com o próprio Sócrates !!!
    Logo, silogismo simples, o dinheiro não é de Sócrates. Na realidade é das últimas beneficiárias, as “amigas abusadoras”, e Sócrates é um mero intermediário, uma espécie de motorista que cumpre o desígnio de fazer chegar o dinheiro do Carlos às “amigas”.
    Se calhar é por causa desta trapalhada humorística que o inspector das finanças e o RoTex estão baralhados e nunca mais atinam com a tese acusatória.

    PS: quanto às escutas telefónicas … caminhamos a passos largos para a concretização do “Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley. Ainda não nascemos de proveta, não dormimos com os auscultadores nos ouvidos a ouvir o “condicionamento”, e não tomamos o sucedâneo fatal aos 65 anos … mas eu já me sinto como se sentia “O Selvagem”. Meu Deus ! que visionário escreveu tudo aquilo há tantas décadas atrás !

  6. Na mouche: “agora, os novos pides são comediantes profissionais”. Toma lá e aguenta RAP. Deves pensar nisto, se é que ainda tens uns restos de pudor.

  7. nunca ri com ele. antes achava estranho esta falta de graça minha. agora, não: artes cenicas são outra coisa.

  8. A TVI tem piorado imenso no que se refere à informação, a nova direcção não
    agarrou bem a diferenciação, segue a generalidade isto é; procura uma emula-
    ção com a concorrência no caso com o Eixo do Mal da SIC-N e, fica a perder de
    longe ! Pois, um umorista em crise, um “jornalista” e “escritor” falhado mais um
    “poeta” e “intelectual” confuso … não podem produzir algo que se aproveite!
    Esta opinião é baseada nos comentários que tenho lido e ouvido sobre esse
    programa da sombra que só espreitei uma vez e fiquei curado para nunca mais!!!

  9. o” governo sombra”,era suposto criticar o governo do pais.foi assim no tempo de socrates.deixou de ser com a direita no poder,onde socrates era a figura central das criticas.jmtavares,é um escroque,e por isso teve um problema com o jose´socrates,depois de um artigo vergonhoso escrito por si para o dn. o ricardo pereira,é um burguês que tem a mania que é pcp.não ouço esta gente.estão em antena,porque os donos da tfs,são privados e de direita!

  10. Finalmente Valupi tomou consciência da enormidade reacionária e para-pidesca, tal como jmt, cuja esquerdice de baba não é mais que o seu interesse próprio disfarçado.
    Como o pachecal figurão, intelectualiza a sua opinião preconceituosa e revanchista com o velho palavreado de “esqerda infantil” com o qual ganhou estatuto de esquerdista que agora o permite usar um pensamento e linguagem para-pidesca disfarçada de pensador de esquerda que os embasbacados papam alegremente. No fundo, usa o mesmo truque que usou e usa o jmt para se ir promovendo nos media e ser cada vez melhor pago; isto é, cada vez se vende mais para cada vez se vender mais caro. Isto é, são uns vendidos a quem dá mais mesmo que para isso tenham de fazer de pides “democráticos” à solta.
    Até aqui sentem que Socrates é o seu ganha-pão preferido e por isso chafurdam como antropófagos na ementa que já dão como carne morta. Do mesmo modo, um dia, quando a opinião pública virar maioritária e aperceber-se da pulhice que é, foi, fazer dum patriota impoluto e político inigualável um bode expiatório das mediocridades políticas próprios, vão virar a casaca e com o mesmo à vontade vão trocar de máscara indo buscar ao seu arsenal delas a adequada à nova situação.
    E atenção, estes são mesmo muito fedorentos mas o do eixo do mal não cheiram menos mal que estes. Mais ou menos disfarçados intelectualmente, e ao serviço do orgão oficioso dos pàf, todos estão para a política portuguesa como medina carreira está para a economia; enquanto vendem a ideia dos políticos corruptos são eles próprios que vivem de vender tal mercadoria falsa ao povão ingénuo.
    São papagaios falaciosos tal como há pouco um imbecil do futebol, no Bayern-Benfica, dizia que um jogador ao abrir os braços ou as pernas aumentava de volume. Tal como este idiota descobriu uma nova lei da física os do “eixo” e das “sombras” andam a descobrir políticas feitas de pensamentos e leis naturais feitas desta maneita futebilística.

  11. Em democracia há várias pides.

    Ao menos “naquele tempo excepcional) a pide era dirigida em sentido bem definido,

    Só lá caía quem queria.

  12. a direita, vai apresentar um programa de 31 medidas para apoio às empresas. pelos vistos, para estes canalhas, o ESTADO só serve para lá meter dinheiro.quando estava nas empresas, não paravam de berrar para delas sair! acham que o governo do costa está a destruir o que fizeram,só porque se recuperou os feriados e alguns subsidios para os mais desfavorecidos.aos empresarios mesmo bem instalados na vida,à minima dificuldade, mesmo que conjuntural,surgem logo armados em bombeiros para apagar o fogo à custa dos portugueses.tambem é para ajudar empresas que a caixa geral de depósitos existe,mas o rapazinho de massamá a té esta “ferramenta” ao serviço do estado,e do pais quis privatizar.

  13. Com 61 anos, acho-me um felizardo, no bom sentido da palavra. Se fui acossado pela PIDE, não senti nada. Mas hoje, embora não tenha medo de nada, acho que se pode chamar ao que nos rodeia uma democracia, preferiria o anterior regime. Após o dia D, fui molestado na tropa. Foi em Paço DÀrcos a 28 de Abril de 1974; no Campo Grande em Maio de 1974 ou em Angola em setembro de 1974. Como cidadão civil e no exercicio das minhas funções, fui galardoado como o melhor funcionário ao fim de 3 meses de atividade para mais tarde, aos 5 anos me quererem expulsar desse local de trabalho e já com 30 e tal anos de serviço. Havia no local um sujeito que parecia meter medo a todos os funcionários. Fiz-lhe frente quando me quiseram subjugar. Disse que não e enviei um mail aos restantes camaradas dos motivos a que não me deixava subjugar a tal criatura. Que coragem, disseram – mas não somos tua testemunha se o caso dere para o torto. Por este mail a entidade aplicou-me um ano de inatividade profissional.
    Mas o assunto foi parar a Tribunal e tão convicto que o Tribunal me daria razão, aconteceu o inverso. Penalizado em 150 dias de multa a 10€/dia, 1000€ de indemnização, custas,. etc.
    Por estas e por outras, sinto-me feliz por este mail me ter custado cerca de 3500€ (xxi -2010)- especialmente quando me transmitem que este povo vive em democracia. Vive é mais encurralado e em piores condições de segurança, de desiguldade e…

  14. Para muitos democratas os humoristas deviam ter uma venda e uma mordaça.
    Assim fazendo lembrar…hum… talvez o Estado Novo em 1942.

    A única crítica que faço ao “governo sombra” é lentamente estar a tornar-se num “eixo do mal” de gente instalada que mesmo assim ainda tem piada.

    O “governo sombra” deveria ir se reciclando e manter-se na sombra e nao vir ca para fora procurar um lugar ao sol.
    P.S.: A democracia tem uma medida diferente para cada democrata. Para os de esquerda a democracia é só de esquerda e a direita devia ser proscrita.. Para muitos de direita a democracia é um regime torpe devido à existência contaminadora da esquerda.
    Para o imaginario da maioria dos da esquerda em Londres, Toronto, Berna ou Estocolmo nao existem “pides” ou escutas- só em países de choldra como o nosso. Nao so existe, como é bem mais feroz e atenta, assim como existe uma policia bem mais musculada e apoiada que a nossa… esse sinónimo de fascismo, a seu idealistco ver. Porque é que existe? Precisamente para poder continuar a garantir uma democracia efectiva e moderar pretensos iluminados ditadores de democracias pessoais.

  15. Reaça &Ribas,

    Estou totalmente de acordo com os dois: alias o que f*** a “esquerda” é precisamente ter a pretensão que é a única facção promotora do humanismo e aquele conceito de julgarem ter a única perspectiva efectivamente correcta acerca de tudo, muitas vezes conhecendo quase nada do que nos trouxe até aqui na História.
    O que me f*** na direita moderada é precisamente não conhecerem os limites da esquerda, talvez por razoes equivalentes, não se assumirem nem explicarem convenientemente os seus ideais.

  16. Ignataz.
    Muita gente deste país se deixou cair na ilusão. Espero que tenha uma sorte diferente daqueles que andaram a trabalhar uma vida inteira, descontando e agora não têm dinheiro para pagar a medicação, a água e a luz. A diferença democrática está na CGA onde vemos reformas com 200 € e 6000 €. Deve-se a Quê? Sustentar aqueles que nada fizeram na vida, graças à democracia, e têm reformas chorudas

  17. É isso ignatz, hoje em dia os humoristas tipo Canal Q e suas variantes estilo “eixo” e “Gov. Sombra” são estilizações de palhaçadas e quando se pôem a falar de política fazem prognósticos que nunca se cumprem ou se se cumprem são puro acaso e mais raros que acertar no euromilhões.
    Antigamente os palhaceiros para pôr o pagode a rir facilmente fazia trocadilhos de conotações sexuais e com este truque, por fim, bastava o palhaceiro abrir a boca, e ainda antes de dizer o que quer que fosse, para o pagode desatinar à palmada com as mãos. Hoje o processo é o mesmo o que mudou foram as personagens e os objectos dos trocadilhos; passaram a ser a política e os políticos.
    Conseguiram, na esteira da estratégia dos plutocratas e seus homens de mão donos dos media, vender a ideia dominante que os maus e corruptos são os políticos e o mal todo está na política e consequentemente na democracia onde ainda à liberdade de voto. E, deste modo, tal como os de antigamente os actuais palhaceiros usam e abusam dos trocadilhos acerca da política e políticos metendo tudo no mesmo saco.
    Bem, tudo não, que os palhaceiros tal como cada indivíduo não pode fugir à sua condição de pessoa social que vive entre ideias e actos políticos e, consequente e infalivelmente têm uma convicção política formada e, provavelmente, formatada de acordo com interesses pessoais actuais ou futuros. E assim, quando faz trocadilhos de ordem política que implicam, necessáriamente, fazer uma escolha de juízos entre o que é político bom e o que é mau decide-se sempre por um dos lados, ou seja por aquele que professa ou comunga de ideias e ideais semelhantes aos seus; não há neutros como não há almoços grátis.
    Claro, os palhaceiros intelectualizados do tipo dos que falamos aqui usam fundamentar com retórica sofística os seus juízos de valor numa tentativa desesperada de disfarçar interesses próprios.
    O rap é um dos últimos, nestes tempos, que se vai desmascarando à medida que aparece cada vez mais nos media defendendo a pobreza em geral enquanto ele individualmente enriquece.

  18. Era fácil fazer rir para dentro no tempo da outra senhora com a censura pidesca.

    Agora ninguém acha graça a porra nenhuma porque nada tem graça.

    Até já nem se liga importância haver homosexuais ou bisexuais ou trisexuais no colégio militar, nem se exige WC para masculinos, femininos e neutros.

  19. Há uns anos que deixei de ver essa merda, assim que percebi o que Valupi escreveu: que “a escolha dos protagonistas, porém, define a agenda política em causa, sendo o PS o alvo preferido, sistémico, dos ataques de todos.” E que aquilo só vivia porque o guião era malhar em José Sócrates, uma espécie de Correio da Manhã, com a mania que tinha muita gracinha.
    Na verdade também deixei de ver porque fico enjoadocom a cara e a voz daquele gajo de óculos que carrega nos erres.
    Por fim, vê-se mesmo que esse Governo Sombra não foi eleito, já que é o único Governo português em que o PS nunca teve, não tem nem terá, qualquer membro.

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