Orçamentos grátis

Quando for eu a mandar nesta merda toda, obrigo os partidos da oposição a apresentarem os seus orçamentos alternativos. Adorava ver o que aquelas inteligências elaboravam no fogo da responsabilidade.

Como é que o BE e o PCP fariam a divisão dos recursos, sabendo-se que iriam aumentar e dar subsídios de desemprego a qualquer marmanjo sem vocação para o trabalho, proibiriam os despedimentos, prenderiam os patrões, fariam chegar os cuidados de saúde ao cu do mundo e transformariam as pensões de miséria em pensões de fartura? Qual seria o défice resultante das propostas eleitorais desses partidos?

E como é que o PSD e CDS diminuiriam o défice, sabendo que também pretendem baixar impostos, acabar com taxas, diminuir os pagamentos ao Estado? Como é que eles fariam o emagrecimento da Função Pública, onde e quanto cortariam? Como é que diminuiriam o desemprego se o actual desemprego é causado por factores externos?

Venham daí esses orçamentos. Não custa nada.

28 thoughts on “Orçamentos grátis”

  1. Na boa.
    Saúde é coisa do estado ? consome carradas de recursos que dão lucros astronómicos a carradas de gente. Estamos na UE , né? então toca de por os laboratórios estatais europeus a mexer e a partilhar . Aposto que a UE , com tanto cientista desempregado , conseguia estatizar o sector saúde ( que consome milhões ) num piscar de olhos. e mandava as farmaceuticas à merda. Comer ? é preciso todos días , toca de agricultar. Saber , nem toda a gente quer , pois não ( alguns curtem canalizações e marcenarias . e qual é o mal? salário pobre? aí está. Na noruega ganhavam quase igual a “doutor” dado reconhecem-lhes a sua indispensabililidade) . escolaridade obrigatória ? obrigado , não queremos. já percebemos que é para dar emprego aos profs ( a fatia no orçamento deve ser choruda , não? ) : olha , vão plantar batatas. Só na agricultura ( 80% dos alimentos são importados) metia-se meio país a trabalhar ( que feio , que primitivo mexer na terra , né ? mas sem comer não passas , e comprar comida no estranja quando não há tostão…é assim pró beto deserdado ).
    E mais coisas do arco da velha: gente de 60 anos com horário de trabalho igual a um de 30 ? só cabeças burras uniformizam coisas diferentes , ou continuam com a uniformização , sem ter em conta diversidades.

  2. Essa “esquerda ” irresponsável é como os que assobiam o artista que no palco escorrega. Estão apenas a falar para a sua clientela e a tentar mantê-la na loja.
    A direita trauliteira , essa está de rastos, não pode com uma gata pelo rabo e, o que quer, é que o PS continue a governar enquanto eles preparam qq coisa que lhes permita um dia, chegar ao poder. Até pode ser pela mão do FMI, ou de da UE, ou do Cavaco. Mas agora é que não!
    Daí a minha modesta opinião de que este OE foi uma oportunidade perdida e histórica para o PS os apertara todos e fazer um OE à semelhança dos seus valores e do seu programa. E, ficar a a olhar quem é que teria coragem para deitar abaixo o governo e entender-se depois com os ratings e essas coisas complicadas dos economistas que têm demonstrado pelo universo serem uns ases da desgraça internacional.
    Lamento este PS que não soube aproveitar a bandeja que lhe estenderam. Era só servir-se!
    E, lamentavelmente, pode ser que me engane, em breve estaremos na situação de mais um outro O rectificativo…este é muito fraquinho!

  3. Há uma coisa neste OE que me deixa intriga que é o suposto aumento da função pública. O quê mudou de 2009 para 2010? O quê se passou para passar de 2,9 para 0? Terão sido ás eleições? Como se pode governar assim um país?

  4. Boa , Val.
    A dificuldade está :
    – para o PSD e CDS : apresentariam algo idêntico ao PS;
    – para o BE : o Prof. Louçã é isso mesmo um professor e o resto do pessoal é um grupo de fãs do dito e sabem organizar acampamentos de verão;
    – para o PC : só em ditadura do proletariado é que sabem fazer orçamentos, nos quais há uma verba reduzida para Goilags.
    Cumprimentos

    P.S. : os Verdes são um partido a quem se podia exegir isso, Val ?

  5. Essa pergunta, relativamente ao PSD e CDS, já teve resposta recente: a famosa operação de venda ruinosa dos impostos a um grande Banco internacional e a rapina do Fundo de pensões da CGD, etc.

  6. Val,

    “Aumentar o subsidio de desemprego a um marmanjo sem vocação para o trabalho”, não é algo que mereça grande preocupação. O que deve merecer uma enorme preocupação são os altíssimos salários, acrescidos de regalias e mordomias, pagos a marmanjos, que não apresentando vocação para o trabalho, apresentam grande vocação para roubar todos os portugueses. Estes sim, são preocupantes, e os verdadeiros desvios à economia real passa pelo roubo que estes senhores praticam. Claro, para trabalhar também não têm jeitinho nenhum.

    O desemprego é muito sério. Não deve ser tratado desta maneira, nem tomando aquilo que é residual pelo todo.

    Dito isto, concordo com o que disseste. Deveriam todos apresentar os seus orçamentos para que os mesmos fossem objecto de discussão abstracta. Está claro que discutir e apresentar soluções em cima do trabalho feito por outros é muito mais facil

  7. Não trato do desemprego nesse chiste que bem aproveitas para transmitir uma justa apreciação, Carmen Maria, mas da ideologia que vê no capitalismo – com a inerente concepção do trabalho, do mercado e da livre iniciativa – o inimigo a combater; mesmo que nenhuma alternativa tenha sido capaz de se mostrar capaz de o substituir como modelo económico e político civilizacional. O marmanjo que prefere o subsídio ao trabalho até pode ser um actor que tem a sala vazia e o ordenado garantido ao fim do mês à conta do subsídio estatal.

  8. Como dizia o saudoso José de Vasconcelos : Mulheres , cheguei!!!(em português do Brasiu) . Val, estive ausente por assuntos de saúde da minha mulher, mas agora estou por cá outravez. E o problema que nos pões é enorme: como é que o PSD, o CDS, o BE, e o PCP,(os Verdes não contam, andam a reboque) iam conseguir sobreviver se tivessem que apresentar os orçamentos alternativos ao orçamento do PS? A incoerencia e a aldrabice eram tantas que ia ser tudo denunciado, e assim eles não iam conseguir enganar a maralha do mesmo modo com que enganam agora . E, tudo em pratos limpos, era de facto o melhor para todos nós, mas parece que não é possível. E depois as agencias de Rating(acho que é assim que se escreve), não sabiam o que dizer; tinham que se lembrar das asneiras que tinham dito antes da crise nos ter quase levádo a todos na enchurrada, e eles terem andado a louvar a Irlanda, a Islandia etc ,etc, etc, e terem metido as quatro patas na possa, e terem-se calado que nem ratinhos envergonhádos ;mas agora NÂO, agora já estão outravez a arrotar postas de pescada e a ameaçar os paízes do sul , particularmente este cantinho cá de baixo; como é lógico, não falam no défice francês, alemão etc , etc, etc. Enfim, alguns países mais iguais que outros -Ah, grande Orwel !!!

  9. Venham daí esses orçamentos? Bem podes esperar sentado.
    No fundo o que a “esquerda” almejava era um orçamento ” a la direita” para capitalizar o descontentamento. No fundo, lá muito bem no fundo, o que a direita desejaria era um orçamento propício ao início da contagem das espingardas. Aliás, é só ver o que já se escreve por aí com apelos mais ou menos explícitos a soluções desse tipo. Os centros de informação do costume bem fazem por isso. Os lobistas encapotados lá vão fazendo o seu “dirty work”.
    Entretanto o “Mete medo” continuaria a contratar ao preço da chuva ( pois mais vale, segundo o dito, ter um emprego de €400 que não ter emprego nenhum) e o “Insonso” não recorreria aos seus assessores jurídicos para hipotéticas verificações de constitucionalidade, pois continuaria a manter a alta produtividade do sistema…bancário e dos seus apaniguados.
    Em Dezembro de 1923 um alto dirigente da Associação Industrial dizia que era necessário reduzir de forma drástica as despesas públicas, alienar funções do Estado, reduzir a carga fiscal sobre as actividades empresariais e recuperar os capitais emigrados. Como vês, nada de novo. Apenas mudaram as moscas.

  10. Se a DEMAGOGIA, que esses Partidos ostentam, pagasse imposto, de certo, que o défice era menor. Só quem não tem pretensões em ser qualquer dia governo (porque sabem que a maioria da população já sabe o que eles são…)é que pode pedir “este mundo e a cabeça do outro…”. Tenhamos paciência, mas que já chateia, lá isso é verdade.
    Quanto aos outros dois partidos, forçados como parece terem sido, por uma “alta instância” lá deram uma de “interesse nacional”, mas não se coibem de querer, como os outros dois acima, mais despesa e menos impostos (Código Contributivo, PEC, etc., etc…). É de bradar aos céus a “ala perfomance” do Deputado Miguel Frasquilho (Fraquinho, costumo dizer eu…)quando fala do défice… é preciso ser muito demagogo e querer falar para “as bases” (como qualquer básico que se preze…)para não falar a verdade toda e não querer ver o conjunto da realidade. Se fosse ele o Ministro das Finanças (Deus nos livre!!!) ele iria a uma qualquer saibreira, ou às minas de salgema e recolhai de lá os proventos para a nação… Enfim…

  11. O orçamento da coligação negativa teria um défice de 37% do PIB.
    O rating da Moodys juntaria Portugal ao Haiti, cinco pontos abaixo do Dubai.

  12. pois é; tem toda a razão.
    porem-se com o rabo de fora a arrotar postas de pescada é fácil; e essa é a grande especialidade dos politicos desta trampa de oposição.

  13. O que eu não concebo é que o governo tenha omitido os números reais do défice aos Portugueses antes das eleições.
    O Orçamento é mau. Porquê continuar a insistir no TGV??? Para os espanhóis virem a banhos à Costa da Caparica? Está mais que visto que este investimento vai ser um poço sem fundo que as futuras gerações de Portugueses vão pagar e para quê? Sim, para quê?
    Mais auto-estradas para quê?
    Voltar à agricultura está fora de questão pois os grandes latifundiários não querem. Preferem receber os subsídios da UE em vez de tornarem Portugal produtivo. Eles cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. E é principalmente por esta razão que o orçamento não presta. Porque é desiquilibrado e investe em coisas que hipotecam o futuro. Quem vier atrás que feche a porta.
    Se eu era capaz de fazer um melhor orçamento? Só me ocorre uma resposta:
    Pior é impossível!!!

  14. D. Gilberto Canavarro dos Reis foi entrevistado por Ângela Roque para a
    série “Caminho das Dioceses”, que a Renascença está a realizar no quadro
    da visita do Papa Bento XVI a Portugal.
    O Bispo de Setúbal apela a que seja efi ta uma refl exão sobre as suas causas
    das difi culdades que atingem a sua Diocese.
    Os pedidos de ajuda
    às instituições da
    Igreja aumentaram,
    no último ano, entre
    20% e 30%, revela D.
    Gilberto Reis, e muitos
    desses pedidos
    vêm dos chamados
    “novos pobres”.
    Neste entrevista o
    bispo falou também
    sobre os bairros sociais
    da região, com
    particular atenção para o Bairro da Belavista, para o qual pede soluções.
    “É preciso o envolvimento de todos – do Governo, da autarquia, das instituições,
    das próprias pessoas que estão no bairro – para fazer um grande
    projecto para que, daqui a um conjunto de anos, a situação das pessoas
    se possa inverter”, disse.
    Noutro plano, o Bispo de Setúbal diz que os portugueses se mostraram
    mais solidários no último ano, mas, numa análise global, nota que “falta
    coração ao Homem” para ajudar mais os que mais precisam: “Não temos
    falta de bens no mundo. Temos bens de sobra. Temos falta de coração
    para os distribuir melhor. Tenho encontrado gente com coração de ouro,
    mas se esta solidariedade vai até ao fi m, não sei. Oxalá que esta crise nos
    ajude a ter a coragem de refl ectirmos sobre nós mesmos e a nos abrirmos
    mais aos outros”.
    Versão vídeo da entrevista disponível em http://www.rr.pt.

  15. ‘Os ditos crípticos têm o seu encanto, mas não puxam carroça.’

    Pode nao haver mais nada neste blogue, mas literatura, pelo menos, ha.

  16. De facto trinta e tal anos é muito tempo; sempre a mesma coisa e sem fim à vista. Ao menos se o simplex integrasse um programa que fosse uma aplicação do deputado 5 estrelas, a coisa até podia entar num esquema de funcionamento, tipo piloto automático. Já viu o dinheiro que se poupava e o descanso que seria de não ter que os gramar?
    Entretanto impõe-se uma análise sistémica ao paradigma conceptual que é; os mesmos palácios do velho regime, servirem de aposentos e seus derivados, aos políticos do regime da feliz consequência, que leva uma existência quase tão velha como a do outro e para o qual não consigo encontrar palavras para definir qual é mas, pelo menos uma particularidade; para os seus elementos nunca há crise; os vencimentos, eles próprios os determinam, perguntem ao senhor Mário Soares se não é verdade. E os outros? Estão calados mas agradecem, pois não!

  17. Caro Val,
    Por mais orçamentos que se façam, enquanto não se pagar o justo ordenado aos políticos, não saímos da cepa torta. Essa é que é essa!(Até fiquei aliviada…)

  18. “O orçamento é uma merda porquê, Aristes? Explica lá.”

    Longe de mim tal pensamento, aliás como é que tal poderia acontecer a um OE de tão preclara paternidade?

    Mas ao ler o teu post, vá lá saber-se porquê, senti que te vacilava a convicção, que te careciam os argumentos, que já só conseguias articular que os demais fariam ainda pior.

    Provavelmente não foi o caso, se calhar foi tão somente falta de tempo, já que facilidade em parir os mais desvairados ditirambos ao grande líder foi coisa que nunca, felizmente, te faltou.

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