24 thoughts on “Olhando para os nossos 867 anos”

  1. Podem dizer mal dos tempos recentes, se quiserem.
    Mas não tentem convencer-me das virtudes de viver quando não havia papel-higiénico.

  2. Está bem que estamos debaixo da mira das agências de rating, mas não, não troco o presente por nenhum período do passado. Obrigadinha. :)

  3. Todos os anos por esta altura, o lobo alfa vem marcar o seu território de caça, já não tem dentes naturais, mija para as pernas sempre que aponta ao valado, faz disparar a dentadura, doirada, cravejada de diamantes, de cada vez que uiva; tal paranóia ritualista deve ter um fito; iniciar, treinar os lobitos na arte.
    Era isto que o cão Farrusco imaginava e contava ás ovelhas, suas protegidas, no centro do redil, que riam que nem umas perdidas, e mais que o lobo se atirou a um eucalipto onde o Gaitas costuma prender o macho, quando vai à sua gaitada, nessa altura o macho devia estar com a mula, logo o lobo bateu com os cornos no galho; e ainda que, de cada vez que farejava dava um espirro. Para isto o Farrusco não tinha explicação, mas nessa altura a ovelha Lulu revelou um certo embaraço, e o PéCagado, o carneiro de cobrição, tentou uma explicação; ” aquela, ali deve andar saída” disse ele; “e tu andas constipado” disse ela.

    “Já sei, o lobo alfa tem alergia às hormonas femininas!” disse o Farrusco e, foi a risada geral!

  4. «Qual foi o melhor século, período, tempo para viver em Portugal?»

    Ora aí está uma pergunta inteligente.
    Viver em (Reino de) Portugal, excluis e bem o período republicano (da república portuguesa).
    Diria que o melhor período para viver em Portugal foi o ano de 1907.
    Já existia o Sporting Club de Portugal, o Senhor Dom Carlos, vivia feliz, pintando com aguarelas, comendo, bebendo e f*****o, um povo feliz, num país repleto de felicidade.
    Em 1908 chegou o Sport Lisboa e Benfica; mataram-mos o Rei e nunca mais tivemos sossego…

  5. esta é fácil.

    este milénio, graças a esse grande estadista que é o Sócrates.

    Portugal nunca esteve tão bem de saude, nunca foi tão justo e tão educado.

    não é por acaso que todos os dias nos chegam mais emigrantes, que querem faqzer parte da nossa história de sucesso…

  6. Nós só vivemos e verdadeiramente conhecemos o nosso tempo. O meu teve dois periodos: o da ditadura, que sempre repudiei, e o da democracia com o qual sempre alinhei. É esta a resposta, não é?

  7. Há um instante que nunca vou esquecer. Foi o encerramento da Expo 98. Finalmente vi e senti um povo optimista a gritar : Portugal, Portugal, Portugal…

  8. Para mim os melhores tempos (séculos, anos, meses ou dias, serão sempre os que imagino no futuro, porque haverá tanta coisa nova que, então, dirão: como é que eles puderam viver sem ‘isto’?

  9. diferença entre optimista e pessimista , por causa do Aix :

    um optimista acha que este é o melhor tempo de todos ; um pessimista teme que isso seja verdade.

    ( não me lembro quem o disse , mas está fixolas )

  10. «Qual foi o melhor século, período, tempo para viver em Portugal?»

    Os melhores “Século, período e tempo” para viver em Portugal foram, sem dúvida, os anos de 1969 a 2001, até à tragédia de Entre-os-Rios, que nos fez despertar do sonho e entrar no pesadelo actual.

    Sonho esse que já durava desde 1969, ano em que o brutal terramoto de 28 (?) de Fevereiro não danificou quase nada Lisboa, nasceu uma nova maneira de “ser português”, com o «Zip-Zip» na televisão, e o Povo começou, lenta mas seguramente, a saír dessa “miséria extrema em que vivia ou vivera”, com o bem-estar e a “primavera política” do Marcelismo, que nos conduziu aos níveis seguintes de um desenvolvimento contínuo e nunca antes experimentado, com a euforia ingénua do 25 de Abril, o onírico Gonçalvismo (que, para a esmagadora maioria dos pobres e humilhados deste País, foi talvez o momento de todos o mais esperançoso, ainda que ilusório, claro; mas os ricos eternos não conseguem entender isto), o Cavaquismo europeísta dos dinheiros nunca antes imaginados e, por último, o Guterrismo da eterna harmonia celestial, cujo apogeu – a “Expo’98” – perdurará para todo o sempre como o último momento em que Portugal foi verdadeiramente FELIZ!

  11. Realmente, é bem verdade: a Expo 98 foi um acontecimento de que nos orgulhámos colectivamente como nunca até então na memória dos vivos.

  12. Definitivamente durante a aventura dos Descobrimentos na época do João Vaz em cujas farras e infortunios gostaria de participar. Talvez hoje houvesse mais um canto nos Lusíadas, o cantinho do K :))))

    “destemido e folgazão
    de alma e ventura
    nunca houve coração tão gentil
    e alma mais pura”

  13. É esta parte do século que descrevo a melhor:
    Para mim é desde 28 de Janeiro de 1949, dia em que nasci. A partir daí e com a vivência que me foi dada, é que posso comparar o século. Não posso compará-lo na totalidade porque ainda faltam 39 anos para que esteja concluído.
    Mas vamos a factos: Nasci num dia frio do mês de Janeiro de 1949. Tive a infância possível para aquela era. Ainda me recordo das brincadeiras dessa altura: o jogo do pião, da montanha, da cagalhufa, dos cowboys, do bate-parede, do caça-caça, dos jogos de futebol entre lugares, que acabavam sempre com uma corrida à pedrada e umas cabeças partidas. Até nisto éramos pobres, hoje são nomes de pessoas ou acontecimentos que se dão às ruas.
    Hoje na era da informática é raro ver uma criança que não tenha uma PSP, telemóvel, gameboys. Quando tive uma televisão em casa de meus pais já tinha cumprido o serviço militar. Antes de ir para a tropa não havia em casa luz eléctrica, servíamos do candeeiro a petróleo.
    Os meus netos tenho dois rapazes, «primos entre eles» um, de quatro anos, outro com sete, falam melhor ao telemóvel que eu e já homem – ganhei mais experiência pelo motivo de no serviço militar ter tirado a especialidade de rádio telefonista.
    Manhã de sete de Outubro de mil novecentos e cinquenta e seis. Saí de casa acompanhado pela minha mãe para dar início ao meu primeiro dia escolar. Para mim é novidade para minha mãe não. Dois anos antes tinha feito o mesmo com a minha irmã mais velha Amélia. Depois da chamada ali fiquei com mais trinta e tal crianças todos do sexo masculino – naquela altura havia as escolas masculinas e femininas, era proibido juntar meninos e meninas – a partir daquele dia ficamos a ser companheiros, a maioria deles, pela vida fora.
    Passei a ter aulas no período de tarde. Todos os dias de manhã deslocava-me à cantina escolar para ir tomar o leite em pó. Naquela altura os mais necessitados socorriam-se destas dávidas para matar a fome. Morava a cerca de um quilómetro da cantina e a minha mãe esfarelava um bocado de broa velha e punha um bocado de açúcar numa malga para ir tomar o dito leite em pó. Como ficava um pouco distante a fome e a lambarice eram mais fortes quando chegava à cantina já tinha devorado tudo, depois só bebia o leite. Ao meio dia lá aparecia para comer o caldo e que bom que era, com um feijão vermelho grande, era uma delícia. Nos dias do óleo de fígado de bacalhau bem me apetecia não ir, mas a fome… fechava os olhos e tapava o nariz, era assim que o tomava.
    Quando vinha para o recreio tinha colegas, poucos, com mais posses, desembrulhavam uns pequenos embrulhos e de lá tiravam o lanche e não ofereciam a ninguém. Não podiam oferecer senão não comiam nada. Entre esses ditos abastados havia um que todos os dias me pedia para copiar os meus deveres o que eu deixava. Como não me oferecia do seu lanche a partir de um certo dia pus-lhe como condição ou me dava um pão com manteiga – era o que ele lanchava – ou ia bater a outra porta. Depois desta proposta todos os dias ansiava pela hora do recreio.
    Nas férias escolares saía de manhã para a brincadeira, sabia que ao meio dia menos dez tinha de estar em casa para levar o comer, se é que aquilo se podia chamar comer, ao meu pai que trabalhava numa fábrica de moveis, como serralheiro civil. A minha mãe vinha ao meu encontro porque me atrasava sempre. Não havia relógios, regulava-me pelo sol, nos dias de sol, mas ele às vezes tramava-me. O meu pai sabia das dificuldades e com receio que quando chegasse a casa não tivesse nada para comer, deixava-me um resto que eu ali mesmo tragava.
    Com o estômago remediado encontrava os colegas de brincadeira, íamos acabar o jogo que foi interrompido. Lá continuava o Manel até ao fim da tarde. Tocava o canudo da fábrica em que meu pai laborava a dar sinal do fim do dia de trabalho. Pegava na cesta para chegar a casa ao mesmo tempo que o meu pai e assim evitava que a minha mãe me batesse à frente dele. Não valia de nada às escondidas do meu pai levava uns beliscões e mais tarde sabia o que me esperava. Escova de escovar roupa. Hoje várias vezes me recordo que a minha mãe me batia com frequência umas eram bem merecidas outras era para aliviar a depressão da vida que levava.
    Que saudades tenho dela e da escova de escovar roupa. Se hoje me fosse dado a escolher quais os pais que queria ter, escolhia-os a eles, mesmo com todas as dificuldades pelo que passei.
    Um bem-haja para eles. Pelo que passaram na terra, julgo que estão no céu. Acho que Deus é justo.
    No dia 11 de Julho de 1960, fiz a 4.ª classe. Era filho de uma família humilde com cinco filhos, àquela data, hoje tenho mais nove irmãos, sou o segundo filho mais velho e naquela altura o que nos esperava era tentar fazer a 4.ª classe porque o nosso destino estava traçado. Tanto valia ser inteligente, se fosse filho de gente pobre, sabia que tinha as fábricas de móveis à minha espera e ganhava 10 tostões por dia.
    Passei a vida a trabalhar e a jogar futebol, como amador, no Sport Clube de Freamunde, até ao dia de assentar praça no quartel de Braga, R.I.8. Passei pelo de Caçadores 5 em Campolide, Lisboa, onde tirei a especialidade de rádio telefonista e pelo C.I.C.A.1, no Porto, depois foi mobilizado para Angola, fiz parte da companhia 3341, do batalhão 3838.
    Manhã de 17 de Abril de 1971 sol quente, daquelas manhãs que apetecia ir à praia. Estou no barco Vera Cruz, contemplando as pessoas ao longe a acenar-nos com os lenços em sinal de despedida. Antes fizemos um desfile e uma parada militar, onde não faltou o discurso de partida, de boa sorte e a entrega de aerogramas, que as senhoras do Movimento Nacional Feminino nos ofereceram. O canudo do Vera Cruz dá o sinal de partida, com três toques impressionantes. Os lenços agitam-se com mais rapidez, ouvem-se gritos e choros de familiares de soldados. Ainda bem que ali não tenho ninguém, se já é custosa a partida, mais seria, se tivesse ali algum familiar.
    Desembarcamos na manhã de 26 de Abril de 1971. Havia muita gente à espera da chegada do Vera Cruz, não estava nenhum meu conhecido. Era habitual, soldados que cumpriam o serviço militar em Luanda, irem esperar os amigos, para saberem novidades da terra. Eu tinha vários mas nenhum apareceu.
    4 de Maio de 1971. De manhã chegaram ao Grafanil umas camionetas de mercadorias, para nos transportar para à zona dos Dembos. Só foi metade da companhia, a outra metade, foi, passados oito dias assim como os soldados Angolanos, que iam fazer parte da 3341. Até ao Caxito fomos bem, estava incluído no percurso que se podia transitar sem vigilância. A partir do Sassa começamos a ter receio e chegamos a Quicabo onde iam ficar as companhias CCS e 3340, a 3341 seguia para Balacende e a 3342 para a fazenda Maria Fernanda.
    A comissão de serviço decorreu com normalidade até ao dia 14 de Março de 1973. Nesse dia levantei-me cedo, tomei o pequeno-almoço e fui até ao posto de rádio, estava de serviço o soldado Alves, chamávamos-lhe (voluntário) era mais novo que nós dois anos. Ouve-se através do rádio, mas muito baixo, alguém a comunicar e ninguém lhe respondia, ao que eu disse ao Alves. Está um posto de rádio a chamar e ninguém lhe responde. Disse-me que não ouvia. De imediato peguei no microfone e comecei a chamar. Ao posto que se encontra no ar informe o seu indicativo pausadamente, condições audíveis bastantes difíceis. De repente ouvi melhor, pedia ajuda rápida, tinham caído numa emboscada. Perguntei-lhe qual a localização em que se encontravam ao que respondeu entre Quicabo e Balacende, na zona das antigas sete curvas. Estava um pelotão prestes a partir com os trabalhadores da J.A.E.A., disse ao furriel que comandava o pelotão, para irem em auxílio de uma coluna de soldados, que tinham caído numa emboscada. Para irem com cuidado que não sabia a localização ao certo. Disse ao rádio telefonista para levar o rádio em escuta permanente, para saber o que se ia passando. O meu posto rádio continuou a fazer “de posto rádio em trânsito” uma vez que o posto director era Quicabo e como não havia condições climatéricas, competíamo-nos tomar esse lugar. Chegados ao sítio da emboscada dispararam umas morteiradas e o inimigo desapareceu. Fez-se o balanço. Do nosso lado tinha morrido um furriel, três soldados e dois civis e o soldado condutor auto-rodas Damas, dado como desaparecido. Era uma coluna que ia para a J.A.E.A., com funcionários da mesma, para fazer pagamentos. Do lado do inimigo, mais tarde soubemos, que foi para comemorar o aniversário da U.P.A. (União Povos Africanos) “14 de Março” tiveram várias baixas. Foi pedido ao comando em Luanda meios aéreos que prontamente bateu toda a área mas não se encontrou nenhuma vivalma, parecia que havia esconderijos subterrâneos. Viemos a verificar que a emboscada tinha sido bem planeada. Na entrada e saída tinham metralhadoras, à medida que as nossas viaturas iam entrando nessa zona era feito fogo cruzado. O furriel foi o primeiro a tombar, seguia na primeira viatura. Os soldados que compunham essa viatura assim como outras que também entraram nessa zona, saltaram das viaturas para as valetas da estrada cobertas de ervas e arbustos. Quando ali chegavam estava um grupo de assalto com catanas. Foi morto um soldado à catanada. Além do azar, podemo-nos dar por felizes, porque as viaturas não entraram todas na zona da emboscada e assim puderam repostar ao fogo do inimigo e comunicar via rádio a pedir auxilio.
    No dia 16 de Março partia o primeiro contingente para o Grafanil (Luanda) no qual estava incluído, para aguardamos embarque para Lisboa, previsto para o dia 3 de Abril. Luanda era uma cidade bonita e moderna, o nível de vida era bom. Os restaurantes, cervejarias e cafés estavam sempre cheios de gente. Comia-se bem e o preço não era por aí além. Muitas vezes não precisávamos de jantar. Na avenida dos Combatentes havia um snack-bar que oferecia como aperitivo um pires de feijoada à moda do Porto, sempre que era pedido um fino. Bebíamos uns poucos e já não precisávamos de jantar.
    O avião Boeing 747 era enorme. Aqui não tivemos ninguém a dar-nos a despedida. Os motores já trabalhavam para fazer o aquecimento e de repente dizem. Senhores passageiros por favor apertem o cinto, vamos iniciar a viagem Luanda – Lisboa, com a duração provável de nove horas. Agora o barulho dos motores é descomunal, iniciou a subida por volta das quinze horas e quarenta minutos, deu duas voltas a Luanda, assim pudemos ver como era bonita.
    Fomos transportados para o R. A. L. 1, para fazermos o espólio e quando vou a descer da viatura, ouço uma voz. Vem aí o soldado Manuel Pacheco? Era a voz inconfundível do meu pai, que ali me foi esperar.
    Chegado de Cumprir o serviço militar em Angola, o meu pensamento deparava-se com a minha nova situação. Estive uns dias de férias, não tinha decidido se ia trabalhar para a mesma empresa. Um dia o meu pai disse-me se queria ir para a que ele trabalhava, que um dos administradores lhe disse para me fazer o convite. Resolvi aceitar, acima de tudo era uma empresa que já conhecia, foi lá que dei os primeiros passos da minha vida profissional. Passados dois anos de vir do ultramar (Angola) de prestar o serviço militar no dia 3/05/1975, casei. Assim andamos, eu e a minha esposa, entre trabalhar e passear um pouco, nesse tempo não tinha automóvel, nem sonhava com ele, era coisa de quem tinha posses e as nossas era a força do nosso trabalho.
    Estivemos algum tempo a evitar de ter filhos, quando os queríamos a minha esposa não engravida. Um dia chego a casa e a minha esposa diz-me toda sorridente. – O período não me veio, de certeza estou grávida. Senti alegria. Realmente quando não se tem um filho uma pessoa farta-se de ver sempre a mesma cara e uma criança traz alegria e outra maneira de encarar a vida. Chegou o dia 25 de Abril de 1977, a minha esposa estava com dores, chamei a minha mãe para nos aconselhar o que devíamos fazer, disse-me que era melhor levá-la para a maternidade de Paços de Ferreira. Assim fiz. Após ser consultada foi-nos dito que ainda estava um pouco atrasado o parto mas era melhor ficar ali internada. A minha esposa não queria, as condições eram péssimas, hoje ainda se reclama com as maternidades existentes deviam era de ver aquela, mais tarde fechou. Ao outro dia de manhã ali me desloquei mas ainda não tinha nascido. À tarde desloquei-me para ali outra vez e quando estava a tirar o bilhete para a entrada, pagava-se uma certa quantia, julgo 2$50, vem uma freira chamar a empregada que passava bilhetes para ir ajudar ao parto da minha esposa. Passado um pouco de tempo vem a empregada com o bebé no colo e disse-me. – Que rica menina aqui tem!
    Em 1978 concorri a guarda da Direcção Geral dos Serviços Prisionais, depois de prestar provas físicas, escritas e psicológicas, fui seleccionado. A 28 de Janeiro de 1980 tomei posse, – há datas que para mim ficam sempre na memória – neste dia fazia trinta e um ano de idade.
    No dia 2/11/1981, nasce na maternidade de Lousada, a de Paços de Ferreira tinha fechado, o Victor Hugo, fiquei contente, já tinha uma filha, agora um filho vinha preencher a casa.
    A minha filha com o nome de Sónia casou-se, neste momento encontra-se divorciada, julgo que está melhor, o Victor Hugo juntou-se com uma rapariga, ambos, ou seja, tanto a Sónia como o Victor Hugo, deram-me um neto, o Duarte, filho da Sónia, e o Diogo, filho do Victor Hugo. Tudo faço para que não lhes falte nada. Encontro-me aposentado, um dos meus passatempos são ir buscá-los à escola e jardim-de-infância.
    Por tudo o que descrevo, acho que a metade do século XX, com todas as suas contrariedades não o renego, e estes poucos anos do século XXI, são para mim os melhores. Devemos ter orgulho no nosso passado e eu sinto um enorme orgulho em ser Português e ter vivido nesta época.
    Acabo com a frase que descrevi mais a cima, com uma pequena emenda. Se hoje me fosse dado a escolher quais os pais e País que queria ter, escolhia-os a eles, mesmo com todas as dificuldades pelo que passei.

  14. Obrigado, Manuel Pacheco, por me ter proporcionado um texto tão simples e tão singelo mas ao mesmo tempo cheio de sabedoria e daquela cultura genuina que só pode emanar de quem vem do Povo e no Povo se mantém. «Aix» é a expressão de admiração por coisas e acontecimentos inesperados e notáveis que se usa na minha aldeia transmontana. Então digo: «aix» que texto tão sentido. Parabéns!!!

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