O triunfo dos Silvas

A escolha de Lula da Silva como o líder mundial mais influente*, pela revista TIME, não resulta de nenhum gosto diletante pelo exótico, antes manifesta o retumbante e colossal sucesso económico e político do Brasil. E, por isso, de Portugal.

Uma parte substancial da economia portuguesa acontece em Terra de Vera Cruz; como a PT, GALP e EDP o descrevem exuberantemente nos relatórios de contas, para dar os exemplos maiores. Mas há mais: Brasília tem ideias e planos para África, e também por aí Portugal tem a ganhar. Lembremo-nos de Angola e de um ancestral triângulo a ligar três continentes.

Sim, Agostinho da Silva foi mesmo profeta.

46 thoughts on “O triunfo dos Silvas”

  1. Se a questão é de Silvas, refira-se que Portugal tem como Presidente um Aníbal Cavaco e Silva e que Angola tem um José Eduardo da Silva.

  2. isto era um sonho que eu tinha desde que há mais de vinte anos palmilhei S. Marcos. Bem, escalopes com eles que há que preparar a noite.

  3. A TIME já veio explicar que o facto de terem numerado a lista criou a ideia falsa de que aquele numeração se referia a uma ordem de importância, mas que tal não era o objectivo. Aquela é a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, sem numerações…

  4. …, obrigado pela explicação. De facto, está conforme à lógica dos textos que acompanham os seleccionados, onde não se faz referência a nenhuma hierarquia. Mas, espertalhões como brasileiros e portugueses são, vamos esquecer esse esclarecimento da TIME e vender a primeira versão.

  5. Favor consulte as taxas alfandegárias exorbitantes que impedem que os produtos portugueses sejam exportados para o Brasil, ao mesmo tempo que Portugal se vê obrigado por via de acordos mal negociados a tratar de forma priviligiada cidadãos brasileiros… Quanto às empresas que mencionou, não se esqueça que para uma delas existe uma Petrobrás ou uma Sonangol à espreita.

    “Portugal” vai ganhar com isso? Depende de “quem” seja “Portugal”…

  6. hum…..já vi que leste os números dos salários dos gestores das empresas cotadas …..o risquinho dos da pt , edp e galp são uns bons centímetros mais compridos que os das empresas privadas tipo sonaecom e tal…tinhas que fazer a loa desculpatória , nera ?

  7. Valupi, desta vez não consigo dar-te razão. Tenho estado para aqui a tentar esmoer isto mas tresanda-me a Emplastro.
    E diz-me, como pode um relatório de contas ser “exuberante” se quer ser credível??

  8. tereza, não te esforces para me dar razão, tu vê lá. Quanto ao Emplastro, peço-te a misericórdia de desenvolveres o assunto.

    A credibilidade e a exuberância não se excluem, particularmente quando sou eu a adjectivar os relatórios de terceiros.

  9. ó tété, então a exuberância e a credibilidade – em simultâneo – não podem aplicar-se (raramente é certo) a tudo?

    (olha o mu caso):-D

  10. Sinhã, olha a contradição. Se dás o teu caso como exemplo, como é que esse simultâneo só acontece raramente? :)

  11. contradição alguma, guidinha.:-)

    (raramente acontece mas quando acontece – que é caso raro – é uma constante).:-D

    mu não: meu. :-)

  12. Diz lá o que te falha constantemente nesse simultâneo para que aconteça raramente: a exuberância ou a credibilidade? Ou ambas? :)

  13. Sim, muito mais rara do que os Silvas. :)

    Talvez só comparável ao fruto das silvas: as amoras. Não sendo raras, têm, constantemente, um sabor raro, credível e exuberante. :)

  14. ai como eu gosto dessas amoras (até me deu gana de amorar).:-D

    olha lá, mas as silvas – das amoras e só delas – são raras. felizmente que as amorinhas não nascem em betão. :-)

  15. Também gosto, muito. Já me piquei muito mais vezes em silvas do que nos meus cactos, mas não desisto.

    Estás enganada, não são nada raras, temos é de ter os olhos bem abertos. Às vezes é praticamente do betão que aparecem. Agora que já não vivo no campo, descobri que existem umas silvas mesmo ao lado do supermercado onde vou. Se derem amoras, acho que não resisto… :)

  16. tem graça, isto das pitonisas amandam poesia no assunto,

    (ando a farejar oliveiras e a escolher uma para…)

  17. mas aqui também há muitas. são, porém, cada vez mais raras.:-)

    (agora lembrei-me das ortigas. apanhava com elas quase todos os dias por tanto mijar na cama. era com isso e com pimenta na língua. :-D)

  18. Ai, ai, ortigas não conheço, peça rara. Mas urtigas, ainda há pouco tempo tive ali uma de estimação (sim, por vezes, tenho ervas daninhas de estimação), cresceu abraçada a um cacto e eu tinha muito mais medo de me picar nela do que nele. :)

    Aposto, que adoras pimenta, confessa. :)

  19. :-) são ortigas porque fazem-me lembrar o ramalho.:-D

    gosto sim. há certas comidas que prefiro a pimenta ao jindungo: influências da infância. é como as ortigas (há-de ter sido por isso que os glúteos empiraram para ficar).:-)

  20. pois, mas eu vou bazar já!

    Atena venceu a competição com Neptuno com uma oliveira em flor, foi considerada mais útil do que o cavalo. Deve ser porque não fugia. Ora, eu voto no cavalo. Vá lá que S. Jorge resgatou-o, mas matou o dragão. Ora agora o que importa é ser amigo do dragão e voar junto, portanto tenho de ir comprar fio de linho.

    só preocupações!,

    hasta

  21. Os glúteos empiraram para ficar? Traduz, é que eu já tinha embalado noutro sentido. Falaste na infância e eu lembrei-me que uma das nossas primeiras formas é a de uma pequena amora… depois, crescemos e muitos de nós (não é o meu caso) chamo-nos Silva. É começar pelo fim, ou então sou eu que ainda não recuperei da derrota de ontem. :)

  22. silvas que os pariu que também disso não fui parida.:-D

    é verdade: à coça de ortigas que levaram tormaram-se altivos, os glúteos. :-D

  23. Tornavam-se altivos de qualquer maneira. :)

    E não as cozinhas? No outro dia fizeram um evento gastronómico dedicado às ortigas, parece que dão para tudo. Provavemente, dispensam a pimenta. Lá está, mais um simultâneo. :)

  24. Que quê, o quê? Essa altivez não era possível sem a coça? Não acredito, os teus glúteos arranjavam outra forma de a alcançarem. :)

  25. Estás do contra e contra o esforço e pela segunda vez em contradição. Se é altivez natural e involuntária, para quê atribui-la às coças? :)

    Quanto ao esforço, quem é que pode gostar de amoras sem se esforçar (para as apanhar), por exemplo? :)

  26. calma que agora que já comi, assada, carne do cachaço da porca – estou mais fina. :-D

    então eu lá tenho culpa de mijar fora do penico e apanhar com as ortigas na sinhãria? :-)

    (isso. gostar de amoras é agir. isso sim, guidinha) :-)

  27. Valupi, não costumo esforçar-me para dar razão a quem quer que seja. Sou tão ciosa dos meus esforços que os guardo para aquelas ocasiões em que são realmente imprescindíveis…

    O Emplastro acabou por ganhar uns dentes novos à força de se chegar à fotografia, mas não sei se mesmo com a promessa da dentadura reluzente me apetece ser carregada por ti (no sentido figurado, claro… :)) para aparecer num retrato onde o fotógrafo não me quer incluir.
    Nós aproveitamos a pujança brasileira mas não me parece que lhe estejamos a fornecer combustível…

    E Valupi, tu adjectiva à tua vontade. Se quiseres até podes dizer que os números são uns queridos e os administradores uns fofinhos.Eu posso não gostar, e definitivamente não recomendar, um relatório de contas exuberante mas isso sou eu que sou muito esquisita com o que leio.

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