O tempo e o modo

Ter publicado correspondência privada que explicou a origem de uma inaudita conspiração que mantinha Portugal alarmado e perplexo, a qual estava a ter influência nas eleições Legislativas, foi uma decisão atacada pelos mesmos que querem ter acesso a conversas privadas que estão nas mãos das autoridades judiciais, e acerca das quais se tem feito e fará inevitável esclarecimento legal.

António Preto, que está acusado de fraude fiscal qualificada e falsificação de documento, foi invocado como equivalente de um Primeiro-Ministro, que nem arguido é e cujas escutas foram obtidas ilegalmente, para se justificar a exploração política da violação do segredo de Justiça.

Registemos este tempo e não nos esqueçamos destas pessoas.

8 thoughts on “O tempo e o modo”

  1. Perante um comunicado como o da Procuradoria Geral da República e a notícia da suspeição de eventuais indícios criminais, quero acreditar que a maior parte dos muitos milhares de portugueses, com e sem filiação partidária, que exercem funções públicas, políticas ou não, das mais simples às mais importantes, recusaria qualquer pretexto legal e seria o primeiro a exigir que fosse levantado um inquérito para apurar responsabilidades, de modo a que não restasse qualquer dúvida sobre o seu comportamento no exercício das respectivas funções.
    Felizmente, muitos já nos deram esse exemplo e muitos outros vão continuar a dá-lo, por dever ético, de consciência, de transparência, de lealdade e de salvaguarda da confiança que os cidadãos devem manter nos que escolhe para os representar.

  2. Talvez seja um pouco off topic mas aconselho todos a verem se conseguirem encontrar a entrevista que o Mario Crespo fez ontem ao Oscar Mascarenhas.Já cheguei um pouco atrasado e só vi os momentos finais em que o Oscar Mascarenhas disse umas verdades acerca do jornalismo que actualmente se pratica em portugal. A entrevista terminou de repente não fosse o O.Mascarenhas dizer algo que não consta do guião mediático da SIC. Segundo me lembro ele estava a falar da falta de rebeldia do jornalismo actual quando o M.Crespo acabou abruptamente o dialogo. Estranho, ou talvez não.

  3. Também gostava de ver essa entrevista, não tive oportunidade. A quem a gravou agradecia que a divulgasse no Aspirina B.
    Obrigado

  4. Cláudia
    Fui ao post do Nik, li o poema e acho-o formidável e verdadeiro.
    Tenho vários do Rodela, já escreveu mais de mil, a maioria diz respeito às pessoas aqui da minha terra. Quando quiser ler algum vá a blogosfera para quem a trabalha, coisas que podem acontecer, vou publicar alguns.

  5. E é precisamente o jornalismo a “outra face” destes processos. O jornalismo deixou cair a sua vertente de informação e passou a dedicar-se à vertente manipulação opaca, com fins determinados, ao serviço de interesses especificos pertencentes à mesma esfera de interesses, pelo que todos comentam o comentário, do comentário que o outro já publicou. Esta forma de fazer jornalismo, corroi o jornalismo e destroi a capacidade critica da opinião publica, fazendo de todos nós, ou seres atormentados, ou seres amorfos sem qualquer tipo de interesse pelo seu tempo, o tempo que é o nosso!!!

    Pensei que o caso da escutas a Belém pudesse servir de base para lançar a ideia de um novo paradigma no jornalimo portugues. Não foi assim. Na verdade o essencial é o assunto não ser esquecido.

  6. quem é quem é quem é que está a ficar parecido com frei louçã?
    (parece que vim parar a uma missa , pecadores prá lá , santos prá cá , redenção e penitência e tal , livra!))

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.