O que não iremos ver neste debate

Não iremos ver Hillary recusar-se a cumprimentar Trump no início do debate. Porém, bastaria isso para que se fizesse História e que não precisasse de dizer mais nada sobre a corda que está posta no pescoço do seu opositor.

Quanto ao caso da gravação de 2005 onde Trump faz comentários banais do ponto de vista da cultura machista que é prevalecente em tantas sociedades, etnias e contextos pessoais – comentários que não foram feitos com a intenção de serem tornados públicos, presume-se sem dificuldade – é confrangedor que se tenha de recorrer a uma violação de privacidade (pois as suas palavras não configuram qualquer tipo de crime) para gerar o actual grau de repulsa que se espalhou como se a pólvora tivesse sido descoberta a 1 mês das eleições. Já a resposta de Trump à crise, na qual ataca Bill e Hillary por causa dos seus escândalos sexuais nos anos 90, merece muito mais atenção do que aquela que está a receber. Porque se trata da exposição de alguém que não pretende assumir qualquer responsabilidade pelos seus actos. Nesse sentido, o seu “pedido de desculpas” fica como um monumento às evidências do que é um psicopata.

Também não veremos ninguém neste debate a chamar psico ou sociopata a Trump. Ou veremos?

6 thoughts on “O que não iremos ver neste debate”

  1. hillary tem-se valido da sua condição de mulher e da defesa dos direitos das mulheres e do combate contra a discriminação sobre as mulheres.
    contraditoriamente, porém, hillary apoiou ativissimamente o seu marido no silenciamento de pelo menos 4 casos em que aquele abusou e perseguiu mulheres. é também pública a manifestação de regozijo de hillary, nos anos 70, depois de conseguir a absolvição de um violador de uma criança de 12 anos, sabendo, ou pelo menos ela disse que sabia, que o acusado era culpado.
    ao contrário de umas bocas machistas e de um pedido de desculpa pouco interiorizado, a farsa hilariana (ela própria chega ao ponto de dizer, sabemos agora pela wikileaks, que nela existe uma private e uma public persona) é sintoma absolutamente claro de um distúrbio de personalidade do tipo psicopata, sendo que, evidentemente, nenhum deles é clinicamente psicopata, como esse valerico exagera por aí.

  2. o psicopata que hillary clinton diz, no final de um debate inédito, que é um exemplo, como Pai.
    mais disse que, como Mulher, essa característica de Trump a impressiona.
    está tudo dito, valerico.
    tudinho.

  3. então valerico, não metes aí uma postada sobre a espantosa lição que a candidata “democrata” levou ontem da figura paternal que tanto admira?

    estarás a consultar o oráculo para encontrar uma qualquer justificação plausível para, por exemplo, que a escroque queira encaminhar a NATO para um calamitoso conflito armado com a rússia em vez de utilizar a diplomacia para formar uma aliança que combata o ISIS e estabilize a Síria?

    É espetacular quando o argumento da necessidade de esgotar a diplomacia só é utilizado quando não são estes neoliberais que assaltaram o partido democrata a querer destruir a paz.

    É espetacular que ontem num debate se atire à cara dos russos “colateral damages”, como se os bombardeamentos americanos nunca na história tivessem matado e feito chorar crianças de cinco anos.

    Que monumental farsa, que perigo para o mundo o neoliberalismo do partido “democrata” americano.

  4. O que é assustador é o baixíssimo nível dos debates e da postura moral e cívica destes dois candidatos à presidência do país mais poderoso do planeta.

  5. “O que é assustador é o baixíssimo nível dos debates e da postura moral e cívica destes dois candidatos à presidência do país mais poderoso do planeta.”

    quando se discute com grunhos o resultado não pode ter grande nível, mesmo assim o nível da hilária esteve muitos furos acima do palhaço trumpetas que só debita asneira e repete títulos do manhólas lá do sítio. já nem os da cor dele, com pretensões políticas, querem alguma coisa com aquele monte de merda abichanado.

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