O meu candidato a Ministro da Educação

É o Nuno Crato. Quem quiser, se ainda não o conhece, que investigue. O seu último livro, O Eduquês em Discurso Directo, pode dar azo a alergias, alguidares de pesporrência e fácies ruborizados em parasitas do sistema de ensino. Porém, a reflexão que está na origem do livro parte de uma ideia simples que vou tornar chã: os putos só aprendem à força. Não se exercendo força, não há pedagogia. É assim, é indiscutível, é óbvio. E quem não concordar, vindo com fórmulas rousseaucas onde os meninos se transformam num híbrido de anarquismo utópico com Ovos Fabergé, está a criar uma sociedade de analfabrutos.

Ora, eu gostava que este homem fosse Ministro da Educação. Em alternativa, que fosse Primeiro-Ministro. Começo aqui uma campanha nesse sentido.

38 thoughts on “O meu candidato a Ministro da Educação”

  1. Esperava encontrar aqui, entre os aspirinas, uma reacção àquilo que se tem estado a passar em França. Ao que parece não suscitou qualquer reacção, porquê?

  2. Caro Anónimo,
    Tem toda a razão, em vez disso, cá no Blog, temos uma profunda análise sobre os malefícios do Rousseau e um elogio ao impoluto Crato, que eu vi organizar e participar num dos debates mais “rafeiros” dos últimos tempos: a tentativa de linchamento de Boaventura Sousa Santos com Sokal,à mistura. Valupi, se vires esse teu amigo, lembra-lhe que o positivismo já acabou.

  3. Anonymous

    Não sei das razões dos outros, mas para mim o tema é desinteressante, por enquanto. De resto, concordo com quadros legislativos que tornem mais fácil o despedimento.

  4. Os putos só aprendem à força? Porra, temos homem! O Aspirina já tem mais um gajo para o seu grupo de forcados amadores, para além do RMD! Acabou-se o Método Rousseau, nasce o método Salvação Barreto!
    É assim (acompanha-se a viola): Um (tumbas) mais Um (tumbas) é igual (tumbas) a Quatro (tumbas). Entendeste (pumbas) ou não (pumbas)? Na Finlândia, amandam-lhes com computadores à tola! É por isso que lá há tantos! Em partindo-se um, vai outro! Mai nada, seus ranhosos!

  5. O sr. professor Crato devia era começar por usar as ideias dele no ISEG, onde lecciona. As notas lá são tão baixas, há tantos anos, que acho q ele é bom é pa conversar.

  6. Caramelo, até nos computadores tem de se exercer alguma força nas teclas.

    Jony, obviamente estás do lado errado da barricada.

  7. Não percebi, Valupi. Qual tecla, afinal? O seu comentário em resposta ao meu, parece-me algo obscuro, na linha do estruturalismo pós moderno de raiz derridaniana, que por sua vez entronca na genética filosófica rousseneana que é a causa da decadência dos povos peninsulares, entre outras coisas, como o herpes genital e assim.

  8. Caramelo, a tecla a que me refiro é o “Enter”. Acredita, de todas a mais importante. Optei por fazer um comentário obscuro em resposta ao teu por causa do brilhantismo do teu em resposta ao meu.

  9. O positivismo ja acabou? O Nuno, muito mais acabadas sao algumas das ideias que tu vens para aqui vender.

    Quanto a tua opiniao, Valupi, nao concordo com o que insinuas relativamente aos estudantes franceses, e tambem nao acho que tudo deva ser “a forca”. Mas e indispensavel criar a ideia desde tenra idade de que nada pode ser obtido sem esforco. E um erro grave deixar-se a defesa da qualidade do ensino reservada a uma certa direita, com o argumento (verdadeiro, mas que nao justifica nada, e tipico de uma certa esquerda) de que “somos muito mais hoje nas escolas do mque no tempo do fascismo, pelo que a nossa educacao e um sucesso.”

  10. Olá Filipe.

    O que estarei eu a insinuar em relação aos estudantes franceses? Não te estou a entender.

    Quanto à temática da “força”, concede-me o direito à metáfora. O que está em causa não é o estilo provocador do post, antes as ideias do Nuno Crato. Com a alusão à “força”, obviamente, entenda-se a relação com a querela das pedagogias centradas no aluno versus as pedagogias centradas no professor (e isto que acabo de acrescentar é mais um simplismo, fique já o aviso).

  11. “E um erro grave deixar-se a defesa da qualidade do ensino reservada a uma certa direita”

    Concordo totalmente com esta afirmacao do Filipe (sou algo ceptico relativamente ‘as intencoes de alguma direita em defesa da qualidade do ensino, so’ os vejo mesmo a defender a privatizacao total das escolas).

    Se ser de esquerda e’ considerar importante apoiar os mais desfavorecidos, entao aqueles que sao de esquerda devem ter como uma das prioridades a qualidade do ensino. Ajudar a “puxar para cima” os mais desfavorecidos faz-se fortalecendo-os atraves estudo e da cultura, ensinando-os a usar as suas proprias capacidades e a serem auto-suficientes.

    O discurso do facilitismo e’ o presente mais envenenado que se pode dar.

  12. Valupi,

    Deixa-me dizer-te só uma coisa, como educador de 3 petizes: isso dos putos só aprenderem “à força” é, pura e simplesmente, falso.

  13. Já que estão com a mão na massa, vão à agora bem-amada Finlândia ou mesmo aos EUA ver se por lá se aplicam essas teorias do vai ou racha na educação. Não me parece mesmo nada.

  14. Luís (e todos os que estejam a olhar para o dedo em vez de para a Lua), substitui “força” por “disciplina”. É esse o sentido da provocação. Ora, a tese é a de ninguém aprender sem disciplina; mais, a de ninguém se tornar excelente seja no que for (domínio da língua, cálculo matemático, etc.) sem disciplina. Deixando os petizes à solta, alegando que eles deverão seguir os seus impulsos e não estarem sujeitos a uma ou qualquer pressão (a tal força), temos a receita para se criarem indivíduos incapazes de aprender pela vida fora.

    E ainda te posso dizer que fui professor no Secundário durante vários anos. É trágico o que lá acontece (ou que eu vi acontecer…).

  15. E atenção que eu quando disse aquela coisa dos forcados e não sei quê, estava a brincar, não queria dizer que o Valupi é mau, quer dizer, que ele gostava de ensinar putos a atirar-lhes paus de giz à cabeça, e não sei quê. Eu sabia que aquilo da “força” era uma metáfora.

  16. Valupi,

    Diminuindo a intensidade da afirmação, ela torna-se num truísmo inatacável. Passar de “à força” para a pacata “diciplina” tem esta desvirtude.
    Claro que ninguém discute a necessidade de disciplina; na sala de aula e fora dela. O que vale a pena discutir é em que quantidade e aplicada de que forma.

  17. agora vou falar da minha experiencia como aluno…e ainda o sou de certa forma.
    como dizia o outro, um gajo aprende até morrer.

    nessa parte da disciplina, ninguem nega a importancia, agora tem de se saber de que natureza é essa disciplina.

    uma disciplina imposta, de natureza autoritaria.
    ou alternativamente a auto disciplina.

    e ao contrario do que diz o nuno crato, o problema é que a primeira subsiste.

    em portugal só existe uma experiencia que segue o principio da autodisciplina. a famosa escola da ponte que, pelo que sei, tem tido bons resultados.

  18. Valupi, sobre a disciplina, o que eu acho é o seguinte: Os putos são como as moscas (cof, cof…). Não é com vinagre que os apanham. Uma solução para atenuar (não resolver…) esse problema seria, por exemplo, reduzir o número de alunos por turma. É questão de psicologia de massas. Outra seria reforçar o poder disciplinar dos professores e da escola, muito bem. Mas ensinar, como reconhecerás, é muito mais do que isso. Se assim fosse, as prisões seriam ninhos de prémios nobel. Mas está muita coisa má na educação, lá isso está. Agora, também acho que essa do “os putos só aprendem à força”, já foi entretanto mais diluida que uma solução homeopática. Mais dois comentários, e estás a dizer que “não há rapazes maus”, como o bom do Padre Américo ;)

  19. Parece-me que entre os “Aspirinas” há vários professores, porventura até do Ensino Superior. Não vos choca a quantidade de erros ortográficos que decerto os vossos alunos dão? O processo de aprendizagem é trabalhoso, não tem que ser forçosamente lúdico. Por outras palavras, estudar é trabalho, não é “conhaque”.
    No caso concreto dos erros de ortografia, se se verificasse ser necessário, ao nível do 1º ciclo, voltar às longas cópias e ditados, viria daí algum mal ao mundo?

  20. “Ora, eu gostava que este homem fosse Ministro da Educação. Em alternativa, que fosse Primeiro-Ministro.” [Valupi]

    E por que não há-de ser? Eu sei que não ganhou eleições, mas com uma forcinha… É que, como se sabe, os portugueses — “é assim, é indiscutível, é óbvio” — “só aprendem à força. Não se exercendo força, não há pedagogia.”

    Deixar os eleitores “à solta, alegando que eles deverão seguir os seus impulsos” e votar em quem quiserem, é, como diria — suponho — o Filipe Moura, “deixar-se a defesa da qualidade” da democracia “reservada a uma certa direita”.

    (É notável aquele “é assim, é indiscutível, é óbvio”… Não acha, Valupi, que assim deveriam terminar todos os capítulos de todos os livros únicos de todos os graus de ensino, cortando cerce quaisquer impertinências, “alergias, alguidares de pesporrência e fácies ruborizados” dos alunos, mesmo dos mais recalcitrantes?).

  21. Valupi, nao me exprimi bem. Mas sou contra o despedimento sem justa causa. Ate compreendo a necessidade de os primeiros contratos de trabalho serem a termo certo, mas nao concordo com esta “solucao” do Villepin. Tu insinuas (ou sugeres, se quiseres) que nao e essa necessariamente a tua opiniao. E so isso…

  22. Bom, eu não me furto ao papel de pedagogo do meu concidadão. Temos de ser uns para os outros, lá está; hoje eu para vocês, amanhã vocês para mim (mas só amanhã, ok?, porque hoje quem dá a lição sou eu).

    Luís

    Estás a tomar o termo “disciplina” no sentido de regulação do comportamento. É a acepção mais usual nos discursos comuns (isto é, quotidianos, não científicos), mas apenas a sua capa exterior. Por aí, trata-se até de uma condição “sine qua non”, basilar, para a grande maioria dos actos de aprendizagem. Não é o meu enfoque neste contexto.

    A etimologia da palavra remete directamente para o processo cognitivo, indicando uma captação (colheita, cultura…) separada (analítica) e ordenada (lógica). É esta a função do “discípulo”; ou seja, a aprendizagem. Mas a aprendizagem, qualquer que ela seja no foro da linguagem (primeiro) e da racionalidade complexa (depois), não acontece espontaneamente. Precisa de ser induzida “artificialmente” (e “artificiosamente”, já agora). Até aqui, estamos todos de acordo.

    Ora, sempre houve doutrinas que sistematizaram (ou indicaram) os pressupostos e metodologias pedagógicas, já desde os Gregos. To make the (very) long strory (very) short, o século XX assistiu ao ruir do estilo magistral e à adopção do aluno-centrismo, concepção que nasceu da caldeirada psicologista que fervilhava na época, à mistura com os devaneios ideológicos (o ideológico e o político não resistem à tentação de regular a educação a partir das suas premissas quase sempre lunáticas) que associavam o primado do professor, a sua autoridade científica e moral, ao conservadorismo de Direita, etc. O resultado, como desde os anos 70 (pelo menos) se constata, é a perversão do ambiente escolar e a muito deficiente preparação da massa discente. Quando o aluno não é obrigado a treinar competências, a exercitar disciplinada e asceticamente as suas capacidades cognitivas, tenderá a não desenvolver todo o seu potencial intelectual (sequer os mínimos programados, como se sabe quando os alunos chegam à universidade, os que chegam, e depois ao mercado de trabalho, exibindo deficiências brutais e brutalizantes).

    Seja na família ou na escola (tal como com um animal, de resto), iniciar um processo educativo implica o uso da força; isto é, é uma actividade coerciva (implica a imposição de uma geografia, um horário, uma postura, uma atenção, etc., e, depois, uma exposição, um hábito, uma avaliação, etc.). Não há nada de “pacato” na disciplina, provocando ela inevitáveis reacções de contrapoder. No entanto, sem essa “crise” (outra palavra de etimologia luminosa) e respectivas acções conflituantes não acontece a aprendizagem.

    Portanto, sim, “os putos só aprendem à força”. Tal como os putos só aprendem a andar à força, só aprendem a usar os talheres à força, só aprendem a lavar-se à força. E se quiseres que um puto saiba alguma coisa da lírica camoniana, de equações de 2º Grau, de trigonometria, de História de Portugal e dos constituintes da célula, vais ter de usar de muita força. E se quiseres estudantes universitários que façam jus aos supremos objectivos da Nação, então, meu caro, vais ter de reunir uma força desmesurada tal o panorama degradante da qualidade de ensino em Portugal. Faz-me é a fineza de não confundir força com agressividade ou violência (bem pelo contrário, até porque o lúdico é uma estratégia altamente eficaz para a transmissão de saberes), pois essa extrapolação não passa de um tique emocional.

    A disciplina abarca o estatuto de autoridade do professor (muito para além do comportamento e essencialmente no plano do saber integral, como investigador, cidadão e pessoa), cumprindo-se no esforço do rigor e da profundidade, e tendo como desfecho a transmissão da autoridade, levando o aluno a se metamorfosear em “autor”.

    Enfim, também aqui estamos todos de acordo, não é?

    Agitador

    São questões como essas que levantas que o Nuno Crato anda a discutir. E ele, seguramente, não anda a promover um modelo que prejudique o ensino; é precisamente ao contrário. O que se passa é que a questão é complexa e há espaço para vários pontos de vista complementares. O que torna difícil este debate é a inércia instalada que só se move para atacar o mensageiro das más notícias.

    Caramelo

    Finalmente estás a atinar com o discurso. Como é óbvio, ensinar é uma tarefa multidisciplinar e interdisciplinar; e até transdisciplinar. Fica bem atribuir ao ensino o estatuto de “arte”, posto que reclama o todo do sujeito que lecciona, o qual se envolve racional, afectiva e eticamente como a sua função. Não basta seguir um manual ou fingir que se trata apenas de passar uma informação. Quem fica por aqui não tem vocação para o professorado. O que acontece numa sala de aula é um processo de comunicação, onde o professor está exposto e tem de gerir e moldar a exposição dos alunos (por exposição entenda-se o grau de intimidade dos sujeitos envolvidos).

    Tu não podes negar que a palavra “força” é neutra. Foi a expressão provocadora que usei que te levou para uma reacção emocional. Mas o cerne da questão é, de facto, a noção de que o ensino força um estado de ignorância a se transformar em algo com características mais complexas: com mais informações, instrumentos de relação, automatismos cognitivos, etc. Se fores conhecedor das polémicas que o livro do Nuno Crato convoca, rapidamente ficarás cônscio da gravidade da temática. Saber qual seja o melhor modelo de ensino tem sido pasto para tudo e mais alguma coisa, parecendo que o Estado muda de paradigma estratégico ao mero sabor das eleições. No caso do Nuno Crato, está em causa uma denúncia dos discursos que legitimam, disfarçam e manipulam o “status quo” onde os professores não assumem a sua responsabilidade directiva.

    Pois, o Nuno Crato pode ser visto como um remédio homeopático…

    Luísa

    Mal nenhum ao mundo, concordo. Mas não esquecer outras possibilidades das tecnologias.

    SM

    Acima estão respostas quanto à “vexata quaestio” da força. Acrescento só que estamos num blogue. O estilo (o meu, pelo menos) quer-se descontraído, livre e libertário (mesmo libertino, se for o caso). Em consequência, o notável (concordo com o adjectivo, já agora) “é assim, é indiscutível, é óbvio”, para além de não passar de um meneio retórico, confere ênfase ao pressuposto do argumento: os humanos só aprendem quando alguém os ensina. Ensinar é, pois, uma interferência não solicitada pelo sujeito, o qual (porque ignorante) não está sequer em condições de compreender aprioristicamente.

    Dito isto, é evidente que a questão levantada não escamoteia a complexidade psicossocial que cada aluno transporta e que faz do acto educativo uma aventura na idiossincrasia. Podemos é partir para essa viagem de perigos mil mais bem equipados e com cartas de marear mais fidedignas. É esse, parece-me, o contributo do Nuno Crato.

    Filipe

    Tudo bem, também só queria entender melhor o teu comentário. Eu, num certo sentido que agora não vem ao caso, não sou contra o despedimento sem justa causa. Mas não estou em condições de reflectir sobre o caso francês por falta (voluntária) de mais e melhor informação.

  23. Valupi:

    Deixa-te de tretas, no tempo das passagens administrativas, depois do 25 de Abril é que era bom. O país está na situação em que está porque essa política foi revertida.

  24. Luís Oliveira, tens toda a razão, claro. E também ajudava estarmos todos a trabalhar para o Estado. Pode ser que quando finalmente se descobrir petróleo no Algarve, ou no Beato, se recupere esse modelo.

  25. “o “status quo” onde os professores não assumem a sua responsabilidade directiva.”

    Pois e, meu caro, tu que foste professor sabes que o problema esta mesmo ai. E nos graus mais basicos do ensino ainda ha um minimo de exigencia para com os profes. Chega-se ao superior e e o regabofe total. Costumo dizer que ser professor em Portugal (depois de ser juiz) e a profissao mais facil que ha. Nao se tem responsabilidades nenhumas.

  26. Ja agora: a tia Ermelinda e o tio Tadeu cumprem os servicos minimos mas nao me enchem as medidas. Ando com umas saudades danadas do Bomba, e dou por mim a fazer os comentarios que ele faria (veja-se o comentario ao Nuno).

  27. Um grande gugu dádá para o Filipe:

    “Ja agora: a tia Ermelinda e o tio Tadeu cumprem os servicos minimos mas nao me enchem as medidas. Ando com umas saudades danadas do Bomba, e dou por mim a fazer os comentarios que ele faria.”

    Sabes é o problema de muita gente. Não sei o que te levou a ti a essa deriva Bombástica, no meu caso uma das principais razões é o funcionamento por vezes algo imprevisível das caixas de comentários de certos blogs.

    Eu concordo plenamente com o post do Valupi.

    Já quanto à sugestão de empregar toda a população na administração pública tenho que discordar, a solução é usar fundos da União Europeia para oferecer uma impressora a cada português, e permitir às familias que imprimam notas em casa. (Não e não me estou a referir às notas das criancinhas na escola, estou-me mesmo a referir ao papel moeda.)

  28. “O que torna difícil este debate é a inércia instalada que só se move para atacar o mensageiro das más notícias.”

    estou completamente de acordo neste ponto, é preciso agitar as águas, e longe de mim querer atacar o mensageiro.

  29. O Filipe Moura diz que costuma dizer que ser professor em Portugal (depois de juiz) é a profissão mais fácil que há. É surpreendente que diga isso. De qualquer maneira, não sei qual é a sua experiência na matéria. Mas o seu comentário, em geral, confunde-me. É regabofe no superior, ou regabofe em todos os graus de ensino? Eu, que tenho três professores na minha familia mais directa (escapei eu…), posso afirmar que não existirá muitas profissões tão desgastantes e tão movidas a valium, pelo menos. Não é exactamente uma festa. Mas não são do superior, e não faço ideia de como será no superior.

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