O mete-nojo quer uma avença no Ministério Público

«Acredito que se houvesse algum indício forte contra si na Operação Marquês o Ministério Público não teria hesitado em acusá-la. Até porque, convenhamos, era isso que apetecia fazer – pela sua atitude arrogante nos interrogatórios, por tudo aquilo que tem escrito contra a Justiça, pela postura absurda que manteve ao longo dos anos, pela mania de calar o essencial e vociferar sobre o acessório.»


Caluniador profissional ao serviço do Público

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8 de Maio de 2018. Nesta data, uma das estrelas (a maior?) da indústria da calúnia usa o jornal que lhe paga – fundado por, entre outros, Vicente Jorge Silva e Jorge Wemans – para defender uma ideia política que conhecemos muito bem da História: criminalizar a opinião, a liberdade de expressão, a divergência intelectual, a alteridade moral e até a idiossincrasia psicológica. É o que está escrito, e a sua interpretação é à prova de estúpidos. Este fulano declara que gostaria de ver o Ministério Público a inventar uma acusação qualquer contra uma dada cidadã só a partir de atitudes, textos, pensamentos. Atitudes, textos e pensamentos que o incomodam, desgostam, irritam e acabam por lhe justificar o deslumbramento de expor que, como regedor da moral jornaleira, a Justiça deve servir para perseguições políticas e vinganças pessoais.

JMT não acordou maldisposto, nem escreveu bêbado de álcool. Embriagado pelo que experimenta como o maior triunfo na sua carreira de caluniador, sim, mas não está aí o principal factor que explica a confissão. Ao longo de anos, e em crescendo, foi usando todas as violações ao segredo de justiça acerca de Sócrates para construir uma imagem de justiceiro especializado no PS. Quando começaram a aparecer gravações áudio de escutas, de imediato as usou para fazer inferências e chegar a conclusões. E ao apanhar os registos vídeo de interrogatórios, chafurdou feliz na redução daquelas pessoas, naquelas circunstâncias, apresentadas daquela maneira e inseridas num ambiente de linchamento, a algo que já nem humano é posto que lhes nega qualquer possibilidade de defesa. Tivesse nascido 50 anos mais cedo, sabemos onde iria parar como um dos mais motivados agentes dessa polícia. No seu bestunto, JMT apenas precisa de fragmentos de escutas e de interrogatórios feitos por terceiros para absolver ou condenar alguém. Ele só lamenta não poder estar nas salas de interrogatório para poder cheirar o medo, o pavor, daqueles que persegue. Pelo cheiro é que ele os topava logo, o cheiro dos corruptos. Então, esse método de indução canalha implica que as provas dos crimes que ele se lembrar de convocar não vêm do mais profundo e rigoroso conhecimento da realidade mas da sua imaginação. O Tavares concebe-se como omnisciente, bastando consultar os seus divinos neurónios para despachar sentenças acerca da inocência e honra de quem lhe apetecer, e ainda recebe dinheiro para andar a disparar no espaço público as flutuações do seu arbítrio.

Esta prática criminosa, esta aliança com criminosos, onde as violações do Estado de direito democrático são aceites e aplaudidas, só é possível se os agentes de tal violência estiverem desprovidos de empatia. A forma como JMT discursa sobre a privacidade relacional e afectiva da Fernanda não fica apenas como um monumento à pulhice, é igualmente uma consequência do altíssimo grau de narcisismo e abstracção em que opera como caluniador profissional. Donde, sem surpresa, o instinto que foi despertado perante um texto particularmente melindroso para a sua autora – texto que se situa na dimensão da crítica cívica, sem endossos à dimensão da sua intimidade e história pessoal – não foi o da compaixão, sequer simpatia. Ao contrário, 24 horas depois aparece a declarar que não está satisfeito, que exige mais, mais humilhação. Talvez a demissão do DN, a reforma antecipada, a emigração, a entrada num convento – ou, com maior probabilidade, um pedido de desculpas personalizado, mas público, onde a Fernanda reconheça que o Tavares é o novo Sol da Terra, e que ela ficará doravante aos seus pés para o servir.

Este infeliz tem aproveitado com impante sucesso a indústria da calúnia, a cultura da calúnia e a estratégia da calúnia seguida pela direita decadente. Calhando sair do Público, irá para o Observador. Calhando fartar-se do Observador, regressará ao esgoto a céu aberto. E, claro, terá também trabalho na TV e na rádio. Por onde passe, espalhará as sementes das maiores violências, aquelas que começam por ser feitas em nome do bem maior.

33 thoughts on “O mete-nojo quer uma avença no Ministério Público”

  1. Valupi,
    És um prosador de primeira água, e sabes disso. Dominas o verbo como pouco e malhas nos teus alvos com pericia inigualável. A sova que aqui dedicas ao tavares, é magistral. Porém, no entanto, contudo, e apesar disso, há uma coisa que terei de te dizer : o que o tavares faz à Câncio não é assim tão diferente quanto isso daquilo que ela fez ao Sócrates. Qualquer um deles perora sem contraditório nem contexto que permitam a um marciano aquilatar as suas alegações. Claro que nesta polémica tu já tomaste partido há muito tempo. Tens todo o direito a isso e concedo até que possas estar estribado em fundadas razões. Mas, não as conhecendo, a tua afirmação de que o texto da Câncio ” se situa na dimensão da crítica cívica, sem endossos à dimensão da sua intimidade e história pessoal ” só não faz rir porque o assunto é demasiado triste. Qualquer observador imparcial não precisa de chegar ao fim do segundo parágrafo para perceber que a senhora está a transbordar ressabiamento por todos os poros. Concedo que possa ter carradas de excelentes razões para isso. O que não vale a pena é arvorar-se em observadora independente. Da mesma forma que me parece mais do que éticamente questionável que use a tribuna que lhe paga o salário para convocar a nossa simpatia pelos seus dissabores. E quem, como tu, sai em defesa dessa postura, cobre-se de ridiculo. Tudo isto, in my opinion, como é evidente.

    Respeitosamente,

    MR

  2. MRocha, como é evidente, será impossível ignorar o contexto pessoal em que a FC se situa. Mas este texto é, formalmente, uma crítica cívica – isto é, os pressupostos objectivos estão relacionados com a informação pública nascida do processo judicial e das declarações de Sócrates.

  3. A reacção do mete-nojo é bem digna dele, para quê perder tempo com semelhante traste? Prefiro preocupar-me em tentar perceber o porquê da denuncia da jornalista Câncio, a cheirar a confissão, a pedido de desculpa, feita agora, e só agora, passado tanto tempo, anos. Arrependimento, remorso, de quê? Receio, medo, de quem?

  4. Conseguiram o que queriam, a contaminação total do espaço público de discussão política. A pestilência que lograram espalhar tornou-se de tal forma abjecta que já ninguém é capaz de raciocinar com coerência e a mínima objectividade. Vale tudo para se livrarem da porcaria que voa em todas as direcções. Sócrates tornou-se portador de uma patologia altamente contagiosa e todos aqueles que com ele contactaram, seja em que qualidade for, enfrentam agora vontade da sociedade de os ver desaparecer para longe ou purificarem-se pela humilhação. Está em curso um auto de fé. A hipocrisia, o medo, a raiva, as paixões mais doentias, o cinismo, reinam por todo o espaço público. Sócrates tornou-se o corpo, já desumanizado, que todos vão vergastar, publicamente, para demonstrar diante da sociedade a sua superioridade moral em relação à besta. Somos todos muito melhores do que Sócrates, somos todos muito mais honestos mais sérios. E todos agimos censurados por uma consciência fundada nos mais altos valores morais, éticos, republicanos e democráticos. Sócrates está praticamente destruído. O julgamento será apenas uma formalidade. Quando estiver na prisão, mais ou menos esquecido, teremos as portas abertas para sermos finalmente uma sociedade livre, justa e solidária. Ámen.

  5. DS,

    Exactamente !
    Leia-se o que escreve hoje Poiares Maduro no Observador, e percebe-se melhor para que redil este processo encaminha o “gado”. Será coincidência ? Talvez. Mas se assim é trata-se de um coincidencia tão obvia que até parece propositada.

  6. A cornuda escreveu um artigo onde acusa o impostor político de ser mentiroso, manipulador, desleal e um tipo sem vergonha incapaz de pedir desculpa, mas para este imbecil do Valupi os “caluniadores profissionais” continuam a ser aqueles que sempre disseram que o querido líder (“que a direita sempre quis ter”) era mentiroso, manipulador, desleal e um tipo sem qualquer vergonha.
    A verdade é que o que o Tavares diz da Câncio podia ser dito deste mesmo Valupi, o que explica a sua reacção de ressabiado contra aquele. Tal como a cornuda, o cornudo do valupi é incapaz de reconhecer que, durante 13 longos anos, esteve ao serviço de um trafulha na sua luta contra os “imbecis” e os “ranhosos”. E por isso continua a acusar os outros, em vez de se olhar ao espelho e assumir que, afinal, o grande imbecil e ranhoso é ele próprio.

  7. Sapadores trabalham há 15 anos para derrubar os alicerces onde se ergue Sócrates. Até hoje,ainda não encontraram terreno movediço que facilitasse o objectivo.À força de poços e galerias, o fim inevitável,acontecerá. Não por merecimento da sapa ,mas pela natural força da gravidade. Sócrates será condenado, nunca destruído.
    Nem as pirâmides do Egipto resistiriam a tal tratamento. Mudariam de posição, mas continuariam inteiras,tal a excelência da sua construção.
    E na hora do trânsito em julgado da sentença condenatória, estaremos aqui para ver a corrida dos chacais à procura da recompensa que julgam merecida,ouvindo dos responsáveis de então a resposta certeira que o Senado deu aos assassinos de César : -ROMA NÃO PAGA A TRAIDORES !!!

  8. O advogado João Araújo, numa entrevista dada à SICN, explicou bem o que estava em marcha. Marcelo Rebelo de Sousa, que tem dado cobertura à reforma do sistema judicial proposta pelas corporações, veio ainda há pouco pedir celeridade na justiça. Leia-se, na condenação de Sócrates. A ideia de “moralizar o regime”, através da lei e da acção de entidades independentes e do sistema jurisdicional está em marcha. Uma espécie de “lei e justiça” como sucede hoje na Polónia. Eis o novo programa político da direita, seja através do PSD/CDS ou de algum outro partido que venha a surgir. O PS, claro, será o símbolo dos maus. E acho que ainda vamos ter surpresas até às eleições.

  9. O DS disse o essencial, tudo o resto são peanuts. A procissão de hipócritas, cínicos e abutres com seus pequenos dramas não interessam nada. Salem.Cada vez admiro mais o homem.

  10. Nem mais, DS. Até porque a concessão à ideia que tem feito caminho de que há governos de um homem só e teria sido possivel a corrupção de JS sem outros governantes envolvidos, remete para um processo de suspensão cognitiva que nunca consegui entender. Consumado que está o processo de linchamento publico-mediático do “cabecilha”, abriu a caça aos lugar-tenentes. De modo que aposto as fichas todas naquilo que avanças: “acho que ainda vamos ter surpresas até às eleições”. Mas vou ainda mais longe que tu. Acho que a abordagem com provas dadas em relação a JS, vai replicar-se: não faltará muito até voltarmos a ter mais culpados à procura dos seus crimes.

  11. Valupi, alinho com tudo o que diga desse caluniador, que usa a inteligência narcisista para destilar o seu ódio pelo PS, personificado no J.S…
    Concordo com o MRocha e sobretudo com o que o DS diz sobre o auto de fé que o país “montou” contra o propagador da peste – O Primeiro Ministro socialista, cujos governos projectaram uma modernidade imparável na sociedade portuguesa… E a Direita a resfolgar com o “andar da carruagem”…. E que triste é ver a Esquerda a continuar a não ver a tragédia a tomar forma….!
    …. Para mim, a “confissão” da F.C. é mais uma desnecessária atitude dela, na linha do que já tínhamos visto/lido, aquando da entrevista que deu… Enfim, sendo ela a mulher “forte das suas convicções” devia assumir a relação que teve com J,S….e ponto finalno que se refere a confissões na praça pública…

  12. DS e Alves estão tapadinhos de razão. Enquanto uns tantos se dedicam a jogos florais sobre quem mentiu a quem sobre o quê, a discutir qual o melhor caluniador da praça, ou a medir éticas como quem mede pilinhas, a estratégia de quem montou toda esta operação vai fazendo o seu caminho. Chapeau aos seus promotores. Começa agora a ficar à vista clara qual é o alvo de facto. O Alves refere o artigo do Maduro no Observador. Mas também podia ter referido o do Barreto no DN, que o tópico é o mesmo. E o mais ridiculo disto tudo é haver quem, como os mui estimados prosadores oficiais deste magnifico blogue, ainda perca tempo a responsabilizar o Zé porque se pôs a jeito. Mais ou menos como fez certo PSP de Almada quando há umas semanitas atrás lhe apresentei queixa pelo furto, com arrombamento, do portátil que tinha deixado no carro. Se o dito estava á vista, estava na cara quem era o culpado : eu !

  13. A caixa de comentários do Aspirina B é, por estes dias, o lugar de maior inteligencia e salubridade cívicas, em Portugal.

  14. Entretanto se a direita conseguir por em marcha o que deseja na Justiça a culpa será inteiramente do PS. Desde o apoio indirecto a eleição de Marcello, a manifesta pusilanimidade em diversas situações…a direita apanha-lhe a fraqueza e ja nao larga por muitos cadaveres que sirva ao monstro para aplacar a sua furia, como o de Socrates. O poder e um cavalo que nem todos conseguem montar.

  15. Desculpe-se a minha insistência ignorante, mas porquê só agora. e agora, as denuncias da Câncio, as declarações da Direcção do PS, e, possivelmente, outras reviravoltas menos visiveis?

  16. A direita neoliberal está a copiar as tácticas de guerra suja de de Saul Alinsky no seu Tratado para Radicais, em especial a regra nº 13 “Marca el objetivo, no le quites ojo; personalízalo; polarízalo”. Córtale las redes de apoyo, y aisla al objetivo de cualquier simpatía. Válete de personas, no de instituciones; las personas hacen un daño más profundo que las instituciones.

    Socrates foi marcado e isolado do PS, para melhor a direita destruir o PS e as ideias que representa. Mas, parece que o atual PS não entende nada disto e se continuar assim vai acabar como o PASOK grego e outros PS europeus: completamente destruídos. Vá, vão ler as regras e o livro e fazer uma comparação inteligente com o que está a suceder com o caso Socrates. Aqui deixo os links:
    https://es.wikipedia.org/wiki/Tratado_para_radicales#Las_reglas_para_radicales

    https://www.traficantes.net/sites/default/files/pdfs/Tratado para radicales-TdS.pdf

  17. Há muito que não compro o Público quando tem crónica desse asqueroso. Agora não comprarei o Notícias se souber que tem crónica da Fernanda Câncio.
    Cada um no seu género, equivalem-se na RASQUICE.

  18. A Câncio não faz mais que dizer por outra palavras o que outros moralistas antes dela já haviam vendido ao pagode: “ele pôs-se a jeito” e mais recentemente refinaram ao idealizarem o “ele viveu à conta”. Esta, jornalista batida, sob ressabiamento invulgar e tardio, refinou de novo o velho e batido pressuposto argumento moral sob a forma da “mentira”: o homem mentiu-lhe e por conseguinte mentiu aos amigos, ao PS, ao país e ao mundo.
    E porque mentiu? Porque não confidenciou à namorada que tinha pedido dinheiro ao amigo que, calculem o crime, lhe entregava o dinheiro em notas e à sorrelfa (tinha de ser como?). Mentiu também, segundo a Câncio, porque se fez passar por ricalhaço e afinal era um pelintra que vivia por conta.
    Há em qualquer dos casos alguma obrigatoriedade social ou pessoal ou necessidade moral de advertir terceiros do facto ou, pelo contrário, será mesmo prática de bom senso preservar a privacidade íntima entre duas pessoas que cresceram juntas entre famílias velhas amigas e sócias em diversos negócios?
    Quem, afinal, parece que está mentindo é Câncio porque lhe chama agora pelintra quando na realidade não seria tão pelintra como isso e o apelida de mentiroso quando na realidade se limitou a omitir, por bom senso comum, a origem do dinheiro que usava.
    O tom acentuadamente carregado a despropósito de quase mentiroso congénito e despejado sobre o homem carregando-o de culpabilidades dramatizadas à força pela medida da sua própria ética revela mais da acusadora do que do acusado.
    E, no fundo, com esta catilinária contra alguém de quem foi íntima, que razões nos fornece Câncio para acreditarmos mais nela do que em Sócrates?
    Já repararam que o “o diabólico” Sócrates após uma década a ser perseguido e enxovalhado na praça pública sempre se defendeu argumentando por si com factos e provas e jamais se serviu de acusações a qualquer outro ou terceiros implicados nos factos acusatórios.
    Ao contrário do que Câncio veio fazer com estrondo e impropério revelando carácter vingativo de má perdedora.

  19. Não há nada como uma bela f.!A dita , sabemos hoje, não a teve….
    Quanto ao sopinha de massinha, nada como um soco na boca… não apoiais? atão ide-vos fo…r!
    Já agora ,como se trata um filho da puta?com ” palavrinhas”? ai sim? entretanto ele lança diariamente veneno e mentiras sobre a democracia e democratas! e , o que fazem as ” putas” democráticas? LAMENTAM-SE! Pró cara….lho!

  20. “A caixa de comentários do Aspirina B é, por estes dias, o lugar de maior inteligência e salubridade cívicas, em Portugal”, Lucas dixit.

    Não sei se é “o lugar”, já que, não indo a muitos, não tenho termos de comparação que me permitam subscrever a afirmação do Lucas, mas é seguramente “um dos poucos lugares” onde se pode ainda respirar alguma inteligência, salubridade e, já agora, a coragem cívica que tanta falta faz, neste cada vez mais império de ratazanas.

    Quadro de Honra:

    DS
    MRocha
    jpferra
    Manojas
    Alves
    Abraham Chevrolet
    Joe Strummer
    M.G.P.MENDES
    Lucas Galuxo
    primaveraverão
    jose neves
    Pitonisio Manuel

    disseram tudo, pouparam-me trabalho, assino por baixo e vou ali ao frigorífico buscar qualquer coisinha para matar a fominha.

  21. E já não é tempo de substituir a velha declaraçao de incompatibilidade entre os grandes escritorios de advogados que já dura há decadas e substitui-la (nao esquece-la) pela promiscuidade entre os media e os deputados? E que muitos mais parecem colaboradores dos grupos de media que deputados. We are family, my sisther, bro Costa and me

  22. “Coragem cívica”, escreveu alguém. Meus caros, coragem cívica implica dar a cara e aqui nem o nome dão. Ganhem juízo.
    Vasco Barreto

  23. Como o “alguém” de que falas sou eu, em verdade te digo que me comove a cristalina transparência dos chicos-espertos com que acreditas comer-nos as papas na cabeça, a esperteza-saloia com que tentas induzir os pobres idiotas que nos julgas a todos a facilitar o trabalho às bófias mafiosas (admito que nem todas o são) na identificação e consequente reeducação dos hereges que nesta caixinha te perturbam a digestão. Pobre aspirante a bufo, queres que, para te “provar” a nossa coragem, espetemos aqui, “corajosamente”, os números de BI e NIF, morada e telefone, cor do cabelo, comprimento e diâmetro da pila, peso dos tomates ou medida do sutiã? Tivesses tu pelo menos dois neurónios e saberias que, nesta era Google, Cambridge Analytica, Facebook, Twiter e afins, chegar ao detentor de um IP, se um dia for essa a vontade das máfias político-justiceiras (se é que não foi já) e fazer a radiografia de todo e qualquer bicho-careto que por aqui aparece é mais fácil do que mijar à parede. Todos aqui sabemos disso e cagamos nisso, excepto tu, ereburro burremita.

    Pela parte que me toca, em verdade te digo que, nos raros sítios em que boto “faladura” (o Aspirina tem praticamente o exclusivo), nunca na puta da vida usei a porra de um nick, fosse ele eremerda, cagamita ou caganita.

  24. jpferra,

    Quase aposto que dizes isso por teres visto ontem à noite “o outro lado” na RTP 3. Está lançada a segunda época da série Operação Marquês. Culpados já temos. Martins até foi avançado logo alguns nomes para cabeça-de-lista: Silva Pereira, Capoulas…. Agora só falta arranjar-lhes um crime . Mas isso, como se sabe, é o menos. Basta constitui-los arguidos de qualquer coisa para investigar e as fugas de informação, verdadeiras ou falsas, fazem o resto. Será que o PS não viu o que aí vinha? Duvido, pois não andam nisto há dois dias. Mas confesso que estou curioso para ver com que estratégia e armas é que pretendem conter a segunda vaga do tsunami, já que da primeira fugiram pela esquerda baixa como ratos num naufrágio.

  25. Vasco Eremita, não devias ter dito que és nem substituir a ficção pela actualidade (na verdade, substituir a realidade pela ficção). O teu tasco, que já foi uma das melhores casas literárias da praça, perdeu interesse. Volta para a barraca com a ucraniana e recomeça a trabalhar. A malta gostava.

  26. Olha a Dona Cristas no Parlamento quer saber do António Costa o que é que ele está a fazer para não voltar a haver “corrupção socrática” no governo …
    E logo a Dona Cristas que nunca viu o rabo de um submarino a passar-lhe na frente das vistas …
    Nem se lembra já de ter sido coleguinha de governo do Paulo Núncio … etc, etc, etc ….

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