14 thoughts on “O mais grave problema do fim do BES”

  1. Val, não te alargues.
    O caso BES, na perseguição mediática doentia, na expiação colectiva de culpas, no justicialismo sumário, na figuração de passa-culpas para a incompetência e irresponsabilidade políticas, na manipulação de factos para joguete de política partidária recreativa,… é muito mais parecido com o a prisão de José Sócrates do que tu pensas.

  2. A Felícia sozinha enrolava aquele insonso do Salgado e aqueles putos da assmbleia em menos de meia hora.

    Aquilo até já cheira a borracha.

  3. Eu também acho que as descobertas espantosas que levaram ao caso BES cheiram ao mesmo que as descobertas espantosas que conduziram ao caso Sócrates. Quem é que decidiu, em Portugal, considerar como tóxico o aval de 4 mil milhões de euros concedido pelo todo-poderoso Presidente de Angola ao BESA?

  4. Será melhor guardar os comentários para o fim da “festa”!
    Para já, parece que, efectivamente, quem esteve hoje na
    Comissão da A.R. não foi o dono disto tudo e, espera pela
    Justiça com serenidade assim como, a tal auditoria forense
    que está na gaveta do “caddy” Costa do BdP!
    Para já de positivo, de forma indireta, absolveu o José Só-
    crates de ter levado o País à bancarrota deu breve explica-
    ção aos deputados e recomendou algumas leituras!
    Viu-se o incómodo do anafado Amorim dos ADN’s e a le-
    vesa intelectual da Meireles que só gostava de entender!!!

  5. O Salgado não pode ir dentro porque senão leva a metade direita da assembleia com dele. Hoje provou-se que isto não é homem de ir ao fundo sozinho. O que se está a passar é só circo. Ele goza com a nossa cara por ter a certeza de que é impossível ser preso. Ainda que haja alguma prova que ele não tenha conseguido destruir, o que é duvidoso pois teve um ano para o fazer, o caso andará pelos Carlos Alexandres da vida até prescrever. Portanto a pergunta importante é: que nome dará Salgado ao novo banco que abrirá com o dinheiro que apressadamente escondeu em off shores durante todo o ano de 2014?

  6. Não gosto de salgado porque sendo dono disto tudo também seria, matematicamente, dono da minha pessoa e isso é-me inaceitável. Haver um dono de tudo significa que todos outros não têm nada, não são nada além de criados ou servos. Logo, impossível aceitar quanto mais gostar de um tal DDT.
    Contudo reconheço que é muito mais senhor “peixe” de águas profundas que aqueles todos deputados que agora lhe malham e há meia dúzia de anos lhe lambuzavam os pés e as mãos como o cavaco à rainha de Espanha.
    E, calculem, lançado às urtigas como mau gestor pelo costa a mando de passos, o grande e genial gestor da Tecnoforma e Ongs para formação de costureiras, descobriu passados sete anos que a crise do BES também começou com a falência do lemon-brothers nos USA. E, especialmente, frisa que o seu banco querido podia e devia ser salvo pelo BdP e governo se tivessem vontade política de o fazer. Uma pena não lhe vir à cabeça tal pensamento para salvar o país da troika quando chefiou o bando de banqueiros para obrigar Sócrates a ceder perante cavaco e seu psd.
    Mas, sobretudo, ainda gosto menos de bufos e delatores que, por ódios e vinganças pessoais preferem derrubar e queimar na praça pública a sua própria família, seus bens e bom nome. E foi essa, aparentemente, a posição tomada por riciardi face aos erros e dificuldades que o salgado imprimiu no governo do grupo BES.
    Admito mais facilmente que ao fim de muitos anos de sucesso, mesmo um qualquer ddt, fique ultrapassado e cometa erros de cálculo e de morte que um qualquer borrabotas, por inveja da maior qualidade do familiar, não hesite em usar das armas sujas da delação e bufaria para derrubar na lama o nome e os bens da sua própria família.
    Entre um homem que comete erros e depois até falsificações para salvar negócios ruinosos e outro que prefere denunciar tais erros e falsificações e deitar tudo a perder por vindicta pessoal, embora despreze ambos tenho menos desprezo pelo que luta mesmo ilegalmente.

  7. Por norma até detesto sempre jogos políticos quando qualquer governo tem que se debater com problemas desta natureza e desta dimensão. Da mesma maneira que a partir de 2008 Portugal precisava sempre de um consenso nacional mais alargado para enfrentar a crise mundial, sempre a pensar no superior interesse do país. Obama lidou como lidou com o Lehman Brothers e chegámos todos aonde chegámos. A Sócrates calharam as vigarices da SLN/BPN e ainda teve que ouvir o que ouviu, sobretudo da parte dos aldrabões que depois vieram a ganhar as eleições só com aldrabices. E Vitor Constâncio como Governador do BdP. Desta vez calhou a um bando de meninos no Governo e a Carlos Costa, sempre a tremer, no BdP. Teixeita dos Santos sempre teve toda a razão, nenhuma supervisão existe para impedir contas falseadas mas sim para agir em conformidade logo que as detecta! E a verdade é que Costa não teve força para nada e com a economia a precisar do BES. E também era escusável a figurinha de Belém vir agora tentar sacudir a água do capote, tanto ao seu estilo!

    E nem era preciso algo que eu nunca pensei chegar a ver, um dia Ricardo Salgado a prestar contas no Parlamento, para voltarmos a falar da autêntica ditadura das agências de ratings! E logo numa CPI, com os representantes do povo, inclusive a admitir que afinal o DDT é mesmo o povo. E a quem lembrou e muito bem a capacidade das agências de ratings para lixarem isto tudo! Entenda-se Portugal e o GES/BES, muito fáceis de abordar de fora mas também foram a obra da vida de um homem e parece que já ninguém se lembra disso. Inclusive e independentemente de qualquer ideologia, o peso do BES na economia portuguesa, porque depois de chegados aqui – à resolução – parece que também nunca foi levado muito em conta. De qualquer forma ainda faltam os resultados finais da auditoria forense e a venda do banco bom para o povo também poder fazer as suas contas finais.

    Se era possível salvar o BES, dado mais uma vez o peso todo que tinha na economia portuguesa e alienar a área não financeira toda do GES, que nesta altura já nem podia ser pertença de qualquer banco? Claro que tinha sido possível e de várias maneiras. E a única coisa que mais uma vez interessava avaliar era o custo/ benefício para Portugal. E a verdade é que optou-se por outro caminho, com as contas finais ainda por fazer. O maior espanto vai para tantas perguntas da deputada do CDS!? Ninguém do partido lhe deve ter dito que alguém do CDS no Governo também lutou pela salvação do BES. E que também foi sobretudo a Europa que não deixou, mais uma vez, depois de salvar bancos na Irlanda em muito piores condições!

    Isto tudo sem entrar no Estado que não faz nada sem falar com alguns banqueiros e alguns advogados ou a outra face da moeda menos falada, os privados que também não fazem nada sem o Estado. Porque é sempre um tema que também propicia muita demagogia.

    Finalmente, lamentável e peço desculpa a todos pela linguagem nada própria mas não há outra forma de o dizer, o seboso do Amorim, só preocupado em salvar a pele do Governo. E já agora de várias lutas internas, que só depois de várias décadas é que perceberam que afinal o tipo de governance de Ricardo Salgado faz dele o pior banqueiro do Mundo?! Aliás só com este Governo é que o arrependimento, nada interessado, concede idoneidade. No caso Marquês o motorista também não estará preso por acaso. Seguem-se os bufos todos, que nunca seriam necessários se o BdP tem agido sempre em consonância com o que já sabia. Hoje mesmo o primeiro de todos, Pedro Queiroz Pereira, também sem interesse nenhum. Mais à frente Álvaro Sobrinho e lá voltamos nós ao enorme poder que os media exercem nas sociedades actuais. Finalmente, a quem se decidiu pela resolução e sobretudo quem teve a ideia peregrina dos dois bancos, também deviam caber os custos todos da operação em Angola.

    E volto a dizer o que disse no princípio, por norma nenhum Governo pode ou deve ser responsabilizado por um problema desta natureza e desta dimensão. A excepção é mesmo este Governo de Passos Coelho, para quem nunca houve crise mundial nenhuma e ao invés sempre quis governar com a Troika. Optando sempre por mandar o superior interesse do país às malvas!

  8. Era o “jogo da vermelhinha”.
    O dono das três cartas era Salgado.
    3 cartas duas pretas e uma vermelha.
    Quem acertasse na vemelhinha Salgado dizia onde estavam os biliões.
    Nenhum puto acertou.

  9. Estou farto de dizer que os retornados não “roubavam os pretos”.
    O Salgado julgava que com o Besa ia sacar a massa aos pretos.
    Também acreditava que qualquer engana os “pretinhos” que eram uns coitados.

    Mas ninguem acredita em mim!

    Há muitos salgados a entrar que nem patinhos!

  10. PR, Governo e Governador do BdP sempre garantiram aos portugueses que o BES, que era muito importante na economia, não tinha problema nenhum – todo na área não financeira do GES. E depois permitem fluxos financeiros entre a área financeira e não financeira em nome de quem? E a culpa ainda é do Salgado que os enganou? E eles estavam todos a fazer o quê? A dormir? E quando se fala em alienar a parte não financeira fala-se em vender bem e não a porca miséria que todos permitiram!

    A lata suprema da incompetência deste Governo e desta Administração do BdP é a figura que o Amorim se prestou de vir agora perguntar onde é que está o dinheiro!? Referente aos 1 500 Milhões que desapareceram nas últimas semanas e que nunca podiam ter desaparecido se todos tivessem feito/ intervido o que/como lhes devia. Como aliás ainda há pouco tempo algumas arrastadeiras ignorantes também ainda andaram a dizer que as operações suspeitas só pararam uma semana depois da entrada de Vitor Bento – entrada e saída que diz bem da desregulação toda do BdP – para o tentar responsabilizar pela recompra das obrigações?! Que por acaso até era obrigatória, como a CMVM recomendou, para defender os clientes/obrigacionistas.

    Das autoridades e dos reguladores todos salvou-se a CMVM. Para os outros todos a única nota possível é aquela com que alguns ainda gostaram de ver o país confrontar-se há pouco tempo: LIXO!

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