O julgamento de Nuremberga vai parecer uma brincadeira

«José Sócrates sempre foi muito próximo politicamente dos líderes socialistas da América Latina, como Lula da Silva e Hugo Chávez. Isso gerou oportunidades de negócio para as empresas portuguesas mas também gerou fortes suspeitas de corrupção internacional que têm sido detetadas nas investigações da Operação Marquês e do caso BES. O Brasil, Portugal e um futuro governo democrático na Venezuela deviam investigar essas ligações a fundo com uma equipa de cooperação judiciária especial?»

Sérgio Moro. “É uma possibilidade criar equipa para investigar as relações entre Sócrates, Lula e Chavéz”

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O talibã está feliz da vida. Um juiz que judicializou umas eleições presidenciais para alcançar poder político, o qual acumula com ser ministro da Justiça de um presidente adorador de tiranos, voltou a Portugal para continuar a exibir o seu desprezo pelo Estado de direito. É isto que enche de alegria o talibã, poder abraçar-se ao seu ídolo e usá-lo para escoucear o princípio da presunção de inocência e fazer a apologia das perseguições políticas a partir da Justiça.

Como podemos ler acima, a direita decadente pode não ter votos mas tem uma utopia. Trata-se de montar uma força policial internacional onde Sócrates continue a ser linchado nos próximos 20 a 30 anos. Para já, o talibã apenas avança com a sugestão de reunir três países, mas é óbvio que está a ser modesto e que se podem juntar muitos mais. Basta ver a listagem das suas viagens ao estrangeiro como primeiro-ministro e depois incluir esses países, mais aqueles com que tenham fronteiras (porque os corruptos internacionais são uns saltitões, é uma chatice), na entidade judicial mundial que vai investigar Sócrates, Lula e Hugo Chávez (para este último bandido, a eventual sentença será aplicada por seres com asas e vestes imaculadamente brancas).

A madraça lá conseguiu mais um título para alimentar os seus borregos. Que teriam para dizer caso não fizessem da pulhice o seu modelo de negócio? Mistério que nenhuma coligação internacional, ou que fosse planetária, conseguiria desvendar.

7 thoughts on “O julgamento de Nuremberga vai parecer uma brincadeira”

  1. Sergio Moro corrompeu o sistema judicial brasileiro para alcançar o poder. Representa uma ameaça à integridade das instituições democráticas. Se alguém duvida, leia a ridícula sentença com que condenou Lula. Quem o convida para falar em Portugal ou é ingénuo, ignorante, ou representa uma ameaça igual.

  2. estou indecisa : isto configurará uma síndrome psicótica ou uma sindrome neurótica, mais precisamente uma espécie de quadro hipocondríaco e de somatização ?

  3. “Isso gerou oportunidades de negócio para as empresas portuguesas mas também gerou fortes suspeitas de corrupção internacional que têm sido detetadas nas investigações da Operação Marquês e do caso BES.”

    Como sabe o snr. Moro que fortes suspeitas têm sido detetadas nas investigações dos snrs. Teix&Alex ? Por acaso o snr. também tem o processo com ele no Brasil e acompanha as “investigações”?
    Nós temos, salvo erro, três níveis de tribunal para julgar e pertencemos a uma comunidade internacional chamada União Europeia que tem tribunais e um ordenamento jurídico próprio, contudo, tal cadeia jurídica não serve à justiça que vive na cabeça do snr. Moro: precisa dum “tribunal especial”.
    Porquê?
    Porque o trabalho do snr. Moro não é fazer justiça: ele troca negócio por negócio.
    Aos elevados negócios de contratos por corrupção ele contrapõe os seus elevados negócios políticos usando fraudulentamente a vantagem que lhe dá o seu poder de juiz com uma “verdade” soberana.
    O seu grande negócio em perspectiva é um dia ser o rei-dono de todos os negócios no Brasil; a “Corrupção” será ele e o seu poder de designar corruptos.
    Consegui-lo-á?

  4. emenda,
    deve ler-se «a “Corrupção” será ele e o seu poder de designar quem é ou não é corrupto»

  5. A minha parte preferida:

    “Recordo-me que, quando nos conhecemos aqui no Estoril há dois anos, o sr. disse-me que não estava no seu pensamento passar para a política.”

    P.S. O Zé Manel já apelida de manso o povo português?

  6. Sérgio Moro diz que o que disse foi:

    “O ex-primeiro-ministro [José Sócrates] fez declarações ofensivas contra a minha pessoa. Fui confrontado com as mesmas e disse que não ia responder a pessoas que respondiam a processos criminais. Basicamente foi isso.”

    Acontece que basicamente não foi nada disso. O que o Sérgio verdadeiramente disse foi:

    “Não debato com criminosos pela televisão.”

    A versão habilidosa e mentirosamente recauchutada das declarações, se verdadeira, seria razoável, inócua e insusceptível de polémica. Ao contrário, a versão original, violando grosseiramente o princípio da presunção da inocência, é inadmissível em qualquer cidadão de um país democrático e inacreditavelmente chocante num jurista, para mais um que se apresenta quase como pai de todos os incorruptíveis e campeão da legalidade.

    Para se safar de justíssimas críticas, o chico-esperto aldrabou-nos de forma grosseira e inventou uma realidade alternativa que nada tem a ver com a realidade real, passe o pleonasmo. Donde se conclui que o Serginho não passa de um moleque aldrabão que acredita burramente poder fazer de todos nós parvos, exibindo sem pudor a “qualidade”, “honestidade” e “rigor” de processos pelos quais se rege na profissão, sem dúvida os que usou para meter Lula na prisão.

    O alegado jornalista do blogue passista sabe tudo isto perfeitamente. Se jornalista a sério quisesse ser, questionaria imediatamente o aldrabão: “Mas não foi isso que o senhor disse, o que o senhor disse foi isto.”

    Mas esperar isso do blogue passista seria pedir de mais. Um sipaio é um sipaio é um sipaio, e dele mais não se pode esperar do que trabalho de lacaio. No caso, o trabalho do lacaio é o de “branqueador de aldrabões”, ocupação lucrativa para currículos pouco exigentes. Apenas uma exigência, aliás: espinha dorsal flexível.

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