O caso José Manuel Fernandes

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Quem lê o Público, e leu neste domingo, poderá ter feito o mesmo exercício que eu fiz: ligar o texto de António Barreto ao de Joaquim Vieira. Barreto despeja mais um alguidar de banalidades inconsequentes, mas desta vez ataca os jornalistas na figura das redacções. Ora, isto é o mesmo que atacar os directores dos jornais. E fica espaço suficiente entre os latidos para se imaginar que nem o jornal onde escreve escapa à sua raiva veterotestamentária. Logo a seguir, o Provedor do Leitor faz aquela que tem de ser a mais grave crítica que se pode fazer a um jornal: diz que as fontes não são credíveis, porque não identificadas em vários e fulcrais episódios; sendo os próprios princípios deontológicos do Público a suscitar todas as perversões, ao arrepio do que é a prática internacional de referência. Os exemplos apontados, por sua vez, ligam-se com a temática do vitupério barretino: a manipulação das redacções pelas agências e agentes de comunicação. Quer-se dizer, estes dois senhores, referências éticas assumidas e reconhecidas, podem ter estado — cônscia ou inconscientemente — a pôr a corda à volta do Zé Manel.

Falta só alguém para a puxar, porque motivos não faltam. O Público está neste momento a viver da memória, pois já não é o jornal de referência (o que quer dizer que não existe actualmente um jornal de referência em Portugal, eis a gravidade da coisa). Para lá da mudança gráfica e de alguns conteúdos, que teve tanto de arbitrária como de irrelevante ou até prejudicial, a degradação editorial está patente na baixa qualidade das peças genéricas, na ausência de jornalismo de investigação e no desnorte directivo, o qual nem consegue definir uma posição institucional, nem consegue ser verdadeiramente pluralista. Tudo ainda seria aceitável se não se começasse a tornar claro que há um Menezes dentro do JMF, e digo isto no pior sentido possível. A fúria do director, e demais companheiros de editorial, contra Sócrates teria interesse se acrescentasse inteligência, mas JMF é intelectualmente fraquinho e quando se quer mostrar forte acaba em crises histéricas. Vê-lo a alinhar nas paranóias inanes que pretendem espalhar a ideia de que a democracia está comprometida pelo actual Governo, não choca por ser uma irresponsabilidade incompatível com a axiologia da sua função. O que me deixa banzo é ver um jornalista a ser cúmplice de tamanha imbecilidade.

Há umas semanas, JMF chegou ao ponto de utilizar um editorial para admoestar a sua equipa, a propósito de um erro qualquer. Podemos concluir que o balneário não tem testemunhado recentes competências de comunicação e comando por parte deste treinador. Com quase 10 anos de casa, e erros clamorosos a pulverizarem a confiança dos leitores, faz falta ao Público alguém que recupere a tradição herdada por Vicente Jorge Silva: prévia definição ideológica como condição da isenção jornalística. Curiosamente, foi na tomada de posição pela Invasão do Iraque que JMF esteve no pleno usufruto da sua missão. Não porque tivesse ou lhe faltasse razão nessa questão bizantina, mas porque ao se assumir por um dos lados da barricada estava, acto contínuo, a garantir a idoneidade do jornal.

Ao patrão de JMF recomendo a sabedoria apocalíptica: Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.

27 thoughts on “O caso José Manuel Fernandes”

  1. “…A fúria do director, e demais companheiros de editorial, contra Sócrates teria interesse se acrescentasse inteligência, mas JMF é intelectualmente fraquinho e quando se quer mostrar forte acaba em crises histéricas. Vê-lo a alinhar nas paranóias inanes que pretendem espalhar a ideia de que a democracia está comprometida pelo actual Governo…”

    Não, o Governo inviabilizava a compra da PT e o tio Belmiro ia ficar de braços cruzados, era o que faltava!

    Só compro o jornal ai umas 10 vezes por ano, e em PDF, que custa 1€!

  2. Chamar alguidar de banalidades inconsequentes ao que António Barreto escreveu é a única coisa realmente digna de nota neste seu texto. O resto, são tricas de vizinhas.

    Infelizmente, a única coisa digna de nota é uma imbecilidade atroz.

    Por isso, talvez remover post fosse uma medida de elementar higiene.

  3. jdias, antes de sabermos se tens vocação para inspector da ASAE, explica um bocadinho melhor o que vieste aqui escrever. De que vizinhas estás a falar? Qual a imbecilidade atroz?

    De certeza que vais conseguir trazer um ou dois argumentos. Certezinha.

  4. Só para dizer que já não leio esse jornal, a não ser que aqui mo obriguem…
    Ao jornal faz falta o próprio Vicente Jorge Silva, não? Ou então mudar de dono.

  5. Aqui vão meia dúzia de argumentos. Se leres duas vezes talvez percebas o disparate que escreveste:

    “TÊM VÁRIAS DESIGNAÇÕES. Assessores. Conselheiros. Encarregados de relações com a imprensa. Agentes de comunicação. Ou, depois do choque tecnológico, Press officers e Media consultants. Sem falar nos conselheiros de imagem. Povoam os gabinetes dos ministros, dos secretários de Estado, dos directores gerais, dos presidentes e dos gestores. Vivem agarrados aos telemóveis, aos BlackBerries, às Palms e aos computadores. Falam todos os dias com os administradores, directores e jornalistas das televisões, das rádios e dos jornais. Dão, escolhem, programam e escondem notícias. Mostram aos políticos e aos gestores o que é do interesse deles. Planificam a informação. Calculam os efeitos e contam as referências feitas na imprensa. Tratam da imagem, compram camisas para os seus mestres, estudam-lhe as gravatas, preparam momentos espontâneos, formulam desabafos, encenam incidentes e organizam acasos. Revelam a intimidade que se pode ou deve revelar. Calculam os efeitos negativos de uma decisão sobre os impostos, que articulam com as consequências positivas de um aumento de pensões. A fim de contrabalançar, colocam o anúncio de Alcochete logo a seguir ao do referendo europeu. Fazem uma planificação minuciosa das inaugurações. Escrevem notícias com todos os requisitos profissionais, de modo a facilitar a vida aos jornalistas. Mentem de vez em quando. Exageram quase sempre. Organizam fugas de imprensa quando convém. Protestam contra as fugas de imprensa quando fica bem. Recompensam, com informação, os que se conformam. Castigam, com silêncio, os que prevaricaram. São as fontes. Que inundam ou secam.
    OS JORNAIS PARECEM-SE UNS COM OS OUTROS. As notícias são quase iguais. As agendas das redacções são gémeas. Salva-se, desta uniformidade, aqui e ali, quem assina o que escreve. Os noticiários das televisões têm agendas iguais. E alinhamentos de notícias também. Os directos, grande vício da televisão portuguesa, são iguais em todos os canais. Cada vez mais, a informação está previamente organizada, não pelas redacções, não pelos jornalistas, mas pelos agentes e pelos assessores. Quem tem informação manda em quem investiga, escreve e transmite. Grande parte da informação é encenada e manipulada, de acordo com as conveniências. Há informação reservada para melhores momentos, informação programada para dramatizar, informação inventada para divertir e informação acelerada para consolar. Isto acontece há anos. Em Portugal e no mundo inteiro. Todos os anos, a situação piora. Com Sócrates, refinou. O poderio das organizações de comunicação é avassalador. A opinião pública não tem meios para escolher e resistir. Só a independência dos jornalistas poderia fazer frente a este domínio inquietante. Mas esta é um bem raro. Até porque os empregos na informação são cada vez mais precários.
    A RECENTE POLÉMICA SOBRE AS AGÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO, novo episódio numa longa série, mostrou esta actividade no seu pior. As mesmas agências comunicam a favor dos adversários, da política e da economia, da polícia e do ladrão, do governo e da imprensa. Do atirador e do alvo, como disse Pacheco Pereira. Até a Entidade Reguladora para a Comunicação, sem ver os efeitos nefastos, achou por bem ter uma agência a tratar da sua informação. O governo tem a sua. Luís Filipe Menezes também: em vez de denunciar a prática do governo, quis imitá-lo. Foi preciso Santana Lopes, em momento inspirado, opor-se a este despotismo: “O modo e o conteúdo da comunicação fazem parte do domínio da liberdade absolutamente inalienável de cada deputado”.
    LUÍS MARQUES, JORNALISTA HÁ VÁRIAS DÉCADAS e com experiência da redacção, da direcção e da gestão da informação, em jornais e na televisão, fez há poucos anos um pequeno estudo sobre as “agendas” de informação. Chegou a resultados surpreendentes. Contando apenas os grandes órgãos de informação generalistas e nacionais, com exclusão das secções mundanas e outras, havia em Portugal cerca de 1.500 profissionais. Para os alimentar de informações, os assessores, as agências de comunicação e outros somavam quase 3.000. Quer dizer, por cada jornalista em actividade na informação política e económica, dois profissionais preparavam as agendas e as notícias. É esta gente que inunda as redacções com “factos”, “eventos”, “oportunidades” e “situações”. Qualquer redacção tem dificuldade em resistir-lhe. Se, às 20.00 horas, o Primeiro-ministro sai de um lar de idosos, entra numa creche ou produz uma declaração espontânea, como pode uma redacção decidir não estar presente? É este exército o responsável por grande parte das “entradas” que, durante a manhã, enchem as agendas das redacções. Num grande canal de televisão, essas entradas podem hoje chegar às 1.000 por dia, enquanto eram cerca de 100 há quinze ou vinte anos. Na agenda diária da redacção de um canal de televisão, perto de um terço das entradas (mais de trezentas…) é feito directamente pelas agências de comunicação e pelos assessores dos gabinetes e das instituições. Mais ainda, é aquela brigada que, muitas vezes, sobretudo na informação económica, redige as notícias. Nas redacções, povoadas hoje por jovens estagiários e inexperientes, mas também por seniores preguiçosos, publicar directamente as notícias assim preparadas, ainda por cima por jornalistas e antigos jornalistas treinados, é a solução mais simples. Por isso, é frequente vermos, sem menção de publicidade, notícias económicas absolutamente iguais em vários jornais.
    HÁ QUEM PENSE QUE É ISTO A MODERNIDADE. A informação racional da época contemporânea. O sinal da eficácia. O instrumento da transparência. Mas desenganem-se os crédulos. O objectivo dos assessores e das agências de comunicação é sempre o de defender os interesses do autor da informação, nunca do destinatário, do cidadão. A única preocupação do agente é a de vender o mais possível, nas melhores condições, bens ou ideias, mercadorias ou decisões. Os agentes de comunicação não defendem os interesses dos compradores, dos consumidores ou dos espectadores, mas tão só dos vendedores, dos produtores e dos autores. Apesar de pagos pelos eleitores, servem para defender os eleitos. Este é o mundo em que vivemos: a mentira é uma arte. Esta é a nossa sociedade: o cenário substitui a realidade. Esta é a cultura em vigor: o engano tem mais valor do que a verdade.”

  6. O Público foi o meu jornal desde o primeiro dia. Durante anos guardei alguns exemplares com tanto cuidado como guardo ainda as revistas do Tintin. Li o Público, comentei o Público, escrevi no Público – era quase uma miúda e não esqueço a primeira reunião com o meu editor. Quando lhe disse quanto queria que me pagassem por artigo respondeu-me que tinha sorte de estar a escrever para o Público, que se fosse no Expresso o Balsemão responderia “mas não tem é de nos pagar a nós para escrever aqui?”. E pagaram-me o que eu pedi. E era muito, mas os tempos eram outros e a euforia era grande!
    Deixei de ler o Público pela mesma razão que deixei de ser do Benfica. No Benfica chamava-se Vale e Azevedo, no Público chama-se José Manuel Fernandes.

  7. bem, eu não desejo mal ao homem, apesar de termos tido posições diametralmente opostas sobre a invasão do Iraque publicamente expostas. A um director de jornal que eu compre exijo estímulo à qualidade e defesa da liberdade, e durante uns tempos, JMF fez uma época em que esses valores pareciam presentes. Com a mudança de formato do Público operou-se uma transição que faz com que eu leia e despache aquilo num instante, o que por um lado é bom.

    eu compro o Público duas ou três vezes por semana, às vezes nada, mas é porque sou gamado no Calvin e no Bartoon e já agora vejo o resto

    embora não deseje mal ao homem, o director vai ter de mudar, porque está um ciclo a fechar

    porque não arranjam alguém nos trinta que já agora sempre quero ver se me surpreendem?

  8. Ah, jdias, bem que eu desconfiava que não irias trazer conduto. O teu problema talvez seja igual ao do Barreto: moralização da própria ignorância.

  9. Nesta história, o mais interessante não é o artigo do Barreto. É o aparante desinteresse que ele provoca. Então o homem diz que «Nas redacções, povoadas hoje por jovens estagiários e inexperientes, mas também por seniores preguiçosos, publicar directamente as notícias assim preparadas, ainda por cima por jornalistas e antigos jornalistas treinados, é a solução mais simples», e os jornalistas da casa não exigem explicações? Aceitam calados a acusação? Isto para já não falar da direcção editorial que leu, publicou e calou. Extraordinário! E os jornalistas dos outros jornais e televisões, igualmente visados? Ninguém publica uma notinha a dizer alto e pára o baile!? Este silêncio é que é comprometedor.

  10. Ernesto Silva, exactamente! E quando se cruza com a sova do Joaquim Viera, precisamente em matéria análoga, o efeito é devastador para o JMF.

    Quanto ao desinteresse, e para lá de um eventual sentimento de culpa, também poderá resultar de António Barreto ter perdido a relevância. Seja como for, esta matéria das agências de comunicação foi tratada por AB de uma forma primária, pois a realidade é basto complexa e não admite maniqueísmos serôdios.

  11. António Barreto não perdeu a relevância. Perdeu pior: a credibilidade. Se calhar não a perdeu, deitou-a ao lixo.

    Agora anda armado em censor, porque queria que as televisões e os jornais (inclusive o seu) deixassem de ser informativos, para se tornarem em mocas de bota-abaixo contra Sócrates e o seu governo. É esta a leitura que faço daquele artigo. Essa a razão da denúncia que ele faz, possesso de raiva por o governo cuidar de informar o país sobre o que anda a fazer. Espumando de ódio de cada vez que as TVs mostram o governo em contacto com o país real, a inaugurar uma estação de metro ou um hospital. O que ele está a dizer ao seu lacaio J.M. Fernandes (esta é que é a verdadeira relação de forças lá na casa) é: mais campanha contra o governo, mais denúncias de mau governo, mais bota-abaixo.

  12. Se for verdade que Barreto perdeu a relevância e a credibilidade, o que se admite como mera hipótese teórica e apenas a beneficio de uam ventual discussão válida, eu diria que o mal não está no António Barreto mas sim no país. E os adjectivos do Valupi bem o mostram.

    Deve haver muito poucas pessoas com um conhecimento concreto e real do nosso País idêntico ao de Barreto. Fruto de um trabalho de muitos anos, aturado e cientifico aliado a uma capacidade de análise invulgar.

    Mas agora vêm uns iluminados pelo vazio dizer que perdeu relevância e credibilidade. E eo acredito. Nesse mundo onde vivem, nunca as deve sequer ter tido.

  13. São coisa diferentes, jdias, o currículo e a opinião. Ninguém quer diminuir o académico e o político que Barreto também é. Mas isso não nos obriga a ceder ao teu argumento de autoridade. No plano da opinião, hoje, Barreto não releva. O que ele diz das agências de comunicação e das redações é não só primário como acintoso. E o problema maior nem será o valor intelectual da coisa, antes a perfídia que consiste em aumentar a poeira à volta da situação. Porque a verdade é esta: ter uma agência de comunicação decorre de se estar a fazer política num mundo onde as agências de comunicação ajudam a fazer política, como o Nik bem refere. Não vem daí mal nenhum. O mal, a haver, faz-se com ou sem agências de comunicação, e é sempre da responsabilidade dos políticos, não de quem presta serviços.

    Agora, acho curioso que tomes o lado do Barreto e não te incomode o retrato de uma indústria, a da comunicação, totalmente manipulada por uns quantos mandaretes. Admitindo que ainda há algum jornalista que não vendeu a alma ao mafarrico, é caso para alguma indignação – ou não?…

  14. Valupi,

    Algo me diz que trabalhas na área da comunicação, marketing, jornalismo, por aí.

    Por isso é que eu te disse no princípio que o teu post lembrava tricas de vizinhas.

    E é isso mesmo. Como o António Barreto te tocou na coutada não deves ter gostado.

    Daí as “banalidades inconsequentes”. Se isto não é “diminuir o académico e o politico que Barreto também é”, o que será? Os augumentos de autoridade são válidos, quando a autoridade existe. Barreto é um académico conceituado e com provas dadas, reconhecido por todos. Acresce que leio o que escreve, nos jornais e não só, e penso que o reconhecimento é merecido. Por isso, o argumento de autoridade é válido.

    E deixa-me dizer-te uma coisa: estou tão preocupado com esse retrato da indústria da comunicação quanto tu.

  15. Trabalho em comunicação de marketing, confirmo, mas não na comunicação política, e muito menos na área referida no artigo em causa. E o meu alvo não era o Barreto, era o JMF. Achei graça à coincidência temática entre o que ele e o Joaquim Vieira escreveram, e até utilizei o escrito dele em favor do meu raciocínio.

    São banalidades porque é informação pública. Não há nenhum segredo, nem razão para haver. Sim, os partidos e os políticos e os governos tentam promover uma boa imagem. Qual é a novidade? Se há eleições, qual é a novidade? Se os órgãos de comunicação social são influentes, qual é a novidade? Se esta é uma prática que remonta ao século XIX, qual é a novidade? Acaso Barreto chegou agora à sociedade?

    E são inconsequentes porque ele não deixa um único nome, seja de indivíduo ou instituição, que exemplifique a sua denúncia. E não deixa uma única solução, como se o cenário caótico que apresenta estivesse apenas à espera do voluntarismos de alguém (que também não nomeia) para se transformar a merda em ouro. Isto é cobarde e é nada.

    E deixo-te um conselho, jdias: nunca, mas nunca, cedas perante o argumento de autoridade. A não ser que seja a autoridade da tua consciência, solitária excepção.

  16. Valupi,

    Não deixa de ser curioso que tendo como alvo o JM Fernandes, comeces por acusar António Barreto de uma coisa que ele não é pela simples razão de que ele te toca na “consciência profissional”.

    Estamos conversados.

    E é da autoridade da minha consciência que se trata, obviamente.

  17. Este meu bro Valupi já sabe que eu faço um deliriozinho logo pela manhã, mas não é por mal, ée porque os neurónios estão a espreguiçar com as sinapses muito esticadinhas, a arejar os axónios. Mas gostei da v. conversa. è quase inevitável perder-se a relevância com uma presença constante, fica tudo déjà vu, ou lu, não tarda nada

  18. Claro que J. Dias tem razão. Delirante parece estar o valupi na forma como ataca o Público. O problema é que JM Fernandes, tal como Barreto, atacam Sócrates.

    E aí é que “a porca torce o rabo”, passam logo a incompetentes e autores de “banalidades inconsequentes”

  19. O Dias diz que o argumento de autoridade é válido em relação ao A. Barreto… O Dias não percebeu o que o Valupi disse, por uma simples razão: ele não sabe o que é um argumento de autoridade. Olha, Dias: vai estudar as falácias lógicas e refrescar os sofismas, porque arreaste bronca de ignorante.

    Ninguém está acima da crítica de ninguém, Dias. Muito menos em debates públicos de cidadãos sobre o que se passa na civitas. Por mais obscuro e anónimo ser virtual que eu seja, tenho todo o direito de analisar, julgar e criticar qualquer “fazedor de opinião” emplumado que por aí apareça. Quando digo que o fulano em causa se descredibilizou, sei do que estou a falar. A isenção e rigor crítico que muitos apreciávamos nele, cedeu o lugar a um ódio cego, descabelado e caceteiro contra o governo do seu antigo partido, numa atitude de ressentimento incontido. De “pundit” sabedor, sensato e independente, passou a bota-abaixo ao serviço da SONAE, azedo, tendencioso, unreliable.

  20. ValupiZJDiasValupiNickZJDiasValupiErnestoSilvaValupiZNickJDiasValupiZNickJDiasValupiZNickJDiasMerdaparacomentários!

    Perante o “pos” de Valupi só podemos estar de acordo!

  21. onde se escreve sobre carácter e virtude, mas sem ligar assim muito á difamação que corrompe a virtude.:

    José manuel fernandes escreveu mais um dos seus artigos e eu fui ler porque gosto de ler os artigos do José manuel fernandes. É um artigo longo e muito interessante, que me suscitou duas ou três ideias que quis registar aqui no meu blogue.

    http://bit.ly/bRgHUY

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