O banco do regime, disse ele

"Os depositantes têm razões para ter toda a confiança quanto à segurança que o Banco Espirito Santo oferece às suas poupanças", disse Pedro Passos Coelho.

"Uma coisa são os negócios que a família Espirito Santo tem e outra coisa é o banco. É muito importante que os agentes portugueses e os investidores externos consigam, não apenas perceber bem esta diferença, mas estar tranquilos relativamente à situação do banco", sublinhou.

"Não tenho nenhuma razão para pôr minimamente em dúvida a tranquilidade, que deve ser preservada ao nível do nosso sistema financeiro e bancário", acrescentou Passos Coelho.


Julho, 2014

17 thoughts on “O banco do regime, disse ele”

  1. Disse ele que Sócrates estava do lado dos poderes e das relações obscuras com empresas… Sócrates que só caiu porque fez frente a grandes grupos de interesse! Haja paciencia! Coisa que mais nenhum governo até hoje se atreveu a fazer. Bem… o actual faz frente ao “povo” mas nos ricos, nos fortes e nos interesses nem toca.

  2. Mas qual é a admiração? Não foi o passos láparo que leu
    uma comunicação durante o debate e, uma hora depois
    estava a dizer o seu contrário? Devem dizer-lhe com toda
    a frontalidade que, ele não tem condições para ser parte
    de uma qualquer negociação … não é mais nem menos do
    que aquilo que o Povo chama de troca-tintas !!!

  3. passos coelho é coerente.mentiu ante de ser governante,mente como p1.ministro, e para o ano vai continuar a mentir como deputado no parlamento.em casa já não mente, por que a mulher já lhe tirou o retrato há muito tempo!

  4. Porque terá a senhora ministra das finanças falado na possibilidade de um segundo resgate? E se ela já “sabe” que o buracão do BES vai ser nacionalizado e vamos precisar de 40 mil milhões para tapar a cratera? E se a fantochada do banco bom e banco mau foi só para ganhar tempo? E se a troika sabe de tudo há muito tempo e esperou que acabasse o tempo das suas responsabilidades cá dentro, para poder lavar as mãos do que vem a seguir, que é o tsunami do BES?

  5. e será que vão querer mesmo emprestar o dinheiro para o 2º resgate? As classes médias norte-europeias não aceitam novo empréstimo a fundo perdido. Foi por isso que o BCE e a Alemanha decidiram fazer o “resgate interno” do BES — que consiste em fazer os seus acionistas e clientes pagarem a reestruturação do banco — em vez de uma recapitalização do BES apoiada num novo resgate.

    Quanto a passos coelho, o homem (nesta questão) não manda nem decide. Por isso disse uma coisa em julho, mas logo mudou o discurso quando chegou a ordem de serviço.

  6. Esta gentalha comporta-se como um gupo de criminosos.
    Sou contra a responsabilização judicial de más decisões politicas mas francamente, depois de corridos a pontapé é bom que o PS accione todos os mecanismos judiciais possiveis e impossiveis para trazer esta gentalha do PSD/CDS à justiça.

  7. Havia os Bancos do Regime, mais a economia debaixo do Colchão, até ao PREC.

    Aí, acabou o Colchão e fomos todos borlados.

    Agora/mija na mão/e deita fora!

  8. Querido Reaça: Quanto ao Prec, o teu nome não diz de que lado estás. Lembro que nesse tempo os bancos foram nacionalizados e assim se mantiveram quatro anos! Nenhum faliu,nenhuma verba extraordinária foi utilizada para manutenção dos ditos,leiam-se os documentos da época. O FMI veio 4 anos após a privatização! Que os privados admnistrem melhor que o Estado é matéria de fé,logo não se discute com os crentes. Eu continuo agarrado ao método científico. Passa bem.

  9. “Lembro que nesse tempo os bancos foram nacionalizados e assim se mantiveram quatro anos!”
    4 anos????… o resto do tempo estiveste a dormir

    “Nenhum faliu,…”
    os estados não vão à falência, quando muito são intervencionados

    “… nenhuma verba extraordinária foi utilizada para manutenção dos ditos,leiam-se os documentos da época.”
    bota aí a fruta da época e se não for pedir muito põe tamém as contas do ouro, deve haver fotocópias no sótão do cunhal.

    “O FMI veio 4 anos após a privatização!”
    claro, veio a seguir à bancarrota, se calhar querias que viesse de véspera.

  10. @Maria Abril:
    “Emprestimo “a fundo perdido”. Como, se estamos a pagar tudo com lingua de palmo e meio!”

    Apesar dos brutais sacrifícios, lamento dizê-lo mas não estamos a pagar dívida; estamos a “rolar” dívida, isto é, a pagar dívida contraindo mais dívida. A nossa economia já não tem capacidade para amortizar o seu passivo. Por isso eu falei de “mais um empréstimo a fundo perdido”.

    Neste momento, não há condições políticas para haver mais resgates. Por isso, os “mercados financeiros” estão a ser empurrados pelos bancos centrais, através de juros reais negativos (nos investimentos dados como seguros), a investir num novo subprime. O subprime actual consiste em obrigações “lixo”: empréstimos arriscados a empresas e a países (como o nosso) em situação financeira duvidosa.

    A esperança do capitalismo financeiro é que, no futuro, a economia possa começar a crescer robustamente; e os financeiros consigam então, à socapa, transferir a conta para o povo europeu (como custos acrescidos para a periferia, como é evidente).

    Eu não acredito que isso aconteça. A economia europeia, após a queda do muro de Berlim, abalançou-se à anexação — que só posso classificar de voluntarista — do leste e da periferia europeia, anexação essa que, então liberta da pressão ideológica do modelo soviético, seguiu a 100% o cânone da ideologia neoliberal. Mas, em consequência de assimetrias económicas que, por via do neoliberalismo, se agravaram a Europa caiu numa crise económica, social e política crónica.

    Esse voluntarismo ideológico aprisionou o espaço europeu e as suas instituições de soberania a interesses de cariz imperial, que estão hoje largamente instalados. Este é um veneno, um pacto com o diabo, que corrói a confiança dos cidadãos no conceito europeu, na governação e nos regimes democráticos. Este imperialismo europeu tardio, obcecado pela religião neoliberal, impede que o espaço europeu se reforme e se salve de um colapso anunciado.

    (Nota: sobre o aprisionamento de um regime democrático a lógicas imperiais, a que hoje se assiste na Europa e nos Estados Unidos, leia-se o discurso de Péricles aos atenienses, feito pouco antes da sua morte. Esse discurso foi reproduzido por Tucídides em “A Guerra do Peloponeso”. Aí o próprio Péricles — com uma lucidez que é de louvar, mas que não o salvou a ele, nem à sua cidade, da derrota militar e da ruína económica — explica aos seus concidadãos a inevitabilidade da via imperial.)

  11. bla,bla,bla, muita conversa, tudo já foi dito. O que se precisa é enviar os responsáveis pr’á CEDEIA e isso não vai acontecer NUNCA.

  12. Nuvorila, és mesmo perspicaz, tratas o Reaça no masculino e aí acertas-te.

    Essa de não saberes de que lado estou, garanto-te que não sabes mesmo, por muitas voltas que dês ao miolo.

    Se é que tens miolo.

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