O adubo é a estupidez

O populismo pode ter várias tipologias, características e expressões (é ir estudar o assunto), mas, na sua essência, como perversão política, corresponde a uma réplica redutora e degradante do ideal democrático. Como tal, implica que as vítimas do populismo – mas não necessariamente os manipuladores populistas – desconheçam o que seja a democracia, tanto como entidade histórica, conceito político e prática cívica. Despida da sua complexidade, a democracia presta-se a ser uma caricatura de si mesma, acabando por gerar o que pretende evitar: a violência na cidade. O populismo embrutece e apela à irracionalidade, levando a que a inteligência se deixe oprimir por um maniqueísmo primário onde qualquer titular de um cargo político ou público passa a inevitável culpado de abuso de poder por actos, omissões ou simples usufruto da sua autoridade. É o “são todos iguais, são todos ladrões” que tem séculos de gasto e que se berra tão mais alto quão maiores forem as ameaças larvares à coesão da comunidade. O tempo das crises sociais por causas económicas é propício ao aparecimento de populistas que exploram a ignorância e a estupidez natural de quem conseguirem apanhar; como Trump na América, por exemplo. A ideologia é outro dos factores mais fortes para o surgimento de colectivos e indivíduos populistas; como o PCP e sua retórica, por exemplo.

Péricles, um dos inventores da democracia, constatou que diferenças no património poderiam fazer com que os mais ricos tivessem disponibilidade para participar com maior frequência e demora nas decisões políticas, enquanto os menos ricos e os pobres ficariam de fora por terem de ocupar o seu tempo na procura do sustento. Resolveu o problema passando a pagar aos cidadãos que exercessem actividade política. A partir daí, as desigualdades sociais já não eram impeditivas de se atingir uma igualdade política. Eis o sonho democrático a realizar-se num dos pináculos da sua promessa libertadora. Que diria a Péricles um dos nossos populistas encartados? Que ele não deveria gastar o precioso dinheirinho de Atenas com essa malandragem que precisava era de arranjar trabalho e baixar a bola. Facto: os broncos são sempre muito poupadinhos, a começar pelo gasto neuronal.

Deve um ex-Presidente da República receber uma pensão vitalícia só por ter ocupado esse cargo? O populista virá dizer que não, alegando que esse indivíduo não é mais do que os outros que não chegaram lá, era o que faltava. Quer-se dizer, já não lhe bastava ter estado a mamar à pala do Estado durante anos e anos e agora, quando já não serve para a função, ainda lhe íamos estar a dar mais dinheiro? É desta bronquite crónica, onde o serviço à comunidade em cargos de alta responsabilidade e consequência é apresentado como irrelevância, defeito ou aleatoriedade de índole estomacal, que se fazem as vocações fogareiras. Mas convidemos o bronco para uma experiência mental. Ele que imagine o Abílio, que até tem dois táxis e tudo, a chegar a Presidente fresquíssimo nos seus 35 ou 40 ou 50 ou 60 anos. Enquanto Presidente da República vai ter acesso a informações e personalidades que a quase totalidade daqueles que não sejam eleitos para tal cargo jamais chegará a conhecer. Quando o Abílio deixar os popós com motorista, e os banquetes, e a GNR em parada, tudo pago com os nossos ricos impostos, voltará para os seus dois táxis sem nenhuma pensão, posto que já não trabalha no tal palácio. Perguntemos ao bronco se é justo para os restantes taxistas ter o Abílio de novo como concorrente, agora que ele pode vender-se como mais nenhum dos fogareiros à sua volta poderá. Que diria o bronco? Seria capaz de perceber que há algo de intrinsecamente injusto em se permitir a alguém ter acesso a tanto poder e depois fingir-se que essa experiência não alterou perenemente o seu estatuto cívico e que tal privilégio equivale a uma vantagem perante os restantes cidadãos que não passaram por lá? Nesta experiência ficam de fora, propositadamente, as dimensões atinentes à dignidade dos cargos públicos e ao simbolismo das funções de representação na cúpula do Estado, por demais intangíveis e incompreensíveis para as capacidades mentais do bronco. Podemos ficar pela lógica do pilim, como se mais nada interessasse enquanto consumirmos o oxigénio deste planeta e o mercado fosse o paraíso. Bronco, estás aí?

Em Portugal, desde sempre nos partidos da esquerda pura e verdadeira, no CDS de Monteiro e Portas e na direita em geral desde 2008, o populismo de variada graduação e impacto tem moldado o combate político. Um combate contra o PS, oásis imune ao populismo até Seguro e de novo imune com Costa. Recentemente, políticos do PSD e do CDS chegaram a pedir a criminalização de governantes socialistas por razões do foro político, e o actual Presidente da República, em discursos solenes e actos públicos, espalhou venenosas sementes populistas ao protagonizar ataques canalhas contra a classe política de que é o seu mais poderoso membro, tanto pela longevidade na actividade como pelos cargos ocupados e seus efeitos. A isto acresce uma comunicação social onde o Correio da Manhã é o triunfal dominador populista através de uma violenta e selecta campanha de assassinatos de carácter, calúnias e crimes impunes, conseguindo influenciar a restante concorrência inclusive na suposta “imprensa de referência”. Como resultado, qualquer palhaço se arma em cavaleiro contra a corrupção, não precisando sequer de subir para cima do cavalo em ordem a se conceber vitorioso. A consequência é a anestesia geral da sociedade, a impotência cívica.

Quão mais estúpidos formos, quão mais atacarmos o Estado de direito, quão mais cedermos à cultura da calúnia, quão mais aceitarmos sermos enganados por quem não respeita a nossa inteligência, mais este país será um viveiro de populistas.

16 thoughts on “O adubo é a estupidez”

  1. Boa malha.
    Esta toada populista tem por base um conceito que o George Orwell captou bem no animal farm so que invertido: Somos todos desiguais e não pode haver uns menos desiguais do que outros. A interiorizaçao da desigualdade e do não ha dinheiro para nada e o tabuleiro do novo normal e do populismo. Viver, pensar, ser diferente e um privilegio injustificável.

  2. ah! então o taxista ex-presidente, para não causar inveja nos colegas e ganhar mais a trabalhar, passa a ganhar mais sem trabalhar. e o cidadão comum que é eleito por mérito (?) e envergonha o país com acções e omissões e que depois deixa o cargo passa a ter um estatuto diferente na Cidade, sim, mesmo que tenha enterrado o país sendo compensado com um ordenado até ao fim dos seus dias? pois eu diria a Péricles que a invenção do trabalho assalariado para os que exercem cargos políticos é excelente. tal ideia terá sido uma forma de responsabilidade partilhada – uma responsabilidade enquanto o exercício da actividade. bem visto, e já que falamos do povo que é bronco, é o povo que dá e tira o poder aos políticos e há um custo de oportunidade nesse processo – há o privilégio de colocar um cidadão comum em um lugar onde poucos chegam, o ganho com o tal estatuto desigual inerente e pertinente, e há a perda do fim. obviamente que o exemplo de um presidente não passa disso mesmo, de um exemplo, visto que não se cinge a este a questão das subvenções vitalícias.

    pergunto eu: quantos merdas estiveram, e estão, em cargos políticos cujo privilégio das subvenções continua a ser uma compensação pelo mal que nos trouxeram?

    (sabes que o taxista que sai da política com vantagem comparativa pode até ser um estímulo à competitividade dos outros e ao crescimento económico do sector no país. é isso que importa, ou deverá importar aos políticos. mesmo quando voltam a misturar-se com o povo.) :-)

  3. Eu, bronco me confesso, que raio de sketch mais mal amanhado .

    Valupi, a democracia do tempo do Péricles é a democracia em estado de fraldas . Estamos no século XXI !

    Pergunta :

    ” Perguntemos ao bronco se é justo para os restantes taxistas ter o Abílio de novo como concorrente, … ”
    Do meu ponto de vista, não, porque ele vai ser prejudicial para toda a classe, como passo a explicar, mais adiante.

    “agora que ele pode vender-se como mais nenhum dos fogareiros à sua volta poderá. ”
    Como assim ? Quem estará na disposição de ser transportado por um motorista sumamente chato, que passará todo o tempo da corrida a falar da sua ex-condição, a proclamar a sua importancia social, e por aí fora . Por isso, eu disse acima, vai ser prejudicial para toda uma classe .

    ” Que diria o bronco? ”
    Abriria a boca de sono .

    ” Seria capaz de perceber que há algo de intrinsecamente injusto em se permitir a alguém ter acesso a tanto poder e depois fingir-se que essa experiência não alterou perenemente o seu estatuto cívico e que tal privilégio equivale a uma vantagem perante os restantes cidadãos que não passaram por lá? ”
    No caso do taxista, não consigo perceber a que tipo de acesso, seja poder, seja informação privilegiada, seja lá o que fôr . Mas estou a imaginar uma especie de GPS ultra-secreto, por via da inerência de funções, de Comandante Supremo das Forças Armadas .
    Mas pensando melhor, V. pode ter algum sentido aqui. Pode dar-se o caso de o homem se vir a intitular Comandante Supremo dos Taxistas .
    Mas o mais provável, mais provável, é ele nem sequer voltar para os popós . Com o pé-de-meia que amealhou, põe dois bacanos a trabalhar para ele .

    Resumindo e concluindo, agora num tom mais sério: na situação concreta, e é preciso analisar os casos concretos, não me oponho a que a um ex-PR, seja atribuída, uma pensão vitalícia ou reforma, ou lá o que se lhe queira chamar .
    Mas apenas isso, mais nada . Nada de secretárias, gabinetes, motoristas, etc.
    É que estou a imaginar o Al-Xilique a mandar bitaites, no âmbito da realidade vigente, aplicável a ex-presidentes, e farto dele estou eu. Quero vê-lo longe, o mais longe possível. De preferência, nem quero ouvir falar mais dele .
    Olhe, podia partilhar a Casa do Regalo, com Jorge Sampaio . Ficava menos pesado ao erário.
    Caso venha a montar o escritório na Vivenda da Coelha, pode não presindir do pilim relativo ao gabinete . Existem precedentes, Mário Soares tem o gabinete na fundação dele mas não abdica da massa . Já Eanes, é duma massa diferente. Foi litigar pelo direito a receber cumulativamente uma reforma como General – que lhe foi por vendetta legislativa, retirada por Soares – e ganhou o pleito . Subsequentemente, abdicou de tal reforma . Para quê, então, o recurso ao tribunal ? Podia ter-se evitado a trabalheira e o dispêndio de massa. O funcionamento da máquina judicial é caro para o contribuinte !

    Uma coisa fica bem patente : o facto de não ser atribuída uma pensão fixa e determinada no tempo, mas antes uma remuneração em dinheiro que equivale ao montante auferido pelo titular em funções, é o reconhecimento de que as pensões dos comuns dos mortais, são rapidamente erodidas pelo tempo .
    Portas, chamar-lhe-ia, uma discriminação positiva .
    Você, chama-lhe, ” as dimensões atinentes à dignidade dos cargos públicos e ao simbolismo das funções de representação na cúpula do Estado ” .
    Que raio de reformista vocemessê me saiu !
    Tanto paleio aqui ácerca do desempenho do presidente prestes a cessar funções, e para quê?
    Acha que ele desempenhou e dignificou bem a função?
    Vai-me responder que a sua opinião para o caso é irrelevante, e, não conta ?
    Pois não, nem a minha !
    Olhe, desculpe qualquer coisinha, mormente a ironia :-)

  4. Ó Val, agora é que me confundiste todo. Explica aí o nosso caso.
    Então o nosso presidente recebe uma pensão para exercer o cargo, depois de domingo vai receber outra pensão por ter exercido o cargo, é assim não é? Uma pensão por exercer e outra por ter exercido.
    Ah! Pois, já entendi. É que estava mesmo a ficar bronco, a malta é populista percebes? Ainda bem que és um gajo inteligente e percebes destas coisas de leis e de direitos até mesmo aquelas que são feitas para beneficiar os próprios.
    Ó Val, por favor…

  5. Carlos Sousa, creio que Valupi, – mas não só ele, – incorre num erro ao considerar que :

    Estado de direito resume-se ou equivale a respeito por parte do Estado, digo, poder executivo, e dos tribunais, da legislação vigente .
    Regardless, claro, da justiça ou da injustiça, quiçá iniquidade mesmo, de parte da mesma .

    Isso, em última instância, equivale a considerar como estado de direito, regimes como o de Hitler, e a classificar como justos, juízes como Roland Freisler .

    Tem que urgentemente comprar a Filosofia do Direito de Gustav Radbrush e saltar directamente para a parte final do livro, e ler o famoso texto, Cinco Minutos de Filosofia do Direito .

  6. Ó Sousa, não faças batota com as palavras para te dares ares de esperto. Sabes bem que o Presidente enquanto Presidente recebe um salário e só como não-Presidente e reformado passa a receber uma pensão, aliás, como todos os demais trabalhadores.

    Também o Vicente +- Sousa faz o mesmo truque, ou semelhante, quando diz que Mário Soares tem o gabinete na “Fundação dele” mas não abdica da massa.
    Pois sabe Sousa que a Fundação tem o seu nome como fundador e é seu Presidente mas não é dele nem foi uma dádiva dele, como são as fundações de empresários milionários como Soares dos Santos que, de forma empresarial e pelos meios humanos de que dispôem vão manter e dominar posteriormente essa suas fundações.
    A Fundação Mário Soares alberga o seu valioso espólio de documentação política e muito outros espólios de outros politicos, escritores, artistas, poetas e outra gente que teve participação na nossa História comum.
    E esse património está ao serviço de todos que trabalham com material histórico e será herança do país e não da família Soares.
    Quanto a Eanes ser de outra massa tens razão; da massa de Soares, como de Sócrates, só há a sua, deles, e mantem-se esgotada; foram políticos de cara e peito aberto incapazes de se servirem da sombra do cargo “Presidente” para montarem um partido anti-partidos à sua semelhança ideológica.
    Eanes foi um bravo e honrado militar que segue à risca o código de honra militar mas deixou muito a desejar ao código de homem político.

  7. A sanha contra os políticos não vem de agora. Em Portugal é ainda mais antiga que o anticlericalismo. E surgiram ambas pela mesma razão: contra os oportunistas que se serviram dos cargos políticos e religiosos para “ir ao pote”. A chavasquice foi tão grande e tão evidente que os bons políticos e os bons religiosos acabaram metidos no mesmo saco. Hoje, estamos nisto, apesar das muitas lições da História.
    A meu ver, não são as subvenções aos políticos em si mesmas a causa do mal-estar, mas sim a persistência, quase generalizada, dos abusos cometidos no desempenho dos cargos políticos. E disso somos todos culpados, de alto a baixo. Permitam-me um simples exemplo, que demonstra bem o nosso laxismo generalizado, à esquerda, ao centro, à direita e, sobretudo, no imenso partido dos abstencionistas, o mais laxista de todos. Há uns poucos anos, 3 ou 4, o presidente da Alemanha pediu a demissão do cargo porque se descobriu que tinha sido favorecido num empréstimo bancário com “juros bonificados” por parte de um amigo. Não houve qualquer acto ilegítimo, mas os democratas alemães, a começar pelo próprio visado, consideraram que não era digno de continuar no cargo por causa dessa simples falta de ética na sua vida privada. Agora comparem esta atitude com a de Cavaco no caso das mais-valias das acções do BPN que embolsou e nós, mais tarde, tivemos de pagar, com ele já na Presidência da República. Pois bem, o impoluto, austero e vertical Ramalho Eanes considerou isto normalíssimo e foi, por duas vezes, mandatário nacional de Cavaco. Mais palavras para quê? O mal está aqui e não nas subvenções temporárias ou vitalícias. O meu admirado Sócrates não aceitou, com a maior naturalidade, um mundo de “merdices” como estas?
    Eu sei que custa admitir que o laxismo é generalizado e que eu e tu sempre fomos, de uma forma ou outra, coniventes. E insisto: os abstencionistas são os rosto da lassidão, quiçá também da cobardia política.

  8. Ó Neves, já vi que estás adubado. Então eu vou explicar muito devagarinho que é para ver se percebes.
    O ordenado de presidente da república é baixo.
    Como ninguém pode receber um ordenado superior ao do presidente da república.
    O cidadão Cavaco optou por receber a reforma em substituição do ordenado. Logo, está a receber uma pensão.
    O resto da estória arrazoa sobre ética, sabes o que é isso não sabes?

  9. Sousa, sabes que tal caso é excepcional e não a regra e tal só podia acontecer com uma triste personagem como cavaco, reveladora não só da sua falta de grandeza como indiciadora da sua baixa noção do que é o cargo de ser Presidente.
    Cavaco podia optar e preferiu ser “pensionista” para receber e “Presidente” para mandar o que retrata bem a qualidade do figurão. E foi assim até ao fim porque foi reeleito pelo povão como “pensionista” o que revela, também igualmente, a fraca percepção ética e de carácter dos portugueses sobre a qualidade dos candidatos.
    De qualquer modo, Sousa, fazes batota sofística porque cavaco não recebia uma pensão para exercer o cargo mas por ter exercido outros cargos antes e, pelo exercício de Presidente, uma vez que não podia acumular, fê-lo sempre sem ser remunerado.
    Portanto, ao teu “é assim não é” a resposta certa é que não assim como queres fazer crer por meio de jogo de palavras.

  10. “…uma vez que não podia acumular, fê-lo sempre sem ser remunerado.”
    Ó Neves, quem é que está a jogar com as palavras?
    O que tu querias dizer era…
    “…uma vez que não podia acumular, optou por receber o valor mais alto.”
    É que o ordenado do presidente serve de padrão para outras profissões, sabes isso não sabes?
    Mas quanto à personagem e à ética estamos falados.
    O que é triste é haver leis que só beneficiam o próprio legislador e aqueles que a contestam serem tratados como broncos ou mentecaptos.

  11. CÍCERO
    A propósito da polémica que por aqui vai ficando, lembro-me de, há uns tempos atrás, ter deixado aqui um comentário cujas ideias iam na linha do que o Valupi escreve. Falo nisto apenas para recordar que comentando o meu comentário houve alguém que se deu ao trabalho de transcrever um bom pedaço do MEIN KAMPF para demonstrar como as ideias ali expressas pelo seu “magnífico autor” eram exatamente do tipo das que o Valupi verbera e eu apoiava no meu comentário.

  12. Neves, não vou perder muito tempo a responder ao seu comentário ao meu comentário nem vou fazer jogos de palavras com o termo “massa” implicando Soares e Sócrates, apenas direi que quanto a Eanes, foi acusado de ter formado por detrás dos bastidores um partido anti-partidos ( considerando que o PS é um partido ) o PRD, Partido Renovador Democrático, que embora temporariamente, retirou uma muitíssimo significativa percentagem de até entao, simpatizantes ou votantes no PS .
    Por outro lado, foi ele o inspirador do chamado ” BLOCO CENTRAL ” que na prática tão maus resultados deu, como todos sabemos, e cuja nefasta influência continua a fazer-se sentir mesmo hoje em dia na nossa sociedade, a este título, a cordialidade entre António Vitorino e Jorge Coelho e políticos e sectores ligados aos grandes interesses empresariais e económicos, portanto necessariamente gente de direita, e entre aqueles e Daniel Proença de Carvalho, que se dá bem com todos . Como sabe, o bloco central de interesses .

    Quanto ao mérito militar, nada conheço de relevante, presumo embora sem certeza absoluta, que transitou de major para general, sem ter percorrido a hierarquia intermédia, no demais, direi que tenho a impressão de que se trata de uma pessoa honesta, -caracteristica partilhada com muitissima outra gente que conheço, – e nessa matéria não contemplo comparações nem graduações de honestidade, para além disso ouço dizer que cultiva o rigor, característica que nele é apreciada, enquanto que noutros é condenada, a titulo de moralismo, justicialismo, zelotismo e por aí fora .

    Quanto ao que refere sobre a Fundação Soares, ou está muito bem informado, ou não, e nesse caso, é tudo treta .

  13. Sousa, estás a servir-te de explicações que não explicam nada.
    Claro, todos sentimos na altura a baixeza de cavaco que, perante o facto de não poder acumular como desejava, ter preferido receber como pensionista e abdicar do vencimento de Presidente porque recebia mais e é, precisamente, nessa opção desclassificada da função Presidente que se revela descaradamente o carácter mesquinho avarento do fulano.
    Sobre o assunto em discussão o que diz Sousa é nada de novo porque cavaco realmente não recebeu um vencimento de trabalho mas a sua pensão que já auferia antes.
    Quanto ao facto de o vencimento de Presidente ser referência limitadora para o vencimento de outros cargos que trás isso de relevante para o caso. Por acaso o facto de optar por receber a pensão em vez do vencimento presidencial a lei que tais limitações de vencimentos impõe deixou de estar em vigor? Que eu saiba não pelo que não se percebe essa invocação e menos ainda a insistência nesse argumento descabido.

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