Novas do fim da impunidade

«BPN, 10 anos depois: ainda custa dinheiro ao Estado e ninguém foi preso

A falência do banco liderado por Oliveira Costa custou aos contribuintes 3,7 mil milhões de euros só até ao final 2016. É o equivalente a 1,9% do PIB, a preços atuais.»


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8 thoughts on “Novas do fim da impunidade”

  1. Pois, mas convem lembrar que, se a falência do BPN custou isso aos contribuintes, foi porque em má hora o ministro das Finanças de Sócrates, Teixeira dos Santos, decidiu nacionalizá-lo. Porque, alegou ele, a falência do BPN acarretaria perigos sistémicos para os outros bancos todos.
    Ninguém sabe o que teria acontecido se a decisão não tivesse sido essa, se o Estado não tivesse nacionalizado o BPN e tivesse pura e simplesmente deixado o Banco estatelar-se (e todos os que lá tinham dinheiro ficar sem ele).

  2. Já por várias vezes tenho dito que o caso do BPN será fechado, logo que o Oliveira e Costa bata as botas . Quando isso acontecer acontecerá uma amnésia coletiva e o caso será fechado. O resto são efemérides !

  3. Caro Lavoura,
    É preciso pensar o que era o contexto do momento. Estava na Presidência o Cavaco e o ministro era o cagarolas do Teixeira dos Santos face ao Presidente, padrinho do banco e toda a administração, directores e depositantes como o Balsemão que só por si tinha lá 300 milhões (veio na imprensa da altura) e toda a elite do cavaquistão e também, certamente do próprio PSD. Não esquecer que o BPN era o banco de financiamento do partido, tinha sido especialmente para isso que havia sido criado.
    Acredito e espero que Sócrates, um dia, conte toda a história e pressões que o governo sofreu para “nacionalizar” ou seja, salvaguardar o dinheiro dos amigos de Cavaco com o dinheiro do povo.
    E a corda deve ter partido, logo à primeira forte investida de pressão, pelo medroso e provavelmente também amigo daquele trupe de sacadores, ministro das finanças.
    Vêja-se o que o dito ministro fez quando ameaçado pelos banqueiros reunidos da falta de dinheiro para os pagamentos do Eetado, sem dar conhecimento ao PM, arreou as calças e decretou a falência e consequente apelo à troika: outra vez a força da vontade do Cavaco.

  4. José Neves,
    você pode arranjar todas as desculpas que quiser, mas o facto indesmentível é que a nacionalização do BPN foi uma ação do governo PS de José Sócrates. E que portanto é legítimo responsabilizar José Sócrates (e, naturalmente, Teixeira dos Santos) por essa ação.

  5. ò lavoura, não sejas parvo. todos os governos meteram dinheiro nas falências declaradas e não declaradas da banca portuguesa, do bcp à caixa passando pelo bpn, bpp, banif, bes e restantes, todos levaram injecções de capital pagas pelo contribuinte. do que tu não falas é dos processos crime associados às falências onde tudo o que cheira a cavaco foi poupado pela santa joana & associados.

  6. Depois da tempestade é muito fácil atribuir culpas nas decisões tomadas com
    vista à contenção dos previsíveis prejuízos que, se avistavam na altura com os
    juros a subirem todos os dias, com o vice do PSD o careca Leite, a gritar a todos
    os microfones uma falsa derrapagem orçamental sempre que o país precisava
    de se financiar, sim o tal experto que tinha na algibeira esquerda do casaco a
    solução para os problemas que se viviam … ele o afirmou na SIC ao tal Crespo
    agora “consultor” da meo!
    Para lá da massa falida do BPN, muitos dos financiamentos deveriam ser inves-
    tigados e obrigar os usufrutuários a pagar, não esquecer a urbanização da Quinta
    da Coelha onde os barões estão instalados à conta de um empréstimo de 100
    milhões feito ao empreendedor de nome Fantasia, segundo a imprensa da época,
    figurava entre os calotes no BPN … por arrasto devia ter sido nacionalizada a SLN
    que, no entretanto mudou o nome para galilei e. arrestados os bens dos gestores!
    Vidé o que, aconteceu no caso Madoff nos EUA resolvido em pouca mais de 6
    meses, com tudo arrestado do próprio e dos relativos!!!

  7. Eu gostaria também de ver o fim da Operação Marques. Mas, o mais brevemente possível,
    A verdadeira anónima

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