Normalização da normalidade

Usar os direitos constitucionais e as instituições políticas para melhorar a sociedade é algo que pode partir da iniciativa de qualquer indivíduo. Pode, e deve, mas é raro que tal aconteça porque há um discurso alimentado pela indústria da calúnia e pelo tabloidismo de direita que desmotiva e assusta a enorme, a quase totalidade, dos cidadãos. Então eles vão para a tasca, o cabeleireiro, a Internet e o táxi maldizer a desgraça que os aflige: estão cercados por corruptos, não vale a pena mexer uma palha na defesa dos seus direitos e sonhos democráticos, os poderosos são intocáveis (e daí, como assinalou o actual Presidente da República, ser tão importante termos conseguido enjaular o Vara, que é para os poderosos se borrarem de medo e podermos deixar de nos preocupar com eles nos próximos 40 anos).

A cidadã abaixo dá uma das melhores lições de política a que já assisti. Ela reconhece que ser livre comporta alguns riscos, mas que o risco maior é passar pela vida sem descobrir aqueles outros, tantos, que se juntaram a ela por causa da sua coragem. O risco maior é deixar que os pulhas nos roubem a liberdade.

3 thoughts on “Normalização da normalidade”

  1. A propósito de normalizações, a última capa do Expresso é uma delicia, uma homenagem ao Fake. Como de costume a principal noticia de capa é dedicada a Sócrates, mesmo quando nada o justifique, como é o caso desta semana.
    https://m.vercapas.com/capa/expresso.html

    Mas a cena hilariante é que erraram o nome da Universidade onde Socrates tirou mestrado, não é a Sorbonne mas Science Po.
    https://observador.pt/2019/02/16/jose-socrates-sobre-retirada-de-mestrado-e-dificil-tirarem-me-o-que-nunca-tive/

    Agora vamos vamos imaginar com quem o pasquim falou na Sorbonne acerca do mestrado de Socrates.
    a) Marcello Rebelo de Sousa
    b) Linda de Suza
    c)Personne Duville

    Nexpresso, liberdade para aldrabar.

    Num qualquer jornal de referencia internacional este erro seria o suficiente para um pedido de desculpas senão ao visado pelo menos aos leitores. Mas que ideia a minha o Nexpresso é concorrente directo do Correio da Manhã e até o Octávio se deve estar a rir como um perdido. Eheh

  2. dá ideia de que o expresso está a ser pago para armar confusão, é demais, ou então os jornaleiros são burros , mas burros, sem qualquer tipo de profissionalismo, o que também não custa a acreditar.
    devem agradecer ao expresso, está a prestar um bom serviço ao zézito.

  3. mais hilariante é assumirem a pressuposta incompetência daquilo que não fizeram, só faltou alegarem que lhe cassavam o mestrado por ter sido pago com um empréstimo contraído na cgd. alguém explique ao expresso que sorbonne não significa suborno e que os mestrados não são avaliados ou atribuídos por rosários teixeiras a pedido da pasquinagem.

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