Nojo

Não aceito que haja um director de um jornal reconhecido e prestigiado no nosso país que possa estar sob escuta. Isto é uma condicionante ao nosso desenvolvimento.

Eu não aceito viver num país em que haja uma estação de televisão que, sendo incómoda para um primeiro-ministro, ela seja silenciada sem nós sabermos porquê.

Aquilo que o PS trouxe foi medo, medo. As pessoas têm medo.

Cada um de vós, tenho a certeza, se é funcionário público, se é professor, se trabalha num hospital, se tem amigos com quem costuma falar ao telefone, em todas as situações já disse: cuidado, que ninguém nos oiça, eu não te posso contar isto porque se calhar o meu telefone pode estar em escuta.

Presidente do PSD e candidata à chefia do Governo

37 thoughts on “Nojo”

  1. Mas estou mais como dizia o sapo na selva…que se foda o crocodilo…eu quero é que a PR investigue..ou seja investigada…e rápido….
    Ou o Zé Manel quer um balde de puzzles??

  2. Mentira. Sabe-se que Moura Guedes foi despedida porque chamou estúpidos aos seus patrões. Isso é público pois deu uma entrevista ao «DN» a dizer isso mesmo. Quanto ao actual PR não se esqueçam do que ele fez quando era PM e foi ao Brasil: levou plasma numa geladeira pois não confiava no plasma do Brasil. DEpois desmaiou na tomada de posse do Guterres porque é uma pessoa doente. É um doente crónico. Não esquecer.Ser doente não é o mesmo que ser doentio. Haja respeito pelo pagode.

  3. bem, já sabíamos que este (suspeições, boatos, mentiras) era o programa do ppd e da velhota. ficámos a saber que alguns órgãos de comunicação social se prestam a cooperar activamente nessa estratégia. a velha e os seus advisers pensavam que a táctica caluniosa não seria descoberta antes das eleições. mas foi. está tudo claro agora e só não vê quem não quer. os portugueses já não poderão alegar que foram ao engano se votarem neste ppd.
    o facto de a velha mencionar a histeria do zé manel sobre o sis (sendo que mais tarde o próprio não a confirmou) para ilustrar a asfixia democrática é de facto um must desta campanha. num país a sério a velhota ficaria logo ko com a barbaridade produzida. mas estamos em portugal, com jornalistas portugueses….

  4. Isso não é o mais grave. O mais grave é ninguém neste blog discutir o tema dos estrábicos no acto eleitoral porque há o forte risco de votarem à direita querendo votar à esquerda e o de votarem à esquerda querendo votar à direita.
    Alguém já pensou discutir o tema? Trata-se de uma questão importantíssima para o país! Como ainda se não debruçaram sobre tão fulcral problema, cujos contornos podem mudar a face do país de uma forma absolutamente aleatória?
    Vou em breve criar a Associação dos Estrábicos Discriminados. Podem começar a enviar os donativos para a seguinte conta bancária: 003501930000406520054.

  5. ….Questionado sobre a divulgação de fontes, Alfredo Maia considerou: “na hipótese de a fonte ter sido um assessor, tem de ser avaliada desse ponto de vista. As funções de um assessor são passar informações para a comunicação social. Uma fonte confidencial é uma figura completamente distinta, e é confidencial para protecção da sua segurança ou dos seus familiares, ou para a garantia de que o jornalista vai poder continuar a aprofundar a sua investigação num regime livre e responsável….”

    Mais um do SIS

  6. Era esta a introdução….

    …O presidente do Sindicato dos Jornalistas criticou o silêncio da Presidência da República nos desenvolvimentos do “caso das escutas” e defendeu que os jornalistas devem “aprofundar a investigação até ao limite das suas forças”.

  7. As afirmações da respeitável senhora

    relativamente a não aceitar que haja

    “um director de um jornal reconhecido e prestigiado no nosso país que possa estar sob escuta”

    e

    um país onde “uma estação de televisão que, sendo incómoda para um primeiro-ministro, ela seja silenciada”

    fazem com que se veja claro os 2 casos do Publico e TVi, vemos agora, como face e o reverso

    de uma conspiração urdida entre PR e PPD-MFL, contra um Governo democratico, visando prejudica-lo e viciar as eleições proximas.

    Usando argumentação esperta de JMFernandes, “a quem servia” a (mesma, com mesmo sentido…) campanha de intoxicação de TVI, Publico, Sol?

    So…

    convem averiguar se algum sr. Lima da PR, tambem conversava, num qualquer cafe da capital, com MMG ou similar,

    sobre dosssiers extraídos ( e como?) a partir de fugas ao segredo de justiça e distorsão de factos nele constantes

    em consonancia com tão rapida e grande sensibilidade contestação de PR e MFL, a decisões empresariais autonomas da Prisa…

    digo eu…

    abraço

  8. jcfrancisco, desculpe se estou enganado, mas acho que esse “elogio” tinha já sido utilizado pelo Moniz, numa entrevista logo a seguir à saída da TVI.
    Outra consequência não era de esperar.

  9. Caro VAL,

    Em relação ao gravíssimo caso das pseudo-escutas, gostaria de deixar as seguintes questões:

    – Se Cavaco Silva já suspeitava há mais de 18 meses que estava a ser “espiado”, porque é que não solicitou uma investigação à Procuradoria Geral do República / Ministério Público?

    – A obrigatoriedade de denúncia de crimes públicos (“ainda que os agentes do crime não sejam conhecidos”), não se aplica também aos titulares dos orgãos de soberania?

    – Porque é que, em vez de ter efectuado esse pedido à PGR/MP, a Presidência da República terá, aparentemente, solicitado que a investigação e eventual denúncia fosse feita pelo.. Jornal “Público”?

    – As noticias publicadas no Jornal Público (assumidamente emanadas de fontes oficiais ou oficiosas oriundas da Presidência da República) dando nota da suspeição da Presidência da República relativamente ao eventual crime de espionagem / escutas por parte do Governo, foram autorizadas pelo Presidente da República?

    – Em caso afirmativo e seja “apenas” por paranóia securitária ou por “conspiração” no sentido de colocar em causa um Governo democraticamente eleito, esse facto não é susceptivel de o fazer incorrer em crimes de coacção contra orgãos constitucionais, de prevaricação ou de abuso de poder, conduzindo, consequentemente, à respectiva destituição?

    Para reflexão deixo, também, abaixo, alguns excertos da lei sobre os “CRIMES DA RESPONSABILIDADE DE TITULARES DE CARGOS POLÍTICOS” e o artº 130 da Constituição da República Portuguesa.

    Pedro Santos

    CRIMES DA RESPONSABILIDADE DE TITULARES DE CARGOS POLÍTICOS

    Artigo 1.º
    Âmbito da presente lei
    A presente lei determina os crimes de responsabilidade que titulares de cargos políticos cometam no exercício das suas funções, bem como as sanções que lhes são aplicáveis e os respectivos efeitos.

    Artigo 2.º
    Definição genérica
    Consideram-se praticados por titulares de cargos políticos no exercício das suas funções, além dos como tais previstos na presente lei, os previstos na lei penal geral com referência expressa a esse exercício ou os que mostrem terem sido praticados com flagrante desvio ou abuso da função ou com grave violação dos inerentes deveres.

    Artigo 3.º
    Cargos políticos
    1 – São cargos políticos, para os efeitos da presente lei:
    a) O de Presidente da República;
    (…)

    Artigo 4.º
    Punibilidade da tentativa
    Nos crimes previstos na presente lei a tentativa é punível independentemente da medida legal da pena, sem prejuízo do disposto no artigo 24.º do Código Penal.

    (…)

    CAPÍTULO II
    Dos crimes de responsabilidade de titular de cargo político em especial

    Artigo 9.º
    Atentado contra o Estado de direito
    O titular de cargo político que, com flagrante desvio ou abuso das suas funções ou com grave violação dos inerentes deveres, ainda que por meio não violento nem de ameaça de violência, tentar destruir, alterar ou subverter o Estado de direito constitucionalmente estabelecido, nomeadamente os direitos, liberdades e garantias estabelecidos na Constituição da República, na Declaração Universal dos Direitos do Homem e na Convenção Europeia dos Direitos do Homem, será punido com prisão de dois a oito anos, ou de um a quatro anos, se o efeito se não tiver seguido.

    Artigo 10.º
    Coacção contra órgãos constitucionais
    1 – O titular de cargo político que por meio não violento nem de ameaça de violência impedir ou constranger o livre exercício das funções de órgão de soberania ou de órgão de governo próprio de região autónoma será punido com prisão de dois a oito anos, se ao facto não corresponder pena mais grave por força de outra disposição legal.
    (…)

    Artigo 11.º
    Prevaricação
    O titular de cargo político que conscientemente conduzir ou decidir contra direito um processo em que intervenha no exercício das suas funções, com a intenção de por essa forma prejudicar ou beneficiar alguém, será punido com prisão de dois a oito anos.
    (…)

    Artigo 26.º
    Abuso de poderes
    1 – O titular de cargo político que abusar dos poderes ou violar os deveres inerentes às suas funções, com a intenção de obter, para si ou para terceiro, um benefício ilegítimo ou de causar um prejuízo a outrem, será punido com prisão de seis meses a três anos ou multa de 50 a 100 dias, se pena mais grave lhe não couber por força de outra disposição legal.
    2 – Incorre nas penas previstas no número anterior o titular de cargo político que efectuar fraudulentamente concessões ou celebrar contratos em benefício de terceiro ou em prejuízo do Estado.
    (…)

    Artigo 27.º
    Violação de segredo
    1 – O titular de cargo político que, sem estar devidamente autorizado, revelar segredo de que tenha tido conhecimento ou lhe tenha sido confiado no exercício das suas funções, com a intenção de obter, para si ou para outrem, um benefício ilegítimo ou de causar um prejuízo do interesse público ou de terceiros, será punido com prisão até três anos ou multa de 100 a 200 dias.
    2 – A violação de segredo prevista no n.º 1 será punida mesmo quando praticada depois de o titular de cargo político ter deixado de exercer as suas funções.
    3 – O procedimento criminal depende de queixa da entidade que superintenda, ainda que a título de tutela, no órgão de que o infractor seja titular, ou do ofendido, salvo se esse for o Estado.

    CAPÍTULO III
    Dos efeitos das penas

    Artigo 28.º
    Efeito das penas aplicadas ao Presidente da República
    A condenação definitiva do Presidente da República por crime de responsabilidade cometido no exercício das suas funções implica a destituição do cargo e a impossibilidade de reeleição após verificação pelo Tribunal Constitucional da ocorrência dos correspondentes pressupostos constitucionais e legais.

    (…)
    Artigo 33.º
    Regras especiais aplicáveis ao Presidente da República
    1 – Pelos crimes de responsabilidade praticados no exercício das suas funções o Presidente da República responde perante o Plenário do Supremo Tribunal de Justiça.
    2 – A iniciativa do processo cabe à Assembleia da República, mediante proposta de um quinto e deliberação aprovada por maioria de dois terços dos deputados em efectividade de funções.

    Constituição da República Portuguesa

    Artigo 130.º
    (Responsabilidade criminal)

    1. Por crimes praticados no exercício das suas funções, o Presidente da República responde perante o Supremo Tribunal de Justiça.
    2. A iniciativa do processo cabe à Assembleia da República, mediante proposta de um quinto e deliberação aprovada por maioria de dois terços dos Deputados em efectividade de funções.
    3. A condenação implica a destituição do cargo e a impossibilidade de reeleição.

  10. a direita acabou de falecer. cabe ao pportas fazer de morto vivo.
    o marcelo percebe é de futebol e há anos que espera e trabalha para que tudo caia. deve ser das poucas pessoas que se consegue rir com a última semana.

    és a seguir rebelo de sousa!
    ainda vais perceber o que são banhos no tejo.

  11. Caro Val, os artigos 33 e 130 da CRP não permitem aventuras, e muito bem, foram feitos para isso mesmo, por democratas de longa data e com as sebentas bem estudadas, convictos da segurança jurídica e democrática devida ao Chefe de Estado.

    Como seria a Constituição da República feita pelos deputados da presente Legislatura, os que se atribuíram chorudos bónus financeiros e por unanimidade?

    Não se deve confundir a instituição Presidente da Republica com o Cavaquismo.

    Passa bem.

  12. Entretanto, o Estado – Maior General das Forças Armadas (EMGFA) desmente a notícia sobre a “limpeza” nos gabinetes da PR pelos serviços na sua dependência hirárquica. Será que foi a Conforlimpa?

  13. Eu ando aqui baralhada com um pequeno pormenor. Lembram-se quando o Mário Soares ainda e só candidato à Presidência da República fez uma queixa crime por difamação contra uma estudante de direito da FDUL que o acusou de ter pisado a bandeira nacional? Apesar de se saber que esta história era falsa MS considerou que estava em questão a sua honra e o seu bom nome.
    Agora que o DN publica um “suposto” email onde se diz que “(…) o PR … ande a passar informação ao Público, manifestando grande vontade da história vir a público.” o Cavaco fica sossegadinho sem sentir qualquer tipo de comichão na tal honra e bom nome? É que nem se trata de uma estudante a acusar um candidato à presidência de ter pisado a bandeira nacional, mas de um jornal sério a sugerir que o Presidente nos está a pisar a todos nós.

  14. pois Tereza, foste a primeira pessoa que eu vi a invocar a figura do crime público, que eu nem sabia que se aplicava nisto. O cavaco é uma vergonha, só sabe fazer jogadas de bastidores, merecia um impeachment, espero que alguém active o processo da destituição, tem é que ser aprovado por 2/3 nãoseicomo.

  15. Z, é assim:

    “ARTIGO 328.º (Código Penal)
    (Ofensa à honra do Presidente da República)

    1- Quem injuriar ou difamar o Presidente da República, ou quem constitucionalmente o substituir é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa.

    2- Se a injúria ou a difamação forem feitas por meio de palavras proferidas publicamente, de publicação de escrito ou de desenho, ou por qualquer meio técnico de comunicação com o público, o agente é punido com pena de prisão de 6 meses a 3 anos ou com pena de multa não inferior a 60 dias.

    3- O procedimento criminal cessa se o Presidente da República expressamente declarar que dele desiste.”

    ‘Bora lá? Fazemos a denúncia, abre-se um inquérito, e os gajos vão ter de se explicar. Ou não, mas nesse caso o Cavaco vai ter de desistir e isso então seria a cerejinha no topo deste bolo.

  16. portanto deixa cá ver,

    se eu expressamente declarar que desisto, começa logo o procedimento criminal, não?

    minha cabrinha já tou mais lá do que cá, manhã hablamos.

  17. Perversidade, Val? Eu só estou preocupada com a honra e o bom nome do senhor. Tão preocupada que estou com uma vontadinha de pegar fogo ao palheiro, desculpa, fazer a denúncia, que nem imaginas.

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