13 thoughts on “Nas muralhas da cidade”

  1. Valupi diz-nos uma coisa!

    Isto das muralhas da cidade investaste quando o José Sócrates esteve preso no interior das muralhas da prisão de Évora? É que a nova cadeia fica para lá das muralhas da cidade de Évora, pá, antigamente é que existiam as cadeias comarcãs e, naturalmente, Évora não seria a excepção…

    Ou esta cena filosófica de algibeira surgiu-te com a condenação do Armando Vara?

    Foi uma profecia na volta: o Azeredo vai aterrar em Paços de Ferreira, que apesar de tudo fica ali à porta de casa, e sempre dá para o Tiago Barbosa Ribeiro lhe ir levar uns maços de tabaco.

    jpferra fala do quê, de gugu?

  2. ou seja, passamos 3 paragrafos a explicar porque é que aqulo que o rui pinto fez é necessário à luz do funcionamento do mundo em que vivemos.
    numa linha, desprezamos tudo aquilo que estivemos a escrever com um “mas não é disso que eu quero falar”.
    e depois fica fácil apresentar um caso aparentemente evidente, pois desconsideramos todos os argumentos contrários e ainda temos a lata de escrever que “Talvez a maioria das pessoas não valorize estes princípios”. enfim, é de uma tacanhez e falta de espirito jornalistico infinita.
    como cereja no topo do bolo temos a pergunta sobre se as condenações baseadas nestas leaks não deverão cair todas pela base, COMO SE A POLICIA NÃO TIVESSE LEGALMENTE RECOLHIDO A INFORMAÇÃO PARA CONSTRUIR A ACUSAÇÃO E APRESENTASSE EM TRIBUNAL O QUE FOI ROUBADO PELO HACKER!!!! É de quem não percebe nada de como funcionam as comunicações na era da internet mas quer tanto falar e chamar a atenção pra sua opinião que acaba invariavelmente a dizer asneira.

  3. “se a polícia e o Ministério Público pudessem, sem mandado judicial e portanto sem verificação dos fundamentos da necessidade da intrusão, entrar em todos os sistemas informáticos, ouvir todas as chamadas, ler todas as mensagens e mails e fazer buscas em todas as empresas e domicílios também iam encontrar muita coisa “interessante”, solucionar muitos crimes e apanhar muito meliante insuspeito. Sucede que não podem fazê-lo porque há garantias constitucionais a impedi-lo – proteção contra a arbitrariedade, garantia de privacidade e de processo justo e adequado. Porque as pessoas só podem ver os seus direitos fundamentais, como o da privacidade, postos em causa se houver base suficiente para tal, e isso tem de ser decidido por um juiz, com base nas premissas da lei. “

    D. Câncio isso é treta para adormecer meninos, invocação de argumentos piedosos, para, na realidade, impedir e tapar a descoberta do que quer que seja, e garantir o status quo vigente, de proteção da criminalidade . É treta para proteger escritório de advogado, onde tudo é feito, desde abrir e fechar empresa na hora ( verbo gratias, contas off-shore ) matéria em que os advogados são peritos, aproveitando-se do, em boa-hora, criado Simplex .
    Veja o filme A FIRMA e atente nas palavras finais do advogado que estagiava na firma de advogados que fazia lavagem de dinheiro da mafia através das Ilhas Caimão, quando ele diz ao agente do FBI, “querem apanhá-los? Apanhem primeiro os advogados deles “.
    Toda essa balela das proteções e garantias constitucionais é pedra de tropeço, um emaranhado de mãos e pés atados, para que nada, ou muitíssimo pouco, seja possível detectar.
    O problema do rui pinto, redonduz à proibição de uso de meios não permitidos, e o contorno dessa proibição, mediante o recurso externo ao serviço feito por outros, no caso o rui pinto . Porém, não está provado que ninguém do estado tenha contratado pinto para fazer serviço que lhe estava a ele, estado, vedado . E como sabe, quem acusar isso tem que provar, porque não é só a querida presunção de inocência que deve ser venerada, também o principio do onus da prova . O Assange, que está preso e não consta que tenha extorsionado ninguém, não lhe merce uma palavra . O Snowden, é outra história está sob a protecção da Russia, faltando saber a que preço . A Chelsea Manning teve que mudar de sexo para ser transferida para uma prisão de mulheres e escapar à humilhacao e tormento diário infligido nas prisões para homens dos usa . O crime de atentado ao estado de direito, é outra bizarria . Aplica-se em exclusivo ao PM em funções. Não pode ser escutado sem autorização prévia do presidente do Supremo . Este só dá autorização se existirem indícios prévios. Como estes só podem ser detectados mediante escuta telefónica, entra-se num círculo vicioso, uma situação catch 22 . E desta maneira, e em hipótese académica, um primeiro ministro pode em conversa telefónica, combinar um golpe de estado ( portanto um atentado ao estado de direito ) com toda a calma do mundo, com os chefes militares . Com toda a liberdade do mundo . Escutas autorizadas pelo juiz presidente do Supremo, só depois do facto consumado . A treta vai eventualmenteparar à PRG, onde o pinto em funções, mandará arquivar, por inutilidade superveniente da lide . E somos assim confrontados com uma realidade, a de que os tribunais, com relação a factos, só se pronunciam retroativamente, depois de eles terem sucedido .
    O resto do seu texto não tive tempo para ler mas penso que no essencial deve relevar para o receio da generalização, pela minha parte, que nada tenho de ilegal que possa ser detectado e me possa ser assacado, não tenho nada a temer . Já a outros, conviria que nada se fizesse .

  4. E o que mais impressiona é que estamos a falar de um crime que há 20 anos nem chegava a ser notícia em parte alguma do Mundo. Quanto muito uma notícia de rodapé num tablóide com mais um “fechaduras” que era guardado. Que em julgamentos de quadrilhas até acabam por ser os mais entalados. Muito menos algum político arriscava o populismo que as Anas Gomes de hoje arriscam. Para gáudio de autênticas seitas de acéfalos. Quando uma comunidade aprova que se combata o crime, de corrupção ou outro qualquer, com outro crime já não estamos a viver num Estado de Direito Democrático.

  5. Além de que não podia ser mais falsa essa ideia tantas vezes propagada que o puto tem mais jeito ou mais meios para combater a corrupção que as autoridades. Esta tramóia toda só devia fazer corar de vergonha o MP e a PJ. Que em vez disso limitam-se a encenar uma fuga para a frente antes que a comunidade os acuse a eles, no mínimo de indolência. Tão ocupados que andam a tentar subverter o sistema. Muito característico de uma certa banha da cobra política mais recente muito apoiada no justicialismo que também já financia muita gente em Portugal. Nomeadamente no que ao mediatismo deste tipo de casos diz respeito.

  6. senhor p com relação ao “outro qualquer” não conheço ninguém que defenda por exemplo, que se combata um crime ( seja um homicídio ) com outro crime ( justiça feita pelas próprias mãos ou justiça extrajudicional ) .
    que me recorde, o antigo presidente do STJ, o noronha, num discurso proferido numa das aberturas dum ano judicial, insurgiu-se contra as operadoras de telecomunicações por enviarem para os tribunais grandes quantidades de queixas por créditos de pequeno montante ( calotes de clientes ) que ele classificou de créditos de bagatela . Mas que é que ele queria ? Que fossem os credores directamente fazer justiça directa extra-judicial junto dos caloteiros ? Foi uma autêntica instigação a isso ! Claro que o que ele queria era afastar dos tribunais, mais trabalho . Sempre foi a especialidade dos juizes, a pesca à linha, que consiste em quererem em cima da escrivaninha nem processos muito complexos, caso dos colarinhos brancos e criminalidade económica complexa, nem processos muito simples, caso dos calotes às operadoras . O que se soube sobre os sorteios manipulados no tribunal da RL de Lisboa já era prática antiga e generalizada . Contra essa infeliz declaração do noronha, se pronunciou o então bastonário marinho pinto . E muito bem .
    A teoria da árvore dos frutos envenenados é invenção de advogados, foram eles que colocaram ( inventaram ) o veneno na área à volta da árvore ( a fonte ou raiz da evidência ) que radica na terra ( a factualidade ) para assim invalidarem o fruto ( a prova ).
    Quem isso defende foram os mesmíssimos que, na qualidade de deputados eleitos e por decorrência, legisladores, ou na qualidade de influenciadores de legisladores, criaram um sistema blindado que impede a perseguição e a punição de certa criminalidade, o que não me surpreende, pois que foram precisamente os advogados, os que mais malfeitorias cometeram na área da degradação da qualidade da democracia portuguesa .

  7. Eu vejo a Democracia Portuguesa a funcionar em pleno em termos gerais. Aliás a maior ameaça à Democracia Portuguesa vem precisamente de quem defende o justicialismo na Justiça. Ainda hoje ouvi uma deputada a clamar por mais uma comissão de inquérito sobre algo que ela está fartinha de conhecer. Não há maior exemplo de um bom funcionamento de uma Democracia Parlamentar. Não podia a deputada poupar-nos a todos a mais uma comissão de inquérito e passar logo às conclusões que ela também conhece? Ou porque é que a Maria de Luz Albuquerque nunca conseguiu vender o NB e ainda andou a prometer que o NB nunca ia custar 1 cêntimo aos portugueses? Quando ninguém melhor que ela sabe perfeitamente o que meteu no NB porque naquela altura interessava mais o rating da Nação. Como mais à frente na venda. Ou também será coincidência que o valor da garantia do Estado mais tarde à Lone Star seja quase equivalente às perdas entretanto acumuladas? Porque é que os políticos e os jornalistas não param todos de tentar manipular outra vez os portugueses? Uma Democracia Parlamentar a funcionar também é isto. Obriga todos a pensar.

  8. Caro P utiliza-se a torto e a direito os chavões justicialismo e populismo, ambos de contornos imprecisos, mas sempre à mão conforme der mais jeito, se alguém clama contra a impunidade reinante na ordem jurídica, é apelidado de justicialista ( e na maioria das vezes, a condenação provém dos mesmíssimos que passam a vida a criticar o funcionamento da justiça ) se alguém diz verdades óbvias que colidem com interesses instalados, mormenta “a cantina socialista”, é apelidado de populista .
    Se o chega vier a eleger entre 30 a 40 deputados, depois vai ver que teria sido melhor para os partidos tradicionais terem enveredado pelo reformismo e pela auto-regeneração, e deixado o chavão do populismo de lado .

  9. Meu caro P, mais uma :

    “ Eu vejo a Democracia Portuguesa a funcionar em pleno em termos gerais”

    Trata-se de uma afirmação pomposa, e bem sonante, mas que diz, nada .

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