Nas muralhas da cidade

«Os tempos são assim: parece culpado, é culpado. Assim, se está detido para ser interrogado, que apodreça por ali uns dias. Este horror é justamente a negação da presunção de inocência. É por ser ponto assente que recusamos isto que há julgamento e produção de prova. Não aceitamos, num regime democrático, condenar sem julgar, pelo que devíamos castigar nas urnas quem criminaliza a política, quem usa a Justiça como arma, e devíamos castigar como cidadãos os órgãos de comunicação social que fazem dos direitos das pessoas um ringue de boxe sangrento, um massacre pornográfico; sim, devíamos escolher a decência.

É difícil, mas vale a pena. A Justiça não pode ser um espetáculo ao qual nos rendemos com medo de perdermos o nosso eleitorado. A Justiça não pode ser um espaço sonoro de alívio de frustrações. A Justiça não pode ser arma de quem quer rasgar o regime e desatar o nó que demos em abril. A Justiça é templo de silêncio e de eficácia sem dependência do horário nobre.»

Isabel Moreira

«Há aqui um problema evidente: a presunção de inocência deixa de vigorar sem que nenhum juiz tenha lavrado sentença ou sequer o arguido tenha possibilidade de se defender.

Dir-me-ão que o MP só promove estas medidas porque tem uma fortíssima convicção da prática de condutas criminosas e que não devemos partir da possibilidade de os procuradores terem enlouquecido ou pertencerem a uma conspiração.

Lamento, mas isso pouco importa. A presunção de inocência é um pilar do Estado de direito; a nossa convicção de que não ficou tudo louco no MP ou de que não é possível uma conspiração não é princípio fundamental nenhum.»

Pedro Marques Lopes

«Não pode haver impunidade para ninguém, em democracia. Mas é tão fácil hoje destruir alguém publicamente e, como gostam de dizer os tribunais, por "motivos fúteis", que creio que só há dois motivos para se aceitar certas funções: ou vaidade, irremediável e humana; ou fé, inexplicável pela razão, em que se será mesmo capaz de fazer melhor. Não é seguramente pelos 4 mil euros mensais que ganha um ministro, não é seguramente pelo quotidiano de trabalho miserável e pelos riscos reputacionais inerentes. Isto é ainda mais verdade para os ministros que são cabeças transitórias (e, ainda pior, para os que pensam pela sua cabeça e que queiram fazer alguma coisa de diferente e assíncrono do interesse pessoal dos profissionais de um setor) de corporações fortes, porque diretamente interessadas e numerosas (forças armadas, professores, profissionais da saúde, profissionais da justiça, polícias e bombeiros...).

Não sou eu que vou condenar nem a vaidade nem a fé. Mas que a democracia ganharia com algo de intermédio, entre a censura obediente do Estado Novo e esta selvajaria consentida dos nossos dias, parece-me óbvio. Noticiar o existente e factual é um dever; sodomizar mediaticamente quem exerce funções públicas, só porque se pode no imediato e porque vende, é já um outro extremo, que alimenta também o populismo, a simplificação e a raiva inconsequente, bons alicerces das ditaduras.»

Miguel Romão

35 thoughts on “Nas muralhas da cidade”

  1. Pedro Marques Lopes: “Dir-me-ão que (…) não devemos partir da possibilidade de os procuradores terem enlouquecido ou pertencerem a uma conspiração.” Se calhar até devemos, pelo menos em relação a alguns.

    Quanto à “nossa convicção de que não ficou tudo louco no MP ou de que não é possível uma conspiração”, parece-me convicção pouco avisada, do domínio do wishful thinking.

  2. O MP português não esqueceu o velho ditado árabe :
    Bate sempre na tua mulher ! Tu podes não saber porquê, mas ela sabe !
    Então, sempre prisão preventivaq! O suspeito encontrará a justificação !

  3. É bom sinal que haja quem comece a ver pelo outro lado do espelho; é bom que a Isabel Moreira não vacile como há tempos deu a entender e que o Marques Lopes endireite a coluna que tendia para a genuflexão, que regressem à lógica democrática muitos Miguel Romão.
    É preciso que os dirigentes PS não cedam à chantagem dos Pachecos Pereira, Lobos-Xavier, Sousa Tavares, Barretos & outros falhados políticos que nos querem impor uma ficcão que lhes encubra as culpas próprias de colaboradores subservientes do cavaquismo e do escroque do Durão.
    A opinião pública começa a desconfiar de tantas e tamanhas contradições nos julgamentos mediático-fulanizados do MP que depois parem ratos minúsculos e gastos monumentais que cobrem muito por cima todas as verbas de que são acusados os arguidos; e estas sim somos nós todos que pagamos quer as penas sejam justas ou uma farsa.
    Penso e já o tenho dito aqui que o Costa caça moscas com açúcar e não com vinagre; costuma deixar que o outro, normalmente vaidoso de suas pequenas vitórias, começe a cometer excessos inexplicáveis evidentes e acabe perdendo razão e credibilidade junto da opinião pública; é o que começa a acontecer e os media e seus pulhas serventuários, medrosos e aflitos, carregam nas tintas sobre Sócrates e todos que caem nas malhas do MP num esforço tremendo de manipular e manter a opinião do povo do seu lado levando-os, em desespero de causa, a passar horas sobre horas insinuando ou mesmo acusando todos os políticos de corruptos enquanto os pró santa Joana Vidal, a salazarista, elevam a “estadistas” a quem devemos eternas gratidões e fazedores de milagres de que Portugal precisa.
    Sentindo a força da opinião pública a pôr em causa as “verdades” ficcionadas contra a realidade cada vez mais evidente talvez esteja na hora de Costa contra-atacar; farão as recentes levadas de casos bloquistas-marcelistas ao Tribunal Constitucional parte da estratégia de Costa de começar a não deixar passar casos de inconstitucionalidades flagrantes e meter travão ao poder insonso dos “afectos”?
    Não estará no momento de não aparar mais as narrativas acerca de bodes expiatórios para ocultação de culpas próprias? De os palermas do PS nas comissões de inquérito deixarem de se arrastar atrás das maneiras e tiques inquisitoriais bloquistas, também estes, a tentarem encobrir os seus falhanços anacletos de coligação negra contra o pec 4?
    Parece que também o PSD com o caso Macedo e agora contra os clubes e grandes empresas onde muitos são simpatizantes ou trabalham e são o seu ganha-pão, dão ares de estar incomodados com protagonismos que, caso não sejam travados, nunca se sabe onde vão parar tais ambições ocultas.
    A opinião pública ganha cosnciência política pela prática do dia a dia e nunca pela teoria para a qual não tem tempo nem compreende analiticamente; e a prática berrante de algum MP é já óbvia para muito povo enquanto um outro certo povo manipulador começa a tremer de medo de ser descoberto em toda sua plena desonestidade intelectual e tornar-se aos olhos da maioria mais uns “Cavaco” desprezível.

  4. As minhas questões são simples :
    Quem bateu no deputado do Chega, nos Açores ?
    Qual a pega que explica a pancadaria ?
    O que foi o Ventura lá fazer ?
    O silêncio brutalmente ensurdecedor da imprensa tablóide e a outra ,como se pode entender?
    A asfixia democrática volta a atacar?

  5. Orgulhamo-nos de termos sido pioneiros e de termos banido da Constituição a pena de morte. Mas, na verdade, longos e desvairados “julgamentos” nos tabloides de todos os matizes liquidam figuras públicas definitivamente antes dos tribunais. E mesmo depois de os tribunais absolverem, porque declarações de inocência não vendem, são remetidas para notas sem importância e até contrariam a doutas teses ali vertidas.
    O peso das corporações é imenso. Quem ousa enfrentá-las? Minam a democracia. Repare-se como a extrema direita percebeu como era fácil usar sindicatos fantoche para a luta política, porque a legislação generosa mas nada precavida permite o abandalhamento. E não há nenhum voz à Esquerda que se erga em defesa de uma verdadeira reforma do movimento sindical.

  6. Açoreanos sempre leais :
    O que se passou no vosso parlamento ?
    Suspeita-se aqui de grande pancadaria !
    A terra do Heroísmo não pode ficar calada !

  7. “Pacificamente fazendo doutrina”, seja isso o que for, por muito espremido que seja, o senhor Presidente da República, Marcelo Rebelos de Sousa, voltou a aprovar uma violação à Constituição, promulgando o diploma do Parlamento que dá 30 dias ao Governo para discutir com os sindicatos algo sobre o ensino básico e secundário. Nada de surpreendente, pois seria demasiada “lata” para justificar a não promulgação, depois do sim anterior aos apoios sociais e das justificações. Não sei se o Governo vai recorrer de novo ao TC, mas faça-o ou não, uma coisa é certa: o Governo que se cuide e não se distraia. Marcelo está à vontade, está no seu último mandato, já não precisa de votos, agora quem deles precisa é o seu partido, o PSD. e vêm aí as autárquicas e lá mais para a frente as legislativas. Marcelo está à vontade, vai procurar interferir o mais que poder na governação, vai comentar e ditar pareceres sobre tudo e mais alguma coisa, vai voltar às suas habilidades e manigâncias, que nunca esqueceu, de comentador televisivo. Ele dá-me sempre razão à minha razão de lhe não dar o meu voto. Nunca lho dei!

  8. “Suspeita-se aqui de grande pancadaria!”
    ganda panca ò clementina, destruiram o parlamento e o navio hospital gil eanes já vai a caminho para socorrer os deputados vítimas de agressões verbais à honorabilidade dos seua progenitores.

  9. Porrada ao vivo:
    Sabemos da pancadaria entre deputados e da desabalada correria do gordo Ventura para abafar o caso lá pelos Açores.
    Se a maioria cair a cena será cômica. E a direita,tal como o boi da história, ficará triste.

  10. com relação ao poste e com remissão para o comentário presumo que de uma senhora em
    Sabes caluniar? Vem trabalhar para o Balsemão, que abaixo transcrevo,

    ***Sabes caluniar? Vem trabalhar para o Balsemão

    Os Ricos sabem defender-se
    14 DE JULHO DE 2021 ÀS 15:11
    Imaginemos, por um instante, que tem razão? Nunca pensou em dedicar o seu tempo a causas mais justas? É uma obsessão em defender gente que de forma criminosa ou não mostraram estar-se pouco borrifando para o bem comum.
    Há muito mais gente pobre a ser alvo de injustiças. Mas a sua obsessão é em ser a Madre Teresa dis Ricos. E não se refugie no argumento que ao defender esta gente está a defender o Estado de Direito ou qualquer outro devaneio.
    Defenda quem de facto precisa. E não são essas pessoas.
    É uma obsessão com os ricos e poderosos que borda a patologia.***

    dedico às almas caridosas aqui do sítio, alguns e algumas alegadamente ateus e agnósticos, mas todos fiéis devotos da n.ª senhora dos arguidos e singelas almas pias, ferverosos defensores do direito demissional e paladinos do cartilha que reza que “ninguém deveria ser condenado, muito menos um culpado”, cá vai,

    Tenho pena de quem chora
    De quem chora tenho dó
    Quando o choro de quem chora
    Não é choro, é chororô

    e mais um bónus, para a presumivel senhora do comentário, novata e desconhecedora da casa

    Sweet dreams are made of this
    Who am I to disagree?
    Everybody’s looking for something
    Some of them want to use you
    Some of them want to get used by you
    Some of them want to abuse you
    Some of them want to be abused

  11. Ontem, dia 16 de Julho, na revista do semanário Expresso, um longo artigo, com direito a uma fotografia na capa de muito mau gosto, de dois escribas, para mim desconhecidos, sobre o ex-primeiro ministro José Sócrates, com o título: A insaciável tentação do controlar. Poucas ou nenhumas novidades, tudo já dito e redito, nada confirmado, tudo desmentido, apetece-me dizer: tretas e mais tretas. Ao fim e ao cabo é de perguntar, a estes e a todos os outros, antes deles, e são muitos, e alguns talvez até já envergonhados de fazerem parte do bando: Porquê tanto medo? Que mal lhes fez o homem?

  12. Não lances fodetes antes de tempo, watchdog de merda.
    O Vieira (eu, não o outro idiota) tem mais que fazer e aparece quando lhe dá na real gana.
    Há mais vida para além do Aspirina B e, além disso, noto que a festa já é suficientemente animada sem a minha presença. No entanto, a tua prestação é que deixa muito a desejar.
    Mas tu tens uma função e, infelizmente para ti, não consegues ir além disso.

  13. Ao que parece, vieira não regressou do Dubai bem-disposto. Advinha-se na rispidez do tom que a sua aventura amorosa com o vendedor de submarinos não teve o desenlace desejado.
    É pena.

  14. ***robin dos broches
    14 DE JULHO DE 2021 ÀS 20:00
    a constituição da república portuguesa aplica-se a todos, ricos, poderosos, remediados, pobres, pelintras e populistas como tu que ignoram o artigo 13.º (princípio da igualdade)
    1. todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
    2. ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem, religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou orientação sexual. ***

    o professor e filósofo agostinho da silva, não tinha bilhete de identidade .
    benefício concedido por “decreto de cunha presidencial” do teu patriarca, marocas .
    o mesmo sucedeu com o futebolista futre, que confessou publicamente ter ido falar com o bochechas para ele meter uma cunha às autoridades militares, para ficar isento do então servico militar obrigatório. o que foi feito .

    o vice-almirante quer introduzir um sistemas de senhas para vacinação via telefone celular .
    quem não tiver dinheiro para comprar um, ou pura e simplesmente, por opção ( liberdade de opção ) não quizer ter um, fica prejudicado . no primeiro caso, há discriminação em função da situação económica. no segundo, violação da liberdade de escolha .

    substituição da pena ( ou arquivamento da mesma, ) através de pagamento de multas e coimas . um exemplo tipico de discriminação em face da situação económico-financeira.

    que se saiba, o único cidadão que foi condenado e cumpriu ou está ainda a cumprir pena de prisão, por dívidas à autoridade tributária, é o cebola .
    o crime dele consistiu em ter consciência social e não querer que a empresa fosse à falência e os trabalhadores para o desemprego.
    por isso, fazia os descontos para a segurança social e as retenções na fonte do IRS e reservava o dinheiro para ajudar a pagar os vencimentos dos meses seguintes . não ficava com o dinheiro para ele ( seria típico crime de abuso de confiança fiscal ) mas sim, e em verdade, com o dinheiro descontado, que funcionava como uma ajuda, pagava parte dos salarios vincendos dos trabalhadores . não tinha dinheiro para pagar a multa e os tributos em dívida, foi logo condenado e foi para a prisão
    Em contrapartida, uma das maiores empresas nacionais de construção civil, daquelas que financiam campanhas eleitorais para autarquias e dão “donativos” aos partidos ( funcionando segundo a regra de dar um chouriço para ir buscar um porco ) ganhadora de um concurso público importante do estado, decidiu mamar em duplicado e não obstante ter já a massa no bolso ( parte do estado/dos impostos dos contribuintes, parte oriunda de fundos comunitários ) para o efeito montou um esquema de facturas falsas, para ir sacar reembolsos de iva .
    descoberta a marosca, e já com as calças na mão, disse que pagava o que tinha sacado ilegalmente de iva, tendo o juiz, por sinal da terra do abominável homem das neves, que escrevinha aqui no blog, proferido lá no algarve, sentença mandando arquivar o processo .
    Igualdade perante a lei, diz o palonço.
    julga que somos todos otários .

  15. da série soares pisava bandeiras nacionais:

    agostinho silva não tinha bilhete identidade enquanto viveu no brasil, mas provavelmente tinha passaporte caso contrário não poderia ter regressado a portugal em 1969. os ciganos tamém não tinham bilhete de identidade e ninguém se queixa de serem priveligiados.

    futre obteve estatuto de alta competição e adiado o cumprimento do serviço militar por 8 anos, em 1987 portugal não estava em guerra e o serviço militar obrigatório tinha deixado de fazer sentido. acabou por ser
    gradualmente reduzido e finalmente extinto em 2011. não foi antes porque os generais precisavam de impedidos para lhes aturarem as mulheres, engraxar as botas e conduzir o matateu.

    da série negacionismos e cenas libertárias:

    senhas covid por telefone, quem não tiver telefone ou opte pela liberdade de não o usar, pode ser vacinado na mesma, tem liberdade de ir para a fila e esperar pela vez. se calhar querias que fossem à procura deles e vaciná-los a casa.

    substituição da pena ( ou arquivamento da mesma, ) através de pagamento de multas e coimas. qual é o problema, está previsto na lei para crimes pouco graves e os montantes são estabelecidos consoante o rendimento dos condenados. o arquivamento deve ser invenção tua.

    artigo 47.º – pena de multa

    1 – A pena de multa é fixada em dias, de acordo com os critérios estabelecidos no n.º 1 do artigo 71.º, sendo, em regra, o limite mínimo de 10 dias e o máximo de 360.
    2 – Cada dia de multa corresponde a uma quantia entre (euro) 5 e (euro) 500, que o tribunal fixa em função da situação económica e financeira do condenado e dos seus encargos pessoais.
    3 – Sempre que a situação económica e financeira do condenado o justificar, o tribunal pode autorizar o pagamento da multa dentro de um prazo que não exceda 1 ano, ou permitir o pagamento em prestações, não podendo a última delas ir além dos 2 anos subsequentes à data do trânsito em julgado da condenação.
    4 – Dentro dos limites referidos no número anterior e quando motivos supervenientes o justificarem, os prazos de pagamento inicialmente estabelecidos podem ser alterados.

    da série mitos urbanos dum rústico:

    a palha exclusiva do cebola não bate certo os 175 do espesso, mas tamém não seria de esperar outra coisa dum aldrabão como tu.
    https://expresso.pt/dossies/diario/2019-01-12-Crimes-fiscais-levam-175-pessoas-a-prisao-em-oito-anos

    as leis não são perfeitas mas cumprem o principio da igualdade, coisa quem as aplica nem sempre o faz.

  16. e quanto ao resto vai-te foder porque cheio de professores pardais ando eu cheio, só escreveste esterco .
    inda não aprendeste a diferença entre falência e insolvência e já desaprendeste que as leis aplicáveis aos casos concretos são aquelas que vigoravam no momento da ocorrência dos mesmos .

    Regime geral das infrações tributárias
    Capitulo II – disposições aplicáveis aos crimes tributários

    Artigo 12.º
    Penas aplicáveis aos crimes tributários

    1 – As penas principais aplicáveis aos crimes tributários cometidos por pessoas singulares são a prisão até oito anos ou a multa de 10 até 600 dias.

    2 – Aos crimes tributários cometidos por pessoas colectivas, sociedades, ainda que irregularmente constituídas, e outras entidades fiscalmente equiparadas é aplicável a pena de multa de 20 até 1920 dias.

    3 – Sem prejuízo dos limites estabelecidos no número anterior e salvo disposição em contrário, os limites mínimo e máximo das penas de multa previstas nos diferentes tipos legais de crimes são elevados para o dobro sempre que sejam aplicadas a uma pessoa colectiva, sociedade, ainda que irregularmente constituída, ou outra entidade fiscalmente equiparada

    Artigo 15.º

    Pena de multa

    1 – Cada dia de multa corresponde a uma quantia entre (euro) 1 e (euro) 500, tratando-se de pessoas singulares, e entre (euro) 5 e (euro) 5000, tratando-se de pessoas colectivas ou entidades equiparadas, que o tribunal fixa em função da situação económica e financeira do condenado e dos seus encargos.

    2 – Sobre a pena de multa não incidem quaisquer adicionais

    Artigo 22.º
    Dispensa e atenuação especial da pena

    1 – Se o agente repuser a verdade sobre a situação tributária e o crime for punível com pena de prisão igual ou inferior a 2 anos, a pena pode ser dispensada se: (Redação dada pela Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro)

    a) A ilicitude do facto e a culpa do agente não forem muito graves;

    b) A prestação tributária e demais acréscimos legais tiverem sido pagos, ou tiverem sido restituídos os benefícios injustificadamente obtidos, até à dedução da acusação; (Redacção dada pela Declaração de Retificação n.º 11/2012, de 24 de Fevereiro)

    c) À dispensa da pena se não opuserem razões de prevenção.

    2 – A pena será especialmente atenuada se o agente repuser a verdade fiscal e pagar a prestação tributária e demais acréscimos legais até à decisão final ou no prazo nela fixado.

    Capitulo I – Processo Penal Tributário
    Artigo 44.º

    Arquivamento em caso de dispensa da pena

    1 – Se o processo for por crime relativamente ao qual se encontre expressamente prevista na lei a possibilidade de dispensa da pena, o Ministério Público, ouvida a administração tributária ou da segurança social e com a concordância do juiz de instrução, pode decidir-se pelo arquivamento do processo, se se verificarem os pressupostos daquela dispensa.

    2 – Se a acusação tiver sido já deduzida, o juiz de instrução, enquanto esta decorrer, pode, com a concordância do Ministério Público e do arguido, ouvida a administração tributária ou da segurança social, decidir-se pelo arquivamento do processo, se se verificarem os pressupostos da dispensa da pena.

    O teu art. 47 deve ser do código postal.

    O art 47 do rgit diz isto :

    Artigo 47.º

    Suspensão do processo penal tributário

    1 – Se estiver a correr processo de impugnação judicial ou tiver lugar oposição à execução, nos termos do Código de Procedimento e de Processo Tributário, em que se discuta situação tributária de cuja definição dependa a qualificação criminal dos factos imputados, o processo penal tributário suspende-se até que transitem em julgado as respectivas sentenças. (Red.Lei n.º 53-A/2006 de 29 de Dezembro)

    2 – Se o processo penal tributário for suspenso, nos termos do número anterior, o processo que deu causa à suspensão tem prioridade sobre todos os outros da mesma espécie.

    e agora vai-te foder, e muito, que já me deste muito trabalho e tenho mais que fazer do que aturar amadores .

  17. por acaso era do código postal, mas para o caso não muda nada ao assumpto das desigualdades:

    cp artigo 47 – pena de multa
    2 – Cada dia de multa corresponde a uma quantia entre (euro) 5 e (euro) 500, que o tribunal fixa em função da situação económica e financeira do condenado e dos seus encargos pessoais.

    rgit artigo 15 – pena de multa
    1 – Cada dia de multa corresponde a uma quantia entre (euro) 1 e (euro) 500, tratando-se de pessoas singulares, e entre (euro) 5 e (euro) 5000, tratando-se de pessoas colectivas ou entidades equiparadas, que o tribunal fixa.

    o rgit até é mais barato e o principio da igualdade está em ambos, neste caso é “em função da situação económica e financeira do condenado e dos seus encargos”. podes continuar a debitar palha , a vociferar reaccionarices de atrasado mental, mudar de assumpto ou alegar conhecimentos profissionais de pide fiscal com o despejo do lixo que fotocopiaste antes de te reformares, que não te livras do rótulo aldrabão. o teu comentário 18 de julho às 19:29 é fake do princípio ao fim, prova o contrário e se fores capaz ganhas uma sandes de carapau de escabeche no gambrinus.

  18. Fora de qualquer muralha da decência, o nosso vieira despeja o fel do ressentimento.
    A sua aventura amorosa no Dubai ensinou-lhe a mais dura das lições: existe quem lhe seja superior na inteligência e na manipulação cínica dos sentimentos. Surdo aos que lhe aconselhavam prudência na sua paixão assolapada pelo Paulinho das Feiras. vieira paga agora o preço do desengano do seu coração. Mas tudo faz para nos cobrar tal preço, que honrar dívidas não é com ele.
    vieira é anjo de asas queimadas, uma criatura de rancor bilioso ( “não lances fodetes antes de tempo, watchdog de merda”, escreve ele), que declara existir mais vida para além do Aspirina B.
    Fosse vieira coerente com o que escreve e a história seria diferente. Não sendo infelizmente o caso , impõe-se lembrar a vieira a evidência que ele não tem assim tanta vida para além do Aspirina B. Caso contrário, estaríamos há muito desabituados de vê-lo a meter aqui o focinho e de nos deixar as suas bojardas.

  19. o asno das 10:55 continua a enfiar a caceça pelo cu acima, tal o contorcionismo que faz, atribuindo aos outros, coisas que eles não disseram, e atribuindo a ele, méritos de ganho, que não tem, continua a tentar explicar a diferença entre jumento, mula, burro, jegue e asno – cabes em qualquer das categorias – e a propósito, ainda não explicaste a diferença entre falência e insolvência , hehehe .

    toda a gente que saber ler, e que leu os comentários, sabe bem que a questão não era como ele está a tentar agora enviezar, mas sim, a realidade de que os que têm uma boa situação financeira, sempre que a lei tributária o consinta, pagam a multa, os que não têm dinheiro para pagar, vão para a prisão.
    aliás, o anormal até está a dar-me razão, e sem se aperceber disso, quando diz que o decisor fixa a multa em função da situação económica e financeira de e té-té-té .
    daí que, se o decisor sabe, e sabe sempre de antemão, que o condenado não tem como pagar uma infração tributária que dá uma pena de prisão efectiva, substituível pela aplicação de uma multa e simultâneamente pelo pagamento da dívida tributária ( porque só tem um palheiro, uma garagem, uma mota de água avariada ou uma fotocopiadora dos anos setenta, também avariada ) nem sequer lhe pode fixar uma multa, e o gajo não tem opção entre ir para a prisão, ou pagar uma multa e ficar em liberdade . vai directo .
    ai, berardos, vieiras e tantos outros ….

  20. Conclusão: Slobodan Milosevic, na prática, foi assassinado pela diligente e serventuária criadagem do Tribunal Penal Internacional de Haia.

  21. A mula-russa camacho acrescenta nova personagem de culto ao seu altar doméstico:
    desta feita, reza missa por intenção da “Grande” Caitlin Johnston, essa ex-taróloga australiana conspiracionista dos quatro costados e jornalista dita “independente” no combate ao “Deep State”.
    Faça-se a justiça de reconhecer que há um mérito em camacho. O mérito de fazer com que a sua imbecilidade não seja vista apenas como um defeito corrigível, mas também como um défice merecedor da nossa condescendência.

  22. De Caitlin Johnston, grande jornalista australiana, espinha dupla encravada na garganta e na peida da criadagem, a de cá e a de lá:

    “The way the mass media have begun simply ignoring major news stories that are inconvenient for the powerful, across not just some but all major news outlets, is extremely disturbing. It means any time there’s an inconvenient revelation, mainstream news institutions will just pretend it doesn’t exist.

    Seriously think about what this means for a moment. This is telling whistleblowers and investigative journalists that no matter how hard they work or how much danger they put themselves in to get critical information out to the public, the public will never find out about it, because all mainstream news outlets will unify around blacking it out.

    You want to talk about a threat to the press? Forget jailing journalists and whistleblowers, how about all news outlets of any real influence unifying to simply deny coverage to any major information which comes to light? This is a threat to the thing the press fundamentally is. More than a threat. It’s the end. The end of the possibility of any kind of journalism having any meaningful impact.”

    Tirado daqui:

    https://caitlinjohnstone.com/2021/07/03/the-horrifying-rise-of-total-mass-media-blackouts-on-inconvenient-news-stories/

  23. ò cafacho! deves ter comissão nos linques de phishagem.
    não há paciência para tanta cisterna de merda, o akismet devia ter um detetor para reencaminhar merda para a fossa, mas pelos vistos só funciona com quem reclama o cheiro.

  24. A mula-russa camacho queima também velinhas de incenso em louvor dessa vedeta do jornalismo “independente” que dá pelo nome de Glenn Greenwald.
    Mas neste caso, a devoção de camacho não resulta apenas da empatia que o santo Glenn exprime relativamente à solidariedade de Noah Chomski para com o saudoso Robert Faurisson, nem das conivências trumpistas e pró-russas da personagem.
    Não. O que aqui também está em jogo é uma circunstância de natureza pessoal, que aproxima a vocação biográfica do nosso camacho da do norte-americano Greenwald.
    De facto, camacho sonha a hora em que poderá, como Greenwald, assumir publicamente o estatuto marital que o une ao homem da sua vida. E assim fazer do seu companheiro (vieira, talvez…) o David Miranda aqui do sítio. E com dois filhos adotivos, se possível.

  25. Está visto que o bom camacho promete para breve o anúncio das suas núpcias com o homem por ele escolhido. Daí o seu agradecimento da dica. Se desejar, faremos chegar a camacho boas propostas de lua-de-mel. Com o pacote completo e a preços muito acessíveis.

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