Não foi por falta de avisos que os portugueses escolherem a traição e a estupidez

Pedro Silva Pereira adiantou em declarações à TVI24 que a entrevista do líder do PSD “foi um vazio total. Depois de ter provocado uma crise política, de ter recusado apresentar alternativas no debate, de ter sido desafiado até por Angela Merkel a apresentar medidas, a entrevista era decisiva para um candidato a primeiro-ministro”, disse.

Pedro Silva Pereira comparou o presidente do PSD “àqueles alunos que vão a exame com a matéria mal estudada e falam, falam, mas não conseguem responder a nenhuma pergunta concreta”. “Os portugueses precisam de saber se o PSD está comprometido com a redução do défice orçamental. Se quer recusar as medidas do PEC, então qual é a sua alternativa?”, questionou. Pedro Silva Pereira disse ainda que na entrevista demonstrou ainda “a doutrina da coligação alargada com o FMI” que Passos Coelho pretende.

Pedro Silva Pereira: “Se quer recusar as medidas do PEC, então qual é a sua alternativa?”

2 thoughts on “Não foi por falta de avisos que os portugueses escolherem a traição e a estupidez”

  1. sobre passos coelho, nada tem a dizer.só falo de determinado” tipo de gente”, quando estou distraido.sobre silva pereira, tenho a dizer que é um jurista e politico preparado, assertivo nas suas criticas, e que assume com galhardia o passado do seu partido.

  2. Às vezes apetece-me dizer que o povo não é “avisado”. Falo do povo em geral. Já lhe chamei “burro como uma porta” por elegerem estes governantes e este presidente Cavaco. Depois, ouço pessoas que conheço como sendo, dentro do normal, honestas e inteligentes e que votaram convictamente nesta gente, pensando que os socialistas foram os destruidores da economia e Sócrates foi um corrupto e chico-esperto da pior espécie. Acabo por me dar conta de que estas pessoas “normais” foram literalmente formatadas pela informação que jorra das televisões, rádios e jornais. Acresce ainda que os comentadores, os jornalistas, a justiça (com fugas de informação a jeito) e todos os partidos do leque parlamentar formaram um bloco compacto, agora e no passado, contra o partido da alternância do governo, o PS. Eu pergunto, Val, se o português “normal” alguma vez poderia escapar a esta avalanche desinformativa sobre a governação PS e as suas destacadas figuras. E como se tudo isto não bastasse, destacadissimos elementos do PS foram fazendo coro com o adversário, por cobardia, taticismo político ou simples vaidade pessoal. Daí eu considerar que é injusto dizer que o povo foi realmente avisado e mesmo assim votou “neles”. Basta lembrar a forma ridicula como Alegre e Defensor Moura atacaram o problema dos negócios do candidato Cavaco no BPN e na Quinta da Coelha, fazendo-o de forma tão desajeitada e impreparada que a mensagem que passou foi da sacanice daqueles dois socialistas, em vez da denuncia de um negócio que, que se Cavaco não explicasse muito bem, na hora ou nos dias seguintes, seria suficiente para afastar o candidato de Belém. Pergunto, que culpa teve o povo que viu e ouviu aquela trapalhada? Acredito que tenham concluido pela sacanice dos dois socialistas. Claro que se houvesse jornalismo independente do poder económico, o povo acabaria esclarecido, mas a verdade é que, quem naquela hora teve vez e voz, apenas zurrou…
    Podia referir ainda o erro clamoroso dos militantes PS terem eleito Seguro, sabendo que durante seis anos rosnou na AR contra o Sócrates, que vinha fazendo uma governação acima do normal, até rebentar a crise. Os números aí estão para o demonstrar. Era natural que o rosnador repudiasse a herança deixada pelo último governo socialista que nunca apoiou. Como é que hei-de chamar burro ao eleitor comum? As chamadas “elites” de esquerda bem informadas colhem o que semearam. Não é senhores Manuel Alegre e senhor Louçã?

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