Não apaguem a memória!

Que os ranhosos não queiram falar deste tempo, e se permitam a vilania de encher a boca com a patética asfixia democrática, nada de mais previsível. Mas que os imbecis já o tenham esquecido, ou não o respeitem – eles que o sofreram ou tiveram familiares e amigos a sofrer – eis a triste surpresa.

Talvez um dia apareça uma explicação para este fenómeno que se presencia desde 2008, onde saudosos de Salazar e órfãos de Stalin se osculam entusiasmados.

14 thoughts on “Não apaguem a memória!”

  1. Os que acusam hoje de asfixia democrática, tiveram como progenitores os mentores dos Tribunais Plenários.

  2. exactamente, há para aí uma série de asfixiados, que além de não estarem, como se comprova abundantemente pela enxurrada de notícias de telenovela M, queriam era asfixiar os outros, mesmo. Tudo invertido, tudo pervertido, é assim a direita portuguesa: o ppd.

  3. Grande prelecção de Borges Coelho. É importante «QUE NÃO SE APAGUE A MEMÓRIA”. É facto incontestável que quem fala de “asfixia…”, “falta de liberdade de expressão”, e todas as bacoradas que se vêm ouvindo, deveriam ser “obrigados” a ler durante quarenta dias e quarenta noites, todas as descrições que existem sobre as torturas e façanhas do fascismo. Era um castigo “severo” que deveria ser “ministrado” com a tortura do sono (para que eles aprendessem bem…). Isto para não lhes “receitar” a: “…suspensão da democracia durante seis meses…”, sempre era bem maior castigo…

  4. Parabéns pela lembrança, que a muitos faz falta! A uns para os envergonhar pela conivência mantida: A outros pela ofensa que fazem aos presos políticos do fascismo pela sua actual conivência com os herdeiros desta gentalha!!!
    Viva o 25 de Abril! Sempre em democracia!!! Abaixo a facharia e os seus novos amigos!!!

  5. Felizmente, parece que muitos ainda não esqueceram. As sondagens estão aí para lembrar isso mesmo a esta corja de ranhosos e imbecis. Estou curiosa para ver o que vai sair da Comissão de Inquérito. Dizem que tem outros poderes… será que os deputados vão torturar os mesmos que responderam na Comissão de Ética para que, finalmente, contem uma história que lhes permita realizar o sonho de derrubar Sócrates?

  6. Golpe de Estado
    12 De Março de 2010. Uma sondagem da responsabilidade da Universidade Católica mostra que, se as eleições fossem hoje, o PS venceria com 41 por cento dos votos.
    A crer nas sondagens, o governo legítimo do País resultante das últimas eleições legislativas vê reforçada a sua base de apoio social, apesar de estar em marcha uma escabrosa campanha de destruição de carácter visando o actual primeiro-ministro.
    Os objectivos últimos de tal campanha não podem ser mais claros: uma ruptura institucional visando a destituição do governo legalmente designado e a apropriação do Estado através de um processo de transição não violento, mas contrário à normalidade da lei e da ordem: um golpe de estado.
    Não se constituindo o PSD como uma alternativa credível aos olhos do eleitorado, uma miscelânea de interesses e corporações de ordem diversa decidiram que as escolhas do eleitorado não são do seu interesse, e, em consequência traçaram um plano de acção visando o derrube de um poder incómodo, concretizando-se definitivamente a suspensão da democracia, expressão de uma líder sem estatuto e sem estatura, que apenas existe por dogma infalível do exacerbar cavaquista.
    Há quase uma década que o golpe se encontra em marcha. É certo que o PSD tem “senadores”, que miraculosamente sobrevivem qualquer que seja o regime vigente, como são o exemplo Mota Amaral, Marcelo Rebelo de Sousa e Pinto Balsemão, deputados desde o tempo da “outra senhora”. Mas o povo não lhes reconhece mais o que o mérito de serem cidadãos de pleno direito, e bem, pois como se sabe, Pinto Balsemão que tão bem gere os seus negócios, no início da década de oitenta, ao leme do governo da AD, conduziu o País até aos cofres do FMI, abandonando, previamente, o povo ao seu destino. Num aparte para referir João Salgueiro, ministro das finanças de então, hoje uma enciclopédia económica a consultar em qualquer órgão de comunicação social.
    A tentativa de decapitação do Partido Socialista teve a sua génese em meados da presente década num conluio político – mediático – judicial com personalidades da esfera da direita e do PSD em particular, a coberto de um suposto direito de informar, mas que mais não é que uma violência injustificada, com a violação da vida privada com o único objectivo de arredar os socialistas do poder. Assim foi com Ferro Rodrigues, assim é com José Sócrates.
    Conquistada a Presidência da República, assegurados os meios da comunicação social, já não interessa o respeito pela legítima vontade do povo expressa em votos: a democracia há-de ser o que eles quiserem.
    Não alienarei o meu voto.

  7. Só uma reserva. A osculação entre ranhosos e imbecis desde 2008 é apenas a repetição, no formato de farsa paroquial, da tragédia que foi a aliança Estaline-Hitler e, sobretudo, da teorização do “social-fascismo” que desde os anos 20 a III Internacional de Estaline fazia. Para Estaline, os sociais-democratas (o actual socialismo democrático) eram piores que os fascistas. Daí a designação de sociais-fascistas e a proibição de quaisquer contactos, alianças ou frentes entre comunistas e socialistas, mesmo que se tratasse de frentes para barrar o caminho ao fascismo. Para Estaline o fascismo era preferível à social-democracia. Por isso, quando a esquerda imbecil hoje renova as alianças com a direita contra o Partido Socialista, não faz mais que reabilitar a teoria estalinista do social-fascismo. O “gerador automático de posts” do cinco dias, que assina com o pseudónimo carlos Vidal, é apenas o porta-voz anedótico e ingénuo desta estratégia. O que “admira” é que o francisco Louçã, que andou décadas a prégar contra o estalinismo, hoje seja o artífice-mor da teoria paroquial do social-fascismo.

  8. «Mas que os imbecis já o tenham esquecido, ou não o respeitem – eles que o sofreram ou tiveram familiares e amigos a sofrer – eis a triste surpresa.»

    Desta vez não concordo com o Valupi. Estou convencido de que os actuais imbecis da direcção do P. C. P. não só já não sofreram nada de muito especial com o Salazarismo, pelo menos quando comparado com o que efectivamente penaram os da geração de Álvaro Cunhal, como já só muito remotamente têm relações pessoais, familiares ou de amizade, com quem mais sofreu com a violência da PIDE. Esses, se ainda existissem, não apenas teriam nojo da estratégia actual do seu Partido, como seriam incapazes de ser coniventes com ela.

    Não nos esqueçamos da digníssima atitude de Cunhal em 1986, quando instou corajosamente os seus Camaradas a votarem no grande adversário do Partido, mas não inimigo político, Mário Soares, estando precisamente em causa derrotar uma Direita forte e arrogante que, nessa altura, ainda continha muitos componentes tóxicos reciclados directamente do Fascismo. Disso me lembro eu já muito bem.

    Mas o P. C. P. actual, infelizmente, já nada tem que se salve…

  9. No meu comentário anterior não falei do Bloco de Esquerda, porque é sabido não existirem própriamente entre os seus dirigentes grandes vítimas, nem sequer remotas, do Fascismo. Mas a sua imbecilidade não é muito inferior à da direcção comunista e a última sondagem aí está para demonstrar que o B. E. ainda poderá ser mais penalizado do que o P. C. P. nas próximas Legislativas. Digo-o com sincera mágoa, como antigo votante e colaborador do Bloco, durante cerca de dez anos…

  10. “A dignidade antiga e quase sagrada de Sócrates perante os quinhentos juízes do tribunal de Atenas” – Curiosa citação

  11. Tomara a muitos que a (má) memória fosse apagada!
    Seria tão bom, ninguém nos poder confrontar com o passado…

    Quando se escreve que “(…)saudosos de Salazar e órfãos de Stalin se osculam entusiasmados” ter-se-á esquecido que o PS fez uma coligação com o CDS?
    Será que Freitas do Amaral e Mário Soares eram (são?) ranhosos? Não representarão ambos, cada um a seu modo, os “saudosos de Salazar e órfãos de Stalin”?
    Nada disso, dir-me-ão. Os “ranhosos” são os outros, aqueles que insistem em não alinhar pela Ordem estabelecida e que se atrevem a dizer “não”.
    No PS não há “ranhosos”.
    Ser “ranhoso” é condição de pobre e PS é um partido rico.

  12. Esta matilha de perdigueiros antifascistas de pacotilha, apesar de nunca deixarem fugir uma oportunidade sequer que lhes sirva para lancar inimigos contra inimigos e amigos que o sao este mes mas nao no mes seguinte, nunca mais se decide a discutir a conversao politica de Sao Jose dos Telefones, conversao provavelmente acompanhada do Grande Ritual da Fralda. E tabu, pois. Coisas de tachos e cacarolas de barro. Eu tambem tenho, varios, muitos, dois metros quadrados de parede, por ai, e nao inclui panilas nem frigideiras. Passador so tenho um, foi o que me ajudou no salto para Franca para fugir a estas linguas desmazeladamente simples e pro-hipocritas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.