Na cabina do projeccionista

Os que dizem que o Governo está desnorteado são os mais desnorteados.

Os que dizem que Portugal está à beira do abismo são os que se sabem no fundo do poço.

Os que dizem que o Governo não governa são os que querem o Governo para se governarem.

13 thoughts on “Na cabina do projeccionista”

  1. Na «mouche», Val. É isso mesmo! Andam desnorteados porque o governo nunca perdeu o Norte. Só faltava mesmo o Zeinal Bava dizer que foi ele o pai do negócio da PT/TVI e não o estafermo do Sócrates. Nem tão pouco Rui Soares foi o «pivot» da coisa toda, como disse o Barbosa do ACP. Se aquele Semedo do BE tivesse um pingo de vergonha na cara não perguntava mais nada a ninguém. Mas como ele já sabia e sabe que o pai da coisa é mesmo o Sócrates, vai abandalhar o Parlamento até ao fim. Acredito que um dia destes vai haver coragem para alguém com responsabilidade dizer que meia centena de deputados chegam e sobram para fazer o que deve ser feito no Parlamento, pela democracia. Os outros estão lá para levantar o dedo de vez em quando, ler os jornais, tratar dos seus negócios cá fora ou palrar continuamente em comissões. Na prática é como ter um parlamento dentro doutro parlamento. Afinal para que serve o plenário? Eu penso: para os srs deputados levantarem o dedo de vez em quando e justificar os ordenados parasitas de duas centeas e meia de funcionários da treta.

  2. Será tudo assim tão simples, Valupi?
    Todos os outros estão errados e só os simpatizantes do PS é que estão certos?
    Quem me dera que fosse verdade!
    Mas não é e a prova está em alguns comentários que aqui se lêem. Sim, que eles reflectem um desnorteamento total, para não ser demasiado acintoso.
    …mas estes não são simpatizantes do PS. Limitam-se a estar ao lado de quem ganha, o que dá um certo conforto, nem que seja apenas mental.

  3. Concordo, Mário Pinto.
    Sempre que me assumo como defensora das decisões do Sócrates ou como atacante dos iluminados que nos alertam para o abismo, ganho mais amigos e subo uns pontos na tabela da popularidade.

  4. O problema, valupi, é medo, medo. Certas pessoas vivem aterrorizadas com medo de perder o elevado estatuto, as propriedades, solares, apalaçadas moradias e grandes apartamentos e valiosos velhos prédios familiares nas ruas principais das grandes cidades, dos bons e velhos negócios de “família”, etc, etc. Estes são uns, outros são os que conseguiram, ao passar pelo poder, abocanhar-se de médias e grandes fortunas, elevadas pensões continuando a ser administradores altamente bem pagos por motivos de influência política. E o medo de perder essa influência política, que os faria perder os elevados cargos, aterroriza-os. Outros são os grandes empresários que não suportam ser arredados do mando do poder a que estão habituados. Sócrates é, talvez, o único político da democracia que não vai ao beija-mão dos vellhos empresários habituados a dar ordens aos governos.
    Medo da falência do Estado e perda do secular património, que sabe Deus como foi ganho pelos amtepassados. É por isso que face a qualquer dificuldade exigem sangue imediatamente, cortes em tudo e à bruta. Contudo o palavreado em que se refugiam é o de que o país vai para o abismo. Mas o medo que dizem sentir pelo país não passa de um fingimento por males alheios em proveito próprio.
    Este tipo de gente é medrosa, fez-se medrosa por herança de pergaminhos de bem estar familiar, pelo enriquecimento, na defesa do património próprio e por tal medo logo exigem que outros avançem para as trincheiras em defesa do páis. Na Guerra Colonial foi o mesmo espírito que levou muitos a ter a “bravura ousada” de fugir à guerra e depois vender o medo próprio, através de um pensamento dominante, como se de heroicidade se tratasse.
    Também agora, aquando do Iraque, lá estavam todos unidos a favor da invasão, não fosse o malandro do Sadam vir Europa fora estragar o seu sossego e remanso bem estar.
    Se voltarem ao poder farão os mais desgraçados pagar a despeza com língua de palmo depois tratarão do seu património, depois tudo ficará na mesma, depois um outro tentará de novo a modernização de Portugal e os mesmos ou filhos dos mesmos opor-se-ão outra vez e assim até que a necessidade histórica imponha de vez a mudança.

  5. o abismo? mas então pus eu a andorinha no ar para voar por cima já faz mais de um ano,

    Zeus: desde que entendi que os deuses precisam de ser amados senão descompensam, que amo-te mais sem vergonha que já é tempo. Não tenhas é ciúmes Pá. Já descobri ali nos mapas o teu santuário por aqui, convergiu o enquadramento: zzzzzzip. Amanhã vou lá meter uma cunha futurista com um beijoca numa pedra. Já agora um dia destes podias fazer uma trovoada que eu acho bonito, raios à maneira,

    não estou com pachorra para política.

  6. Basta ler alguns comentários para que surjam as provas do desnorte a que me refiro, Valupi.
    Penso não estar a pedir demasiado.

  7. Adolfo Contreiras, excelente comentário.
    __

    Mário Pinto, pedires para pensarmos pela tua cabeça é pedir demasiado.

  8. Essa dificuldade eu compreendo, Valupi, especialmente se não estiverem habituados a pensar.
    Mas eu dou uma achega: Quando se escreve “Adolfo Contreiras, excelente comentário” acerca de um chorrilho afirmações que nada têm umas que ver com as outras isso só por si revela desnorte, para além do desnorte que esse referido comentário revela.
    Exemplos:
    1 – “O problema, valupi, é medo, medo. Certas pessoas vivem aterrorizadas com medo de perder o elevado estatuto, as propriedades, solares, apalaçadas moradias e grandes apartamentos e valiosos velhos prédios familiares nas ruas principais das grandes cidades, dos bons e velhos negócios de “família”, etc, etc”.
    2 – “Este tipo de gente é medrosa, fez-se medrosa por herança de pergaminhos de bem estar familiar, pelo enriquecimento, na defesa do património próprio e por tal medo logo exigem que outros avançem para as trincheiras em defesa do páis. Na Guerra Colonial foi o mesmo espírito que levou muitos a ter a “bravura ousada” de fugir à guerra e depois vender o medo próprio, através de um pensamento dominante, como se de heroicidade se tratasse”.

    Isto quer dizer o quê?
    Que tem este comentário que ver com o post?
    Em que aspecto é que ele é “excelente”?

    Agradeço a Adolfo Contreiras a sua preciosa ajuda para poder apresentar as provas exigidas por Valupi.

  9. Mário Pinto, tudo isso quer dizer que os ranhosos farão qualquer coisa para se verem livres daqueles que não têm medo deles. E ter isso presente é excelente para quem não está disposto a dar aos ranhosos o que eles querem.

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