Muito obrigado, Passos Coelho

Portugal pode ser um dos Países mais abertos e uma das sociedades mais democráticas da Europa. É esse o nosso horizonte.


Passos, 2011, discurso da tomada de posse

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Vamos entrar em 2018 com essa certeza, Portugal ser uma das democracias mais abertas, plurais e originais na Europa, quiçá no Mundo. O sectarismo da esquerda, esse bloqueio sistémico que servia os interesses da direita, foi pela primeira vez suplantado pela responsabilidade que PCP e BE tiveram ao viabilizarem um Governo minoritário do PS. Resultado? A maior crise de sempre na direita por causa do maior sucesso de sempre da esquerda em Portugal após o 25 de Abril.

E tudo isto graças a Passos. Não só já o antecipava qual vate em 2011, depois de ter afundado o País por imposição do aparelho e da oligarquia, como ao ter faltado à palavra dada e ao se oferecer entusiasmado para empobrecer os portugueses a mando dos fanáticos espalhou a inaudita violência que foi o ingrediente decisivo para a receita governativa que está a fazer História. Pode sair de cena com a satisfação de ter contribuído com o pior de si próprio para este cósmico alívio de sabermos que nunca mais teremos de voltar a suportar o seu carácter traidor.

Venha um 2018 acima das nossas possibilidades e da nossa falta de imaginação, exactamente como aconteceu em 2016 e 2017.

6 thoughts on “Muito obrigado, Passos Coelho”

  1. O que parece provar que a raiva que ele andava a exteriorizar era contra ele próprio. Ele devia andar a perguntar-se, envergonhado, desesperado, mas quem é que escreveu este discurso? Fui eu? Na verdade, teria sido ele?

  2. BOM ANO PARA SI, VALUPI, E JÚLIO E PENÉLOPE….E ENFIM, PARA TODAS/TODOS OS QUE POR AQUI PASSAM – mas só para os de boa fé!

    E que os Deuses iluminem a “inteligência” da Geringonça para manter a convergência no essencial – desenvolvimento do país e correção das desigualdades sociais! – mas, sobretudo, no serrar de fileiras para resistir aos assaltos de toda a ordem das várias forças desta “direita” nacional…

  3. Mas atenção!
    Os deolindos, juntos ou separados já começaram a sair debaixo da pedra. Os ‘primos da luta’ idem, ainda hoje no rádio do carro ouvi mexer qualquer coisa.
    A CS, essa continua intacta.
    O prof. está a ponderar a decisão, deve ser para coincidir com a divulgação dos dados económicos do trimestre ou do ano…

  4. BOM ANO, malta das postas e dos cumentários!
    Concordância absoluta com o above.
    Apenas uma dúvida:
    Os palhaços que gozavam com os cantores de esquerda (e que, posteriormente, até chegaram a fingir que o eram…) não se chamavam ” filhos da luta”?
    Espero que a “juventude” daquela altura tenha aproveitado para cagar durante a vigência do passos (do portas) e seus 40 troikistas.
    Desejo-vos um 2018 mais aliviado.

  5. “Homens da luta” era a graça dos oportunistas cambalhoteiros sem graça. Só enganaram os estúpidos e quem quis ser enganado, ainda assim demasiados para o que seria desejável.

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